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O sonâmbulo possui mais conhecimentos do que os que lhe supõe.
Esta é a razão das ideias inatas do sonâmbulo, quando fala com exatidão de coisas que ignora quando desperto, de coisas que estão mesmo acima de sua capacidade intelectual.
Tais
conhecimentos dormitam, porque, por demasiado imperfeito, seu invólucro
corporal não
lhe consente rememorá-lo.
Já te temos dito,
repetidamente, que vivemos muitas vezes.
Sabe, mas não poderia
dizer donde
lhe vem o que sabe, nem como possui os conhecimentos que revela. Passada a
crise, toda
recordação se apaga e ele volve à obscuridade. Isto se verifica principalmente nas prescrições médicas.
O Espírito do sonâmbulo vê o mal, outro lhe indica o
remédio.
Neste último caso, há sempre
perigo em insistir-se por uma revelação negada, porque se dá azo a que
intervenham Espíritos levianos, que falam de tudo sem escrúpulo e sem se importarem com a verdade.
Até certo ponto, as faculdades de que goza o sonâmbulo são as que tem o Espírito depois da morte. Pois cumpre se atenda à influência da matéria a que ainda se acha ligado.
Nos fenômenos sonambúlicos,
em que a alma se transporta, o sonâmbulo experimenta no corpo as sensações do frio e do calor existentes
no lugar onde se acha sua alma, muitas vezes bem distante do seu invólucro.A alma, em tais casos, não tem deixado inteiramente o corpo; conserva-se-lhe presa pelo laço que os liga e que então desempenha o papel de condutor das sensações.
Quando duas
pessoas se comunicam de uma cidade para outra, por meio da eletricidade
(telefone), esta constitui
o laço que lhes liga os pensamentos. Daí vem que confabulam como se estivessem
ao
lado uma da outra.
O uso que um sonâmbulo faz da sua faculdade influi muito no estado do seu Espírito depois da morte. Como o bom ou mau uso que o homem faz de todas as faculdades com que Deus o dotou.
No
estado de desprendimento em que fica colocado, o Espírito do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil com os outros Espíritos encarnados, ou não
encarnados, comunicação que se estabelece pelo contacto dos fluidos,
que compõem os perispíritos e servem de transmissão ao pensamento, como o fio elétrico.O sonâmbulo vê ao mesmo tempo o seu próprio Espírito e o seu corpo, os quais constituem, por assim dizer, dois seres que lhe representam a dupla existência corpórea e espiritual, existências que, entretanto, se confundem, mediante os laços que as unem. Nem sempre o sonâmbulo se apercebe de tal situação e essa dualidade faz que muitas vezes fale de si, como se falasse de outra pessoa.
É que ora é o ser
corpóreo que fala ao ser espiritual, ora é este que fala àquele.
Pode considerar-se o sonambulismo uma variedade da faculdade mediúnica,
ou, melhor, são duas ordens de fenômenos que freqüentemente se acham reunidos.
Em resumo, o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento, enquanto que o médium exprime o de outrem. Mas, o Espírito que se comunica com um médium comum também o pode fazer com um sonâmbulo; dá-se mesmo que, muitas vezes, o estado de emancipação da alma facilita essa comunicação.
Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem
com tanta precisão, como os médiuns videntes. O que dizem, fora do âmbito de seus conhecimentos pessoais, lhes é com freqüência sugerido por outros Espíritos.
Aqui está um exemplo notável, em
que a dupla ação do Espírito do sonâmbulo e de outro Espírito se revela e de modo
inequívoco.
O sonambulismo puro, quando em mãos desavisadas, pode produzir belos fenômenos, mas é
menos útil na construção espiritual do bem.
A psicofonia inconsciente,
naqueles que não possuem méritos morais suficientes à própria defesa,
pode levar à possessão, sempre nociva, e que por isso, apenas se
evidencia integral nos obsessos que se renderam às forças vampirizantes. [28a - página 69]
Extraio esta informação de um precioso volumezinho de revelações transcendentais, devido à mediunidade da Sra. E. B. Duffey, intitulado Heaven Revised.Seu valor pode ser deduzido do fato de que, em alguns anos, a obra atingiu a sua décima edição e foi recentemente publicada em forma popular, isto é, numa edição de enorme tiragem e a preço muito reduzido. A Sra. Duffey, que é de espírito muito cultivado, se tornou médium escrevente e escreveu as mensagens de que se trata, quando apenas havia pouco tempo que se interessava pelas pesquisas mediúnicas, quando, por conseguinte, ainda nada lera, ou muito pouco, sobre doutrinas espíritas. Aqui está como a Sra. Duffey descreve a maneira pela qual obteve as mensagens que publicou:
Estas informações da Sra. Duffey são teoricamente interessantes, porquanto demonstram que, durante todo o tempo em que foram escritas as comunicações transcendentais, o médium permanecera em condições de “ sonambulismo no estado de vigília”, como acontecia em circunstâncias análogas ao célebre vidente americano Andrew Jackson Davis. Em outros termos: isto provaria que o órgão cerebral do médium foi submetido, durante todo aquele período de tempo, a uma disciplina de possessão parcial, exercida pela entidade que se comunicava. Esta manifestamente se propusera a eliminar assim o perigo da emergência esporádica de interferências subconscientes, que teriam podido interpolar-se às mensagens, interferências que só muito dificilmente se pudera evitar, desde que o médium, entre duas mensagens, remergulhasse nas preocupações da vida cotidiana. [106 - páginas 48 / 50]
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