Página acima: Morte
Após a morte

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Edição 1904 de 11/5/2005 


APOCALIPSE [14]

  • 13 Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham.

I CORINTIOS [15]

  • 33 Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.
  • 34 Acordai para a justiça e não pequeis mais; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa.
  • 35 Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? e com que qualidade de corpo vêm? (Ver: Perispírito após a morte)
  • 36 Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.
  • 37 E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou o de outra qualquer semente.
  • 38 Mas Deus lhe dá um corpo como lhe aprouve, e a cada uma das sementes um corpo próprio.
  • 39 Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, outra a carne dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes.
  • 40 Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.
  • 41 Uma é a glória do sol, outra a glória da lua e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.
  • 42 Assim também é a ressurreição, é ressuscitado em incorrupção.
  • 43 Semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória. Semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder.
  • 44 Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.
  • 45 Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante.
  • 46 Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois o espiritual.
  • 47 O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.
  • 48 Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
  • 49 E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial.
  • 50 Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção.
  • 51 Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados,
  • 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados.
  • 53 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
  • 54 Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.
  • 55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
  • 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
  • 57 Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
  • 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.


Paulo de Tarso

        Sabemos que a morte não é milagre. Cada qual desperta, depois do túmulo, na posição espiritual que procurou para si... Ora, o homem vulgar sente-se mais à solta junto das entidades que lhe lisonjeiam as paixões, estimulando-lhe os apetites, de vez que todos somos constrangidos a educar-nos, na vizinhança de companheiros evoluídos, que já aprenderam a sublimar os próprios impulsos, consagrando-se à lavoura incessante do bem.

 

[28a - página 255 ]  - André Luiz  

  • Em desencarnando, não entra o Espírito na posse de poderes absolutos.
  • A morte significa apenas uma nova modalidade de existência, que continua, sem milagres e sem saltos.

[71 - página 23]  - Emmanuel

        A noção de céu e inferno, fundamente arraigada na mente popular, nos deixa perceber que..

  • os homens, de modo geral, não se modificam com a morte física,
  • como a troca de residência não significa mudança de personalidade para a criatura comum.


[103 - página 87] - André Luiz

 

        Sem a posse delas, é impraticável a ascensão_do_espírito_humano. Personalidades vulgares apegam-se à salvaguarda de recursos exteriores e neles centralizam os sentimentos mais nobres, prendendo-se a fantasias inúteis...   Encarcera-se-lhes, então, a mente na insegurança, na fragilidade, no pavor. O choque_da_morte imprime-lhes tremendos conflitos à organização_perispirítica, veículo destinado às suas próprias manifestações no circulo novo de matéria diferente a que foram arrebatadas, e, após perderem abençoados anos no campo didático da esfera carnal, enredadas em conflitos deploráveis, erram aflitas, exânimes e revoltadas, ajustando-se ao primeiro grupo de entidades viciosas que lhes garantam continuidade de aventura em fictícios prazeres. Formam associações enormes e compactas, com base nas emanações da Crosta do Mundo, onde milhões de homens e mulheres lhes sustentam as exigências mais baixas; fazem vida coletiva provisória à força de sugarem_as_energias_da_residência dos irmãos encarnados, qual se fôssem extensa colônia de criminosos, vivendo a expensas de generoso rebanho bovino.

 

[96 - página 34] - Anré Luiz

II TIMóTEO [2]

  • 15 Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
  • 16 Mas evita as conversas vãs e profanas; porque os que delas usam passarão a impiedade ainda maior,
  • 17 e as suas palavras alastrarão como gangrena; entre os quais estão Himeneu e Fileto,
  • 18 que se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição é já passada, e assim pervertem a a alguns.

        Em nossa organização espiritual de vida coletiva, irmãos sofredores convenientemente amparados...

[25 - página 224] - André Luiz

  • As faculdades_supranormais, esporadicamente assinaladas, de todos os tempos e em toda parte, na Humanidade são, na realidade, as faculdades de sentidos espirituais da personalidade integral subconsciente, em estado latente, na subconsciência_humana, para emergir e se exercer num meio espiritual, após a crise da morte;
  • do mesmo modo que no embrião se acham formadas, de antemão e em estado latente, as faculdades de sentidos terrenos, à espera do momento que lhes há de permitir se exerçam no seio do meio terrestre, após a crise do nascimento.

[105 - página 49] - Ernesto Bozzano        O padre François Brune, encerrando seu livro Linha Direta do Além, afirma: “Estou verdadeiramente convencido de que, com a transcomunicação instrumental, dispomos de novos meios, fantásticos, que nos garantem nossa sobrevivência após a morte.”

        No livro Os mortos nos falam, lamenta: "O mais escandaloso é o silêncio, o desdém, até mesmo a censura exercida pela Ciência e pela Igreja, a respeito da descoberta inconteste mais extraordinária de nosso tempo: o após-vida existe e nós podemos nos comunicar com aqueles que chamamos de mortos.”

O sacerdote católico francês, François Brune, é da ordem de S. Sulpício. Poliglota e com vasta cultura, tanto teológica, quanto nos mais diversos segmentos do conhecimento humano, há vários anos interessava-se pelas Experiências nas Fronteiras da Morte.


http://www.mundoespiritual.com.br/comunicacoes.eletronicas.htm
 

        O estudo da situação espiritual da criatura humana, após a morte do corpo, não pode ser relegado a plano secundário. Todas as civilizações que antecederam a glória ocidental nos tempos modernos consagraram especial atenção aos problemas de além-túmulo.

  • O Egito mantinha incessante intercâmbio_com_os_trespassados e ensinava que os mortos sofriam rigoroso julgamento entre Anúbis, o gênio com cabeça de chacal, e Hórus, o gênio com cabeça de gavião, diante de Maât, a deusa da justiça, decidindo se as almas deveriam ascender ao esplendor solar ou se deveriam voltar aos Labirintos da provação, na própria Terra, em corpos deformados e vis; (Ver: Pistis Sophia e Reencarnação)

  • os hindus admitiam que os desencarnados, conforme as resoluções do Juiz dos Mortos, subiriam ao Paraíso ou desceriam aos precipícios do reino de Varuna, o gênio das águas, para serem insulados em câmaras de tortura, amarrados uns aos outros por serpentes infernais; 

  • hebreus, gregos, gauleses e romanos sustentavam crenças mais ou menos semelhantes, convictos de que a elevação celeste se reservava aos Espíritos retos e bons, puros e nobres, guardando-se os tormentos do inferno para quantos se rebaixavam na perversidade e no crime, nas regiões de suplício, fora do mundo ou no próprio mundo, através da reencarnação em formas envilecidas pela expiação e pelo sofrimento.

[83 - página 13] - André Luiz

  • O Espírito encarnado no corpo constitui a alma

  • Quando o deixa, por ocasião da morte, não sai dele despido de todo o envoltório.  

  • Todos os Espíritos nos dizem que conservam a forma humana e, com efeito, quando nos aparecem, trazem as que lhes conhecíamos.

   Observemo-los atentamente, no instante em que acabem de deixar a vida

  • acham-se em estado de perturbação; 

  • tudo se lhes apresenta confuso, em torno; 

  • vêem perfeito ou mutilado, conforme o gênero da morte, o corpo que tiveram; 

  • por outro lado se reconhecem e sentem vivos; 

  • alguma coisa lhes diz que aquele corpo lhes pertence e não compreendem como podem estar separados dele.  

  • Continuam a ver-se sob a forma que tinham antes de morrer e esta visão, nalguns, produz, durante certo tempo, singular ilusão: a de se crerem ainda vivos.  

  • Falta-lhes a experiência do novo estado em que se encontram, para se convencerem da realidade.  

    Passado esse primeiro momento de perturbação

  • o corpo se lhes torna uma veste imprestável de que se despiram e de que não guardam saudades. 

  • Sentem-se mais leves e como que aliviados de um fardo.  

  • Não mais experimentam as dores físicas e se consideram felizes por poderem elevar-se, transpor o espaço, como tantas vezes o fizeram em sonho, quando vivos (1).  

  • Entretanto, mau grado à falta do corpo, comprovam suas personalidades; têm uma forma, mas que os não importuna nem os embaraça; têm, finalmente, a consciência de seu eu e de sua individualidade.  

   Que devemos concluir daí? Que a alma não deixa tudo no túmulo, que leva consigo alguma coisa.

 

[17b - página 76 item 53]

(1) Quem se quiser reportar a tudo o que dissemos em O Livro dos Espíritos sobre os sonhos e o estado do Espírito durante o sono (ns. 400 a 418), conceberá que esses sonhos que quase toda gente tem, em que nos vemos transportados através do espaço e como que voando, são mera recordação do que o nosso Espírito experimentou, quando, durante o sono, deixara momentaneamente o corpo material, levando consigo apenas o corpo_fluídico, o que ele conservará depois da morte. Esses sonhos, pois, nos podem dar uma ideia do estado do Espírito, quando se houver desembaraçado dos entraves que o retêm preso ao solo.

Uma vez de volta ao mundo dos Espíritos, a alma  conserva as percepções que tinha na Terra. Além de outras de que aí não dispunha.

 

[9a - página 159 questão 237]

        A Alma no seu regresso ao mundo dos Espíritos, é acolhida da seguinte forma: 

  • A do justo, como bem-amado irmão, desde muito tempo esperado. 

  • A do mau, como um ser desprezível.

[9a - página 182 questão 287]

  • Deixando seus despojos mortais é necessário algum tempo para que a Alma se reconheça a si mesma e alije o véu material.
  • Após este estágio, vê imediatamente os parentes e amigos que a precederam.  

[9a - página 182 questão 286]

        Não se deve perder de vista que o Espírito não se transforma subitamente, após a morte do corpo. Se viveu vida condenável, é porque era imperfeito. Ora, a morte não o torna imediatamente perfeito. Pode, pois, persistir em seus erros, em suas falsas opiniões, em seus preconceitos, até que se haja esclarecido pelo estudo, pela reflexão e pelo sofrimento.

[9a - página 460 questão 997]

        É uma graça concedida aos bons Espíritos o lhes virem ao encontro os que os amam, ao passo que aquele que se acha maculado permanece em insulamento, ou só tem a rodeá-lo os que lhe são semelhantes.  É uma punição. 

 

[9a - página 182 questão 289]

        O Espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele. Conforme à afeição que lhes votava e a que eles lhe consagravam. Muitas vezes aqueles seus conhecidos o vêm receber à entrada do mundo dos Espíritos e o ajudam a desligar-se das faixas da matéria. Encontra-se também com muitos dos que conheceu e perdeu de vista durante a sua vida terrena. Vê os que estão na erraticidade, como vê os encarnados e os vai visitar. 

 

[9a - página 116 questão 160]

Admitíamos que a transição do sepulcro fosse lavagem miraculosa, liberando-nos o Espírito, mas ressuscitamos no corpo sutil de agora com os males que alimentamos em nosso ser.

 

[83 - página 25]

        Além do túmulo, o Espírito desencarnado não encontra os milagres da sabedoria, e as novas realidades do plano imortalista transcendem aos quadros do conhecimento contemporâneo, conservando-se numa esfera quase inacessível às cogitações humanas, escapando, pois, às nossas possibilidades de exposição, em face da ausência de comparações analógicas, único meio de impressão na tábua de valores restritos da mente humana.

 

[41a - página 20] - Emmanuel

A sepultura não é milagroso acesso às zonas da luz integral ou da sombra completa. Somos defrontados por novas modalidades da Divina Sabedoria a se traduzirem por mistérios mais altos

 

Emmanuel - (Reformador - 9/948)  [55 - página 166]

Nós, os desencarnados, somos também criaturas humanas em diferentes círculos vibratórios, tão necessitados de aplicação do Evangelho Redentor, quanto os companheiros que marcham pelo roteiro carnal.

 

Emmanuel - (Reformador - 9/948)  [55 - página 166]

       É imprescindível compreender que, depois da morte no corpo_físico, prosseguimos desenvolvendo os pensamentos que cultivávamos na experiência carnal. E não podemos esquecer que a Lei traça princípios universais que não podemos trair. Subordinados à evolução, como avançar sem lhe acatarmos a ordem de harmonia e progresso? A ideia_fixa pode operar a indefinida estagnação da vida mental no tempo.

 

[28a - página 234] - André Luiz  

        Os Espíritos encarnados que sofreram desequilíbrio mental de alta expressão não voltam imediatamente à lucidez espiritual após a desencarnação. Porquanto a perturbação dilatada exige a convalescença indispensável, cuja duração naturalmente varia com o grau de evolução do enfermo em reajuste. 

 

[56 - página 207] - Uberaba-MG, 18/6/1958.

        ... "Continuávamos vivendo, apenas sem a máquina_fisiológica, mas as novas condições de existência não significavam subtração da oportunidade de  evolver.  Os motivos de competição benéfica, as possibilidades de crescimento espiritual haviam lucrado infinitamente. 

  • Podíamos recorrer aos poderes superiores, 

  • entreter relações edificantes, 

  • tecer esperanças e sonhos de amor, 

  • projetar experiências mais elevadas no setor reencarnacionista, aprimorando-nos no trabalho e no estudo e dilatando a capacidade de servir.

