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Conforme nota do autor espiritual, as informações passadas por André Luiz,
a respeito dos fenômenos hipnóticos,
servem simplesmente para
explicar os mecanismos da mediunidade,
e não para induzir os companheiros do Espiritismo
a praticá-los em suas tarefas, porqüanto o objetivo primordial é o
serviço da Doutrina Espírita que devemos tomar por
disciplinadora de todos os fenômenos que nos
rodeiam, na esfera das ocorrências mediúnicas, a benefício de nossa
própria melhoria moral.
[29
- página 103] - André Luiz - 1959
Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo
em nossos templos espíritas, a ele recorre André Luiz, de escantilhão,
para fazer mais amplamente compreendidos os múltiplos fenômenos da
conjugação de ondas_mentais, além de com isso demonstrar que a força_magnética é simples agente, sem ser a causa das ocorrências_medianímicas, nascidas, invariavelmente, de espírito para espírito.
EMMANUEL
- Uberaba, 6 de agosto de 1959.
[29
- página 13]
No exame dos sucessos devidos ao reflexo
condicionado, é importante nos
detenhamos, por alguns instantes, no hipnotismo
vulgar.
Há quem diga que o ato de hipnotizar
se filia à ciência de atuar sobre o espírito alheio, e, para
que a impressão provocada, nesse sentido, se faça duradoura e profunda
é imperioso se não desenvolva maior intimidade
entre o magnetizador
e a pessoa que lhe serve de instrumento, porqüanto
a faculdade de hipnotizar, para
persistir em alguém, reclama dos outros obediência
e respeito.
Reparemos o fenômeno hipnótico em
sua feição mais simples, a evidenciar-se, muita vez, em
espetáculos públicos menos edificantes.
O operador pede silêncio, e, para observar quais as pessoas mais
suscetíveis de receber-lhe a influenciação, roga
que todos os presentes fixem determinado objeto ou local, proibindo
perturbação e gracejo.
Anotamos aqui a operação inicial do «circuito fechado».
Exteriorizando-se em mais rigoroso regime de ação e reação sobre si
mesma, a corrente mental dos assistentes capazes de
entrar em sintonia com o toque de indução do hipnotizador
passa a absorver-lhe os agentes
mentais, predispondo-se a executar-lhe as ordens.
Semelhantes pessoas não precisarão estar absolutamente coladas à
região espacial em que se encontra a vontade que as
magnetiza. Podem estar até mesmo muito distanciadas,
sofrendo-lhe a influência através do rádio, de gravações e da
televisão.
Desde que se rendam, profundamente, à sugestão inicial recebida,
começam a emitir certo tipo de onda_mental com todas as potencialidades_criadoras da ideação_comum, e ficam habilitadas a plasmar
as formas-pensamentos
que lhes sejam sugeridas, formas essas que,
estruturadas pelos movimentos de ação dos princípios mentais
exteriorizados, reagem sobre elas próprias,
determinando os efeitos ou alucinações que lhes imprima a vontade
a que se submetem.
Temos aí a perfeita conjugação de forças
ondulatórias.
[29
- página 97] - André Luiz - 1959
Quando
você está relaxado e sua concentração é tão intensa que não se
deixa distrair por ruídos externos e outros estímulos, você está num estado
superficial de hipnose. Toda hipnose
é na verdade auto-hipnose, pois o paciente controla o processo. O
terapeuta é meramente um guia. Quase todos nós entramos freqüentemente
em estado hipnótico - quando estamos concentrados num bom livro ou filme,
quando dirigimos nos últimos quarteirões a caminho de casa sem perceber
como chegamos, sempre que ligamos o "piloto automático".
Um objetivo da hipnose, bem como da meditação,
é ter acesso ao subconsciente. Esta é a
parte da mente que fica debaixo da consciência comum, sob o constante
bombardeio de pensamentos, sensações, estímulos externos e outros
ataques à nossa consciência. O subconsciente funciona em um nível
mais profundo que o nosso nível de consciência usual. No subconsciente
os processos mentais ocorrem sem que notemos. Vivenciamos momentos de intuição,
sabedoria e criatividade quando estes processos subconscientes cintilam em
nossa percepção consciente.
http://www.geocities.com/Athens/Olympus/6896/hipnose.html
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