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Espírito Santo

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(Ver: Iluminação do íntimo)

 
Observando os versículos do Novo Testamento, selecionados abaixo, devemos despertar em nosso íntimo a centelha do espírito divino, e não pecarmos contra o
Espírito Santo.
[0]

  • "O amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." 
    (Romanos 5:5) 

  • Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus; 
    (I Corintios 2:12)

  • Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? 
    (I Corintios 6:19)

  • Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. 
    (Atos 6:3)

  • Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem rejeita isso não rejeita ao homem, mas sim a Deus, que vos dá o seu Espírito Santo
    (I Tessalonicenses 4:7; 8)

  • guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós
    (II Timóteo 1:14)


    Assim como um Espírito Santo pode se manifestar em nós, por ação externa, também podemos elevar o nosso Espírito, parte divina, expressão de Deus, que habita em cada criatura humana. [0]

 

I CORINTIOS[2]

  • 11 Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito_do_homem que nele está? assim também as coisas de Deus, ninguém as compreendeu, senão o Espírito de Deus.

  • 12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus;

  • 13 as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais.
    (Ver: Espiritismo)


I CORINTIOS [6]

  • 19 Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? 

I CORINTIOS [12]

  • 3 Portanto vos quero fazer compreender que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, diz: Jesus é anátema! e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor! senão pelo Espírito Santo.

II CORINTIOS [6]

  • 4 Antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias,

  • 5 em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns,

  • 6 na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido,

MATEUS[28] 

  • 19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

MARCOS[1]

  • 8 Eu vos batizei em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.

MARCOS[12]

  • 36 O próprio Davi falou, movido pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.

MARCOS[13]

  • 11 Quando, pois, vos conduzirem para vos entregar, não vos preocupeis com o que haveis de dizer; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós que falais, mas sim o Espírito Santo. (Ver: Inspiração)

LUCAS[1]

  • 13 Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João;

  • 14 e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento;

  • 15 porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe;


LUCAS[2]

  • 25 Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.

  • 26 E lhe fora revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.


LUCAS [4]

  • 1 Jesus, pois, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão; e era levado pelo Espírito no deserto,

  • 2 durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. E naqueles dias não comeu coisa alguma; e terminados eles, teve fome.


LUCAS[11]

  • 13 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

LUCAS[12]

  • 10 E a todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado. 
    (Ver: Iluminação do íntimo e Evangelho de Tomé)

  • 11 Quando, pois, vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer.

  • 12 Porque o Espírito Santo vos ensinará na mesma hora o que deveis dizer.

HEBREUS [2]

  • 2 Pois se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu justa retribuição,

  • 3 como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram:

  • 4 testificando Deus juntamente com eles, por sinais e prodígios, e por múltiplos milagres e dons do Espírito Santo, distribuídos segundo a sua vontade.


HEBREUS [6]

  • 1 Pelo que deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,

  • 2 e o ensino sobre batismos e imposição de mãos, e sobre ressurreição de mortos e juízo eterno.

  • 3 E isso faremos, se Deus o permitir.

  • 4 Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo

  • 5 e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro,

  • 6 e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério.

JOÃO[1]

  • 33 Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no Espírito Santo.

JOÃO[14]

  • 12 Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai;

  • 13 e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.

  • 14 Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.

  • 15 Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.

  • 16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre.

  • 17 a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.

  • 18 Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós.

  • 19 Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis.

  • 20 Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.

  • 21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.

  • 22 Perguntou-lhe Judas (não o Iscariotes): O que houve, Senhor, que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?

  • 23 Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada.

  • 24 Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou.

  • 25 Estas coisas vos tenho falado, estando ainda convosco.

  • 26 Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.

  • 27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
  • 28 Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu. (Jesus voltou, apareceu primeiramente a Maria [Madalena], posteriormente aos apóstolos, materializando-se)
  • 29 Eu vo-lo disse agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais. (Certamente, Jesus falou dessa forma por estar se referindo a manifestações espirituais, tanto a Sua volta quanto ao envio do Ajudador - Espírito Verdade)

 

JOÃO [16]

1 Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis.

2 Expulsar-vos-ão das sinagogas; ainda mais, vem a hora em que qualquer que vos matar julgará prestar um serviço a Deus.

3 E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim.

4 Mas tenho-vos dito estas coisas, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que eu vo-las tinha dito. Não vo-las disse desde o princípio, porque estava convosco.

5 Agora, porém, vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais?

6 Antes, porque vos disse isto, o vosso coração se encheu de tristeza.

7 Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei.

8 E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:

9 do pecado, porque não crêem em mim;

10 da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais,

11 e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.

12 Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora.

13 Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.

14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.

15 Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso eu vos disse que ele, recebendo do que é meu, vo-lo anunciará.  

...
 

20 Em verdade, em verdade, vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós estareis tristes, porém a vossa tristeza se converterá em alegria.
 

...
 

33 Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.