        Em suma, a passagem_pelo_sepulcro conduzira-nos a uma vida melhor; mas... e os milhões que transpunham o estreito limiar da morte, permanecendo apegados à Crosta da Terra?"

[25 - página 39]   - André Luiz

        Depois da morte física, o que há de mais surpreendente para nós é o reencontro da vida.  Aqui aprendemos que o organismo_perispirítico que nos condiciona em matéria mais leve e mais plástica, após o sepulcro, é fruto igualmente do processo_evolutivo. Não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão. Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio. Não há favoritismo no Templo Universal do Eterno, e todas as forças da Criação aperfeiçoam-se no Infinito:

  • A crisálida de consciência, que reside no cristal a rolar na corrente do rio, aí se acha em processo liberatório;  (Ver: Alma grupo)

  • as árvores que por vezes se aprumam centenas de anos, a suportar os golpes do Inverno e acalentadas pelas carícias da Primavera, estão conquistando a memória

  • a fêmea do tigre, lambendo os filhinhos recém-natos, aprende rudimentos do amor

  • o símio, guinchando, organiza a faculdade da palavra. 

        Em verdade, Deus criou o mundo, mas nós nos conservamos ainda longe da obra completa. Os seres que habitam o Universo ressumbrarão suor por muito tempo, a aprimorá-lo. Assim também a individualidade. Somos criação do Autor Divino, e devemos aperfeiçoar-nos integralmente. O Eterno Pai estabeleceu como lei universal que seja a perfeição obra de cooperativismo entre Ele e nós, os seus filhos.

 

[25 - página 45] - André Luiz

        Depois do sepulcro,... 

  • o dia do bem é mais luminoso, 

  • e a noite do mal é, sobremaneira, mais densa e tormentosa.

[25 - página 148] - André Luiz

        Não suponhas que a fatal passagem do sepulcro nos abra portas à liberdade: segue-nos a Lei, a toda parte, e o Supremo Senhor, se exerce a infinita compaixão, não despreza a justiça inquebrantável. Dá-nos, invariavelmente, a Eterna Sabedoria o lugar onde possamos ser mais úteis e mais felizes.

 

[25 - página 187 ] André Luiz

  • Entidades de boa intenção buscavam-nos sequiosas de paz e esclarecimento, mas, francamente, doía-me observar tanta ignorância, além da morte do corpo.
  • Na maior parte dos presentes não surgia o mais leve traço de compreensão da espiritualidade.
  • Raciocínios e sentimentos jaziam presos ao chão terrestre, vinculados a interesses e paixões, angústias e desencantos.

[96 - página 223] - André Luiz

 

        Inútil é supor que a morte_física ofereça solução pacífica aos espíritos em extremo_desequilíbrio, que entregam o corpo aos desregramentos passionais. A loucura, em que se debatem, não procede de simples modificações do cérebro: dimana da desassociação dos centros perispiríticos, o que exige longos períodos de reparação.

 

[25 - página 156] - André Luiz

São muitos os irmãos afins que se reúnem, depois da morte do corpo, em tarefas de amparo_fraternal, quando já alcançaram os primeiros degraus da escada de purificação.

 

[16a - página 72] - André Luiz -  1943

 

SABEDORIA INTEGRAL E ORDEM INVIOLÁVEL

         Cabe-nos, pois, a nós que depois da morte já não encontramos nenhum ponto de dúvida, exclamar para os que crêem e esperam:

        "Ó irmãos nossos, que confiais na Providência Divina, dentro da escuridão do mundo!... Do portal de claridade do Além-Túmulo, nós vos estendemos mãos fraternas!... Nossas palavras correm pelo mundo como sopro poderoso de verdades. A morte não existe e o_Espírito é a única realidade imutável da existência. Todas as Babilônias do passado jazem no pó dos tempos, com as suas glórias reduzidas a um punhado de cinzas, mas dentro do Universo mil laços nos unem. Sobre as ruínas, sobre os escombros das civilizações mortas e dos templos desmoronados, nós viveremos eternamente. Uma justiça soberana, íntegra e misericordiosa, preside aos nossos destinos. Na Terra ou no Espaço, unamos os nossos esforços pelo bem coletivo. Guardai convosco o sagrado patrimônio das crenças porque, acima das coisas transitórias do mundo, há uma Sabedoria Integral e uma Ordem Inviolável. Lutemos, pois, com destemor e coragem, porque Deus é justo e a alma é imortal.”

[71 - página 38]  - Emmanuel - 1938

 

        O reino da vida, além da morte, não é domicílio do milagre.

        Passa o corpo, em trânsito para a natureza inferior que lhe atrai os componentes, entretanto, a alma continua na posição evolutiva em que se encontra.

  • Cada inteligência apenas consegue alcançar a periferia do círculo de valores e imagens dos quais se faz o centro gerador.

  • Ninguém pode viver em situação que ainda não concebe.

  • Dentro da nossa capacidade de autoprojeção, erguem-se os nossos limites.

        Em suma, cada ser apenas atinge a vida, até onde possa chegar a onda do pensamento que lhe é próprio.

  • A mente primitivista de um mono, transposto o limiar da morte, continua presa aos interesses da furna que lhe consolidou os hábitos instintivos.

  • O índio desencarnado dificilmente ultrapassa o âmbito da floresta que lhe acariciou a existência.

  • Assim também, na vastíssima fauna social das nações, cada criatura dita civilizada, além do sepulcro, circunscreve-se ao círculo das concepções que, mentalmente, pode abranger.

        A residência da alma permanece situada no manancial de seus próprios pensamentos.

  • Estamos naturalmente ligados às nossas criações.

  • Demoramo-nos onde supomos o centro de nossos interesses.

        Facilmente explicável, assim, a continuidade dos nossos hábitos e tendências, além da morte.

  • A escravidão ou a liberdade residem no imo de nosso próprio ser.

  • Corre a fonte, sob a emanação de vapores da sua própria corrente.

  • Vive a árvore rodeada pelos fluidos sutis que ela mesma exterioriza, através das folhas e das resinas que lhe pendem dos galhos e do tronco.

  • Permanece o charco debaixo da atmosfera pestilencial que ele mesmo alimenta, 

  • e brilha o jardim, sob as vagas do perfume que produz.

  • Assim também a Terra, com o seu corpo ciclópico, arrasta consigo, na infinita paisagem cósmica, o ambiente espiritual de seus filhos.

        Atravessado o grande umbral do túmulo, o homem deseducado prossegue reclamando aprimoramento.

  • A criatura viciada continua exigindo satisfação aos apetites baixos.

  • O cérebro desvairado, entre indagações descabidas, não foge, de imediato, ao poço de obscuridades em que se submergiu.

        E a alma de boa-vontade encontra mil recursos para adiantar-se na senda evolutiva, amparando o próximo e descobrindo na felicidade dos outros a própria felicidade.

        Em razão das leis que nos governam a vida,... 

        Determinadas inteligências desencarnadas se comunicam com determinados instrumentos mediúnicos.

  • Os habitantes de outras esferas buscam no mundo aqueles com os quais simpatizam 

  • e a mente encarnada aceita a visita das entidades com as quais se afina. (Ver: Simpatia e Antipatia)

        A necessidade do Evangelho, portanto, como estatuto de edificação moral dos fenômenos espíritas, é impositivo inadiável. Com a Boa Nova, no mundo abençoado e fértil da nossa Doutrina de luz e amor, possuímos a estrada real para a nossa romagem de elevação.

 

[10 - página 123] - Emmanuel - 1952

        A morte não prodigaliza estados miraculosos para a nossa consciência.

        Desencarnar é mudar de plano, como alguém que se transferisse de uma cidade para outra, aí no mundo, sem que o fato lhe altere as enfermidades ou as virtudes com a simples modificação dos aspectos exteriores. Importa observar apenas a ampliação desses aspectos, comparando-se o plano terrestre com a esfera de ação dos desencarnados.

        Imaginai um homem que passa de sua aldeia para uma metrópole moderna. Como se haverá, na hipótese de não se encontrar devidamente preparado em face dos imperativos da sua nova vida?

        A comparação é pobre, mas serve para esclarecer que a morte não é um salto dentro da Natureza. A alma prosseguirá na sua carreira_evolutiva, sem milagres prodigiosos.

        Os dois planos, visível e invisível, se interpenetram no mundo, e, se a criatura humana é incapaz de perceber o plano da vida imaterial, é que o seu sensório está habilitado somente a certas percepções, sem que lhe seja possível, por enquanto, ultrapassar a janela estreita dos cinco sentidos.


