Faculdades morais

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Faculdades morais e intelectuais

        A origem das qualidades morais, boas ou más, do homem, são as do Espírito nele encarnado.  Quanto mais puro é esse Espírito, tanto mais propenso ao bem é o homem. Seguir-se-á daí que o homem de bem é a encarnação de um bom Espírito e o homem vicioso a de um Espírito mau.  Mas, dize antes que o homem vicioso é a encarnação de um Espírito imperfeito, pois, do contrário, poderias fazer crer na existência de Espíritos sempre maus, a que chamais demônios

 

[9a -página 203 questão 361]

(Ver: Classes de Espíritos)

O caráter dos indivíduos em que encarnam Espíritos desassisados e levianos, são indivíduos estúrdios, maliciosos e, não raro, criaturas malfazejas.

 

[9a - página 203 questão 362]

        O mesmo Espírito dá ao homem as qualidades morais e as da inteligência. E isso em virtude do grau de adiantamento a que se haja elevado. O homem não tem em si dois Espíritos.

 

[9a - página 203 questão 364]

        Alguns homens muito inteligentes, o que indica acharem-se encarnados neles Espíritos superiores, são ao mesmo tempo profundamente viciosos. É que não são ainda bastante puros os Espíritos encarnados nesses homens, que, então, e por isso, cedem à influência de outros Espíritos mais imperfeitos. O Espírito progride em insensível marcha ascendente, mas o progresso não se efetua simultaneamente em todos os sentidos. Durante um período da sua existência, ele se adianta em ciência; durante outro, em moralidade.

 

[9a - página 203 questão 365]

        A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.

 

[9a - página 310 questão 629]

        Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, o sinal mais característico da imperfeição é o interesse pessoal.

        Freqüentemente, as qualidades morais são como, num objeto de cobre, a douradura que não resiste à pedra de toque. Pode um homem possuir qualidades reais, que levem o mundo a considerá-lo homem de bem. Mas, essas qualidades, conquanto assinalem um progresso, nem sempre suportam certas provas e às vezes basta que se fira a corda do interesse pessoal para que o fundo fique a descoberto. O verdadeiro desinteresse pessoal é coisa ainda tão rara na Terra que, quando se patenteia todos o admiram como se fora um fenômeno.

        O apego às coisas materiais constitui sinal notório de inferioridade, porque, quanto mais se aferrar aos bens deste mundo, tanto menos compreende o homem o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, demonstra que encara de um ponto mais elevado o futuro.

 

[9a - página 412 questão 895]

(Ver: Volição  e  A Busca da Perfeição)

        Os espíritas sinceros devem compreender que os fenômenos acordam a alma, como o choque de energias externas que faz despertar uma pessoa adormecida; mas somente o esforço opera a edificação moral, legítima e definitiva.

 

Emmanuel - (Consolador)  [55 - página 35]


Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS