Mediunidade
[do latim medium + -idade] – 1. Faculdade que a quase
totalidade das pessoas possuem, umas mais outras menos, de sentirem a influência
ou ensejarem a comunicação dos Espíritos, tanto que Allan_Kardec afirma serem
raros os que não possuem rudimentos de mediunidade. 2. Em alguns, essa
faculdade é ostensiva e necessita ser disciplinada, educada; em outros,
permanece latente, podendo manifestar-se episódica e eventualmente.
Medianimidade
[do latim mediu + anima + -idade]
http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-m.html
Medianimidade
- Faculdade dos médiuns.
Sinônimo de mediunidade. Estas duas palavras
são, com freqüência, empregadas indiferentemente. A se querer fazer uma distinção, poder-se-á dizer que:
Ele possui o dom de mediunidade.
A medianimidade mecânica
[17b
- página 487 ]
A mediunidade é um madeiro de
espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvárío acima, os acúleos se
transformam em flores e os braços da cruz se transformam em asas de luz
para a alma livre na imortalidade.
BEZERRA DE MENEZES
[92
- página 57]
A mediunidade é uma energia peculiar a todos, em maior ou menor grau de exteriorização, energia essa que se encontra subordinada aos princípios de direção e à lei do uso, tanto quanto a enxada que pode ser mobilizada para servir ou ferir, conforme o impulso que a orienta, melhorando sempre, quando em serviço metódico, ou revestindo-se de ferrugem asfixiante e destrutiva, quando em constante repouso.
[96 - página 197] - André Luiz
As vivências tidas como mediúnicas são descritas na maioria das
civilizações e têm
um grande impacto sobre a sociedade. Apesar de ser um tema pouco estudado
atualmente, já foi objeto de intensas investigações por alguns dos
fundadores da moderna psicologia
e psiquiatria.
Foi revisado o material produzido
por Janet, James, Myers, Freud e Jung a respeito da mediunidade,
com ênfase em dois
aspectos: suas causas e relações com psicopatologia. Esses
pesquisadores chegaram a três conclusões distintas.
-
Janet
e Freud associaram mediunidade
com psicopatologia e a uma origem exclusiva no inconsciente
pessoal.
-
Jung
e James aceitavam a possibilidade de um caráter não-patológico
e uma origem no inconsciente_pessoal, mas
sem excluírem em
definitivo a real atuação de um espírito desencarnado.
-
Por
fim, Myers associou
a mediunidade
a um desenvolvimento superior da personalidade e tendo
como causa um misto entre o inconsciente, a telepatia
e ação
de espíritos desencarnados.
conhecer
os estudos já realizados para dar continuidade nessas investigações
em busca de um paradigma
realmente científico sobre a mediunidade.
http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol31/n3/pdf/132.pdf
O desenvolvimento
da mediunidade não guarda relação com o desenvolvimento
moral dos médiuns.
-
A
faculdade propriamente dita se radica no organismo;
independe do moral.
-
O
mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mau,
conforme as qualidades do médium.
[17b
-
questão 226 § 1º]
Não
é a mediunidade
que te distingue.
É aquilo que fazes dela.
A ação do Instrumento varia conforme a atitude do servidor.
A produção revela o operário.
A pena mostra a alma de quem escreve.
O patrimônio caminha no rumo que o mordomo dirige.
O
lavrador tem a enxada, entretanto...
-
Se
preguiçoso, cede asilo à ferrugem.
-
Se
delinqüente, empresta-lhe o corte à sugestão do crime.
-
Se
prestativo e diligente, ergue, ditoso, o berço de flor e pão.
O
legislador guarda o poder; contudo, através dele...
-
Se
irresponsável, estimula a desordem.
-
Se
desonesto, incentiva a pilhagem.
-
Se
consciente e abnegado, é fundamento vivo à cultura e ao progresso.
O artista dispõe de mais amplos recursos da Inteligência; todavia, com
eles...
-
Se
desequilibrado, favorece a loucura.
-
Se
corrompido, estende a viciação.
-
Se
eliecido e generoso, surgirá sempre como esteio à, virtude.
Urge reconhecer, no entanto, que acerca das qualidades e possibilidades do
lavrador, do legislador e do artista, na concessão do mandato
que lhes é confiado, apenas à Lei Divina realmente cabe julgar.
Todos nós, porém, de imediato, conseguimos classificar-lhes a influência
pelos males ou bens que espalhem.
Assim
também na mediunidade.
Seja qual for o talento que te enriquece, busca primeiro o bem, na convicção
de que o bem, a favor do próximo, é o bem irrepreensível que podemos
fazer.
Desse modo, ainda mesmo te sintas imperfeito e desajustado, infeliz ou
doente, utiliza a força medianímica
de que a vida te envolve, ajudando e educando, amparando e servindo, no
auxilio aos semelhantes, porque o bem que fizeres retornará dos outros ao
teu próprio caminho, como bênção de Deus a brilhar sobre ti.
Texto
ditado por Emmanuel na reunião pública de 12/2/1960, a respeito do Livro
dos Médiuns - Questão nº 226 - Parágrafo 1º
[80
- página 43 - "Na Mediunidade"]
Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render
graças a Deus, pois que homens há privados delas.
Poderias igualmente perguntar por que concede servem para dizer coisas nocivas. O
mesmo se dá com a indignas que a possuem, é que disso
precisam mais do que as outras, para se melhorarem.
[17b
- questão 226 § 2º]
A faculdade medianímica
prende-se ao organismo; ela é independente das qualidades_morais do médium,
e é encontrada nos mais indignos como nos mais
dignos. Não ocorre o mesmo com a preferência
dada ao médium pelos bons
Espíritos.
[78
- Qualidade dos médiuns]
- Allan
Kardec
A mediunidade é aquela luz que seria
derramada sobre toda carne e prometida pelo Divino Mestre aos tempos
do Consolador, atualmente em curso na Terra.
A missão mediúnica, se tem os seus
percalços e as suas lutas dolorosas, é uma das mais belas oportunidades
de progresso
e de redenção
concedidas por Deus
aos seus filhos misérrimos.
Sendo luz que brilha na carne, a mediunidade
é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador
da posição moral da criatura terrena, enriquecendo
todos os seus valores no capítulo da virtude e da inteligência, sempre
que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória
pela face do mundo.
[41a
- página 213] - Emmanuel - 1940
No mediunidade
não existem propriamente privilégios para os que se encontram em
determinada situação; porém, vence nos seus labores quem detiver a
maior porcentagem de sentimento.
E a mulher, pela evolução de sua sensibilidade em todos os climas
e situações, através dos tempos, está, na atualidade, em esfera
superior à do homem, para interpretar, com mais precisão e sentido de
beleza, as mensagens dos planos invisíveis.
[41a
- página 214] - Emmanuel - 1940
Não existe mediunidade
mais preciosa uma que a outra.
Qualquer uma é campo aberto às mais belas realizações espirituais,
sendo justo que o médium,
com a tarefa definida, se encha de espírito missionário, com dedicação
sincera e fraternidade pura, para que o seu mandato
não seja traído na improdutividade.
[41a
- página 215] - Emmanuel - 1940
Esmagadora maioria
dos estudantes do Espiritismo
situam na mediunidade
a pedra basilar de todas as edificações doutrinárias, mas cometem o
erro de considerar por médiuns tão-somente os trabalhadores da fé
renovadora, com tarefas especiais, ou os doentes psíquicos que, por
vezes, servem admiravelmente à esfera das manifestações
fenomênicas. (Ver: Paixão
do fenômeno)
Antes de tudo, é preciso compreender que:
-
tanto
quanto o tato é o alicerce inicial de todos os sentidos,
-
a
intuição é
a base de todas as percepções espirituais e, por isso mesmo, toda
inteligência é médium das forças invisíveis que operam no setor
de atividade regular em que se coloca.
Dos círculos mais baixos aos mais elevados da vida, existem entidades angélicas,
humanas e subhumanas,
agindo através da inteligência encarnada, estimulando o progresso e
divinizando experiências, brunindo
caracteres ou sustentando abençoadas reparações, protegendo a natureza
e garantindo as leis que nos governam.
Cada individualidade renasce
em ligação com os centros de vida invisível do qual procede, e
continuará, de modo geral, a ser instrumento do conjunto em que mantém
suas concepções e seus pensamentos habituais. Se deseja, porém,
aproveitar a contribuição que a escola sublime do mundo lhe oferece, em
seus cursos diversos de preparação e aperfeiçoamento, aplicando-se à
execução do bem, nos menores ângulos do caminho, adquirindo mais amplas
provisões de amor e sabedoria, é aceita pelos grandes benfeitores do
mundo, nos quadros da evolução_humana, por intérprete da assistência divina, onde quer que
se encontre, seja na construção do patrimônio de conforto material ou
na santificação da alma eterna.
