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Como
quer que seja, as mesas girantes
representarão sempre o ponto de partida da Doutrina_Espírita e, por essa razão, algumas explicações lhes devemos,
tanto mais que, mostrando os fenômenos na sua maior simplicidade, o estudo das
causas que os produzem ficará facilitado e, uma vez firmada, a teoria nos
fornecerá a chave para a decifração dos efeitos mais complexos.
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O
efeito mais simples, e um dos primeiros que foi observado, consiste no movimento
circular imprimido a uma mesa. Este efeito se produz sobre todos os objetos
igualmente; mas sendo sobre a mesa que mais se o exerce, por ser mais cômodo, o
nome de mesas girantes prevaleceu para a
designação desta espécie de fenômeno.
Quando
o efeito começa a se manifestar, escuta-se, geralmente, um pequeno estalido na
mesa; sente-se como um frêmito que é o prelúdio do movimento; ela parece
fazer um esforço para se desatracar, depois o movimento de rotação se
pronuncia; ele se acelera ao ponto de adquirir uma rapidez tal que os
assistentes fazem todo o esforço do mundo para o seguir.
- Uma vez estabelecido o
movimento, pode-se mesmo se afastar da mesa que continua a mover-se em diversos
sentidos sem contato.
- Em
outras circunstâncias, a mesa se eleva e se endireita, tanto sobre um só pé,
quanto sobre um outro, depois retoma docemente a posição natural.
- D’outras vezes, se balança imitando o movimento de arfagem e de balanço.
- D’outras vezes, enfim, mas para isso necessita uma potência medianímica
considerável, ela se descola inteiramente do solo, e se mantém em equilíbrio
no espaço, sem ponto de apoio, elevando-se por vezes mesmo até o teto, de
maneira que se possa passar por debaixo; depois ela desce lentamente balançando-se
como faria uma folha de papel, ou tomba violentamente e se quebra, o que prova
de maneira patente que não é uma ilusão de ótica.
Na foto uma mesa
levitando, com a médium Eusápia Paladino. À esquerda da médium, Camille
Flammarion. (De «Les Apparitions Materialisées», Gabriel Delanne,
Paris, 1911)
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/unidual/curso-52.html |

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Levitação de uma mesa na residência de Camille Flammarion em 25/11/1898
Médium Eusapia Paladino
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Levitação de um bandolin em 13/03/1903
Médium Eusapia Paladino
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Para que o fenômeno se produza, faz-se mister a intervenção de uma ou muitas
pessoas dotadas de especial aptidão, que se designam pelo nome de médiuns.
O número dos cooperadores em nada influi, a não ser que entre eles se
encontrem alguns médiuns ignorados. Quanto aos que não têm mediunidade,
a presença desses nenhum resultado produz, pode mesmo ser mais prejudicial do
que útil pela disposição de espírito em que se achem.
Sob
este aspecto, os médiuns gozam de maior ou menor poder, produzindo, por
conseguinte, efeitos mais ou menos pronunciados. Muitas vezes, um poderoso
médium produzirá sozinho mais do que vinte outros juntos. Basta-lhe
colocar as mãos na mesa para que, no mesmo instante, ela se mova, erga, revire,
dê saltos, ou gire com violência.
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Nenhum indício há pelo qual se reconheça a existência da faculdade
mediúnica. Só a experiência pode revelá-la. Quando, numa reunião,
se quer experimentar, devem todos, muito simplesmente, sentar-se ao derredor da
mesa e colocar-lhe em cima, espalmadas, as mãos, sem pressão, nem esforço muscular.
A princípio, como se ignorassem as causas do fenômeno, recomendavam
muitas precauções, que depois se verificou serem absolutamente inúteis. Por exemplo, a alternação dos sexos;
ou, também, o contacto entre os dedos
mínimos das diferentes pessoas, de modo a formar uma cadeia ininterrupta. Esta
última precaução parecia necessária, quando se acreditava na ação de uma
espécie de corrente elétrica. Depois, a experiência lhe demonstrou a
inutilidade, A única prescrição de rigor obrigatório é o recolhimento,
absoluto silêncio e, sobretudo, a paciência, caso o efeito se faça esperar.
