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Sofrimento
do Espírito - Sofrimento moral
Espíritos sofredores |
Onde o amor
respira equilíbrio, não há dor de consciência
e não existe dor de consciência sem culpa.
[83
- página 264] - André Luiz
Os
sofrimentos que torturam mais dolorosamente os
Espíritos, do que todos os outros sofrimentos
físicos, são os das angústias morais.
[9a - página 164
questão 255]
Quando alguns Espíritos
se têm queixado de sofrer frio ou calor, é
reminiscência do que padecem durante a vida, reminiscência não raro tão
aflitiva quanto a realidade. Muitas vezes, no
que eles assim dizem apenas há uma comparação mediante
a qual, em falta de coisa melhor, procuram exprimir a situação em que se
acham. Quando se lembram do corpo que
revestiram, têm impressão semelhante à de uma pessoa que,
havendo tirado o manto que a envolvia, julga, passando algum tempo, que ainda o
traz sobre os ombros.
[9a - página
164 questão 256]
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Liberto_do_corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento
não é corporal, embora não seja
exclusivamente moral, como o remorso, pois que ele se queixa de frio e calor.
Também não sofre
mais no inverno do que no verão: temo-los visto atravessar chamas, sem experimentarem
qualquer dor. Nenhuma impressão lhes causa, conseguintemente, a temperatura.
A dor que sentem não é, pois, uma dor física propriamente dita: é um vago sofrimento
íntimo, que o
próprio Espírito nem sempre compreende bem, precisamente porque
a dor não se acha localizada e porque não a produzem agentes exteriores; é
mais uma reminiscência (lembrança vaga) do que
uma realidade, reminiscência, porém, igualmente penosa. Algumas
vezes, entretanto, há mais do que isso.
[9a
- página 166 questão 257] |
Vimos
que seu sofrer resulta dos
laços que ainda o prendem à matéria;
que quanto mais livre estiver
da influência desta, ou, por outra, quanto mais desmaterializado se achar,
menos dolorosas sensações experimentará. Ora,
está nas suas mãos libertar-se de tal influência desde
a vida atual. Ele tem o livre-arbítrio,
tem, por conseguinte, a faculdade de escolha entre
o fazer e o não fazer.
[9a
- página 170 questão 257]
Nenhuma
recordação dolorosa lhe advirá dos sofrimentos
físicos que haja padecido; nenhuma impressão
desagradável eles deixarão, porque apenas terão atingido o corpo e não a alma.
[9a
- página.170 questão 257]
Freqüentemente
os Espíritos conservam
a lembrança dos sofrimentos por que passaram na
última existência corporal. Assim
acontece e essa lembrança lhes faz compreender melhor o valor
da felicidade de que podem gozar como Espíritos.
[9a
- página 189 questão 312]
Só
os Espíritos inferiores podem sentir saudades de
gozos condizentes com uma natureza impura qual a deles, gozos que lhes acarretam
a expiação pelo sofrimento.
-
Para os Espíritos elevados, a felicidade eterna
é mil vezes preferível aos prazeres efêmeros da Terra.
-
Exatamente
como sucede ao homem que, na idade da madureza, nenhuma importância
liga ao que tanto o deliciava na infância.
[9a
- página 189 questão 313]
Pergunta-
O
espetáculo das tristezas e dos sofrimento
daqueles a quem amaram na Terra não lhes perturba
a felicidade?
-
Resposta-
"Se não vissem
esses sofrimento,
é que eles vos seriam estranhos depois da morte.
Ora,
a religião vos diz que as almas vos vêem. Mas, eles consideram de outro ponto
de vista os vossos sofrimento.
Sabem que estes são úteis ao vosso progresso, se os suportardes com resignação.
Afligem-se, portanto, muito mais com a falta de ânimo que vos retarda, do que com os
sofrimento considerados em si mesmos, todos passageiros."
[9a - página 453
questão 976]
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Ao observar uma jovem sendo obsidiada por espíritos perversos. André Luiz, impressionado, considerou:
— Não terá ela, contudo, um pai ou mãe, em nossos círculos espirituais,
que tome a si o sacrifício de defendê-la?