JOÃO[20]

  • 19 Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco.

  • 20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor.

  • 21 Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.

  • 22 E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

João referia-se:

  • ao Criador

  • a Jesus, que constituía para a Terra a sua mais perfeita personificação, 

  • e à legião dos Espíritos redimidos e santificados que cooperam com o Divino Mestre, desde os primeiros dias da organização terrestre, sob a misericórdia de Deus.

[41a - página 181] - Emmanuel - 1940

ROMANOS[5]

  • 5 e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

ROMANOS[9]

  • 1 Digo a verdade em Cristo, não minto, dando testemunho comigo a minha consciência no Espírito Santo,

  • 2 que tenho grande tristeza e incessante dor no meu coração.


ROMANOS[14]

  • 17 porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.

ATOS[1]

  • 8 Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra. (Ver: Mediunidade)

  • 16 Irmãos, convinha que se cumprisse a escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus; 


ATOS[2]

  • 4 E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. 

  • 33 De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.

  • 38 Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.


ATOS[4]

  • 8 Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e vós, anciãos,

  • 25 que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs?

  • 31 E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus.


ATOS[5]

  • 3 Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno?

  • 32 E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.


ATOS[6]

  • 3 Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço.

ATOS[7]

  • 51 Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; como o fizeram os vossos pais, assim também vós.

ATOS[8]

  • 14 Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João;

  • 15 os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo.

  • 17 Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

  • 18 Quando Simão viu que pela imposição das mãos dos apóstolos se dava o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro,

  • 19 dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos, receba o Espírito Santo.


ATOS[9]

  • 17 Partiu Ananias e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, enviou-me para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.

ATOS[10]

  • 44 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.

  • 45 Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo;


ATOS[15]

  • 8 E Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo, assim como a nós;

ATOS[19]

  • 2 perguntou-lhes: Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo.

  • 6 Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em línguas e profetizavam.


ATOS[20]

  • 22 Agora, eis que eu, constrangido no meu espírito, vou a Jerusalém, não sabendo o que ali acontecerá,

  • 23 senão o que o Espírito Santo me testifica, de cidade em cidade, dizendo que me esperam prisões e tribulações, (Ver: Intuição)


ATOS[28]

  • 25 E estando discordes entre si, retiraram-se, havendo Paulo dito esta palavra: Bem falou o Espírito Santo aos vossos pais pelo profeta Isaías,


TITO[3]

  • 5 não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo

I TESSALONICENSES [4]

  • 7 Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação.

  • 8 Portanto, quem rejeita isso não rejeita ao homem, mas sim a Deus, que vos dá o seu Espírito Santo.


II TIMÓTEO [1]

  • 14 guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós.



I PEDRO [1]

  • 12 Aos quais foi revelado que não para si mesmos, mas para vós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos bem desejam atentar.


II PEDRO [1]

  • 19 E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações;

  • 20 sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.

  • 21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.

Sobre as relações dos primeiros cristãos com os Espíritos

    • Na Vulgata, traduções francesas trazem o Espírito Santo. É um contrasenso.
    • Na tradução latina do grego, está escrito Spiritum bonum, palavra por palavra, espírito bom. A Vulgata não fala absolutamente do Espírito Santo.
    • O primitivo texto grego ainda é mais frisante, e nem doutro modo poderia ser, pois que o Espírito Santo, como terceira pessoa da Trindade, não foi imaginado senão no fim do século II.

        Convém todavia, notar que a Bíblia, em certos casos, fala do Espírito Santo, mas sempre no sentido de Espírito familiar, de Espírito ligado a uma pessoa. Assim, no Antigo Testamento (Daniel, XIII, 45)146 se lê:

    • “o senhor suscitou o espírito santo de um moço chamado Daniel”.

______________________________
146 - Em certas Bíblias esse capítulo figura à parte, sob o titulo "História de Susana".

[6 - página 277 - Nota 6]

        Os resultados visíveis da atividade do Espírito Santo, de acordo com a concepção Judaica, são os livros da Bíblia, os quais terão sido, na sua totalidade, compostos sob a sua inspiração. Todos os Profetas falaram "no Espírito Santo"; e o sinal mais característico da presença do Espírito Santo é o dom de profecia, no sentido em que a pessoa sobre a qual ele repousa vê o passado e o futuro. De acordo com o Talmude, com a morte dos três últimos profetas, Ageu, Zacarias, e Malaquias, o Espírito Santo cessou de se manifestar em Israel; mas o Bat Kol (voz celestial) ainda estava disponível.

  • A Torah (cinco livros de Moisés) diz-se ter sido escrita por Moisés através de uma revelação verbal direta de Deus.

  • Os Nevi'im (profetas) são livros escritos por pessoas que receberam um elevado nível de profecia.

  • Os Ketuvim (escritos, agiógrafa) são escritos por pessoas que possuem um menor nível de profecia conhecido como inspiração divina, Ruach HaKodesh.

