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Umbral
[do espanhol umbral= soleira da porta]
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http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-u.html 
Umbroso
[do espanhol umbral + -oso] - Aquilo que é escuro, sombrio, próprio
do umbral.
http://www.annex.com.br/pessoais/confrariahpe/u.htm
Umbral, situado entre a Terra e o Céu, dolorosa região de sombras,
erguida e cultivada pela mente
humana, em geral rebelde e ociosa,
desvairada e enfermiça.
[83
- página 256] - André Luiz
O imenso Umbral, à saída do campo terrestre, vive
repleto de homens e mulheres que vararam a grande fronteira, em plena conexão com a
experiência carnal.
[83
- página 58] - André Luiz
- Não devemos acreditar, porém,
quanto aos serviços de resgate e de expiação,
que a esfera carnal seja a
única capaz de oferecer o bendito ensejo de sofrimento áspero, redentor.
- Em regiões sombrias,
fora dela, quais não podes ignorar, há oportunidade de tratamento expiatório para os devedores mais infelizes, que voluntariamente contraíram perigosos débitos
para com a Lei.
[25
- página 60] - André Luiz
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Umbral - Nome
atribuído a uma localidade do chamado "astral inferior", onde
se estabelecem os espíritos de baixa vibração espiritual, que precisam pagar
por infrações cometidas contra as leis de Deus. Em geral ...
Sua descrição não
foge muito as descrições dantescas do inferno.
E aí pode estar uma das razões da lenda de um inferno de fogo e enxofre. Porém
a realidade dos espíritos que expiam no umbral é bem diferente e por que não
dizer bem pior que a do inferno católico:
- O espírito, não raro, sofre
incessantemente com a visão de seu suicídio ou de seus crimes. Ás vezes, por
anos a fio, revê sem parar o instante em que com um tiro tirava a própria vida,
sente a carne sendo dilacerada pelo projétil, vê a condição desamparada de
seus filhos que porventura tenha deixado, é constantemente acusado de
assassino, numa guerra psicológica fora de nossa compreensão.
- Muitas vezes
sente fome ou sede insuportáveis, as vezes por anos seguidos.
- Sente
frio ou calor inenarráveis.
- E muito freqüentemente sentem o seu próprio corpo
sendo consumido pelos vermes, o vê se deteriorando e sente todas as sensações
decorrentes deste estado de putrefação.
O umbral se caracteriza, na linguagem dos espíritos, como um lugar de extremo sofrimento, "de choro e ranger de dentes". Muitas vezes o espírito, tão
ignorante, desencarna, passa ali vários anos e mesmo assim ignora sua condição
desencarnado. Segundo as descrições dos espíritos, o umbral é a sede dos espíritos de baixo desenvolvimento espiritual da terra , e sua
descrição é, não raro, de um lugar de trevas povoado de dor, gritos de
sofrimento, gemidos, de um insuportável cheiro pútrido, o que já é
suficiente para caracterizar o nível moral dos que ali residem. Essa descrição deve ser tomada como uma constante, pois o umbral,
como já relatado alhures, se trata do nome do lugar onde existem essas características
básicas e para onde os espíritos
inferiores são encaminhados para resgatar dívidas, crimes e infrações.
O
umbral se localiza próximo a crosta
terrestre. E é importantíssimo lembrar a maior diferença entre o umbral
e o inferno católico:
-
No
inferno católico a alma infeliz recebe uma sentença eterna de sofrer nas
chamas do inferno para todo o sempre.
-
Segundo
a doutrina espírita, o umbral é a região
onde o espírito desregrado permanece temporariamente, até
que lhe seja permitida uma nova encarnação
para que possa, sob o jugo da matéria, resgatar melhor suas dívidas para
com Deus ou expiar para que possa continuar caminhando para frente rumo a
sua evolução. Porque no espiritismo
não existe uma lei de Deus que condene ou felicite um espírito
eternamente, pois existe a lei da reencarnação e uma imposição assim
estaria claramente negando a tão falada justiça divina, que o catolicismo tanto proclama mas se contradiz totalmente ao impor penas eternas para uma
alma que só teve uma encarnação para praticar o bem e o mal.
