JOÃO [3]
Jesus a Nicodemos, Evangelho de João capítulo 3, vers 1 a 12
Quanto
a existência do Espírito, já é muito que
seja uma teoria que nem a razão, nem a ciência repelem. Acresce que, se
os fatos a corroboram, tem ela por si a sanção do raciocínio e da
experiência. Esses fatos se nos deparam no fenômeno das manifestações espíritas, que, assim, constituem a prova patente da existência e
da sobrevivência da alma. Muitas pessoas há, entretanto, cuja crença não vai além desse ponto; que
admitem a existência das almas e, conseguintemente, a dos Espíritos,
mas que negam a possibilidade de nos comunicarmos com eles, pela razão, dizem,
de que seres imateriais não podem atuar sobre a matéria. Esta dúvida
assenta na ignorância da verdadeira natureza dos Espíritos, dos quais em geral
fazem ideia muito falsa, supondo-os erradamente seres abstratos, vagos e
indefinidos, o que não é real.
O Espírito não é, pois, um ponto, uma
abstração; é um ser limitado e circunscrito, ao qual só falta ser visível e
palpável, para se assemelhar aos seres humanos.
Hão
dito que o Espírito é uma
chama, uma centelha. Isto se deve entender com relação ao Espírito propriamente dito, como princípio intelectual e moral, a que se não poderia atribuir forma
determinada. Mas, qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está
sempre revestido de um envoltório, ou perispírito,
cuja natureza se eteriza, à medida que ele se depura e eleva na hierarquia
espiritual. De sorte que, para nós, a ideia de forma é inseparável da
de Espírito e não
concebemos uma sem a outra.
A ausência de demonstrações histológicas não implica a inexistência do Espírito . É essa certeza que compete à Ciência atingir.
Sobre as relações dos primeiros cristãos com os Espíritos Na linguagem filosófica da Grécia, a palavra demônio (daimon) era sinônimo de gênio ou de Espírito.
Fazia-se distinção entre os bons e os maus demônios. Platão dá mesmo a Deus o nome de demônio onipotente. O Cristianismo adotou em parte esses termos, mas modificou-lhes o sentido.Aos bons demônios deu ele o nome de anjos, e os maus se tornaram os demônios, sem adjetivação. A palavra espírito (pneuma) ficou sendo a expressão usada para designar uma inteligência privada de corpo carnal. Essa palavra pneuma, traduziu-a São Jerônimo como spiritus, reconhecendo, com os evangelistas, que há bons e maus Espíritos. A idéia de divinizar o Espírito não surgiu senão no século II. Foi somente depois da Vulgata que a palavra sanctus foi constantemente ligada à palavra spiritus, não conseguindo essa junção, na maioria dos casos, senão tornar o sentido mais obscuro e mesmo, às vezes, ininteligível. Os tradutores franceses dos livros canônicos foram ainda mais longe a esse respeito e contribuíram para desnaturar o sentido primitivo. Eis aqui um exemplo, entre outros muitos:
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.
Por Espírito deve-se entender a Alma revestida de seu envoltório fluídico, que tem a forma do corpo físico (humana) e participa da imortalidade da alma, de que é inseparável.
A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.
Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela Sua vontade. Mas, repito ainda uma vez, a origem deles é mistério.
Como
se pode definir o Espírito, quando faltam termos de comparação e com uma
linguagem deficiente? Pode um cego de nascença
definir a luz? Imaterial não é bem o termo;
incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros,
e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.
Há
muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O
filho não compreende tudo o que a seu pai é compreensível,
nem o ignorante tudo o que o sábio apreende. Dizemos que a existência dos Espíritosnão tem fim. É tudo o que podemos, por
agora, dizer.
O Espírito está presente em todo elemento vivo dos domínios materiais. Consciência espírita: www.consciesp.org.br
Tudo isso são mistérios que fora inútil querer devassar e sobre os quais, como dissemos, nada mais se pode fazer do que construir sistemas. O que é constante, o que ressalta do raciocínio e da experiência é a sobrevivência do Espírito, a conservação de sua individualidade após_a_morte, a progressividade de suas faculdades, seu estado feliz ou desgraçado de acordo com o seu adiantamento na senda do bem e todas as verdades morais decorrentes deste princípio.
O Espírito...
Dias da Cruz (Espírito) - 17/11/1955
Os Espíritos estão livres das
imperfeições físicas, quer dizer,das
doenças e enfermidades do corpo; mas as imperfeições morais são do Espírito e não do corpo. Entre
eles há os que estão mais ou menos avançados
intelectual e moralmente. Seria um erro crer-se que os Espíritos,
deixando seu corpo material, são subitamente atingidos pela luz da verdade. (Ver: Após a morte)
O progresso dos Espíritos não se realiza senão gradualmente e, algumas vezes, bem lentamente. Entre eles, e isso depende da sua depuração, há os que vêem as coisas sob um ponto de vista mais justo que em sua vida física; outros, ao contrário, têm as mesmas paixões, os mesmos preconceitos e os mesmos erros, até que o tempo e novas provas lhes tenham permitido se esclarecerem. Notai bem que isto é um resultado da experiência, porque é assim que eles se apresentam a nós em suas comunicações. É , pois, um princípio elementar do Espiritismo que, entre os Espíritos, há os de todos os graus de inteligência e de moralidade. Os Espíritos têm, todos, a mesma origeme a mesma destinação. As diferenças que existem entre eles não constituem espécie distinta, mas diversos graus de adiantamento. Os Espíritos não são perfeitos porque são as almas dos homens e os homens não são perfeitos; pela mesma razão os homens não são perfeitos porque são a encarnação de Espíritos mais ou menos avançados. O mundo corporal e o mundo espiritual se derramam incessantemente um sobre o outro; pela morte do corpo, o mundo corporal fornece seu contingente ao mundo espiritual e, pelo nascimento, o mundo espiritual alimenta a Humanidade. A cada nova existência, o Espírito realiza um progresso mais ou menos grande, e quando adquiresobre a Terra a soma de conhecimentos e elevação moral que comportanosso globo, ele o troca para passar a um mundo mais elevado, ondeaprende coisas novas. Os Espíritos que formam a população invisível da Terra são, de algumasorte, o reflexo do mundo corporal; encontram-se aí os mesmos vícios e as mesmas virtudes. Há entre eles sábios, ignorantes e falsos sábios, prudentes e estouvados, filósofos, raciocinadores e sistemáticos. Não se tendo desfeito de todos os seus preconceitos, todas as opiniões políticas e religiosas têm aí seus representantes. Cada um fala segundo as suas ideias e o que dizem, freqüentemente, não é senão sua opinião pessoal. Eis porque não épreciso acreditar cegamente em tudo o que dizem os Espíritos. [78 - Diversidade dos Espíritos]
Muitos vêem na expressão "matéria é energia condensada" um dos últimos esforços do materialismo para poder explicar o Espírito. http://www.geocities.com (Link desativado) POLISSEMIAS NO ESPIRITISMO - Aécio Pereira Chagas
Para a Doutrina_espírita, o Espírito é o ser inteligente do Universo consciência de sua individualidade, a consciência em relação a outros Espíritos e a consciência de seu papel na estruturação inteligente do Universo. (Ver em: Energia) SBEE
- Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas https://sbee.org.br/gem_espirito.htm
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