        De acordo com uma das perspectivas do Talmude, o Espírito Santo estava entre as dez coisas que foram criadas por Deus no primeiro dia (Talmude Bavli, Hag. 12a, b). Embora a natureza do Espírito Santo, na realidade, não esteja descrita em lugar algum, o seu nome indicia que era concebido como uma espécie de vento que se manifestava através de ruído e luz.

        De especial interesse é a distinção feita pelas antigas autoridades Judaicas entre: 

  • o "Espírito do Senhor" (o qual é o termo mais comum para referir o Espírito Santo no Tanakh

  • e a Shekinah, a presença de Deus. 

        Esta distinção é feita no Talmude, o qual nos dá uma lista das coisas que se encontravam no primeiro Templo de Jerusalém, mas ausentes do segundo Templo. Esta lista inclui o Espírito Santo e a Shekinah. A diferença não é facilmente compreendida, mas parece que a glória da Shekinah era, de alguma forma, mais tangível do que o Espírito. Isto poderia referir-se à presença literal de Deus no Santo dos Santos, e à presença de Deus que dele emanava em alguma forma especial, em oposição à presença do Espírito Santo, o qual estaria em muitos locais mundo fora, e especialmente em indivíduos. No Tanakh, entretanto, esta presença do Espírito é reservada para os reis, profetas, sumo sacerdotes, etc. e não é concedida ao crente comum. (Ver: Seitas secretas)


http://pt.wikipedia.org/wiki/Esp%C3%ADrito_Santo
 

        Eis alguns atributos pessoais e divinos do Espírito Santo:

  • É inteligente (1 Co 2:10-11; Rm 8:27);

  • Tem vontade própria (1 Co 12:11);

  • Pode se entristecer (Ef 4:30; Is 63:10);

  • Ele fala (Ap 2:7; Gl 4:6);

  • Ele chama (At 13:2; At 20:28);

  • Pode-se mentir a ele (At 5:3);

  • Ele é eterno (Hb 9:14);

  • Ele é onisciênte (1 Co 2:10-11);

  • Ele é onipotente (Lc 1:35);

  • Ele é onipresente (Sl 139:7-10);

http://www.cacp.org.br/tjconte7.htm 

       Os atributos de Deus são dados ao Espírito Santo.

    1. Eternidade - Hebreus 9:14.
    2. Vida - Romanos 8:2.
    3. Onipresença - Salmos 139:7-8.
    4. Santidade - Mateus 28:19.
    5. Onisciência - I Coríntios 2:10.
    6. Soberania - João 3:8; I Coríntios 12:11.
    7. Onipotência - Gênesis 1:1-2; João 3:5
        As obras de Deus são dadas ao Espírito Santo.
    1. A criação - Jó 33:4.
    2. A encarnação - Mateus 1:18
    3. A Regeneração - (Compare João 3:8 com I João 4:7).
    4. A Ressurreição - Romanos 8:11
    5. A inspiração da Palavra de Deus - (Compare II Pedro 1:21 com II Reis 21:10).

http://www.obreiroaprovado.com/estudos/ron_c/espiritosanto/cap02.html

O ESPÍRITO SANTO TEM TODOS OS ATRIBUTOS DE UMA PESSOA

 

A. Ele pensa - I Coríntios 2:10-11; Atos 15:28.
B. Ele sente

    1. Ele pode ser entristecido - Efésios 4:30
    2. Ele pode ser contristado - Isaías 63:10
    3. Ele ama - Romanos 15:30 (podemos mencionar aqui que é impossível entristecermos a uma pessoa que não nos ama).

C. Ele exercita volição - I Coríntios 12:11.
D. Ele age

    1. Ele inspirou as Escrituras - II Pedro 1:21
    2. Ele ensina - João 14:26
    3. Ele guia - Romanos 8:4
    4. Ele fala - Atos 8:29; 13:2
    5. Ele convence - João 16:8-11
    6. Ele regenera - João 3:5
    7. Ele conforta - João 14:16
    8. Ele testifica - João 15:26
    9. Ele intercede - Romanos 8:26
    10. Ele chama para o ministério - Atos 13:2; 20:28
    11. Ele cria - Jó 33:4

http://www.obreiroaprovado.com/estudos/ron_c/espiritosanto/cap03.html

        Os cristãos de todas as igrejas interpretaram frequentemente estes estados alterados de consciência como uma prova da graça de Deus ou como um sinal de possessão por parte de algum espírito_simundo. Hoje em dia são muito comuns os cultos ao Espírito Santo; neles os participantes , após uma série de práticas carregadas de forte emotividade, chegam ao estado de êxtase religioso, manifestando-se então, por boca dos fiéis, mensagens do espírito e até o chamado "Dom de Línguas". Se bem que, as igrejas que tem sua fé estruturada num alto grau de reflexão teológica encarem o êxtase com muitas reservas, sendo raríssimos os casos em que os interpretam como uma reação orgânica perante uma possível manifestação divina.


http://www.oepnet.hpg.ig.com.br/transe.htm


Dons do Espírito Santo, Carismas ou Mediunidades: http://www.divinismo.org/doutrina/pg4.htm

PARÁCLITO - Um advogado, intercessor, que faz petições. No Cristianismo significa o Espírito Santo, considerado como confortador, intercessor ou advogado. (Etmologia: paracletus ou parakletos - parakalein, chamar, confortar, atrair; para + kalein, chamar - clamar)

http://www.eon.com.br/unilae/unil351.htm#PAR%C1CLITO

Os Macedonianos.

        A origem do termo macedonianos vem do nome do arcebispo Macedônio de Constantinopla. Não se sabe porque uma heresia tão complexa tem o seu nome, já que não se tem muito acesso a escritos seus. Porém sabe-se que se aliou aos homeousianos,[1] mas depois se separou deste grupo no fim de seu episcopado e formou o grupo dos macedonianos.
        Os macedonianos também foram chamados de pneumatômacos, ou trópicos.[2]
        Atanásio chama os adversários com os quais se confronta em suas quatro cartas a Serapião de Tmuis (+após 362), escritas c. 358, de pessoas que “combatem o Espírito” (pneumatomachountes) ou de Trópicos. Basílio (+ 403) fala dos “pneumatômacos”; depois eles também são chamados de macedonianos, numa alusão ao grupo congregado em torno de Macedônio (até 360 bispo de Constantinopla)[3].
        Os macedonianos são chamados de “inimigos do Espírito”, por não admitirem o Espírito como Deus. A heresia parte de um problema litúrgico. Na doxologia, não admitem dar glória ao Espírito junto com o Pai e o Filho. O Espírito não é gerado como o Filho, mas criado. Para os macedônios “espírito” seria mais uma “propriedade” de Deus que necessariamente uma pessoa divina. Argumentavam que Deus é espírito, porém o Espírito não é Deus.
        O argumento de fundo dos macedonianos era que o Filho e o Espírito eram imortais, porém só o Filho é gerado. Desta forma se percebe que eles não aceitavam a doutrina ortodoxa de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são consubstanciais, pessoas diferentes, mas de mesma Natureza. Os pneumatômacos afirmavam que a natureza do Espírito era inferior à do Pai, pelo fato de que na criação das coisas com a sua participação “os seres não são criados dele, nem por ele, mas somente nele”[4].
        Portanto, macedônios foi o nome com o qual foi chamado o grupo dos que acreditavam não ser o Espírito uma pessoa divina. Esta tese foi considerada como herética e causou um grande problema para vários concílios, dentre eles o de Constantinopla.

  • [1] Os homoiusianos trabalhavam com o esquema Pai-Filho e defendiam um monoteísmo binitário. cf.BERND .Manual de Dogmática. página 447.
  • [2] Trata-se de fiéis assinalados por Serapião, bispo de Thmuis, no delta do Nilo. Atanásio os chamará de “tropos” (tropoi) ou “ figuras de linguagem” empregadas pela Escritura. Fazem se notar por volta de 359-360.. (cf. SESBOÜé. O Deus da Salvação. página 229.)
  • [3] BERND. op.cit.p. 447
  • [4] SESBOÜé. op. cit. página 229

www.dioceseprocopense.org.br

 
Nota 6 (Sobre as relações dos primeiros cristãos com os Espíritos):


        Na linguagem filosófica da Grécia, a palavra demônio (daimon) era sinônimo de gênio ou de Espírito. Tal, por exemplo, o demônio de Sócrates. Fazia-se distinção entre os bons e os maus demônios. Platão dá mesmo a Deus o nome de demônio onipotente. O Cristianismo adotou em parte esses termos, mas modificou-lhes o sentido.
145 Aos bons demônios deu ele o nome de anjos, e os maus se tornaram os demônios, sem adjetivação. A palavra espírito (pneuma) ficou sendo a expressão usada para designar uma inteligência privada de corpo carnal.
        Essa palavra pneuma, traduziu-a S. Jerônimo como spiritus, reconhecendo, com os evangelistas, que há bons e maus Espíritos. A idéia de divinizar o Espírito não surgiu senão no século II. Foi somente depois da Vulgata que a palavra sanctus foi constantemente ligada à palavra spiritus, não conseguindo essa junção, na maioria dos casos, senão tornar o sentido mais obscuro e mesmo, às vezes, ininteligível. Os tradutores franceses dos livros canônicos foram ainda mais longe a esse respeito e contribuíram para desnaturar o sentido primitivo. Eis aqui um exemplo, entre outros muitos: lê-se em Lucas (cap. XI, texto grego):

  • 10 – “Aquele que pede, recebe; o que procura acha; ao que bate se abrirá.”
  • 13– “Portanto, se bem que sejais maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, com muito mais forte razão vosso Pai enviará do céu um bom espírito àqueles que lho pedirem.”
        As traduções francesas trazem o Espírito Santo. É um contrasenso. Na Vulgata, tradução latina do grego, está escrito Spiritum bonum, palavra por palavra, espírito bom. A Vulgata não fala absolutamente do Espírito Santo. O primitivo texto grego ainda é mais frisante, e nem doutro modo poderia ser, pois que o Espírito Santo, como terceira pessoa da Trindade, não foi imaginado senão no fim do século II.


        Convém todavia, notar que a Bíblia, em certos casos, fala do Espírito Santo, mas sempre no sentido de Espírito familiar, de Espírito ligado a uma pessoa.

  • Assim, no Antigo Testamento (Daniel, XIII, 45)146 se lê: “o senhor suscitou o espírito santo de um moço chamado Daniel”.

        Relativamente ao comércio dos primeiros cristãos com os Espíritos, as seguintes passagens das Escrituras nos devem chamar particularmente a atenção:

  • “E disseram eles a Paulo, sob a influência do espírito, que não subisse para Jerusalém.” (Atos, XXI, 4)
     
     Certas traduções francesas rezam Espírito Santo.

         I Cor. XIV, 30, 31. Trata-se da ordem a estabelecer nas reuniões dos fiéis:

  • “Desde que um dos que estão sentados (no templo) recebe uma revelação, cale-se o que primeiro falava. Porque todos podeis profetizar, um depois do outro, a fim de que todos aprendam e sejam todos exortados.” (Ver: Gnosticismo e Mediunidade)

    Dessa instrução ressalta que profetizar não era outra coisa senão transmitir um ensino; é ainda a função do médium falante ou de incorporações.

        Paulo, dirigindo-se a uma assembléia, dizia (Atos, XXIII, 6-9):

        Produziu-se um grande ruído, e alguns dos fariseus contestavam, dizendo:

  • “Nenhum mal encontramos neste homem. Quem sabe se lhe falou algum espírito ou anjo?”

        Paulo fora avisado em sonho de que passasse por Macedônia, com Timóteo (Atos XVI, 16, 17):

  • “Encontram eles uma serva moça que, tendo um espírito de Píton, auferia, em benefício de seus amos, grandes lucros, adivinhando. Ela se pôs a segui-los durante muitos dias, clamando: Esses homens são servos do Altíssimo, que nos anunciam o caminho da salvação.”

    A expressão “espírito de Píton” designava, na linguagem daquele tempo, um mau Espírito. Era empregada pelos judeus ortodoxos, que só admitiam o profetismo oficial, reconhecido pela autoridade sacerdotal, desde que os seus ensinos eram conformes com os deles; pelo contrário, condenavam o profetismo popular, praticado sobretudo por mulheres, que dele tiravam partido, como em nossos dias ainda o fazem alguns médiuns mercenários. Essa qualificação, porém, de “espírito de Píton” era muitas vezes arbitrária. Disso vamos encontrar a prova no fato de a vidente ou “pitoniza” de Éndor, que serviu de intermediária a Saul para comunicar com o Espírito de Samuel, possuir também, segundo a expressão bíblica, um “espírito de Píton”. Entretanto, não é possível confundir o Espírito do profeta Samuel com Espíritos de ordem inferior. A cena descrita pela Bíblia é de uma imponência grandiosa; oferece todos os caracteres de uma elevada manifestação.
    147
        No caso da jovem serva, citado acima a propósito de Paulo, a admitir-se que os maus Espíritos podiam pregar o Evangelho, acompanhando os apóstolos, difícil se tornaria distinguir a fonte das inspirações. Era o que fazia objeto de atenção especial em todas as circunstâncias, nas assembléias dos fiéis. Disso encontramos a afirmação num documento célebre, cuja análise damos a seguir:
  • A Didaque, pequeno tratado descoberto em 1873, na biblioteca do patriarcado de Jerusalém, em Constantinopla, composto provavelmente no Egito, entre os anos 120 e 160, projeta uma nova luz sobre a organização da igreja cristã no começo do século II, sobre o seu culto e a sua fé. Compreende várias partes:
    • a primeira, essencialmente moral, abrange seis capítulos destinados a instruções dos catecúmenos. O que, sobretudo, é digno de nota nesse catecismo é a completa ausência de todo elemento dogmático.
    • A segunda parte trata do culto, isto é, do batismo, da prece e da comunhão;
    • a terceira contém uma liturgia e uma disciplina. Recomenda a observância do domingo; estabelece regras para discernir dos falsos os verdadeiros profetas (leia-se médiuns); assinala as condições requeridas para ser bispo ou diácono, e termina com um capítulo sobre as coisas finais e a Parusia ou volta do Cristo.
  • Essa obra apresenta um quadro da igreja primitiva muito diferente do que comumente se imagina.148 Os cristãos desse tempo conheciam perfeitamente as práticas necessárias para se entrar em comunicação_com_os_Espíritos e não perdiam ocasião de a cultivar. Aqui estão dois exemplos positivamente notáveis:
    • O papa São Leão havia escrito a Flaviano, bispo de Constantinopla, uma carta célebre sobre a heresia de Eutíquio e de Nestório. Antes, porém, de a expedir, colocou-a no túmulo de S. Pedro, que fizera previamente abrir e ao pé do qual se conservou em jejum e oração durante quatro dias, conjurando o príncipe dos apóstolos a corrigir pessoalmente o que à sua fraqueza e prudência tivesse escapado em contrário à fé e aos interesses de sua Igreja. Ao fim dos quatros dias lhe apareceu o príncipe dos apóstolos e lhe disse: “Li e corrigi”. O papa fez de novo abrir o túmulo e encontrou o escrito efetivamente corrigido. 149
    • Aqui está, porém, melhor ainda. Segundo refere Gregório de Cesaréia(150) e depois dele Nicéforo(155), todo um concílio teria evocado os Espíritos:
      • “Ao tempo em que o concílio ainda efetuava suas sessões, e antes que os Padres tivessem podido assinar as decisões, dois piedosos bispos, Crisântus e Misônius, faleceram. O concílio, depois de haver lavrado o termo, lastimando vivamente não ter podido juntar seu voto aos de todos os outros, compareceu incorporado ao túmulo dos dois bispos e um dos padres, tomando a palavra, disse: ‘Santíssimos pastores, terminamos juntos nossa tarefa e combatemos os combates do Senhor. Se a obra lhe agrada, dignai-vos no-lo fazer saber, apondo-lhe vossa assinatura.’

        “Em seguida foi à decisão lacrada e deposta no túmulo, sobre o qual foi também aposto o selo do concilio. Depois de terem passado toda à noite em oração, no dia seguinte, ao amanhecer, quebraram os mesmos selos e encontraram, por baixo do manuscrito, as seguintes linhas autenticadas com as rubricas e assinaturas dos defuntos consultados: ‘Nós, Crisântus e Misônius, que havemos assentido, com todos os Padres, ao primeiro e santo Concílio Ecumênico, posto que presentemente despojados de nossos corpos, subscrevemos, entretanto, do nosso próprio punho a sua decisão.’ A Igreja – acrescenta Nicéforo – considerou essa manifestação como um notável e positivo triunfo sobre seus inimigos”.
        151

        Aí estão dois fatos de escrita direta, fenômeno comprovado também atualmente.
        152

        Do mesmo modo que os fariseus acusavam certos profetas de serem animados do “espírito de Píton”, assim também, entre, os padres católicos dos nossos dias, muitos atribuem as manifestações espíritas aos demônios ou espíritos infernais:

  • “São os demônios, diz o arcebispo de Tolosa, em sua pastoral, pela quaresma de 1875, pois que não é permitido consultar os mortos. Deus lhes recusa a faculdade de satisfazer as nossas vãs curiosidades."

        Ele não recusou, entretanto, a Samuel, no caso antes aludido, que satisfizesse a curiosidade de Saul em Êndor.
        Mas nem todos os padres católicos são dessa opinião. No seio do clero, muitos espíritos argutos têm compreendido a importância das manifestações_ espíritas e o seu verdadeiro caráter.
        Escrevia à Sra. Svetchine, em 20 de junho de 1853, o padre Lacordaire, a propósito das mesas giratórias:

  • “Também, mediante essa divulgação, Deus quer talvez proporcionar o desenvolvimento das forças espirituais ao desenvolvimento das forças materiais, a fim de que o homem não esqueça, ante as maravilhas da mecânica, que há dois mundos contidos um no outro, o mundo dos corpos e o mundo_dos Espíritos.”

        O Padre P Le Blun, do Oratório, em sua obra intitulada História das Práticas Supersticiosas, tomo VI, página 358, se exprime deste modo:

  • “As almas que desfrutam a bem-aventurança eterna, abismadas na contemplação da glória de Deus, não deixam de se interessar ainda pelo que respeita aos homens, cujas misérias suportaram, e, como chegamos à felicidade dos anjos, todos os escritores sacros lhes atribuem o privilégio de poder, sob corpos etéreos, tornar-se visível aos seus irmãos que ainda se acham na Terra, para os consolar e lhes transmitir as divinas vontades.”

        Escrevia o abade Marouzeau a Allan Kardec:

  • “Mostrai ao homem que ele é imortal. Nada vos pode melhor secundar nessa nobre tarefa do que a comprovação dos Espíritos de além-túmulo e suas manifestações. Só com isso vireis em auxílio da Religião, empenhando ao seu lado os combates de Deus.”

        O abade Leçanu, em sua História de Satanás, aprecia nestes termos o alcance moral do Espiritismo:

  • “Observando-se as máximas de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, faz-se o bastante para se tornar santo na Terra.”

        Em suas Cartas à Srta. Th. V., escreve o padre Didon estas palavras, a respeito de uma pessoa recentemente falecida:

    • “...eu, que acredito na ação constante dos Espíritos e dos mortos sobre nós, creio bem que esse desaparecido vos guarda e assiste invisivelmente.” 153

        E noutro lugar lemos ainda:

  • “Creio na influência divina que sobre nós misteriosamente exercem os mortos e os santos. Vivo em profunda comunhão com esses invisíveis e é delicioso para mim experimentar os benefícios de sua secreta aproximação.”154

        O Dr. José Lappôni, médico de dois papas – Leão XIII e Pio X– relata em sua obra Hipnotismo e Espiritismo numerosos fenômenos espíritas, cuja autenticidade admite.
        Assim, ...

  • de um lado, na Igreja Católica, condenam o Espiritismo como contrário às leis_de_Deus e da Igreja,
  • e do outro o consideram como um auxiliar da Religião e o qualificam de “combate de Deus”.

        Diante de tais contradições, grande deve ser a perplexidade dos crentes.
        O mesmo acontece no seio das igrejas protestantes. Muitos pastores, e não dos menos eminentes, vão-se chegando sem rodeio ao Espiritismo. O pastor Benezech, de Montauban, nos escrevia, em fevereiro de 1905, a respeito de fenômenos por ele mesmo observados:

  • “Prevejo que o Espiritismo bem pode vir a tornar-se uma religião positiva, não à maneira das religiões reveladas, mas com o caráter de religião estabelecida sobre fatos de experiência e plenamente de acordo com a Ciência e o racionalismo. Estranha coisa!– em nossa época de materialismo, em que as igrejas parecem na iminência de se desorganizar e dissolver-se, o pensamento religioso nos é restituído por sábios, acompanhado pelo maravilhoso dos antigos tempos. Esse maravilhoso, porém, que eu distingo do milagre, pois que não é mais que um natural superior e raro, já não estará ao serviço de uma igreja particularmente distinguida com os favores da divindade; será a propriedade da Humanidade, sem distinção de cultos. Como isso é mais grandioso e também moral!”

        Em Londres, o reverendo Hawis pregava recentemente a “doutrina dos mortos”, na igreja de Marylebone, e convidava os seus ouvintes a passar pela sacristia depois do sermão, para examinar fotografias_de_Espíritos. Mais recentemente ainda, na igreja de S. Jaques, o mesmo orador pregava sobre “as tendências do moderno espiritualismo”, e concluía dizendo que “os fatos espíritas oferecem perfeita concordância com o mecanismo geral e as teorias da religião cristã”. (Traduzido da revista Light, de Londres, 7 de agosto 1897)
        Um certo número de pastores americanos entrou nessa ordem de idéias.
        As Neue spiritualistische Blatter, de 16 de março 1893, publicam a tradução de um artigo do Sr. Savage, pastor da Igreja Unitária de Boston, no qual esse pensador, esse emérito escritor, bem conhecido nos Estados Unidos, narra as suas investigações no domínio psíquico e conta de que modo foi levado a acreditar nos fatos espíritas.
        Reproduzimos em seguida esse artigo:

“A respeito dessas questões, eu me encontrava como outrora os homens sisudos de Jerusalém, de Corinto e de Roma, relativamente ao Cristianismo: parecia-me que era uma pestífera superstição. Uma vez fundado na minha invencível ignorância, pronunciei contra essas idéias um discurso em quatro lugares, depois do qual muito me admirei de que ainda houvesse, entre as pessoas de meu conhecimento, indivíduos que continuassem a acreditar nisso do mesmo modo.

“Há dezessete anos, um membro da minha igreja perdeu o pai. Pouco tempo depois veio ele confiar-me que, tendo ido, com um amigo, procurar um médium, este lhe disse certas coisas convincentes, e pediu-me que lhe desse um conselho. Reconheci então que me não competia dá-lo acerca de uma coisa que eu não conhecia e da qual toda a minha ciência consistia em preconceitos. A rápida propagação do Espiritismo, nas classes ilustradas de Boston, me fez compreender que era necessário submeter a sério exame os fenômenos em questão, porquanto era possível, ou antes provável que ainda outros membros da minha igreja me pedissem explicações sobre isso. 

“Disse, pois, comigo mesmo: quer sejam falsas, quer verdadeiras,é preciso, em todo caso, que eu estude a fundo essas coisas, para ser bom conselheiro. Reconheci que seria uma vergonha para mim não ter opinião alguma sobre as referências do Antigo e do Novo Testamento às aparições e às influências demoníacas. Por que motivo ser inflexível na minha ignorância a respeito de coisas que tinham uma certa importância para os membros da minha igreja? Convenci-me de que era meu dever estudar conscienciosa mente esses fenômenos, até formar uma opinião inteligente quanto ao valor deles. Tais foram os principais motivos que me conduziram a estas longas investigações.

“Nelas observei o método científico, único que, a meu ver, conduz ao conhecimento. Mediante uma observação minuciosa, procurei sempre certificar-me de me haver ou não com um fato real e não prestei atenção a nenhuma das manifestações que se produzem às escuras, ou em condições em que eu não podia estar seguro da minha pesquisa.

“Sem pretender que as manifestações obtidas em semelhantes condições sejam forçosamente devidas à fraude, não lhes atribuí valor algum; além disso, posto que reconhecesse muito bem que uma coisa reproduzida em outras condições não é uma simples imitação, aprendi a fundo a arte dos escamoteadores, que se me tornou assaz familiar. Na sua maior parte, as manifestações que fui obrigado a reconhecer como reais e que produziram o resultado de me convencer, tiveram lugar em presença de alguns amigos de confiança e sem o concurso de médium de profissão.

“Uma vez, certo de que tinha de haver-me com um fato, lancei mão de todas as teorias possíveis para o explicar, sem recorrer à dos Espíritos. Eu não digo "sem recorrer a uma explicação sobrenatural": digo "sem recorrer à teoria dos Espíritos", porque não acredito em nada sobrenatural. Se há Espíritos, a nossa incapacidade de os ver não os torna mais sobrenaturais do que o átomo, para a Ciência, o qual do mesmo modo não vemos.

“Ora, eu descobri fatos que provam que o eu não morre e que, depois_do_que_chamamos_morte, ainda é capaz, em certas condições, de entrar em comunicação conosco”.

        O reverendo J. Page Hopps, numa reunião de pastores, em Manchester, afirmava “a comunhão dos Espíritos no visível e no invisível” e propunha a fundação de uma igreja, cujas prédicas seriam “as mensagens lá do alto”.
(AURORE, JULHO DE 1893)

          Em um artigo do Pontefract Express de 20 de janeiro de 1898, o reverendo C. Ware, ministro da Igreja Metodista, fala muito longamente dos Atos dos Apóstolos. Exorta ele os cristãos “a fazer um estudo aprofundado desse livro, no ponto de vista dos inúmeros e maravilhosos fatos que ele relata e que outra coisa não são senão fenômenos_espíritas. É preciso notar que, no começo do estabelecimento do Cristianismo, duas classes de cooperadores se acham constantemente em contacto: os Espíritos desencarnados e os encarnados.” O reverendo Ware menciona os fenômenos extraordinários que acompanharam a prédica dos discípulos depois que sobre suas cabeças se derramaram as línguas de fogo, e o ardente fervor comunicado aos primeiros cristãos por esses fenômenos todos, os quais se reproduzem atualmente nas sessões espíritas.
         
 O pastor holandês Beversluis pronunciava estas palavras, no Congresso Espírita realizado em 1900, em Paris:

  • “Adquiri a certeza de que o Espiritismo é real... Essa luz celeste faz dissipar-se o medo do inferno, de Satanás e desse Deus terrível do calvinismo, que odeia as suas criaturas e as condena a eterna_punição. Em lugar desse terror, o Espiritismo faz nascer uma confiança de filho e uma dedicação enternecida ao Deus de amor”.

        Finalmente, o venerável arcediago Colley, numa carta publicada no Daily Mail de 1º de fevereiro 1906, assim se exprime:

  • “Sou espírita há mais de trinta e três anos e posso dizer que jamais, ou só muito raramente, vi que o Espiritismo outra coisa produzisse a não ser o bem, mostrando ser um estímulo para a elevação moral e intelectual de quem o professa, para o aperfeiçoamento_humano, um alívio na desgraça, um motivo de satisfação na existência... O Espiritismo é, além disso, um meio de cura para a falta de , sobretudo porque fornece uma prova científica da continuação da vida além do túmulo.”

        E prossegue dizendo que, em sua opinião, o Espiritismo é como o coroamento de tudo o que de mais precioso há em cada religião. 155

145 - Ver, a esse respeito, São Justino, Apologética, 1, 18, passagem adiante citada em a nota 8.
146 - Em certas Bíblias esse capítulo figura à parte, sob o titulo "História de Susana".
147 - Ver 1 Reis, XXVII, 6 e seguintes.
148 - Tradução francesa de Paul Sabatier, doutor em teologia, Paris, Fischbacher, 1885.
149 - Sofrônius, cap. CXLVII.
150 - Em Lipoman, t. VI. Discurso acerca do sínodo de Nicéia. 155 Livro VIII, cap. XXIII.
151 - Ver Revue Scientifique et Morale du Spiritisme, fevereiro 1900.
152 - Ver Léon Denis, No Invisível - "Espiritismo e Mediunidade", cap. XVIII.
153 - 4 de outubro de 1875.
154 - 4 de agosto de 1876.
155 - Ver Annales des Sciences Psychiques, fevereiro de 1906, pág. 120.

[6 - Notas complementares] - León V. Denis – 6a ed.

LINKs:

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

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