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Sofrimento Espiritual

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Sofrimento do Espírito - Sofrimento moral - Espíritos sofredores

        Será melhor a coroa de espinhos na fronte do que o monte de brasas na consciência.

[25 - página 146] - André Luiz

Onde o amor respira equilíbrio, não há dor de consciência e não existe dor de consciência sem culpa.

[73 - página 121] - André Luiz

Aos culpados e renitentes confessos não convém a fuga mental - Em favor deles próprios, é mais razoável sejam mantidos em regiões desprovidas de encanto, a fim de permanecerem a sós com as criações mentais inferiores a que se ligaram intensivamente.

[40 - página 80] - André Luiz

O pesadelo de muitos espíritos depois da morte carnal.

        Apegam-se demasiadamente ao corpo, não enxergam outra coisa, nem vivem senão dele e para ele, votando-lhe verdadeiro culto, e, vindo o sopro_renovador, não o abandonam. Repelem quaisquer ideias de espiritualidade e lutam desesperadamente pelo conservar. Surgem, no entanto, os vermes vorazes e os expulsam. A essa altura, horrorizam-se do corpo e adotam nova atitude extremista. A visão do cadáver, porém, como forte criação mental deles mesmos, atormenta-os no imo da alma. Sobrevêm perturbações e crises, mais ou menos longas, e muito sofrem até à eliminação integral do seu fantasma.

[32 - páginas 160] - André Luiz

        Lembre-se de que a mulher de Lot, convertida em estátua de sal, não é símbolo inexpressivo. Há criaturas que, no instante justo de abandonarem a carne, às vezes doente e imprestável, voltam o pensamento para o caminho palmilhado, revivendo recordações menos construtivas... Tropeçam nas próprias apreensões, como se estas fôssem pedras soltas ao léu, na senda percorrida, e ficam longos dias fisgadas no anzol do incoerente e insatisfeito desejo, sem suficiente energia para uma renúncia nobilitante.

[40 - página 286] - André Luiz

Relato de um Espírito

Perdi a oportunidade bendita de redenção, e o pior é o estado de alucinação em que vivo. Com o meu erro, a mente desequilibrou-se e as perturbações psíquicas constituem doloroso martírio. Estou sendo submetido a tratamento magnético de longo tempo.

[103 - página 61] - André Luiz

        Os Espíritos_inferiores vêem a felicidade dos bons_Espíritos e esse espetáculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias que a_inveja_e_o_ciúme podem causar. Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam_que_sofrerão_para_sempre. Deus, para puni-los, quer que assim julguem.

[9a - página 90 questão 101] 

Os sofrimentos que torturam mais dolorosamente os Espíritos, do que todos os outros sofrimentos físicos, são os das angústias morais

[9a - página 164 questão 255]

        Quando  alguns Espíritos se têm queixado de sofrer frio ou calor, é reminiscência do que padecem durante a vida, reminiscência não raro tão aflitiva quanto a realidade. Muitas vezes, no que eles assim dizem apenas há uma comparação mediante a qual, em falta de coisa melhor, procuram exprimir a situação em que se acham. Quando se lembram do corpo que revestiram, têm impressão semelhante à de uma pessoa que, havendo tirado o manto que a envolvia, julga, passando algum tempo, que ainda o traz sobre os ombros.  

[9a - página 164 questão 256]

        Liberto_do_corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja exclusivamente moral, como o remorso, pois que ele se queixa de frio e calor. Também não sofre mais no inverno do que no verão: temo-los visto atravessar chamas, sem experimentarem qualquer dor. Nenhuma impressão lhes causa, conseguintemente, a temperatura. A dor que sentem não é, pois, uma dor física propriamente dita: é um vago sofrimento íntimo, que o próprio Espírito nem sempre compreende bem, precisamente porque a dor não se acha localizada e porque não a produzem agentes exteriores; é mais uma reminiscência (lembrança vaga) do que uma realidade, reminiscência, porém, igualmente penosa. Algumas vezes, entretanto, há mais do que isso.

[9a - página 166 questão 257]

Vimos que seu sofrer resulta dos laços que ainda o prendem à matéria; que quanto mais livre estiver da influência desta, ou, por outra, quanto mais desmaterializado se achar, menos dolorosas sensações experimentará. Ora, está nas suas mãos libertar-se de tal influência desde a vida atual. Ele tem o livre-arbítrio, tem, por conseguinte, a faculdade de escolha entre o fazer e o não fazer. 

[9a - página 170 questão 257]

Nenhuma recordação dolorosa lhe advirá dos sofrimentos físicos que haja padecido; nenhuma impressão desagradável eles deixarão, porque apenas terão atingido o corpo e não a alma.

[9a - página.170 questão 257]

Freqüentemente os Espíritos conservam a lembrança dos sofrimentos por que passaram na última existência corporal. Assim acontece e essa lembrança lhes faz compreender melhor o valor da felicidade de que podem gozar como Espíritos. 

[9a - página 189 questão 312]

        Só os Espíritos inferiores podem sentir saudades de gozos condizentes com uma natureza impura qual a deles, gozos que lhes acarretam a expiação pelo sofrimento

  • Para os Espíritos elevados, a felicidade eterna é mil vezes preferível aos prazeres efêmeros da Terra.  

  • Exatamente como sucede ao homem que, na idade da madureza, nenhuma importância liga ao que tanto o deliciava na infância.

[9a - página 189 questão 313]

  • Pergunta- O espetáculo das tristezas e dos sofrimento daqueles a quem amaram na Terra não lhes perturba a felicidade?    

  • Resposta- "Se não vissem esses sofrimento, é que eles vos seriam estranhos depois da morte.  Ora, a religião vos diz que as almas vos vêem. Mas, eles consideram de outro ponto de vista os vossos sofrimento. Sabem que estes são úteis ao vosso progresso, se os suportardes com resignação. Afligem-se, portanto, muito mais com a falta de ânimo que vos retarda, do que com os sofrimento considerados em si mesmos, todos passageiros."    

[9a - página 453 questão 976]

   

        Ao observar uma jovem sendo obsidiada por espíritos perversos. André Luiz, impressionado, considerou:

        — Não terá ela, contudo, um pai ou mãe, em nossos círculos espirituais, que tome a si o sacrifício de defendê-la?

        — Tem um pai que a estima com extremos de afeto — esclareceu o diretor —, no entanto, sofria imerecidamente pela filha leviana e grosseira, e tanto padeceu por ela que os seus superiores, em nossa colônia espiritual, submeteram-no a tratamento para olvido temporário da filha querida, até que ele possa se recordar e se aproximar dela sem angústias emotivas.

        O assunto era novo para mim. Havia, então, recursos para aplicação do esquecimento no mundo das almas?

        Apuleio sorriu, bondoso, e falou:

        — Não tenha dúvida. Em nossa esfera, a dureza e a ingratidão não podem perseguir o amor puro. Quando as almas reencarnadas se revelam impermeáveis ao reconhecimento e à compreensão, distanciamo-nos delas, naturalmente, ainda mesmo quando encerrem para nós valiosas jóias do coração, até que se integrem no conhecimento das leis_de_Deus e se disponham a seguí-las, em nossa companhia. Quando somos fracos, porém, embora muito amoráveis, e não nos sentimos com a precisa coragem para o afastamento necessário, se merecemos o auxílio de nossos Maiores, somos favorecidos com o tratamento magnético que opera em nós o esquecimento passageiro.

[16a - página 234]  - André Luiz  

        A entidade desencarnada muito sofre com o juízo ingrato ou precipitado que, a seu respeito, se formula no mundo.

        Imaginai-vos recebendo o julgamento de um irmão de humanidade e avaliai como desejaríeis a lembrança daquilo que possuís de bom, a fim de que o mal não prevaleça em vossa estrada, sufocando-vos as melhores esperanças de regeneração.

        Em lembrando aquele que vos precedeu no túmulo, tende compaixão dos que erraram e sede fraternos.

  • Rememorar o bem é dar vida à felicidade.
  • Esquecer o erro é exterminar o mal.

        Além de tudo, não devemos esquecer de que seremos julgados pela mesma medida com que julgarmos.

[41a - página 193] - Emmanuel - 1940

Não se deve perder de vista que o Espírito não se transforma subitamente, após_a_morte do corpo. Se viveu vida condenável, é porque era imperfeito. Ora, a morte não o torna imediatamente perfeito. Pode, pois, persistir em seus erros, em suas falsas opiniões, em seus preconceitos, até que se haja esclarecido pelo estudo, pela reflexão e pelo sofrimento.

[9a - página 461 questão 997]

 

        Se visitais a nossa companhia buscando orientação para o trabalho sublime do espírito, não vos esqueça vossa_luz_própria. Não conteis com archotes alheios para a jornada. Em míseros planos de sofrimento regenerador, nas vizinhanças da carne, choram amargamente milhões de homens e de mulheres que abusaram do concurso dos bons, precipitando-se nas trevas ao perder no túmulo os olhos efêmeros com que apreciavam a paisagem da vida à luz do Sol.  Displicentes e recalcitrantes, esquivaram-se a todas as oportunidades de acender a própria lâmpada.  Aborreciam os atritos da luta, elegeram o gozo_corporal como objetivo supremo de seus propósitos na Terra; e, quando a morte lhes cerrou as pálpebras saciadas, passaram a conhecer uma noite mais longa e mais densa, referta de angústias e de pavores.

[25 - página 30]   - A preleção de Eusébio

       

        Os Espíritos sofredores trazem consigo, individualmente, o estigma dos erros deliberados a que se entregaram. A doença, como resultante de desequilíbrio moral, sobrevive_no_perispírito, alimentada pelos pensamentos que a geraram, quando esses pensamentos persistem depois da morte do corpo físico. (Ver: Doenças da Alma)

        Mas, adquirem melhoras positivas em reunião_de_intercâmbio, assimilam ideias novas com que passam a trabalhar, ainda que vagarosamente, melhorando a visão interior e estruturando, assim, novos destinos. A renovação mental é a renovação da vida.

        Meditei na ilusão dos que julgam na morte livre passagem da alma, em demanda do céu ou do inferno, como lugares determinados de alegria e padecimento. 

        Quão raros na Terra se capacitam de que trazemos conosco os sinais de nossos pensamentos, de nossas atividades e de nossas obras, e o túmulo nada mais faz que o banho revelador das imagens que escondemos no mundo, sob as vestes da carne!...

        A consciência é um núcleo de forças, em torno do qual gravitam os bens e os males gerados por ela mesma.

 

[28a - página 40]  - André Luiz

 

(Ver: Halo magnético)

sofrimentos morais quase intoleráveis, entretanto, a oração é o remédio eficaz de nossas moléstias íntimas. Se temos a infelicidade de possuir inimigos, cuja presença nos perturba, é importante recorrer à prece, rogando a Deus nos conceda forças para que o desequilíbrio desapareça, porque então um caminho de reajuste surgirá para nossa alma. Todos necessitamos da alheia tolerância em determinados aspectos de nossa vida.

[4 - página 257] - André Luiz

        Se fosse concedida à criatura vulgar uma vista de olhos, ainda que ligeira, sobre uma assembléia de espíritos desencarnados, em perturbação e sofrimento, muito se lhes modificariam as atitudes na vida normal. Nessa afirmativa, devemos incluir, igualmente, a maioria dos próprios espiritistas, que freqüentam as reuniões_doutrinárias, alheios ao esforço auto-educativo, guardando da espiritualidade uma vaga ideia, na preocupação de atender ao egoísmo habitual. O quadro de retificações individuais, após a morte do corpo, é tão extenso e variado que não encontramos palavras para definir a imensa surpresa.
        Em maioria são irmãos abatidos e amargurados, que desejam a renovação sem saber como iniciar a tarefa. Aqui, poderemos observar apenas sofredores dessa natureza, porque o santuário familiar de Isidoro e Isabel não está preparado para receber entidades deliberadamente perversas. Cada agrupamento tem seus fins. Com efeito, os recém-chegados estampavam profunda angústia na expressão fisionômica. As senhoras em pranto eram numerosas. O quadro consternava. Algumas entidades mantinham as mãos no ventre, calcando regiões feridas. Não eram poucas as que traziam ataduras e faixas.

  • Muitos não concordam ainda com as realidades da morte corporal.
  • E toda essa gente, de modo geral, está prisioneira da ideia de enfermidade.
  • Existem pessoas que cultivam as moléstias com verdadeira volúpia. Apaixonam-se pelos diagnósticos exatos, acompanham no corpo, com indefinível ardor, a manifestação dos indícios mórbidos, estudam a teoria da doença de que são portadoras, como jamais a usa um dever justo no quadro das obrigações diárias, e quando não dispõem das informações nos livros, estimam a longa atenção dos médicos, os minuciosos cuidados da enfermagem e as compridas dissertações sobre a enfermidade de que se constituem voluntárias prisioneiras.

        Sobrevindo a desencarnação, é muito difícil o acordo entre elas e a verdade, porquanto prosseguem mantendo a ideia dominante. Às vezes, no fundo, são boas almas, dedicadas aos parentes do sangue e aproveitáveis na esfera restrita de entendimento a que se recolhem, mas, no entanto, carregadas de viciação mental por muitos séculos consecutivos.

[103 - páginas 226/227] - André Luiz

A maioria dos desencarnados, nos seus primeiros_dias_da_vida_além_do_túmulo, não encontram senão os reflexos dos seus péssimos hábitos e das suas paixões, que, nos ambientes diversos de outra vida, os aborrecem e deprimem. O corpo das suas impressões físicas prossegue perfeito, fazendo-lhes experimentar acerbas torturas e inenarráveis sofrimentos

[71 - página 156]  - Emmanuel - 1938

      

        Quase que a totalidade de sofrimentos nas zonas inferiores, deve à manifestação do vampirismo sua dolorosa origem. Criaturas desviadas da verdade e do bem, nos longos caminhos evolutivos, reúnem-se umas às outras, para a continuidade das permutas magnéticas de baixa classe. 

  • Os criminosos de vários matizes, 

  • os fracos da vontade,

  • os aleijados do caráter, 

  • os doentes voluntários, 

  • os teimosos e recalcitrantes de todas as situações e de todos os tempos integram comunidades de sofredores  

  • e penitentes do mesmo padrão, arrastando-se, pesadamente, nas regiões invisíveis ao olhar humano.

        Todos eles segregam forças detestáveis e criam formas horripilantes, porque toda matéria mental está revestida de força plasmadora e exteriorizante.

[16a - página 58] - André Luiz -  1943

        ... Noite a noite, sempre que desejássemos, podíamos acompanhar-lhe os serviços magnéticos, junto de Silas, identificando criaturas infortunadas que, a se desvairarem nas sombras, haviam perdido a noção de si mesmas, dementadas pela viciação ou transtornadas pelo próprio desespero.
        Era sempre doloroso encarar os companheiros disformes e irreconhecíveis que a flagelação mental ensandecera.
        Por mais de uma vez, Hilário e eu desfizéramo-nos em pranto, à frente daquelas torvas fisionomias que o extremo desequilíbrio imobilizava em terrível prostração ou amotinava em crises de loucura.
        Druso, porém, inclinava-se sobre todos os infelizes, sempre com a mesma ternura. Depois da oração costumeira, articulava operações_magnéticas assistenciais e, logo após, com a devida segurança, interrogava os recém-recolhidos, enquanto fixávamos anotações diversas, atinentes à colaboração que nos cabia desenvolver.


[83 - página 264] - André Luiz


O traumatismo perispirítico vale por muito tempo de desequilíbrio e aflição.


[83 - página 52] - André Luiz

        Nas cidades sombrias, do plano_espiritual, trabalham inúmeros companheiros do bem nas condições em que nos achamos. Se erguermos bandeira provocante, nestes campos, nos quais noventa e cinco por cento das inteligências se encontram devotadas ao mal e à desarmonia, nosso programa será estraçalhado em alguns instantes. Centenas de milhares de criaturas aqui padecem amargos choques de retorno à realidade, sob a vigilância de tribos cruéis, formadas de espíritos egoístas, invejosos e brutalizados. Para a sensibilidade medianamente desenvolvida, o sofrimento aqui é inapreciável.

[96 - página 55] - André Luiz

        Entidades de boa intenção buscavam-nos sequiosas de paz e esclarecimento, mas, francamente, doía-me observar tanta ignorância, além da morte do corpo.
        Na maior parte dos presentes não surgia o mais leve traço de compreensão da espiritualidade.
        Raciocínios e sentimentos jaziam presos ao chão terrestre, vinculados a interesses e paixões, angústias e desencantos.

[96 - página 223] - André Luiz

        O número de entidades perturbadas espanta. Vemo-las, em diversos graus de desequilíbrio, desde “Nosso_Lar” até a Crosta. Devemos esmagadora percentagem desses padecimentos à falta de educação religiosa.

  • Não me refiro, porém, àquela que vem do sacerdócio ou que parte da boca de uma criatura para os ouvidos de outra.
  • Refiro-me à educação religiosa, íntima e profunda, que o homem nega sistematicamente a si mesmo.

[103 - página 229] - André Luiz

Conselho de mãe a filho sofredor (Espíritos)

        — Não, meu filho, foste enfermo, como nós outros. Escutaste as sugestões do mal e cultivaste úlceras dolorosas. Desequilibraste o coração, resvalando no despenhadeiro. Não te esqueças, porém, de que Jesus é o Divino Médico. Aceita a tua necessidade de medicação e dirige-te a Ele na súplica sincera de quem deseja a cura real para a vida eterna. Nós outros, os que intentamos auxiliar-te, não chegamos ainda à posição dos que tudo podem ou que muito sabem. Somos trabalhadores interessados em nossa_própria_iluminação pelo trabalho incessante, na execução da vontade do Altíssimo. Desenvolvemos nossas faculdades superiores, sem abalos e sem milagres, adquirindo valores novos, ao preço de nosso próprio esforço na paciente edificação de nosso espírito para Deus. Acreditarias, porventura, que tua mãe estivesse no paraíso, em gozo beatifico, inteiramente esquecida de seus imensos débitos para com todos aqueles que lhe partilharam o afeto e a luta, nos serviços salvadores da carne terrestre? Admitirias, acaso, que apenas o carinho materno me garantiria posição definitiva no campo celestial? Não, Domênico. Horizontes diversos abrem-se para nossas almas, no Universo Infinito. Nossas existências são dias abençoados de trabalho, em que, ao sol do dever nobilitante e às chuvas da experiência construtiva, desabrocham e crescem nossas faculdades divinas para a Eternidade. É verdade que os erros deliberados turvam-nos a consciência, compelindo-nos a gastar valiosas possibilidades de tempo na luta reparadora, mas o Senhor jamais nega recursos de retificação aos que lhe rogam socorro, no propósito fiel de reconquistar a harmonia divina. Após_a_travessia_do_túmulo, continuamos trabalhando e edificando, iluminando e redimindo... Não desejarias, portanto, aderir ao nosso serviço de elevação? não pretenderás fugir ao círculo de sombras, a fim de ganhar os caminhos bem-aventurados da luz?

  • Não seja a recordação angustiosa dos tempos idos obstáculo insuperável à realização de que necessitas presentemente.
  • Todos aqueles a quem feriste não desapareceram para sempre. Prosseguem tão vivos, quanto nós, e poderás, na condição de servo humilde, buscar os credores de outra época, atendendo, em teu próprio benefício, a exigência do resgate necessário.
  • O êxito, entretanto, pede um coração ardente na fé viva e um cérebro desassombrado, pronto a compreender o bem e a praticá-lo.
  • Sem a esperança arrojada e sem espírito de serviço, dificilmente saldarás o débito pesado que te prende a alma a esferas grosseiras e inferiores.
  • A fim de conquistares semelhantes valores, considera a Eternidade e o infinito amor de Deus.
  • Não te encarceres em ponderações de natureza humana, vendo sacrifícios onde apenas palpitam sublimes oportunidades de ventura e redenção.
  • Se_a_consciência_te_acusa, roga a Jesus orvalhe o teu íntimo de santificada esperança! Basta uma gota desse rocio divino para que o deserto da alma floresça e frutifique em bênçãos de paz e felicidade para sempre.
  • Não desanimes, Domênico! Deus permite que a alvorada siga a noite escura.

        Porque não confiarmos, de maneira absoluta, no Supremo Poder? Somos nada, meu filhinho, mas o Pai Misericordioso tudo pode.

[40 - páginas 108/9] - André Luiz

Ver também:


Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS