Outros tentavam combater essas influências negativas (mas eram pouco ouvidos)
Cuidados e Alertas Importantes
Não force o desenvolvimento dessa faculdade!
Espere o desenvolvimento natural
Forçar pode fazer você ser enganado pela própria imaginação
Aceite as faculdades que Deus lhe deu
Desconfie de quem diz ter essa faculdade!
Médiuns videntes verdadeiros são muito raros
Muitos mentem por vaidade ou interesse
Alguns se enganam de boa-fé
Como verificar se é verdadeiro?
Sinais de autenticidade:
A pessoa descreve detalhes de Espíritos que nunca conheceu em vida
As descrições são precisas e verificáveis
Exemplo real: Um médium descreveu uma avó com penteado específico (bandó branco) que a pessoa nem estava pensando naquele momento - só podia ser visão real, não leitura de pensamento!
Mensagem Central
A vidência espiritual é uma faculdade natural, mas rara.
Os que, em estado de vigília (acordado), vêem os Espíritos.
A visão acidental e fortuita de um Espírito, numa circunstância especial, é
muito freqüente; mas, a visão habitual, ou facultativa dos Espíritos, sem
distinção, é excepcional.
"É uma aptidão a que se opõe o estado atual dos
órgãos visuais. Por isso é que cumpre nem sempre acreditar na palavra
dos que dizem ver os Espíritos."
de forma ativa, em que
o sujeito projeta-se e percebe o mundo espiritual,
A vidência ativa
pode ser:
exterior (objetiva), em que o sensitivo capta a ocorrência
espiritual como normalmente percebe qualquer objeto do mundo físico que o
rodeia,
ou interior (subjetiva), em que as imagens se sucedem na
intimidade da mente, sem a sensação que uma percepção em nível
tridimensional pode realmente produzir.
Ou passiva, em que
recebe a imagem em sua mente, como um processo telepático comum.
Os médiuns videntes são dotados da faculdade
de ver os Espíritos.
Alguns gozam dessa faculdade em estado normal,
quando perfeitamente acordados, e conservam lembrança precisa do que
viram.
Outros só a possuem em estado sonambúlico,
ou próximo do sonambulismo.
Raro
é que esta faculdade se mostre permanente; quase sempre é efeito de uma crise
passageira.
Na
categoria dos médiuns videntes se podem
incluir todas as pessoas dotadas de dupla vista.
A possibilidade de ver em sonho os Espíritos resulta,
sem contestação, de uma espécie de mediunidade, mas não constitui,
propriamente falando, o que se chama médium vidente.
O médium vidente julga ver com os olhos, como
os que são dotados de dupla vista; mas, na realidade, é a alma quem vê e por
isso é que eles tanto vêem com os olhos fechados, como com os olhos abertos; donde se conclui que um cego pode ver os Espíritos, do mesmo modo que
qualquer outro que têm perfeita a vista.
Sobre este último ponto caberia
fazer-se interessante estudo, o de saber se a faculdade de que tratamos é mais
freqüente nos cegos.
Espíritos
que na Terra foram cegos nos disseram que, quando vivos, tinham, pela alma, a
percepção de certos objetos e que não se encontravam imersos em negra
escuridão.
A
chave da distinção entre a clarividência e a vidência mediúnicas, encontrada na
obra kardequiana, reside na extensão (profundidade) do transe mediúnico.
São freqüentes, sobretudo no momento
da morte das pessoas que aquele que vê amou ou conheceu e que o vêm prevenir
de que já não são deste mundo.
Há inúmeros exemplos de fatos deste gênero,
sem
falar das visões durante o sono.
Doutras vezes, são, do mesmo modo, parentes,
ou amigos
que, conquanto mortos há mais ou menos tempo, aparecem, ou para avisar de um
perigo, ou para dar um conselho, ou, ainda, para pedir um serviço.
O
serviço que o Espírito pode solicitar é, em geral, a execução de uma coisa
que lhe não foi
possível fazer em vida, ou o auxílio das preces.
Estas aparições constituem
fatos isolados,
que apresentam sempre um caráter individual e pessoal, e não efeito de uma faculdade
propriamente dita.
A faculdade consiste na possibilidade, senão permanente,
pelo
menos muito freqüente de ver qualquer Espírito que se apresente, ainda que
seja absolutamente
estranho ao vidente.
A posse desta faculdade é o que constitui, propriamente
falando, o médium vidente.
Faculdade propriamente
dita de ver os Espíritos
Entre
esses médiuns, alguns há que só vêem os Espíritos evocados e cuja descrição
podem fazer com exatidão minuciosa.
Descrevem-lhes, com as menores particularidades,
os gestos, a expressão da fisionomia, os traços do semblante, as vestes e,
até, os sentimentos de que parecem animados.
Outros há em quem a faculdade da vidência é ainda mais ampla: vêem toda a população espírita ambiente, a se mover em todos
os sentidos, cuidando, poder-se-ia dizer, de seus afazeres.
A faculdade de ver os Espíritos pode, sem dúvida, desenvolver-se, mas é
uma
das de que convém esperar o desenvolvimento natural, sem o provocar, em não se
querendo
ser joguete da própria imaginação.
Quando o
gérmen de uma faculdade existe, ela se manifesta de si mesma.
Em princípio,
devemos contentar-nos
com as que Deus nos outorgou, sem procurarmos o impossível, por isso que,
pretendendo ter muito, corremos o risco de perder o que possuímos.
Quando
dissemos serem freqüentes os casos de aparições espontâneas, não
quisemos dizer que são muito comuns.
Quanto aos médiuns
videntes, propriamente ditos,
ainda são mais raros e há muito que desconfiar dos que se inculcam possuidores
dessa
faculdade. E prudente não se lhes dar crédito, senão diante de provas
positivas.
Não
aludimos sequer aos que se dão à ilusão ridícula de ver os Espíritos glóbulos; falamos apenas dos que dizem ver os Espíritos de modo racional.
E fora de dúvida que algumas pessoas podem enganar-se de boa-fé, porém, outras
podem também simular esta faculdade por amor-próprio, ou por interesse.
Neste
caso,
é preciso, muito especialmente, levarem conta o caráter, a moralidade e a sinceridade
habituais; todavia, nas particularidades, sobretudo, é que se encontram meios
de mais segura verificação, porquanto algumas há que não podem deixar
suspeita, como,
por exemplo, a exatidão no retratar Espíritos que o médium jamais conheceu quando
encamados.
1. Para a Doutrina Espírita, é propriedade inerente à alma e que dá a certas pessoas a
faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão.
2. Visão
mais perfeita, mais clara.
Faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da
visão.
É uma faculdade inerente à própria natureza da alma ou do Espírito,
e que reside em todo o seu ser; eis porque em todos os casos em que há emancipação da alma, o homem tem percepções independentes dos sentidos.
No estado corporal normal, a faculdade de ver é limitada pelos órgãos
materiais: desprendida desse obstáculo, ela não é mais circunscrita,
estende-se por toda a parte onde a alma exerce sua ação: tal é a causa da visão à distância de que gozam certos sonâmbulos.
Eles se vêem no próprio
local que observam e descrevem ainda que este se situe mil léguas à distância,
visto que, se o corpo não se acha acolá, a alma, em realidade, ali se
encontra.
Pode-se, pois, dizer que o sonâmbulo vê pelos olhos da alma.
A
conjugação de ondas mentais surge, presente, em todos os fatos mediúnicos.
Idêntico mecanismo preside os fenômenos
da clarividência e da clariaudiência,
porquanto, pela associação avançada dos raios mentais entre a entidade e o médium dotado de mais amplas percepções visuais e
auditivas, a visão e a audição se fazem
diretas, do recinto exterior para o campo íntimo, graduando-se, contudo, em
expressões variadas.
Escasseando os recursos
ultra-sensoriais, surgem nos médiuns dessa categoria a vidência e a audição internas, mais entranhadamente radicadas na conjugação de ondas.
Atuando sobre os raios mentais do medianeiro, o desencarnado transmite-lhe quadros e imagens, valendo-se dos
centros autônomos da visão profunda,
localizados no diencéfalo, ou lhe comunica vozes e sons, utilizando-se da cóclea,
tanto mais perfeitamente quanto mais intensamente se verifique a complementação vibratória nos quadros de freqüência das ondas, ocorrências essas nas quais
se afigura ao médium possuir um espelho na intimidade dos olhos ou uma caixa
acústica na profundeza dos ouvidos.
Os olhos e os ouvidos
materiais estão para a vidência e para a audição como os óculos estão para os olhos e o ampliador de sons para os ouvidos — simples aparelhos de complementação.
Toda percepção é mental. Surdos
e cegos na experiência física, convenientemente educados, podem ouvir e ver,
através de recursos diferentes daqueles que são vulgarmente utilizados.
A onda hertziana e os raios X vão ensinando aos homens que há som e luz muito além
das acanhadas fronteiras vibratórias em que eles se agitam, e o médium é sempre alguém dotado de possibilidades neuropsíquicas especiais que lhe
estendem o horizonte dos sentidos.
Há médiuns que dizem ver e ouvir, tão-somente pelo processo curial de percepção na Terra.
Isso
acontece, por uma questão de costume cristalizado.
O médium pensa ouvir o
espírito, através dos condutos auditivos, e supõe vê-lo, como se o aparelho
fotográfico dos olhos estivesse funcionando em conexão com o centro da memória,
no entanto, isso resulta do hábito.
Ainda mesmo no campo de impressões
comuns, embora a criatura empregue os ouvidos e os olhos, ela vê e ouve com o cérebro,
e, apesar de o cérebro usar as células do córtex para selecionar os sons e imprimir as imagens, quem
vê e ouve, na realidade, é a mente.
Possuímos uma prova
disso, quando o homem se encontra naturalmente desdobrado,
cada noite, durante o sono,
vendo e ouvindo, a despeito da inatividade dos órgãos carnais, na experiência
a que chamam «vida de sonho».
Somos receptores de
reduzida capacidade, à frente das inumeráveis formas de energia que nos são
desfechadas por todos os domínios do Universo,
captando apenas humilde fração delas.
Todos
os sentidos na esfera fisiológica pertencem à alma, que os fixa nocorpo carnal, de conformidade com os princípios estabelecidos para a
evolução dos Espíritos reencarnados naTerra.
Em suma, nossa mente
é um ponto espiritual limitado, a desenvolver-se em conhecimento e amor,
na espiritualidade infinita e gloriosa deDeus.
É
necessário concentração para que o médium perceba a presença de um mentor espiritual, que queira apresentar-se, exercendo apenas branda influência sobre
o médium, abdicando de qualquer pressão mais forte, suscetível de provocar
viciosa imanação, em desfavor do médium.
Se
a mente do médium alimentar propósitos diferentes.
Se for incapaz de
concentrar a atenção, de modo irrepreensível, na região superior do
trabalho, não terá êxito.