Pode acontecer que ele se produza em alguns minutos, como pode tardar meia hora
ou uma hora. Isso depende da força mediúnica dos co-participantes.
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Acrescentemos que a forma da mesa, a substância de que é feita, a presença de
metais, da seda nas roupas dos assistentes, os dias, as horas, a obscuridade, ou
a luz etc., são indiferentes como a chuva ou o bom tempo. Apenas o volume da
mesa deve ser levado em conta, mas tão-somente no caso em que a força
mediúnica seja insuficiente para vencer-lhe a resistência. No caso contrário,
uma pessoa só, até uma criança, pode fazer que uma mesa de cem quilos se
levante, ao passo que, em condições menos favoráveis, doze pessoas não
conseguirão que uma mesinha de centro se mova.
Estando
as coisas neste pé, quando o efeito começa a produzir-se, geralmente se ouve
um pequeno estalido na mesa; sente-se como que um frêmito, que é o prelúdio
do movimento. Tem-se a impressão de que ela se esforça por despregar-se do
chão; depois, o movimento de rotação se acentua e acelera ao ponto de
adquirir tal rapidez, que os assistentes se vêem nas maiores dificuldades para
acompanhá-lo. Uma vez acentuado o movimento, podem eles afastar-se da mesa, que
esta continua a mover-se em todos os sentidos, sem contacto.
Doutras
vezes, ela se agita e ergue, ora num pé, ora noutro, e, em seguida, retoma
suavemente a sua posição natural. Doutras, entra a oscilar, imitando o
duplo balanço de um navio. Doutras, afinal, mas para isto necessário se faz
considerável força mediúnica, se destaca completamente do solo e se mantém
equilibrada no espaço, sem nenhum ponto de apoio, chegando mesmo, não raro, a
elevar-se até o forro da casa, de modo a ser possível passar-se-lhe por baixo.
Depois, desce lentamente, balançando-se como o faria uma folha de papel, ou,
senão, cai violentamente e se quebra, o que prova de modo patente que os que
presenciam o fenômeno não são vítimas de uma ilusão de ótica.
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Outro fenômeno que se produz com freqüência, de acordo com a natureza do
médium, é o das pancadas no próprio tecido da madeira, sem que a mesa faça
qualquer movimento. Essas pancadas, às vezes muito fracas, outras vezes muito
fortes, se fazem também ouvir nos outros móveis do compartimento, nas paredes
e no forro.
Quando as pancadas se dão na mesa,
produzem nesta uma vibração muito apreciável por meio dos dedos e que se
distingue perfeitamente, aplicando-se-lhe o ouvido.
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Um
aparelho mais simples, porém, do qual a má-fé pode abusar facilmente,
conforme podemos ver em: fraudes_espíritas , é o
que designaremos sob o nome de Mesa-Girardin, tendo em atenção o uso que fazia
dele a Sr.ª Emílio de Girardin nas numerosas comunicações que obtinha como
médium. Porque, essa senhora, se bem fosse uma mulher de espírito, tinha a
fraqueza de crer nos Espíritos e nas suas manifestações.
Consiste
o instrumento num tampo móvel de mesa, com o diâmetro de trinta a quarenta
centímetros, girando livre e facilmente em torno de um eixo, como uma roleta.
Sobre sua superfície e acompanhando-lhe a circunferência, se acham traçados,
como sobre um quadrante, as letras do alfabeto, os algarismos e as palavras sim
e não. Ao centro existe uma agulha fixa. Pousando o médium os dedos na borda
do disco móvel, este gira e pára, quando a letra desejada está sob a agulha.
Escrevem-se, umas após outras, as letras indicadas e formam-se assim, muito
rapidamente, as palavras e as frases.
É
de notar-se que o disco não desliza sob os dedos do médium; que os seus dedos,
conservando-se apoiados nele, lhe acompanham o movimento. Talvez que um médium
poderoso consiga obter um movimento independente. Julgamo-lo possível, mas
nunca o observamos. Se se pudesse fazer a experiência dessa maneira,
infinitamente mais probante ela seria, porque eliminaria toda possibilidade de
embuste. (Ver: Sessões
com copo)
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