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EVANGELHO
- A palavra grega Euaggélion
significa "BOA NOTICIA" , e já era empregada nesse sentido pelos
autores clássicos, desde Homero. Jesus a utiliza pessoalmente, segundo os
testemunhos de Mateus (24: 14 e 26: 13) e
de Marcos (1:15; 8:35; 10:29; 13:10; 14:9 e 16:15), Além dessas passagens, a
palavra "Evangelho" aparece
mais 68 vezes em o Novo
Testamento.
[67
Vol. 1 pág. 2]
A grafia original dos Evangelhos já
representa, em si mesma, a própria tradução do ensino de Jesus,
considerando-se
que essa tarefa foi delegada aos seus apóstolos.
Sendo razoável estimarmos, em todas as circunstâncias, os esforços sinceros,
seja qual for o meio onde se desdobram, apenas consideramos que, em todas as traduções
dos ensinamentos do Mestre Divino, se torna imprescindível separar da letra o
espírito.
Podereis objetar que a letra deveria ser simples e clara.
Convenhamos que sim, mas importa observar que os Evangelhos
são o roteiro das almas, e
é com a visão espiritual que devem ser lidos; pois, constituindo a cátedra de
Jesus, o discípulo que deles se aproximar com a intenção sincera de
aprender encontra, sob todos os simbolos da letra, a palavra persuasiva e doce,
simples e enérgica, da inspiração do seu Mestre imortal.
[41a
pág. 183]
Emmanuel - 1940
EDUCAÇÃO
EVANGÉLICA
Todas as reformas sociais, necessárias em vossos tempos de indecisão
espiritual, têm de processar-se sobre a base do Evangelho.
Como? — podereis objetar-nos. Pela educação, replicaremos.
-
O
plano pedagógico que implica esse grandioso problema tem de partir ainda do
simples para o complexo.
-
Ele
abrange atividades multiformes e imensas, mas não é impossível.
-
Primeiramente,
o trabalho de vulgarização deverá intensificar-se, lançando, através da
palavra falada ou escrita do ensinamento, as diminutas raízes do futuro.
[71
pág. 177] Emmanuel -
1938
A leitura do Velho
Testamento e do Evangelho, nos círculos
familiares, é sempre útil, e quando não produz a paz imediata, em vista da
heterogeneidade de condições espirituais daqueles que a ouvem em conjunto,
constitui sempre proveitosa sementeira evangélica, extensiva às entidades do plano
invisível, que a assistem, sendo lícito esperar mais tarde o seu
florescimento e frutificação.
[41a
pág. 167]
Emmanuel - 1940
-
O Velho Testamento é o alicerce da Revelação
Divina.
-
O Evangelho
é o edifício da redenção das almas. Como tal, devia ser procurada a lição
de Jesus, não mais
para qualquer exposição teórica, mas visando cada discípulo o aperfeiçoamento
de si mesmo, desdobrando as edificações do Divino Mestre no
terreno definitivo do Espírito.
[41a
pág. 168]
Emmanuel - 1940
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EVANGELIZAÇÃO
DOS DESENCARNADOS
São-nos gratas, a todos nós que já nos libertamos da cadeia material,
as vossas reuniões de evangelização. A alguém poderá parecer que, com
essa preferência, criamos também, para cá dos limites da Terra, um círculo
vicioso, onde eternamente nos debatemos. Tal opinião, porém, será
erradamente emitida, porquanto, desconhecendo o nosso “modus
vivendi", muitas vezes não considerais que o
homem, acima de tudo, é espírito, alma, vibração, e que esse espírito,
salvo em casos excepcionais, se conserva o mesmo após
a morte do corpo, com idênticos defeitos e as mesmas inclinações
que o caracterizavam à face do mundo.
Conduzimos, portanto, freqüentemente, até o vosso meio, a fim de se
colocarem em contacto com a verdade da sua nova situação, aqueles
dos nossos semelhantes que aqui se encontram ainda impregnados das sensações
corporais.
Os recém-libertos da carne identificados de tal forma com a matéria, sentindo
tão intensamente as suas impressões, não se encontram aptos a
compreender a nossa linguagem e precisam ouvir a voz materializada
daqueles que,
cumprindo os desígnios do Alto, ainda se conservam no exílio,
aguardando a alvorada de sua redenção.
-
É
ainda reduzido o número dos que despertam na luz espiritual
plenamente cônscios da sua situação, porque diminuta é a
percentagem de seres humanos que se preocupam sinceramente com as questões
do seu aprimoramento
moral. (Ver: Iluminação
do íntimo )
-
A
maioria dos desencarnados, nos seus primeiros dias da vida além do túmulo,
não encontram senão os reflexos dos seus péssimos hábitos e das
suas paixões,
que, nos ambientes diversos de outra vida, os aborrecem e deprimem. O
corpo das suas impressões físicas prossegue perfeito, fazendo-lhes
experimentar acerbas torturas e inenarráveis sofrimentos.
As exortações
evangélicas são, pois, lenitivos
de muitos padecimentos morais, de muitas dores amaríssimas, que
acompanham as almas após a travessia da morte, cheia de sombras ou
de claridades. Há sofredores a aliviar, ignorantes a instruir, sedentos
de paz e de amor. Quando assim acontece, é natural que o tempo seja
dedicado à lie tarefa de espalhar a luz do ensino e do conforto
espiritual.
Numa
assembléia dos que se consagram ao estudo das ciências,
-
é natural a
discussão sobre a matéria
cósmica, sobre a
onda
hertziana;
-
mas,
ao lado da turba dos infelizes, é preciso mostrar a estrada da
regeneração e da verdadeira ventura.
O Espiritismo não é
somente o antídoto para as crises que perturbam os habitantes da Terra;
os seus ensinamentos salutares e doces reerguem, nos desencarnados, as
esperanças desfalecidas à falta de amparo e de alimento; é aí que a
doutrina edifica os transviados
do dever e os sofredores saturados desses acerbos remorsos
que somente as lágrimas fazem desaparecer.
[71
pág. 156]
Emmanuel - 1938
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