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A
origem das qualidades morais, boas ou más, do homem, são as do Espírito nele
encarnado. Quanto mais puro é esse Espírito, tanto mais propenso ao bem
é o homem. Seguir-se-á daí que o homem de bem é a encarnação de um bom
Espírito e o homem vicioso a de um Espírito mau. Mas, dize antes que o
homem vicioso é a encarnação de um Espírito imperfeito, pois, do contrário,
poderias fazer crer na existência de Espíritos sempre maus, a que chamais demônios.
(Ver: Classes de Espíritos)
O caráter dos indivíduos em que encarnam Espíritos desassisados e levianos, são indivíduos estúrdios, maliciosos e, não raro, criaturas malfazejas.
O mesmo Espírito dá ao homem as qualidades morais e as da inteligência. E isso em virtude do grau de adiantamento a que se haja elevado. O homem não tem em si dois Espíritos.
Alguns homens muito inteligentes, o que indica acharem-se encarnados neles Espíritos superiores, são ao mesmo tempo profundamente viciosos. É que não são ainda
bastante puros os Espíritos encarnados nesses homens, que, então, e por isso,
cedem à influência de outros Espíritos mais imperfeitos. O Espírito progride
em insensível marcha ascendente, mas o progresso não se efetua simultaneamente
em todos os sentidos. Durante um período da sua existência, ele se adianta em
ciência; durante outro, em moralidade.
A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.
Postos
de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, o sinal mais característico da imperfeição é o interesse
pessoal.
Freqüentemente,
as qualidades morais são como, num objeto
de cobre, a douradura que não resiste à pedra de toque. Pode um homem possuir
qualidades reais, que levem o mundo a considerá-lo homem de bem. Mas, essas
qualidades, conquanto assinalem um progresso, nem sempre suportam certas provas e às vezes basta que se fira a corda do interesse pessoal para que o fundo fique a descoberto. O verdadeiro desinteresse pessoal é coisa ainda
tão rara na Terra que,
quando se patenteia todos o admiram como se fora um fenômeno.
(Ver: Volição e A Busca da Perfeição)
Os espíritas sinceros devem compreender que os fenômenos acordam a alma, como o choque de energias externas que faz despertar uma pessoa adormecida; mas somente o esforço opera a edificação moral, legítima e definitiva. EMMANUEL
O progresso intelectual e moral
Mas, no tempo em que viveis, a luz que não clareava senão um pequeno número, vai luzir para todos.
GEORGES , [37 - página 169]
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