        Nos primeiros tempos da vida de além-túmulo, a alma desencarnada procura naturalmente as atividades que lhe eram prediletas nos círculos da vida material, obedecendo aos laços afins, tal qual se verifica nas sociedades do vosso mundo.

  • As vossas cidades não se encontram repletas de associações, de grêmios, de classes inteiras que se reúnem e se sindicalizam para determinados fins, conjugando idênticos interesses de vários indivíduos?
  • Aí, não se abraçam os agiotas, os políticos, os comerciantes, os sacerdotes, objetivando cada grupo a defesa dos seus interesses próprios?

        O homem desencarnado procura ansiosamente, no Espaço, as aglomerações_afins_com_o_seu_pensamento, de modo a continuar o mesmo gênero de vida abandonado na Terra, mas, tratando-se de criaturas apaixonadas e viciosas, a sua mente reencontrará as obsessões de materialidade, quais as do dinheiro, do álcool, etc., obsessões que se tornam o seu martírio moral de cada hora, nas esferas mais próximas da Terra.

        Daí a necessidade de encararmos todas as nossas atividades no mundo como a tarefa de preparação para a vida_espiritual, sendo indispensável à nossa felicidade, além do sepulcro, que tenhamos um coração sempre puro.


  • Se a sua existência terrestre foi o apostolado do trabalho e do amor a Deus, a transição do plano terrestre para a esfera espiritual será sempre suave.

    Nessas condições, poderá encontrar imediatamente aqueles que foram objeto de sua afeição no mundo, na hipótese de se encontrarem no mesmo nível de evolução. Uma felicidade doce e uma alegria perene estabelecem-se nesses corações amigos e afetuosos, depois das amarguras da separação e da prolongada ausência.
  • Entretanto, aqueles que se desprendem da Terra, saturados de obsessões pelas posses efêmeras do mundo e tocados pela sombra das revoltas incompreensíveis, não encontram tão depressa os entes queridos que os antecederam na sepultura. Suas percepções restritas à atmosfera escura dos seus pensamentos e seus valores negativos impossibilitam-lhes as doces venturas do reencontro.

        É por isso que observais, tantas vezes, Espíritos_sofredores e perturbados fornecendo a impressão de criaturas desamparadas e esquecidas pela esfera da bondade superior, mas, que, de fato, são desamparados por si mesmos, pela sua perseverança no mal, na intenção criminosa e na desobediência aos sagrados desígnios de Deus.


        A morte não apresenta perturbações à consciência reta e ao coração amante da verdade e do amor dos que viveram na Terra tão-somente para o cultivo da prática do bem, nas suas variadas formas e dentro das mais diversas crenças.

        Que o espiritista cristão não considere o seu titulo de aprendiz de Jesus como um simples rótulo, ponderando a exortação evangélica — “muito se pedirá de quem muito recebeu”, preparando-se nos conhecimentos e nas obras do bem, dentro das experiências do mundo para a sua vida futura, quando a noite do túmulo houver descerrado aos seus olhos espirituais a visão da verdade, em marcha para as realizações da vida imortal.

[41a - página 92] - Emmanuel - 1940

 

        Assim é que os planos de vivência para os habitantes do Além se personalizam de múltiplos modos, e é compreensível - que assim seja.

  • Quanto maior a cultura de um Espírito encarnado, mais dolorosos se lhe mostrarão os resultados da perda de tempo. 

  • Quanto mais rebelde a criatura perante a Verdade, mais aflitivas se lhe revelarão as consequências da própria teimosia.

        Além disso, temos a observar que a sociedade, para lá da morte, carrega consigo os reflexos dos hábitos a que se afeiçoava no mundo.

        Os desencarnados de uma cidade asiática não encontram, de imediato, os costumes e edificações de uma cidade ocidental e vice-versa.

        Nenhuma construção digna se efetua sem a cooperação do serviço e do tempo, de vez que a precipitação ou a violência não constam dos Planos Divinos que supervisionam o Universo.

        Para não nos alongarmos em apontamentos dispensáveis, reafirmamos tão-somente que encontraremos o retrato espiritual de nós mesmos com as situações que forjamos,... 

  • a premiar-nos pelo bem que produzam ou 

  • a exigir-nos corrigenda pelo mal que estabeleçam...

[73 - página 7] - Emmanuel - 18/4/1968

        Cada qual de nós é um mundo por si e, em razão disso, cada individualidade, após largar o carro físico, encontrará... 

  • emoções, 

  • lugares, 

  • pessoas, 

  • afinidades 

  • e oportunidades, conforme desempenhou o ofício, ou melhor, os deveres que lhe competiam durante a existência, na Terra.

        Ninguém pode conhecer o que não estuda, nem reter qualidades que não adquiriu.  (Ver: Amor e Conhecimento)

[73 - página 66] - André Luiz

        Muitos espíritos, logo após a morte, acreditam permanecer com o seu corpo_físico e sentem dificuldade em adaptar-se à nova vida, no plano espiritual. Opõem firme recusa mental à verdade, à vista de suas convicções religiosas, louváveis mas provisórias, convicções que jazem solidamente estruturadas em seus espíritos... 

        Se não nascessemos_na_Crosta_Planetária pelo regaço materno, com o período da infância, logo após, constrangendo-nos a longos serviços de readaptação, não seria a mesma coisa?

 

[73 - página 69] - André Luiz

        Revejamos, superficialmente, a Humanidade encarnada em si e perceberemos que contamos na Terra, de onde somos egressos, milhões de pessoas... 

  • sensatas e espiritualmente desequilibradas, 

  • sadias e enfermas, 

  • instruídas e ignorantes, 

  • relativamente sublimadas e outras tantas ainda excessivamente animalizadas, 

  • confiantes e descrentes, 

  • amadurecidas na evolução ou iniciantes nela. 

        Impraticável categorizá-las, depois da morte, segundo um critério exclusivo. Cada qual estará em seu grupo e cada grupo em sua comunidade ou faixa_de_afinidades.

        Nada fácil padronizar as situações dos Espíritos desencarnados. Basta recordar que 150.000 pessoas, aproximadamente, por dia, saem da circulação do ambiente físico, na média flutuante de 100 por minuto, largando afetos, realizações, compromissos, problemas... Ora, todos são filhos de Deus e recebem de Deus atenções e providências, análogas do ponto de vista do amor com que somos envolvidos na Criação, embora diversas nos modos múltiplos em que se exprimem.

        Razoável reconhecer que por muito se enfeitem, externamente, com as honras que lhes são prestadas pelos entes queridos, quando se despedem do mundo, os homens, quaisquer que sejam, chegam aqui como são... Porque hajam desencarnado,... 

  • o louco não adquire o juízo, de um dia para outro, 

  • e nem o ignorante obtém a sabedoria por osmose

        Depois da morte, somos o que fizemos de nós, na realidade interna, e colocamo-nos em lugar compatível com... 

  • as possibilidades de recuperação ou 

  • com as oportunidades de serviço que venhamos a demonstrar.

[73 - página 70] - André Luiz - 1968

        Quantos de vós viestes escutar aqui as vozes da verdade para as quais tantas vezes selastes os ouvidos do corpo terreno?

        A Divina Providência não pergunta o que fostes, porque nos conhece a cada um em qualquer tempo... Entretanto, é justo investigue sobre o que fizestes dos tesouros do tempo, concedido a nós todos em parcelas iguais...

  • Sábios, em que aplicastes os dotes do conhecimento superior? 

  • Ignorantes, onde colocáveis o talento das horas? 

  • Ricos, em que trabalho dignificastes o dinheiro? 

  • Irmãos destituídos de reservas douradas, mas tanta vez detentores de bênçãos maiores, que realizastes com as oportunidades de paciência e serviço, compreensão e humildade na esfera da obediência? 

  • Jovens, que operastes com a força? 

  • Companheiros encanecidos na marcha do cotidiano, em que boas obras convertestes o clarão de vosso entendimento?

        Não vos iludais!...

        Qual ocorreu a nós outros, os que habitamos atualmente o Plano_Espiritual desde longas décadas, trouxestes para cá o que efetuastes de vós mesmos... Aprendestes o que estudastes, mostrais o que fizestes, entesourais o que distribuístes!...

        Em suma, atravessada a Grande Fronteira, somos simplesmente o que somos!

        Reconhecereis, assim, no curso do dia-a-dia, neste domicílio das realidades excelsas, que todos os disfarces que nos encobriam a individualidade real no mundo se extinguem naturalmente, expondo-nos à vista a esfera íntima.

        Fora das constrições carnais, cada espírito se revela por si.

        Mecanicamente, na residência ancestral da alma, estampamos nas atitudes e palavras os sentimentos e pensamentos que nos são peculiares, sem que nos seja mais possível qualquer recurso à simulação.

        Patenteando de todo o que somos e o que temos, nos recessos do ser, terá chegado para cada um de nós a hora do julgamento, porqüanto a Divina Misericórdia do Senhor nos oferece ainda, aqui como em tantas outras estâncias da Espiritualidade, esta cidade-lar, como sendo antecâmara de estudo e serviço, possibilitando-nos valiosos aprestos para a ascensão à Vida Maior, em cujas províncias nos aplicaremos à conquista de dons inefáveis, na continuação da luta bendita pelo aperfeiçoamento próprio.

 

[73 - página 96] - André Luiz

A morte apenas dilata as nossas concepções e nos aclara a introspecção, iluminando-nos o senso_moral, sem resolver, de maneira absoluta, os problemas que o Universo nos propõe a cada passo, com os seus espetáculos de grandeza.

 

André Luiz  (Uberaba,15 de Janeiro de 1958) [56 - página.23]

           
        Milhões de pessoas depois da morte encontram perigosos inimigos no medo e na vergonha de si mesmas. Nada se perde no círculo de...

        O registro de nossa vida opera-se em duas fases distintas, ...

        O espírito, em qualquer parte, move-se no centro das criações que desenvolveu.

        A criatura na Terra ouve argumentos alusivos ao Céu e ao Inferno e acredita vagamente na vida_espiritual_que_a_espera,_além-túmulo. Mais cedo que possa imaginar, perde o veículo_de_carne e compreende que não se pode ocultar por mais tempo, desfeita a máscara do corpo sob a qual se escondia à maneira da tartaruga dentro da carapaça. Sente-se tal qual é e receia a presença dos filhos_da_luz, cujos dons de penetração lhe identificariam, de pronto, as mazelas indesejáveis. O perispírito, para a mente, é uma cápsula mais delicada, mais suscetível_de_refletir-lhe a glória ou a viciação, em virtude dos tecidos_rarefeitos_de_que_se_constitui. Em razão disso, as almas decaídas, num impulso de revolta contra os deveres que nos competem a cada um, nos serviços de sublimação, aliam-se umas às outras através de organizações em que exteriorizam, tanto quanto possível, os lamentáveis pendores que lhes são peculiares, não obstante ferretoadas pelo aguilhão das inteligências vigorosas e cruéis.  (Ver: Perispírito após a morte  e  Aura humana)

[96 - página 58] - André Luiz

  • Sabe que o homem imprevidente, que gastou os olhos no mal, aqui comparece de órbitas vazias?
  • Que o malfeitor, interessado em utilizar o dom da locomoção fácil nos atos criminosos, experimenta a desolação da paralisia, quando não é recolhido absolutamente sem pernas?
  • Que os pobres obsidiados nas aberrações sexuais costumam chegar em extrema loucura?

[32 - página 37] - André Luiz

        Uma Inteligência, dizendo-se a de um Espírito que vivera na Terra, sendo interrogada sobre se a vida_no_mundo_espiritual era de todo análoga à nossa vida, respondeu:

  • “é algum tanto. Nós, porém, vivemos mais no ideal.”

        Se conosco levamos os nossos melhores ideais, e por eles nos modificamos, é perfeitamente racional – para conservarmos intacta a nossa identidade – o ensino do Espiritismo ...

  • de que cada um gravita para o ponto que lhe compete;
  • de que cada um colherá o que semeou;
  • de que os afetos, os gostos e os atos desta vida afetam as condições da vida futura, ou, segundo as palavras do venerável J. H. Fichte:
    • “A vida futura é uma continuação da presente, e será arquitetada pelas nossas experiências, pensamentos e afetos que nos dominaram aqui.”

        Para minha alma, é essa a concepção mais digna, pelo simples motivo de ser a mais plausível, racional e justa, como também a mais análoga com a nossa presente constituição mental ou psíquica.

[97 - página 130] - Epes Sargent (1813 - 1880)

        Se os homens_encarnados entendessem a beleza suprema da vida! se apreendessem, antecipadamente, algo dos horizontes sublimes que se nos apresentam depois da morte do corpo, certamente valorizariam, com mais interesse, ...

  • o tempo,
  • a existência,
  • o aprendizado!

        Todavia, importa observar que o plano_transitoriamente_pisado_pelos_homens permanece também repleto de mistério e encantamento. Para os que amam a glória de Deus, a Crosta Planetária oferece sublimes revelações, desde os estudos do infinitesimal até a contemplação dos grandes sistemas de mundos que se equilibram na imensidade!

[40 - página 170] - André Luiz - 1940

Após a morte

LINKs:


Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS