Videntes

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Também chamada clarividência, é a visão hiperfísica.

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        Médiuns videntes: os que, em estado de vigília (acordado), vêem os Espíritos.  A visão acidental e fortuita de um Espírito, numa circunstância especial, é muito freqüente; mas, a visão habitual, ou facultativa dos Espíritos, sem distinção, é excepcional.

        "É uma aptidão a que se opõe o estado atual dos órgãos visuais. Por isso é que cumpre nem sempre acreditar na palavra dos que dizem ver os Espíritos."


[17b - página 233 item190]

        Vidência: Pode apresentar-se:

  • de forma ativa, em que o sujeito projeta-se e percebe o mundo espiritual, 

    A vidência ativa pode ser:

    • exterior (objetiva), em que o sensitivo capta a ocorrência espiritual como normalmente percebe qualquer objeto do mundo físico que o rodeia, 

    • ou interior (subjetiva), em que as imagens se sucedem na intimidade da mente, sem a sensação que uma percepção em nível tridimensional pode realmente produzir.

  • ou passiva, em que recebe a imagem em sua mente, como um processo telepático comum.

[1 - página 165]

        Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos.  Alguns gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados, e conservam lembrança precisa do que viram.  Outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo.  

        Raro é que esta faculdade se mostre permanente; quase sempre é efeito de uma crise passageira

        Na categoria dos médiuns videntes se podem incluir todas as pessoas dotadas de dupla_vista.  A possibilidade de ver em sonho os Espíritos resulta, sem contestação, de uma espécie de mediunidade, mas não constitui, propriamente falando, o que se chama médium vidente.

        O médium vidente julga ver com os olhos, como os que são dotados de dupla vista; mas, na realidade, é a alma quem vê e por isso é que eles tanto vêem com os olhos fechados, como com os olhos abertos; donde se conclui que um cego pode ver os Espíritos, do mesmo modo que qualquer outro que têm perfeita a vista. 

        Sobre este último ponto caberia fazer-se interessante estudo, o de saber se a faculdade de que tratamos é mais freqüente nos cegos.

        Espíritos que na Terra foram cegos nos disseram que, quando vivos, tinham, pela alma, a percepção de certos objetos e que não se encontravam imersos em negra escuridão

[17b - página 211 item 167]

 

        Na obra de Allan Kardec pode ser explicada a partir do esquema abaixo:

Estado de Consciência

Transe Profundo 

(estado sonambúlico e de êxtase, em terminologia kardequiana)

Transe Superficial 

(crise passageira, em terminologia kardequiana)

Fenômenos Anímicos

Clarividência 

sonambúlica ou lucidez

Dupla vista

Fenômenos Mediúnicos

Clarividência mediúnica

Vidência mediúnica

Mecanismo Geral

Emancipação da alma

Emancipação da alma

A chave da distinção entre a clarividência e a vidência mediúnicas, encontrada na obra kardequiana, reside na extensão (profundidade) do transe mediúnico.


http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/videncia-e-clarividencia.html

(Retirado do Boletim GEAE Número 329 de 26 de janeiro de 1999)

  • Aparições acidentais e espontâneas

    • São freqüentes, sobretudo no momento da morte das pessoas que aquele que vê amou ou conheceu e que o vêm prevenir de que já não são deste mundo.  Há inúmeros exemplos de fatos deste gênero, sem falar das visões durante o sono.  Doutras vezes, são, do mesmo modo, parentes, ou amigos que, conquanto mortos há mais ou menos tempo, aparecem, ou para avisar de um perigo, ou para dar um conselho, ou, ainda, para pedir um serviço.

      O serviço que o Espírito pode solicitar é, em geral, a execução de uma coisa que lhe não foi possível fazer em vida, ou o auxílio das preces.  Estas aparições constituem fatos isolados, que apresentam sempre um caráter individual e pessoal, e não efeito de uma faculdade propriamente dita.  A faculdade consiste na possibilidade, senão permanente, pelo menos muito freqüente de ver qualquer Espírito que se apresente, ainda que seja absolutamente estranho ao vidente.  A posse desta faculdade é o que constitui, propriamente falando, o médium vidente.

  • Faculdade propriamente dita de ver os Espíritos

    • Entre esses médiuns, alguns há que só vêem os Espíritos evocados e cuja descrição podem fazer com exatidão minuciosa.  Descrevem-lhes, com as menores particularidades, os gestos, a expressão da fisionomia, os traços do semblante, as vestes e, até, os sentimentos de que parecem animados.  Outros há em quem a faculdade da vidência é ainda mais ampla: vêem toda a população espírita ambiente, a se mover em todos os sentidos, cuidando, poder-se-ia dizer, de seus afazeres.

[17b - página 211 item 168]

        A faculdade de ver os Espíritos pode, sem dúvida, desenvolver-se, mas é uma das de que convém esperar o desenvolvimento natural, sem o provocar, em não se querendo ser joguete da própria imaginação.  Quando o gérmen de uma faculdade existe, ela se manifesta de si mesma.  Em princípio, devemos contentar-nos com as que Deus nos outorgou, sem procurarmos o impossível, por isso que, pretendendo ter muito, corremos o risco de perder o que possuímos.

        Quando dissemos serem freqüentes os casos de aparições espontâneas, não quisemos dizer que são muito comuns.  Quanto aos médiuns videntes, propriamente ditos, ainda são mais raros e há muito que desconfiar dos que se inculcam possuidores dessa faculdade. E prudente não se lhes dar crédito, senão diante de provas positivas.

        Não aludimos sequer aos que se dão à ilusão ridícula de ver os Espíritos_glóbulos; falamos apenas dos que dizem ver os Espíritos de modo racional.  E fora de dúvida que algumas pessoas podem enganar-se de boa-fé, porém, outras podem também simular esta faculdade por amor-próprio, ou por interesse.  Neste caso, é preciso, muito especialmente, levarem conta o caráter, a moralidade e a sinceridade habituais; todavia, nas particularidades, sobretudo, é que se encontram meios de mais segura verificação, porquanto algumas há que não podem deixar suspeita, como, por exemplo, a exatidão no retratar Espíritos que o médium jamais conheceu quando encamados. 

[17b - página 213 item 171]

        Clarividência é a faculdade mediúnica de ver com detalhes não apenas os espíritos mas cenas do plano espiritual.  A percepção, via clarividência, é mais aprofundada. A pessoa entra em transe, permanecendo, mesmo que por breve tempo, em estado sonambúlico.

[61 - página 229]

        Clarividência [do latim claru + -i- + videntia]

  • 1. Para a Doutrina Espírita, é propriedade inerente à alma e que dá a certas pessoas a faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão. 

  • 2. Visão mais perfeita, mais clara. Faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão. É uma faculdade inerente à própria natureza da alma ou do Espírito, e que reside em todo o seu ser; eis porque em todos os casos em que há emancipação_da_alma, o homem tem percepções independentes dos sentidos. No estado corporal normal, a faculdade de ver é limitada pelos órgãos materiais: desprendida desse obstáculo, ela não é mais circunscrita, estende-se por toda a parte onde a alma exerce sua ação: tal é a causa da visão_à_distância de que gozam certos sonâmbulos. Eles se vêem no próprio local que observam e descrevem ainda que este se situe mil léguas à distância, visto que, se o corpo não se acha acolá, a alma, em realidade, ali se encontra. Pode-se, pois, dizer que o sonâmbulo vê pelos olhos da alma.

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-c.html 

  

CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA

        A conjugação de ondas mentais surge, presente, em todos os fatos mediúnicos. Idêntico mecanismo preside os fenômenos da clarividência e da clariaudiência, porquanto, pela associação avançada dos raios mentais entre a entidade e o médium dotado de mais amplas percepções visuais e auditivas, a visão e a audição se fazem diretas, do recinto exterior para o campo íntimo, graduando-se, contudo, em expressões variadas.

        Escasseando os recursos ultra-sensoriais, surgem nos médiuns dessa categoria a vidência e a audição internas, mais entranhadamente radicadas na conjugação de ondas.

        Atuando sobre os raios_mentais do medianeiro, o desencarnado transmite-lhe quadros e imagens, valendo-se dos centros autônomos da visão_profunda, localizados no diencéfalo, ou lhe comunica vozes e sons, utilizando-se da cóclea, tanto mais perfeitamente quanto mais intensamente se verifique a complementação vibratória nos quadros de freqüência das ondas, ocorrências essas nas quais se afigura ao médium possuir um espelho na intimidade dos olhos ou uma caixa acústica na profundeza dos ouvidos.

[29 - página 135]

        Os olhos e os ouvidos materiais estão para a vidência e para a audição como os óculos estão para os olhos e o ampliador de sons para os ouvidos — simples aparelhos de complementação

        Toda percepção é mental. Surdos e cegos na experiência física, convenientemente educados, podem ouvir e ver, através de recursos diferentes daqueles que são vulgarmente utilizados. A onda_hertziana e os raios_X vão ensinando aos homens que há som e luz muito além das acanhadas fronteiras_vibratórias em que eles se agitam, e o médium é sempre alguém dotado de possibilidades neuropsíquicas especiais que lhe estendem o horizonte dos sentidos.

        Há médiuns que dizem ver e ouvir, tão-somente pelo processo curial de percepção na Terra.

        Isso acontece, por uma questão de costume cristalizado. O médium pensa ouvir o espírito, através dos condutos auditivos, e supõe vê-lo, como se o aparelho fotográfico dos olhos estivesse funcionando em conexão com o centro da memória, no entanto, isso resulta do hábito.  Ainda mesmo no campo de impressões comuns, embora a criatura empregue os ouvidos e os olhos, ela vê e ouve com o cérebro, e, apesar de o cérebro usar as células_do_córtex para selecionar os sons e imprimir as imagens, quem vê e ouve, na realidade, é a mente.  

        Possuímos urna prova disso, quando o homem se encontra naturalmente desdobrado, cada noite, durante o sono, vendo e ouvindo, a despeito da inatividade dos órgãos carnais, na experiência a que chamam  «vida de sonho».

        Somos receptores de reduzida capacidade, à frente das inumeráveis formas de energia que nos são desfechadas por todos os domínios do Universo, captando apenas humilde fração delas.  

        Todos os sentidos na esfera fisiológica pertencem à alma, que os fixa no corpo_carnal, de conformidade com os princípios estabelecidos para a evolução dos Espíritos reencarnados na Terra

        Em suma, nossa mente é um ponto espiritual limitado, a desenvolver-se em conhecimento e amor, na espiritualidade infinita e gloriosa de Deus.

[28a - página 110]

        É necessário concentração para que o médium perceba a presença de um mentor_espiritual, que queira apresentar-se, exercendo apenas branda influência sobre o médium, abdicando de qualquer pressão mais forte, suscetível de provocar viciosa imanação, em desfavor do médium

  • Se a mente do médium alimentar propósitos diferentes.
  • Se for incapaz de concentrar a atenção, de modo irrepreensível, na região superior do trabalho, não terá êxito.

[28a - página 112]

       
Zoovidente
[do latim zoo + vidente] - Animal (principalmente cães e cavalos) que tem a faculdade anímica de vidência de Espíritos desencarnados.


http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-z.html

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS