Inconsciente
e subconsciente
O certo é que em todos os tratados de psicologia se emprega ambos os vocábulos
como se tivessem igual significado. Entretanto, o inconsciente deve ser
claramente separado do subconsciente:
-
O inconsciente deve ser encarado como um ressurgimento do primário, de
épocas passadas do ser. Significa estancamento, regresso a um processo psíquico
anterior. É o lastro acumulado que se deve ir perdendo na ascensão
espiritual. É o ato psíquico não deliberado proveniente da nossa anterior
experiência orgânica, vital. (Ver: Sonho)
| Se dizemos o ser inconsciente referimo-nos ao indivíduo organicamente considerado, a um aspecto
intranscendente do seu psiquismo. |
-
O subconsciente é a compreensão de todos
os conteúdos conscientes na larga trajetória do espírito durante o
processo da sua evolução biológica e o seu evolver anímico; captação
que registra e arquiva minuciosamente todos os pormenores de fatos
ocorridos, deixando como síntese um pensamento orientado, um ensino
proveitoso para o ser. É o progresso, a evolução. É o conhecimento que
se acrescenta para aproveitamento ulterior.
Se falarmos do ser subconsciente referimo-nos ao espírito
na sua função evolutiva, ao aspecto transcendente ou imanente do psiquismo. |
por: Carlos Bernardo Loureiro
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/fep/inconsciente-e-subconsciente.html
http://www.panoramaespirita.com.br/artigos/artigos_04/Inconsciente_e_subconsciente.html
A subconsciência,
tão investigada em vosso tempo, não elucida os problemas dos chamados fenômenos_intelectuais. Os estudos levados a efeito sobre essa câmara
escura da mente são ainda mal orientados e, apesar disso, muitas teorias
apressadas presumem explicar todo o mediunísmo com a sua estranha influência
sobre o “eu” consciente.
De fato, existem os fenômenos subliminais; todavia, a subconsciência
é o acervo de experiências realizadas pelo ser em suas existências
passadas. O Espírito,
no labor incessante de suas múltiplas_existências, vai ajudando as séries de suas conquistas, de
suas possibilidades, de seus trabalhos; no seu cérebro espiritual organiza-se, então, essa consciência profunda, em cujos domínios
misteriosos se vão arquivando as recordações, e a alma,
em cada etapa da sua vida imortal, renasce para uma nova conquista,
objetivando sempre o aperfeiçoamento_supremo.
[71
- página 81] - Emmanuel - 1938
Subconsciente,
isto é, cérebro do corpo
fluídico.
Martins
Peralva, no livro "Estudando a Mediunidade"
Discípulo espontâneo e distante do eminente professor de Freiberg, somente aqui, no plano espiritual, pude reconhecer os elos que lhe faltam ao sistema de positivação das origens de psicoses e desequilíbrios diversos:
- Os “complexos de inferioridade”,
- o “recalque”,
- a “libido”,
- as “emersões do subconsciente” não constituem fatores adquiridos no curto espaço de uma existência terrestre e, sim, característicos da personalidade egressa das experiências passadas.
A subconsciência é, de fato, ...
- o porão dilatado de nossas lembranças,
- o repositório das emoções e desejos, impulsos e tendências que não se projetaram na tela das realizações imediatas; no entanto, estende-se muito além da zona limitada de tempo em que se move um aparelho físico.
Representa a estratificação de todas as lutas com as aquisições mentais e emotivas que lhes foram consequentes, depois da utilização de vários corpos. Faltam, pois, às teorias de Segismundo Freud e seus continuadores a noção dos princípios reencarnacionistas e o conhecimento da verdadeira localização dos distúrbios nervosos, cujo inicio muito raramente se verifica no campo biológico vulgar, mas quase que invariàvelmente no corpo perispiritual preexistente, portador de sérias perturbações congênitas, em virtude das deficiências de natureza moral, cultivadas com desvairado apego, pelo reencarnante, nas existências transcorridas. (Ver: Epigenética)
- As psicoses do sexo,
- as tendências inatas à delinquência, tão bem estudadas por Lombroso,
- os desejos extravagantes,
- a excentricidade, muita vez lamentável e perigosa, representam modalidades do patrimônio espiritual dos enfermos, patrimônio que ressurge, de muito longe, em virtude da ignorância ou do relaxamento voluntário da personalidade em círculos desarmônicos.
Estas explicações, se aproveitadas por médicos cristãos na Crosta Planetária, poderiam completar o trabalho de benemerência que a tese freudiana trouxera aos círculos acadêmicos.
[40 - página 32] - André Luiz - 1940

A psicanálise_do_mundo, valorizando os poderes desconhecidos do nosso
aparelhamento mental, constituem sempre grandes tentativas para aquisição
das profundas verdades espirituais, mas os seus mestres, com raras exceções,
se perdem na vaidade dos títulos acadêmicos ou nas falsas apreciações
dos valores convencionais.
Os preconceitos científicos, por enquanto, impossibilitam a aproximação
legítima da Psicologia oficial e do Espiritismo.
Os processos da primeira falam da parte desconhecida do mundo mental, a
que chamam subconsciência, sem
definir essa cripta misteriosa da personalidade humana, examinando-a
apenas na classificação pomposa das palavras. Entretanto, somente à luz
do Espiritismo poderão os métodos psicológicos apreender que
essa zona oculta, da esfera psíquica de cada um, é o reservatório
profundo das experiências do passado, em existências múltiplas da
criatura, arquivo maravilhoso onde todas as conquistas do pretérito são
depositadas em energias potenciais, de modo a ressurgirem no momento
oportuno.
[41a
- página 41] - Emmanuel - 1940
|
Vossa consciência latente, uma consciência mais profunda que a normal,
é vossa verdadeira alma eterna.
[63
- A GRANDE SÍNTESE - Consciência e Mediunidade]
(Ver: Consciência e Mediunidade e Iluminação do íntimo)
Zonas obscuras da
inconsciência, onde o «eu» enclausura as experiências que
realiza, automatizando os próprios impulsos.
[83
- página 202] - André Luiz
Existe
no homem uma consciência interior (subconsciente), na aparência independente da consciência
exterior (consciente), e que é dotada de uma vontade e de uma inteligência_que_lhe_são_próprias, assim como de uma faculdade de percepção
extraordinária; essa consciência interior não é conhecida da consciência
exterior nem influenciada por ela; não é uma simples manifestação dessa
última, pois que essas duas consciências não agem sempre simultaneamente.
-
Segundo
o Sr. Hartmann, a consciência interior é uma função das partes médias do cérebro;
-
segundo a
opinião de outras pessoas, é uma individualidade, um ser transcendente (a Alma).
A
atividade psíquica do homem apresenta-se como dupla:
O organismo humano pode agir a distância, produzindo um efeito não somente
intelectual ou físico, como ainda plástico, dependente, segundo todas as
aparências, de uma função especial da consciência interior. Essa
atividade extracorpórea é independente, conforme parece, da consciência
exterior, pois essa última não tem conhecimento de tal atividade, não
na dirige.
[51-
volume 2 - página 228] |
É
no próprio patrimônio íntimo que a alma registra as suas experiências, no aprendizado das lutas da vida, acerca das
quais guardará sempre uma lembrança inata nos trabalhos purificadores do
porvir, no processo
evolutivo das encarnações
subseqüentes.
[41a - página 78] - Emmanuel - 1940
|

Fica
cada vez mais claro que boa parte de nossa atividade mental é motivada pelo inconsciente. Quando Freud introduziu a noção central de que a maioria dos
processos mentais que determinam nossos pensamentos, sentimentos e desejos acontece inconscientemente, a idéia foi rejeitada. Mas, descobertas atuais
confirmam a existência e o papel essencial dos processos mentais inconscientes.
Na primeira metade do século 20
as idéias de Sigmund Freud dominaram as explicações sobre o
funcionamento da mente. Seu pressuposto básico era que nossas motivações
permanecem em sua maior parte no inconsciente.
Mais que isso, são mantidas longe da consciência por uma força
repressora. O aparato executivo da mente (o ego) rejeita iniciativas do inconsciente (o id) que estimulam comportamentos incompatíveis com nossa concepção
civilizada de nós mesmos. A repressão é necessária porque esses impulsos se
manifestam na forma de paixões incontroláveis,
fantasias infantis e compulsões
sexuais e agressivas.
Quando a repressão não
funciona, dizia Freud até sua morte, em 1939, surgem as doenças mentais: fobias, ataques de pânico e obsessões.
O objetivo da psicoterapia, portanto, era rastrear os sintomas neuróticos até
suas raízes inconscientes e aniquilar seu poder através de sua confrontação
com a análise madura e racional.
"O próprio Freud anteviu o dia em que dados neurológicos
complementariam suas teorias"
SCIENTIFIC
AMERICAN Brasil - ANO 3 - N°25 - Junho/2004
www.sciam.com.br |

ID
Tronco
encefálico reticulado e o Sistema
límbico.
Responsável
pelos instintos e impulsos.
|
Consciência interior latente.
Uma consciência mais profunda que a normal, onde se
encontram as causas de muitos fenômenos inexplicáveis para vós.
...olhais admirados tantas coisas que afloram de
vossa consciência mais profunda,
sem poderdes descobrir as origens:
Daí nascem irresistíveis todas as maiores afirmações de vossa
personalidade. Aí está o vosso verdadeiro e eterno Eu. |
SUBCONSCIENTE(Passado)
No sistema nervoso, temos o cérebro inicial,
repositório dos movimentos
instintivos (Inconsciente)
e sede das atividades subconscientes.
Figuremo-lo como sendo o porão da individualidade, onde arquivamos todas as
experiências e registramos os menores fatos da vida.
...esfera dos impulsos instintivos,
onde se arquivam todas as experiências da animalidade anterior (inconsciente). |
EGO
Córtex
posterior
Reprimia
os impulsos instintivos evitando que corrompessem o pensamento racional. |
Eu
exterior,
a consciência exterior clara.
A consciência é conquista, é prêmio aos imensos esforços. |
CONSCIENTE(Presente)
Região do córtex
motor, zona intermediária entre os lobos frontais e os nervos.
Manifestações no atual momento evolutivo do nosso modo de ser.
..sede do esforço próprio, desenvolvimento da vontade. |
SUPEREGO
Córtex
dorsal frontal
Mediava
a luta permanente por controle entre o EGO e o ID
Obs.: O córtex ventral frontal,
lida com a inibição seletiva, REPRESSÃO. |
SUPERCONSCIÊNCIA
Quando
o Eu exterior expandir-se, no contínuo evolver da vida,
aprofundar-se para
a consciência interior latente, que tende a vir à tona e a revelar-se.
Os dois pólos
do ser — eu exterior e consciência interior latente — tendem a fundir-se. A consciência clara experimenta, assimila, imerge
na consciência os produtos assimilados através do movimento da vida —
destilação de valores, automatismos, que constituirão os instintos do
futuro. |
SUPERCONSCIENTE(Futuro)
Nos
planos dos lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica
do mundo, jazem materiais de ordem sublime, que conquistaremos gradualmente, no
esforço de ascensão, representando a parte mais lie de nosso organismo
divino em evolução. (...onde
situamos as concepções superiores.) |

Freud
(Sigmund Freud) desenhou seu modelo final da mente em 1933.
Mapeamentos
neurológicos recentes combinam com a concepção de Freud.
SCIENTIFIC
AMERICAN Brasil
ANO
3 - N°25 - Junho/2004
www.sciam.com.br |

A GRANDE SÍNTESE - 1937
Pietro Ubaldi 18ª edição - tradução Carlos
Torres Pastorino e Paulo Vieira da Silva
[
63
- A GRANDE SÍNTESE ]
Nos
capítulos: Consciência e Mediunidade; Intuição |
NO
MUNDO MAIOR
Francisco
Cândido Xavier
pelo
espírito André Luiz.
1947
[25 - páginas 46 / 49] |
O
Id
O Id contém tudo o que é herdado, que se acha presente no nascimento e
está presente na constituição, acima de tudo os instintos que se originam da organização
somática e encontram expressão psíquica sob formas que nos são
desconhecidas (1940, livro 7, pp. 17-18 na ed. bras.). O Id é a
estrutura da personalidade original, básica e central do ser humano, exposta
tanto às exigências somáticas do corpo às exigências do ego e do superego.
As leis lógicas do pensamento não se aplicam ao Id, havendo assim,
impulsos contrários lado a lado, sem que um anule o outro, ou sem que um
diminua o outro (1933, livro 28, p. 94 na ed. bras.). O Id seria o
reservatório de energia de toda a personalidade.
http://www.psiqweb.med.br/persona/freud2.html
Não
ignorais isto totalmente; olhais admirados tantas coisas que afloram de
vossa consciência mais profunda,
sem poderdes descobrir as origens:
Daí nascem irresistíveis todas as maiores afirmações de vossa
personalidade. Aí está o vosso verdadeiro e eterno Eu. Não o Eu
exterior, aquele que sentes mais quando estais no corpo, aquele Eu que é
filho da matéria e que morre com ela. Esse Eu exterior, essa consciência
clara, expande-se no contínuo evolver da vida, aprofunda-se para aquela consciência latente que tende a vir à tona e a revelar-se.
Os dois pólos
do ser — consciência exterior clara e consciência interior latente — tendem a fundir-se. A consciência clara experimenta, assimila, imerge
na consciência os produtos assimilados através do movimento da vida —
destilação de valores, automatismos, que constituirão os instintos do
futuro. Assim expande-se a personalidade com essas incessantes trocas e se
realiza o grande objetivo da vida. Quando a consciência latente tiver se
tornado clara e o Eu tiver pleno conhecimento de si mesmo, o homem terá
vencido a morte. (Ver: Superconsciência)
[63
- A GRANDE SÍNTESE - Intuição] |
Consciência
latente, uma consciência mais profunda que a normal, onde se
encontram as causas de muitos fenômenos inexplicáveis para vós.
[63
- A GRANDE SÍNTESE - Consciência e Mediunidade]

Aprendemos com a psicanálise que a essência do processo de repressão não
está em pôr fim, em destruir a idéia que representa um instinto, mas
em evitar que se torne consciente. Quando isso acontece, dizemos que a idéia se
encontra num estado ‘inconsciente’,
e podemos apresentar boas provas para mostrar que, inclusive quando inconsciente, consciência. Tudo que é reprimido deve permanecer inconsciente; mas, logo de início,
declaremos que o reprimido não abrange tudo que é inconsciente.
O alcance do inconsciente é mais amplo: o reprimido não é apenas uma parte do inconsciente...
http://www.fortunecity.com/meltingpot/denman/880/ics.htm
LINks:
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