— Tem um pai que a estima com extremos de afeto — esclareceu o diretor —,
no entanto, sofria imerecidamente pela filha
leviana e grosseira, e tanto padeceu por ela que os seus superiores, em nossa
colônia espiritual, submeteram-no a tratamento para olvido
temporário da filha querida, até que ele possa se recordar e se aproximar dela
sem angústias emotivas.
O assunto era novo para mim. Havia, então, recursos para aplicação do esquecimento
no mundo das almas?
Apuleio sorriu, bondoso, e falou:
— Não tenha dúvida. Em nossa esfera, a dureza e a ingratidão não podem
perseguir o amor puro. Quando as almas reencarnadas se revelam impermeáveis ao
reconhecimento e à compreensão, distanciamo-nos delas, naturalmente, ainda
mesmo quando encerrem para nós valiosas jóias do coração, até que se
integrem no conhecimento das leis_de_Deus e se disponham a seguí-las, em nossa
companhia. Quando somos fracos, porém, embora muito amoráveis, e não nos
sentimos com a precisa coragem para o afastamento necessário, se merecemos o
auxílio de nossos Maiores, somos favorecidos com o tratamento magnético que
opera em nós o esquecimento passageiro.
[16a - página 234]
- André Luiz
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A entidade desencarnada muito sofre com o juízo
ingrato ou precipitado que, a seu respeito, se formula no mundo.
Imaginai-vos recebendo o julgamento de um irmão de humanidade e avaliai como
desejaríeis a lembrança daquilo que possuís de bom, a fim de que o mal não
prevaleça em vossa estrada, sufocando-vos as melhores esperanças de regeneração.
Em lembrando aquele que vos precedeu no túmulo, tende compaixão dos que
erraram e sede fraternos.
- Rememorar o bem é dar vida à felicidade.
- Esquecer o erro é exterminar o mal.
Além de tudo, não devemos esquecer de que seremos julgados pela mesma medida
com que julgarmos.
[41a
- página 193] - Emmanuel - 1940
Não
se deve perder de vista que o Espírito não se transforma subitamente, após_a_morte do corpo. Se viveu vida condenável, é porque
era imperfeito. Ora, a morte não o
torna
imediatamente perfeito. Pode, pois, persistir em seus erros, em suas falsas
opiniões, em seus preconceitos, até que se
haja esclarecido pelo estudo, pela reflexão e pelo sofrimento.
[9a
- página 461 questão 997]
Se visitais a nossa companhia buscando orientação para o
trabalho sublime do espírito, não vos esqueça vossa_luz_própria. Não
conteis com archotes alheios para a jornada. Em míseros planos de sofrimento
regenerador, nas vizinhanças da carne, choram amargamente milhões de homens e
de mulheres que abusaram do concurso dos bons, precipitando-se nas trevas ao
perder no túmulo os olhos efêmeros com que apreciavam a paisagem da vida à
luz do Sol. Displicentes e recalcitrantes, esquivaram-se a todas as
oportunidades de acender a própria lâmpada. Aborreciam os atritos da
luta, elegeram o gozo_corporal
como objetivo supremo de seus propósitos na Terra; e, quando a morte lhes
cerrou as pálpebras saciadas, passaram a conhecer uma noite mais longa e mais
densa, referta
de angústias e de
pavores.
[25
- página 30]
- A preleção de Eusébio
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Os
Espíritos sofredores trazem consigo,
individualmente, o estigma dos erros deliberados a que se entregaram. A doença,
como resultante de desequilíbrio moral, sobrevive_no_perispírito, alimentada pelos pensamentos que a geraram, quando
esses pensamentos
persistem depois da morte do corpo
físico.
(Ver: Doenças da
Alma)
Mas,
adquirem melhoras positivas em reunião_de_intercâmbio, assimilam idéias
novas com que passam a trabalhar, ainda que vagarosamente, melhorando a visão
interior e estruturando, assim, novos destinos. A renovação mental é a renovação
da vida.
Meditei na ilusão dos que julgam na morte
livre passagem da alma, em demanda do céu ou do inferno,
como lugares determinados de alegria e padecimento.
Quão raros na Terra se
capacitam de que trazemos conosco os sinais de nossos pensamentos, de nossas
atividades e de nossas obras, e o túmulo nada mais faz que o banho revelador
das imagens que escondemos no mundo, sob as vestes da
carne!...
A consciência é um
núcleo de forças, em torno do qual gravitam os bens e os males gerados por ela
mesma.
[28a - página 40]
- André Luiz
(Ver:
Halo magnético) |
A maioria dos desencarnados, nos seus primeiros_dias_da_vida_além_do_túmulo, não
encontram senão os reflexos dos seus péssimos hábitos e das suas paixões,
que, nos ambientes diversos de outra vida, os aborrecem e deprimem. O corpo das
suas impressões físicas prossegue perfeito, fazendo-lhes experimentar acerbas
torturas e inenarráveis sofrimentos.
[71
- página 156]
- Emmanuel - 1938
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Quase
que a totalidade de sofrimentos nas zonas inferiores,
deve à manifestação do vampirismo
sua dolorosa origem. Criaturas desviadas da verdade e do bem, nos longos
caminhos evolutivos, reúnem-se umas às outras, para a continuidade das
permutas magnéticas de baixa classe.
-
Os
criminosos de vários
matizes,
-
os
fracos da vontade,
-
os
aleijados do caráter,
-
os
doentes voluntários,
-
os
teimosos e recalcitrantes de todas as situações e de todos os tempos
integram comunidades de
sofredores
-
e penitentes do mesmo padrão, arrastando-se, pesadamente,
nas regiões invisíveis ao olhar humano.
Todos
eles segregam forças detestáveis e criam formas
horripilantes, porque toda matéria
mental está revestida de força plasmadora e exteriorizante.
[16a
- página 58] - André Luiz - 1943 |
... Noite a noite, sempre que desejássemos, podíamos acompanhar-lhe os serviços magnéticos, junto de Silas,
identificando criaturas infortunadas que, a se desvairarem nas sombras, haviam perdido a noção de si mesmas, dementadas pela
viciação ou transtornadas pelo próprio desespero.
Era sempre doloroso encarar os companheiros
disformes e
irreconhecíveis que a flagelação mental ensandecera.
Por mais de uma vez, Hilário e eu desfizéramo-nos em pranto, à frente daquelas torvas fisionomias que o
extremo desequilíbrio imobilizava em terrível prostração ou amotinava em crises de loucura.
Druso, porém, inclinava-se sobre todos os infelizes,
sempre com a mesma ternura. Depois da oração costumeira, articulava operações_magnéticas assistenciais e, logo após, com a devida segurança, interrogava os
recém-recolhidos, enquanto fixávamos anotações diversas, atinentes à colaboração que nos cabia desenvolver.
[83
- página 264] - André Luiz
O traumatismo
perispirítico
vale por muito tempo de desequilíbrio e aflição.
[83
-
página 52] - André Luiz
Nas cidades sombrias, do plano_espiritual, trabalham inúmeros companheiros do bem nas condições em que nos achamos. Se erguermos bandeira provocante, nestes campos, nos quais noventa e cinco por cento das inteligências se encontram devotadas ao mal e à desarmonia, nosso programa será estraçalhado em alguns instantes. Centenas de milhares de criaturas aqui padecem amargos choques de retorno à realidade, sob a vigilância de tribos cruéis, formadas de espíritos egoístas, invejosos e brutalizados. Para a sensibilidade medianamente desenvolvida, o sofrimento aqui é inapreciável.
[96 - página 55] - André Luiz
Entidades de boa intenção buscavam-nos sequiosas de paz e esclarecimento, mas, francamente, doía-me observar tanta ignorância, além da morte do corpo.
Na maior parte dos presentes não surgia o mais leve traço de compreensão da espiritualidade.
Raciocínios e sentimentos jaziam presos ao chão terrestre, vinculados a interesses e paixões, angústias e desencantos.
[96 - página 223] - André Luiz |