Psicometria

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        Psicometria: Na mediunidade estudada à luz da Doutrina_Espírita, a psicometria é uma variedade da psicoscopia, isto é, uma faculdade que tem o médium de estabelecer contato com toda a vida psíquica de alguém, coisa ou ambiente, podendo perscrutar o passado, presente e o futuro. O médium localiza no tempo e no espaço o objeto de suas perquirições, seguindo-o por uma espécie de "rastreamento" psíquico. (Grupo de Fenômenos Psicométricos segundo Ernesto Bozzano – Enigmas da Psicometria, 1949).

http://sef.feparana.com.br/apost/unid37.htm 

     

Esta forma especial de vidência se caracteriza pela circunstância de desenvolver-se no campo mediúnico uma série de visões de coisas passadas desde que seja posto em presença do vidente um objeto qualquer ligado àquelas cenas.

 

[59 - página  57]

        Em boa expressão sinonímica, ...

  • como o é usada na Psicologia experimental, significa "registro, apreciação da atividade intelectual",
  • entretanto, nos trabalhos mediúnicos, esta palavra designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contacto de objetos comuns.

        Todos os objetos que emoldurados por substâncias fluídicas acham-se fortemente lembrados ou visitados por aqueles que os possuíram (encarnados ou desencarnados).

 

[28a - página 242]

        O objeto conserva as formas-pensamento de quem o possuiu. O objeto é animado pelas reminiscências que reavivam no tempo, através dos laços espirituais que ainda sustentam em torno do círculo afetivo que deixaram.  O objeto fica envolvido pelas correntes mentais daqueles - encarnados ou desencarnados - que ainda se apegam a ele.  Se estivéssemos interessados em conhecer esses companheiros e encontrá-los, um objeto nessas condições seria um mediador para a realização de nossos desejos. Isto é, podemos usar, para isso, alguma coisa em que a memória deles se concentram. Tudo o que se nos irradia do pensamento serve para facilitar essa ligação.

        O pensamento espalha nossas próprias emanações em toda parte a que se projeta. Deixamos vestígios espirituais, onde arremessamos os raios de nossa mente.

        Quando libertados do corpo denso, aguçam-se-nos os sentidos e, em razão disso, podemos atender, sem dificuldade, a esses fenômenos, dentro da esfera em que se nos limitam as possibilidades evolutivas.  Isto é, não dispomos de recursos para alcançar o pensamento daqueles que se fizeram superiores a nós, o pensamento deles vibra em outra freqüência.

[28ª - páginas 243 / 4 ]

        Poderíamos conhecer, inclusive, a história da matéria que serve à formação do objeto que analisarmos. Entretanto, isso demandaria mais trabalho, mais tempo. Cada objeto pode ser um mediador para entrarmos em relação com as pessoas que se interessam por ele e um registro de fatos da Natureza. O paleontologista pode reconstituir determinadas peças da fauna pré-histórica por um simples osso encontrado a esmo.

 

[28ª - página 245]

      Tudo o que observamos acima é mediunidade, apesar de os fatos dessa ordem serem arrolados, por experimentadores do mundo científico, sob denominações diversas, entre elas:

[28ª - página 249 ]

       Os objetos, mormente os de uso pessoal, têm a sua história viva e, por vezes, podem constituir o ponto de atenção das entidades perturbadas, de seus antigos possuidores no mundo; razão por que parecem tocados, por vezes, de singulares influências ocultas, porém, nosso esforço deve ser o da libertação espiritual, sendo indispensável lutarmos contra os fetiches, para considerar tão-somente os valores morais do homem na sua jornada para o Perfeito.

[41ª - página 90] - Emmanuel - 1940

Faculdade que permite captar a história e o estado atual, tanto de seres vivos, como dos objetos inanimados e, também, por vezes, os ambientes e outros elementos externos ligados à sua existência.

 

[1 - página 207] 

“A faculdade de ler impressões e recordações ao contato de objetos comuns”

 

[1 - página 208]   [28 - cit. página 242]*  [29 - página 142]

MECANISMO DA PSICOMETRIA

        Expondo algumas anotações em torno da psicometria, considerada nos círculos medianímicos por faculdade de perceber o lado oculto do ambiente e de ler impressões e lembranças, ao contacto de objetos e documentos, nos domínios da sensação a distância, não é demais traçar sintéticas observações acerca do pensamento, que varia de criatura para criatura, tanto quanto a expressão fisionômica e as marcas digitais.
        Destacaremos, assim, que, em certos indivíduos, a onda_mental a expandir-se, quando em regime de «circuito fechado», na atenção profunda, carreia consigo agentes de percepção avançada, com capacidade de transportar os sentidos vulgares para além do corpo físico, no estado natural de vigília.
        O fluido_nervoso_ou_força_psíquica, a desarticular-se dos centros_vitais, incorpora-se aos raios de energia mental exteriorizados, neles configurando o campo de percepção que se deseje plasmar, segundo a dileção da vontade, conferindo ao Espírito novos poderes sensoriais.
        Ainda aqui, o fenômeno pode ser apreendido, guardando-se por base de observação as experiencias do hipnotismo_comum, nas quais o sensitivo — muitas vezes pessoa em que a
força_nervosa está mais fracamente aderida ao carro fisiológico — deixa escapar com facilidade essa mesma força, que passa, de pronto, ao impacto espiritual do magnetizador.
        O hipnotizado, na profundez da hipnose, pode, então, libertar a sensibilidade e a motricidade, transpondo as limitações conhecidas no cosmo físico.
        Nestas ocorrências, sob a sugestão do magnetizador, o “sujet”, com a energia mental de que dispõe, desassocia o fluido nervoso de certas regiões do veículo_carnal, passando a registrar sensações fora do corpo denso, em local sugerido pelo hipnotizador, ou impede que a mesma força circule em certo membro — um dos braços por exemplo —, que se faz pràticamente insensível enquanto perdure a experiência, até que, ao toque positivo da vontade do magnetizador, ele mesmo reconduza o próprio pensamento revitalizante para o braço inerte, restituindo-lhe a energia psíquica temporàriamente subtraída.    

PSICOMETRIA E REFLEXO CONDICIONADO

        Nas pessoas dotadas de forte sensibilidade, basta o reflexo_condicionado, por intermédio da oração ou da centralização de energia_mental, para que, por si mesmas, desloquem mecanicamente a força_nervosa correspondente a esse ou àquele centro_vital do organismo fisiopsicossomático, entrando em relação com outros impérios vibratórios, dos quais extraem o material de suas observações psicométricas.  Semelhantes faculdades ocorrem nas sensações instintivas de simpatia_ou_antipatia, potencialmente em todas as criaturas, com que se acolhem ou se repelem umas às outras, na permuta incessante de radiação.
        Pela reflexão, cada Inteligência pressente, diante de outra, se está sendo defrontada por alguém favorável ou não à direção nobre ou deprimente que escolheu para a própria vida.

FUNÇÃO DO PSICOMETRA

        Clareando o assunto quanto possível, vamos encontrar no médium de psicometria a individualidade que consegue desarticular, de maneira automática, a força_nervosa de certos núcleos, como, por exemplo, os da visão e da audição, transferindo-lhes a potencialidade para as próprias oscilações mentais.
        Efetuada a transposição, temos a ideia de que o medianeiro possui olhos e ouvidos a distância do envoltório_denso, acrescendo, muitas vezes, a circunstância de que tal sensitivo, por autodecisão, não apenas desassocia os agentes psíquicos dos núcleos aludidos, mas também opera o desdobramento_do_corpo_espiritual, em processo rápido, acompanhando o mapa que se lhe traça às ações no espaço e no tempo, com o que obtém, sem maiores embaraços, o montante de impressões e informações para os fins que se tenha em vista.

INTERDEPENDÊNCIA DO MÉDIUM

        Como em qualquer atividade coletiva entre os homens, é forçoso convir que médium algum pode agir a sós, no plano complexo da psicometria.
        Igualmente, aí, o sensitivo está como peça interdependente no mecanismo da ação.
        E como é fartamente compreensível, se os companheiros desencarnados ou encarnados da operação a realizar não guardam entre si os ascendentes da harmonização necessária, claro está que a onda mental do instrumento mediúnico somente em circunstâncias muito especiais não se deixará influenciar pelos elementos discordantes, invalidando-se, desse modo, qualquer possibilidade de êxito nos tentames empreendidos.
        Nesse campo, as formas-pensamentos adquirem fundamental importância, porque todo objeto deliberadamente psicometrado já foi alvo de particularizada atenção.
        Quem apresenta ao psicômetra um pertence de antepassados, na maioria das vezes já lhe invocou a memória e, com isso, quando não tenha atraído para o objeto o interesse afetivo, no Plano_Espiritual, terá desenhado mentalmente os seus traços ou quadros alusivos às reminiscências de que disponha, estabelecendo, assim, recursos de indução para que as percepções ultrasensoriais do médium se lhe coloquem no campo vibratório correspondente.

CASO DE DESAPARECIMENTO

        Noutro aspecto, imaginemos que determinado objeto seja conduzido ao sensitivo para ser psicometrado, com vistas a certos objetivos.
        Para clarear a asserção, suponhamos que uma pessoa acaba de desaparecer do quadro doméstico, sem deixar vestígio.
        Buscas minuciosas são empreendidas sem resultado.
        Lembra-se alguém de tomar-lhe um dos pertences de uso pessoal. Um lenço por exemplo.
        A recordação é submetida a exame de um médium que reside a longa distância, sem que informe algum lhe seja prestado.
        O médium recolhe-se e, a breve tempo, voltando da profunda introspecção a que se entregou, descreve, com minúcias, a fisionomia e o caráter do proprietário, reporta-se ao desaparecimento dele, explana sobre pequeninos incidentes em torno do caso em lide, esclarece que o dono desencarnou, de repente, e informa o local em que o cadáver permanece.
        Verifica-se a exatidão de todas as notas e, comumente, atribui-se ao psicômetra a autoria integral da descoberta.
        Entretanto, analisado o episódio do Plano Espiritual, outras facetas ele revela à visão do observador.
        Desencarnado o amigo a que aludimos, afeições que ele possua na esfera extrafísica interessam-se em ajudá-lo, auxílio esse que se estende, naturalmente, à sua equipe doméstica. Pensamentos agoniados daqueles que ficaram e pensamentos ansiosos dos que residem na vanguarda do Espírito entrecruzam-se na procura movimentada.
        Alguém sugere a remessa do lenço para investigações psicométricas e a solução aparece coroada de êxito.
        Os encarnados vêem habitualmente apenas o sensitivo que entrou em função, mas se esquecem, não raro, das Inteligências_desencarnadas que se lhe incorporam à onda_mental, fornecendo-lhe todos os avisos e instruções, atinentes ao feito.

AGENTES INDUZIDOS

        Todos os objetos e ambientes psicometrados são, quase sempre, francos mediadores entre a esfera física e a esfera_extrafísica, à maneira de agentes fortemente induzidos, estabelecendo fatores de telementação entre os dois planos.
        Nada difícil, portanto, entender que, ainda aí prevalece o problema do merecimento e da companhia.
        Se o consulente e o experimentador não se revestem de qualidades morais respeitáveis para o encontro do melhor a obter, podem carrear à presença do sensitivo elementos_desencarnados menos afins com a tarefa superior a que se propõem, e, se o intermediário_humano não está espiritualmente seguro, a consulta ou a experiência resulta em fracasso perfeitamente compreensível.
        Nossas anotações, demonstrando o extenso campo da influenciação dos desencarnados, em todas as ocorrências da psicometria, não excluem, como é natural, o reconhecimento de que a matéria assinala sistemas de vibrações, criados pelos contactos com os homens e com os seres inferiores da Natureza, possibilitando as observações inabituais das pessoas dotadas de poderes sensoriais mais profundos, como por exemplo na visão, através de corpos opacos, na clarividência e na clariaudiência_telementadas, na apreensão críptica da sensibilidade e nos diversos recursos_radiestésicos que se filiam notadamente aos chamados fenômenos de telestesia.

[29 - páginas 143 / 148]

        O processo pelo qual é possível, ao psicômetra, entrar em relação com os fatos remotos ou próximos, pode ser explicado de duas maneiras principais, a saber:

  • Uma parte dos fatos e impressões é retirada da própria aura do objeto;

  • Outra parte é recolhida da subconsciência do seu possuidor mediante relação telepática que o objeto psicometrado estabelece com o médium.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/mediunidade/psicometria.html

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS