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Também
chamada clarividência, é a visão
hiperfísica.
[59
pág. 54]
Médiuns
videntes: os que, em estado de vigília (acordado), vêem os Espíritos.
A visão acidental e fortuita de um Espírito, numa circunstância especial, é
muito freqüente; mas, a visão habitual, ou facultativa dos Espíritos, sem
distinção, é excepcional.
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"É uma aptidão a que se opõe o estado atual dos
órgãos visuais. Por isso é que cumpre nem sempre acreditar na palavra
dos que dizem ver os Espíritos." |
[17b
- página 233 item190]
Vidência: Pode apresentar-se:
-
de forma ativa, em que
o sujeito projeta-se e percebe o mundo espiritual,
|
A vidência ativa
pode ser:
-
exterior (objetiva), em que o sensitivo capta a ocorrência
espiritual como normalmente percebe qualquer objeto do mundo físico que o
rodeia,
-
ou interior (subjetiva), em que as imagens se sucedem na
intimidade da mente, sem a sensação que uma percepção em nível
tridimensional pode realmente produzir.
|
-
ou passiva, em que
recebe a imagem em sua mente, como um processo telepático comum.
[1
- página 165]
Os
médiuns videntes são dotados da faculdade
de ver os Espíritos. Alguns gozam dessa faculdade em estado normal,
quando perfeitamente acordados, e conservam lembrança precisa do que
viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico,
ou próximo do sonambulismo.
Raro
é que esta faculdade se mostre permanente; quase sempre é efeito de uma crise
passageira.
Na
categoria dos médiuns videntes se podem
incluir todas as pessoas dotadas de dupla_vista. A possibilidade de ver em sonho os Espíritos resulta,
sem contestação, de uma espécie de mediunidade, mas não constitui,
propriamente falando, o que se chama médium vidente.
O
médium vidente julga ver com os olhos, como
os que são dotados de dupla vista; mas, na realidade, é a alma quem vê e por
isso é que eles tanto vêem com os olhos fechados, como com os olhos abertos;
donde se conclui que um cego pode ver os Espíritos, do mesmo modo que
qualquer outro que têm perfeita a vista.
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Sobre este último ponto caberia
fazer-se interessante estudo, o de saber se a faculdade de que tratamos é mais
freqüente nos cegos. |
Espíritos
que na Terra foram cegos nos disseram que, quando vivos, tinham, pela alma, a
percepção de certos objetos e que não se encontravam imersos em negra
escuridão.
[17b
- página 211 item 167]
Na
obra de Allan Kardec pode ser explicada a partir do esquema abaixo:
A
chave da distinção entre a clarividência
e a vidência mediúnicas, encontrada na
obra kardequiana, reside na extensão (profundidade) do transe
mediúnico.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/videncia-e-clarividencia.html
(Retirado do Boletim GEAE Número 329
de 26 de janeiro de 1999)
[17b
- página 211 item 168]
A faculdade de ver os Espíritos pode, sem dúvida, desenvolver-se, mas é
uma
das de que convém esperar o desenvolvimento natural, sem o provocar, em não se
querendo
ser joguete da própria imaginação. Quando o
gérmen de uma faculdade existe, ela se manifesta de si mesma. Em princípio,
devemos contentar-nos
com as que Deus nos outorgou, sem procurarmos o impossível, por isso que,
pretendendo ter muito, corremos o risco de perder o que possuímos.
Quando
dissemos serem freqüentes os casos de aparições espontâneas, não
quisemos dizer que são muito comuns. Quanto aos médiuns
videntes, propriamente ditos,
ainda são mais raros e há muito que desconfiar dos que se inculcam possuidores
dessa
faculdade. E prudente não se lhes dar crédito, senão diante de provas
positivas.
Não
aludimos sequer aos que se dão à ilusão ridícula de ver os Espíritos_glóbulos; falamos apenas dos que dizem ver os Espíritos de modo racional.
E fora de dúvida que algumas pessoas podem enganar-se de boa-fé, porém, outras
podem também simular esta faculdade por amor-próprio, ou por interesse. Neste
caso,
é preciso, muito especialmente, levarem conta o caráter, a moralidade e a sinceridade
habituais; todavia, nas particularidades, sobretudo, é que se encontram meios
de mais segura verificação, porquanto algumas há que não podem deixar
suspeita, como,
por exemplo, a exatidão no retratar Espíritos que o médium jamais conheceu quando
encamados.
[17b
- página 213 item 171]
Clarividência
é a faculdade mediúnica de ver com detalhes não apenas os espíritos mas
cenas do plano espiritual. A percepção, via clarividência,
é mais aprofundada. A pessoa entra em transe,
permanecendo, mesmo que por breve tempo, em estado
sonambúlico.
[61
- página 229]
Clarividência
[do latim claru + -i- + videntia]
-
1. Para a
Doutrina Espírita, é propriedade inerente à alma e que dá a certas pessoas a
faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da visão.
-
2. Visão
mais perfeita, mais clara. Faculdade de ver sem o auxílio dos órgãos da
visão. É uma faculdade inerente à própria natureza da alma ou do Espírito,
e que reside em todo o seu ser; eis porque em todos os casos em que há
emancipação_da_alma, o homem tem percepções independentes dos sentidos.
No estado corporal normal, a faculdade de ver é limitada pelos órgãos
materiais: desprendida desse obstáculo, ela não é mais circunscrita,
estende-se por toda a parte onde a alma exerce sua ação: tal é a causa da
visão_à_distância de que gozam certos sonâmbulos. Eles se vêem no próprio
local que observam e descrevem ainda que este se situe mil léguas à distância,
visto que, se o corpo não se acha acolá, a alma, em realidade, ali se
encontra. Pode-se, pois, dizer que o sonâmbulo vê pelos olhos da alma.
http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-c.html
CLARIVIDÊNCIA
E CLARIAUDIÊNCIA
A
conjugação de ondas mentais surge, presente, em todos os fatos mediúnicos. Idêntico mecanismo preside os fenômenos
da clarividência e da clariaudiência,
porquanto, pela associação avançada dos raios mentais entre a entidade e o médium
dotado de mais amplas percepções visuais e
auditivas, a visão e a audição se fazem
diretas, do recinto exterior para o campo íntimo, graduando-se, contudo, em
expressões variadas.
Escasseando os recursos
ultra-sensoriais, surgem nos médiuns dessa categoria a vidência
e a audição internas, mais entranhadamente radicadas na conjugação de ondas.
Atuando sobre os raios_mentais do
medianeiro, o desencarnado transmite-lhe quadros e imagens, valendo-se dos
centros autônomos da visão_profunda,
localizados no diencéfalo, ou lhe comunica vozes e sons, utilizando-se da cóclea,
tanto mais perfeitamente quanto mais intensamente se verifique a complementação vibratória nos quadros de freqüência das ondas, ocorrências essas nas quais
se afigura ao médium possuir um espelho na intimidade dos olhos ou uma caixa
acústica na profundeza dos ouvidos.
[29
- página 135]
Os olhos e os ouvidos
materiais estão para a vidência e para a audição
como os óculos estão para os olhos e o ampliador de sons para os ouvidos —
simples aparelhos de complementação.
Toda percepção é mental. Surdos
e cegos na experiência física, convenientemente educados, podem ouvir e ver,
através de recursos diferentes daqueles que são vulgarmente utilizados. A onda_hertziana e os raios_X vão ensinando aos homens que há som e luz muito além
das acanhadas fronteiras_vibratórias
em que eles se agitam, e o médium
é sempre alguém dotado de possibilidades neuropsíquicas especiais que lhe
estendem o horizonte dos sentidos.
Há
médiuns que dizem ver e ouvir, tão-somente pelo processo curial
de percepção na Terra.
Isso
acontece, por uma questão de costume cristalizado. O médium pensa ouvir o
espírito, através dos condutos auditivos, e supõe vê-lo, como se o aparelho
fotográfico dos olhos estivesse funcionando em conexão com o centro da memória,
no entanto, isso resulta do hábito. Ainda mesmo no campo de impressões
comuns, embora a criatura empregue os ouvidos e os olhos, ela vê e ouve com o cérebro,
e, apesar de o cérebro
usar as células_do_córtex para selecionar os sons e imprimir as imagens, quem
vê e ouve, na realidade, é a mente.
Possuímos urna prova
disso, quando o homem se encontra naturalmente desdobrado,
cada noite, durante o sono,
vendo e ouvindo, a despeito da inatividade dos órgãos carnais, na experiência
a que chamam «vida de sonho».
Somos receptores de
reduzida capacidade, à frente das inumeráveis formas de energia que nos são
desfechadas por todos os domínios do Universo,
captando apenas humilde fração delas.
Todos
os sentidos na esfera fisiológica pertencem à alma,
que os fixa no corpo_carnal, de conformidade com os princípios estabelecidos para a
evolução dos Espíritos reencarnados na Terra.
Em suma, nossa mente
é um ponto espiritual limitado, a desenvolver-se em conhecimento e
amor,
na espiritualidade infinita e gloriosa de Deus.
[28a
- página 110]
É
necessário concentração para que o médium perceba a presença de um mentor_espiritual, que queira apresentar-se, exercendo apenas branda influência sobre
o médium, abdicando de qualquer pressão mais forte, suscetível de provocar
viciosa imanação, em desfavor do médium.
- Se
a mente do médium alimentar propósitos diferentes.
- Se for incapaz de
concentrar a atenção, de modo irrepreensível, na região superior do
trabalho, não terá êxito.
[28a
- página 112]
Zoovidente
[do latim zoo + vidente] - Animal (principalmente cães e cavalos) que
tem a faculdade anímica de
vidência de Espíritos
desencarnados.
http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-z.html
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