É necessário, contudo, reconhecer que, na esfera da mediunidade, cada servidor se reveste de características próprias.
O conteúdo sofrerá sempre a influenciação da forma e da condição do
recipiente.
Essa é a lei do intercâmbio.
-
Uma
taça não guardará a mesma quantidade de água, suscetível de ser
sustentada numa caixa com capacidade para centenas de litros.
-
O
perfume conservado no frasco de cristal puro não será o
mesmo, quando transportado num vaso guarnecido de lodo.
-
O
sábio não poderá tomar uma criança para confidente, embora
a criança, invariavelmente, detenha consigo tesouros de pureza e
simplicidade que o sábio desconhece.
Mediunidade, pois, para o serviço da
revelação divina reclama estudo constante e devotamento ao bem para o
indispensável enriquecimento de ciência e virtude.
-
A
ignorância poderá produzir indiscutíveis e belos fenômenos,
-
mas
só a noção de responsabilidade, a consagração sistemática ao
progresso de todos, a bondade e o conhecimento conseguem materializar
na Terra os monumentos definitivos da felicidade
humana.
[10
- página 115] - Emmanuel - 1952
ENTRE
AS FORÇAS COMUNS
Indiscutivelmente a mediunidade, no
aspecto em que a conhecemos na Terra,
é a resultante de extrema sensibilidade magnética, embora, no
fundo, estejamos informados de que os dons mediúnicos,
em graus diversos, são recursos inerentes a todos.
Cada ser é portador de certas atividades e, por isso mesmo, é
instrumento da vida.
-
A
luz nasce da chama sem ser a chama.
-
O perfume vem da flor sem ser a flor.
-
A
claridade do núcleo luminoso une-se a radiações do ambiente e o
aroma da rosa mistura-se a emanações do meio, dando origem a
variadas criações.
Assim também o pensamento
invisível do homem associa-se ao invisível pensamento das entidades
espirituais que o assistem, estabelecendo múltiplas combinações, em
benefício do trabalho de todos, na evolução geral. (Ver: Pensamentos
e Espíritos)
Importa reconhecer, porém, que existem mentes reencarnadas, em condições
especialíssimas, que oferecem qualidades excepcionais para os serviços
de intercâmbio entre os vivos da carne e os vivos do Além.
Nessas circunstâncias, identificamos os medianeiros
adequados aos fenômenos_de_manifestação do espírito liberto, nos círculos de matéria
mais densa.
Contudo, nem sempre os donos dessas energias são mensageiros da sublimação
interior.
Na extensa comunidade de almas
da Terra avultam, em maioria, as consciências ainda enfermiças, por
moralmente endividadas com a Lei Divina; conseqüentemente, a maior parte
das organizações medianímicas,
no Planeta, não podem escapar a essa regra..
Mais de dois terços dos médiuns do mundo jazem, ainda, nas zonas
de desequilíbrio espiritual, sintonizados com as inteligências invisíveis
que lhes são afins. Reclamam, em razão disso, estudo e boa-vontade no
serviço do bem, a fim de retomarem a subida harmônica aos cimos da luz,
assim como os cooperadores de qualquer instituição respeitável da Terra
necessitam exercício constante no trabalho esposado para crescerem na
competência e no crédito moral.
Ninguém se esqueça de que estamos assimilando incessantemente as energias
mentais daqueles com quem nos colocamos em relação.
E, além disso, estamos sempre em contacto com o que podemos nomear como
sendo “geradores
específicos de pensamento”. Através deles, outras inteligências
atuam sobre a nossa.
-
Um
livro,
-
um
laço afetivo,
-
uma
reunião
-
ou
uma palestra são geradores dessa classe.
-
Aquilo
que lemos,
-
as
pessoas que estimamos,
-
as
assembléias que contam conosco
-
e
aqueles que ouvimos influenciam decisivamente sobre nós.
Devemos ajudar a todos, mas precisamos
selecionar os ingredientes de nossa alimentação mais íntima.
-
Certo,
não podemos menosprezar o nosso irmão que se arrojou aos
despenhadeiros do crime, constituindo simples dever nosso o auxilio
objetivo em favor do reajuste e soerguimento dele, todavia,
não podemos absorver-lhe as amarguras e os remorsos,
que se dirigem a natural extinção.
-
Visitaremos
o enfermo, encorajando-o e levantando-lhe o bom ânimo, contudo, não
será aconselhável adquirir-lhe as sensações desequilibrantes, que
precisam desaparecer, tanto quanto os detritos de casa que nos cabe
eliminar.
A obra da caridade
tudo transforma em favor do bem.
A
atitude é oração. E, pela atitude, mostramos a qualidade dos nossos
desejos.
Os pensamentos honestos e lies, sadios e generosos, belos e úteis,
fraternos e amigos, são a garantia do auxílio positivo aos outros e a nós
mesmos.
Quanto mais nos adiantamos na ciência do espírito, mais entendemos que a
vida nos responde, de conformidade com as nossas indagações.
O princípio dos “semelhantes
com os semelhantes” é indefectível em todos os planos do
Universo.
Caminhamos ao encontro de nós mesmos e, por isso, surpreendemos
invariavelmente conosco aqueles que sentem com o nosso coração e pensam
com a nossa cabeça.
Os médiuns, em
qualquer região da vida, filtros que são de rogativas
e respostas, precisam, pois, acordar para a realidade de que viveremos
sempre em companhia daqueles que buscamos, de vez que, por toda parte,
respiramos ajustados ao nosso campo de atração.
[10
-
página 147] - Emmanuel - 1952
|
ATOS[1]
-
8 Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o
Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.
-
16
Irmãos, convinha que se cumprisse a escritura que o Espírito
Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;
ATOS [2]
-
1 Ao cumprir-se o dia de
Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
-
2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
-
3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma.
-
4
E
todos ficaram cheios do Espírito
Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que
falassem.
-
5 Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu.
-
6 Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
-
7 E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses que estão falando?
-
8 Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos?
-
9 Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia,
-
10 a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
-
11 cretenses e árabes-ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus.
-
12 E todos pasmavam e estavam perplexos, dizendo uns aos outros: Que quer dizer isto?
-
13 E outros, zombando, diziam: Estão cheios de
mosto.
-
14 Então
Pedro, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
-
15 Pois estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto que é apenas a terceira hora do dia.
-
16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:
-
17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que
derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, os vossos anciãos terão
sonhos;
-
18 e
sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão.
II
PEDRO [1]
-
19 E temos ainda mais firme a
palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações;
-
20 sabendo primeiramente isto: que nenhuma
profecia da Escritura é de particular interpretação.
-
21 Porque a
profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus
falaram movidos pelo Espírito
Santo.
|
Todos somos médiuns, dentro do campo mental
que nos é próprio,
-
associando-nos
às energias edificantes, se o nosso pensamento
flui na direção da vida superior,
-
ou
às forças pertubadoras e deprimentes, se ainda nos escravizamos às
sombras da vida
primitivista ou torturada.
[28a
- Página 11 ] - André Luiz
|
"Mediunidade
é um compromisso de espíritos muitos endividados; é a última chance, na
expressão popular. Só se dá remédio melhor ao doente mais grave; à
exceção de alguns poucos médiuns, que eu chamaria de raros, cuja vida é
apostolar e que vêm na Terra
em verdadeiras missões, nós outros, a grande maioria, somos constituídos de
espíritos em reabilitação. Então eu diria aos companheiros de luta que a mediunidade
é uma terapia que a divindade nos dá para o nosso reequilíbrio. Como somos
criaturas muito frágeis sob muitos aspectos e vivemos numa cultura de muitas
facilidades, tenhamos cuidado. Quando o médium
parece estar ornado de apogeu, de facilidades, está em perigo. Quando ele está
com desafios, está no mesmo trilho de Jesus."
Divaldo
Pereira Franco
Entrevista
- Revista Planeta, Março de 2004 |
Mediunidade:
Natural aptidão para intermediar os Espíritos.
É atributo do espírito, patrimônio da alma imortal.
[1
- página 281]
[41 - cit. p-aginas 213
/ 214, questão 382]*
Raramente, também, ocorre entre os próprios
encarnados.
[1 p.282]
|
A
mediunidade de hoje é, na essência,
a profecia das religiões
de todos os tempos,
com a diferença de que a mediunidade
hoje é uma concessão do Senhor à Humanidade em geral, considerando-se a
madureza do entendimento humano, à frente da vida. O fenômeno mediúnico
não é novo. Nova é tão-somente a forma de mobilização dele, porque
sacerdócio de várias procedências jaz, há muitos séculos, detido nos
espetáculos do culto exterior, mumificando indebitamente o corpo das
revelações celestiais. Notadamente o Cristianismo,
que deveria ser a mais ampla e a mais simples das escolas de fé,
há muito tempo como que se enquistou no superficialismo dos templos. Era
preciso, pois, libertar-lhe os princípios, a benefício do mundo que,
cientificamente, hoje se banha no clarão de nova era. Por esse motivo, o
Governo oculto do Planeta deliberou que a mediunidade fosse
trazida do colégio sacerdotal à praça pública, a fim de que a noção
da eternidade, através da sobrevivência da alma,
desperte a mente
anestesiada do povo. É assim que Jesus
nos reaparece, agora, não como fundador de ritos e fronteiras dogmáticas,
mas sim em sua verdadeira feição de Redentor da Alma Humana. Instrumento
de Deus por excelência, Ele se utilizou da mediunidade para acender a luz da sua Doutrina_de_Amor. Restaurando enfermos e pacificando aflitos, em muitas
ocasiões esteve em contacto com os chamados mortos, alguns dos quais não
eram senão almas sofredoras a vampirizarem
obsidiados de diversos matizes. E, além de surgir em colóquio com Moisés
materializado no Tabor, Ele mesmo é o grande ressuscitado, legando aos
homens o sepulcro vazio e acompanhando os discípulos com acendrado amor,
para que lhe continuassem o apostolado de bênçãos.
É indispensável procurar na mediunidade não
a chave falsa para certos arranjos inadequados na Terra,
mas sim o caminho direito de nosso ajustamento à vida superior.
Compreendendo
assim a verdade, é necessário renovar a nossa conceituação de médium,
para que não venhamos a transformar companheiros de ideal e de luta em oráculos
e adivinhos, com esquecimento de nossos deveres na elevação
própria.
[28a
- Página 175 ] André Luiz |
A mediunidade existe independentemente das condições
morais da pessoa, entretanto, uma boa condição moral, pela lei de afinidade,
facilita atrair Espíritos cada vez mais adiantados.
[1
- página 297]
|
"A
mediunidade é ensejo de serviço e
aprimoramento, resgate e solução."
Emmanuel
A bem dizer, o fenômeno mediúnico surgiu com o próprio aparecimento do
homem sobre a Terra. Entretanto, somente após o advento do Espiritismo
passou a ter sua adequada conceituação e ser objeto de estudo científico
e prática metodizada, em âmbito universal.
De modo genérico, no entanto, parece-nos que,
-
exceto alguns poucos
Missionários como Antúlio, Crispa, Buda e Pitágoras, portadores da
chamada "mediunidade natural", ou mais propriamente, do
dom da intuição
Pura,
-
todos os demais que estabelecem intercâmbio
espiritual com o "outro mundo" apenas exercitam a mediunidade
de prova.
Em seu livro A vida de Ultratumba, Rufina Noeggerath registra esta
comunicação ditada pelo Espírito Henrique Delaage: "A
mediunidade
não é um dom na acepção comum da palavra; tão pouco é um privilégio.
Cada pessoa vem à Terra com uma faculdade mediúnica determinada,
inerente à sua natureza, para ter a possibilidade de se comunicar com os
desencarnados que, por seu passado, seu presente, e, melhor ainda por seu
futuro, estão enlaçados aos mortais".
A mediunidade constitui-se pois, num
instrumento de trabalho para aqueles que retornam à vida corporal as mais
das vezes em serviço de reajustamento. Mas, representa, ao mesmo tempo,
uma faca de dois gumes. Dotado de livre
arbítrio, o reencarnado tanto pode utilizar proficuamente esse
instrumento de trabalho, como deixá-lo desaproveitado a enferrujar ou
transformá-lo em arma de destruição.
Aureliano Alves
Netto
(Revista
Internacional de Espiritismo – Agosto de 1972)
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/mediunidade/mediunidade-de-prova.html |
Indubitavelmente, a mediunidade
é problema dos mais sugestivos na atualidade do mundo. Aproxima-se o homem
terreno da Era do Espírito.
Sob a luz da Religião Cósmica
do Amor e da Sabedoria e,
decerto, precisa de cooperação, a fim de que se lhe habilite o entendimento.
[28a - Página 13] - André Luiz
(ver: Superconsciência)
A mediunidade como instrumentação da vida
surge em toda a parte.
-
O
lavrador é o médium
da colheita,
-
a
planta é o médium da frutificação
-
e
a flor é o médium do perfume.
Em
todos os lugares, damos e recebemos, filtrando os recursos que nos cercam e
moldando-lhes a manifestação, segundo as nossas possibilidades.
[28a - Página 281 ] - André Luiz
|
"O médium não está em crise, nem
em sono, mas
perfeitamente desperto, agindo e pensando como todo o
mundo, sem nada ter de extraordinário. Certos
efeitos particulares puderam dar lugar a esse
equívoco. Mas, qualquer um que não se limite a julgar as coisas
por um único aspecto, reconhecerá, sem esforço, que o médium é
dotado de uma faculdade particular
que não permite confundi-lo com o sonâmbulo,
e a completa independência do seu pensamento é provada por
fatos da máxima evidência. Abstração feita das comunicações
escritas,
-
qual
é o sonâmbulo que fez brotar um pensamento de um corpo
inerte? que produziu aparições visíveis e mesmo tangíveis?
-
que
pode manter um corpo pesado no espaço sem ponto de
apoio?
-
Foi
por um efeito sonambúlico que um médium
desenhou, um dia, para mim, em presença de
vinte testemunhas, o retrato de uma jovem que morreu dezoito
meses antes e que jamais havia conhecido, retrato reconhecido pelo
pai presente à sessão?
-
É
por um efeito sonambúlico que uma mesa
responde com precisão
às questões propostas, mesmo mentalmente?
-
Seguramente,
se se admite que o médium esteja em um estado magnético,
me parece difícil crer-se que a mesa seja sonâmbula.
Diz-se, ainda, que os médiuns não falam claramente senão de coisas
conhecidas. Como explicar o fato seguinte e cem outros do
mesmo gênero? Um de meus amigos, muito bom médium
escrevente, perguntou a um Espírito se uma
pessoa, que ele havia perdido de vista há quinze
anos, estava ainda neste mundo. "Sim, ela vive ainda, respondeu-lhe;
ela mora em Paris, à rua tal, número tal." Ele vai e encontra
a pessoa no endereço indicado. É isso ilusão? Seu pensamento poderia
tanto menos sugerir-lhe essa resposta pois, em razão da idade da
pessoa, havia toda possibilidade de que ela não existisse mais. Se,
em certos casos, viram-se respostas concordarem com o
pensamento, é racional concluir daí que isso seja
uma lei geral? Nisso, como em todas as coisas, os
julgamentos precipitados são sempre perigosos, porque podem
estar enfraquecidos pela não observação dos fatos."
Allan
Kardec
[78
- Falsas explicações dos fenômenos] |
|
A mediunidade é uma
missão de que se incumbem certos indivíduos e cujo desempenho os faz
ditosos. Sendo uma missão, não constitui privilégio dos homens de bem e
neste caso a faculdade lhes é concedida porque precisam dela para se
melhorarem. A faculdade propriamente dita se radica no organismo e
independe do desenvolvimento moral. O mesmo, porém, não se dá com seu
uso, que pode ser bom ou mau, conforme as qualidades do médium.
Trabalho
de João Gonçalvez Filho
MEDIUNIDADE
- 1908
|
Não
confundir espírita com
médium
e nem Espiritismo com
mediunismo.
http://www.annex.com.br/pessoais/confrariahpe/mediunidade.html
A mediunidade é um atributo biológico,
acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal,
que capta o campo
eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere.
Não só no espiritismo,
mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa se a mediunidade, que
é uma ligação com o mundo espiritual.
Um hindu, um católico, um
judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua
capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama
mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira
religiosa, mas uma função natural, existente em todas as religiões. E
isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a
espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é
convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não
existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque ...
Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe
oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o
espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar
pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita.
Os cientistas materialistas que disserem "esta é minha opinião
pessoal", estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção
materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é
a ciência. A American Medicai Association, do Ministério da Saúde dos
EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula
pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas
na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado
pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses
sobre isso.
http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/003/pineal.html
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=1900&mode=thread&order=0&thold=0
Paula
Calloni de Souza
Entrevista
da revista Espiritismo & Ciência com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São
Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto
Pineal Mind, e diretorpresidente da AMESP (Associação Médico-Espírita
de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores
na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de
comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em
fenômenos ligados à mediunidade.
LINKs:
Trabalho
realizado pelo
GEEET - Grupo Espírita
de Estudo de Ética,
com
base no LIVRO DOS ESPÍRITOS
http://www.geeet.hpg.ig.com.br/geeet/mediunidade.htm |