Nesse
ponto o catolicismo não
procura nem saber em que condições aquela alma veio ao mundo, se numa família
rica e carinhosa ou se numa sarjeta com uma mãe prostituta e um pai
desconhecido. É por esses motivos que só o espiritismo consegue explicar lógica
e racionalmente a vida e Deus sem se contradizer em nenhum momento.
Leitura básica:
-
"O
martírio dos suicidas" de Almerindo Martins de Castro,
-
"Nosso
Lar" de André Luiz e psicografado pelo médium Francisco Cândido
Xavier,
-
"Nos
bastidores da obsessão" psicografado pelo médium Divaldo Pereira
Franco e ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda
-
e
"O céu e o Inferno" de Allan Kardec)
http://www.geocities.com/athens/academy/6562/dic.html#u |
Em 1947, André Luiz (espírito) não tinha o curso de assistência aos
sofredores nas sombras espessas.
Seu instrutor afagando-lhe de leve, com a destra carinhosamente, acrescentou:
-
Se nos é indispensável obter difíceis realizações preparatórias, a fim de
colhermos o benefício das Grandes Luzes,
-
é-nos imprescindível a iniciação,
para ministrarmos esse mesmo benefício na "grandes
trevas".
[25
- página 220] - André Luiz
Nas zonas infernais, também dispomos de preciosas
oportunidades de trabalho, não somente vencendo as aflições purgatoriais que estabelecemos em nós mesmos, como também preparando novos caminhos para o
céu interior que devemos edificar.
[83
- página 75] - André Luiz
Depois de cada desencarnação,
a grande maioria regressa habitualmente às zonas purgatórias de que procede, ...
-
com
alguma vantagem no acerto das suas contas,
-
mas não com valores
acumulados, imprescindíveis à definitiva libertação das sombras, porque todos
somos tardios na decisão de pagar nossos débitos, até o integral sacrifício ...
[83 - página 137] - André Luiz
Esses
lugares não são infelizes, de vez que infortunados são os irmãos que os
povoam...
- Os jardins e pomares que enriqueçam um manicômio deixarão de ser
jardins e pomares porque existam enfermos a desfrutar-lhes as emanações
nutrientes?
Pois
é, meu caro, as áreas do espaço, às vezes enormes, ocupadas por legiões de
criaturas padecentes ou desequilibradas, estão circunscritas e policiadas, por
maiores que sejam, funcionando à maneira dos sítios terrestres, utilizados por
grandes instituições para a recuperação dos enfermos da mente. Você não
ignora que existem doentes da alma, consumindo larga faixa da existência nos
hospícios acolhedores da Terra. Isso acontece aqui também. Ladeando o nosso
vilarejo, temos vasto território, empregado no asilo a irmãos desajustados,
aos milhares, mantidos e vigiados por muitas organizações de beneficência,
que trabalham no socorro fraternal.
[73
- página 72] - André Luiz
O estado de tribulação é pertinente ao espírito e não ao lugar. Muitos de nós,
os desencarnados, suportamos tempos difíceis, em paisagens determinadas que nos
refletem as próprias perturbações íntimas. Essa anomalia pode perdurar por
muito tempo, de conformidade com as nossas inclinações e esforço indispensável
para que nos aceitemos, imperfeitos como ainda somos, conquanto não ignoremos a
necessidade de burilamento que as leis da vida nos estabelecem. Somos, por
agora, consciências endividadas ou expoentes de evolução deficitária, ante a
Vida Maior, carregando o dever de podar os nossos defeitos em trabalho digno e
incessante. Enquanto estejamos em desequilíbrio, após
a desencarnação, desequilíbrio que é sempre agravado pela nossa
inconformidade ou rebeldia, orgulho
ou desespero, ameaçando a segurança dos outros, permaneceremos
compreensivelmente internados ou segregados em faixas de espaço, junto de
quantos evidenciem perturbações ou conflitos semelhantes aos nossos, à
maneira de doentes mentais, afastados do convívio doméstico para tratamento
justo.
[73
- página 87] - André Luiz (Espírito)
- Que empório extravagante era aquele?
- algum país onde vicejassem tipos sub-humanos?
Eu sabia que semelhantes criaturas não envergavam corpos carnais e que se congregavam num reino purgatorial, em beneficio próprio; entretanto, vestiam-se de roupagens de matéria francamente imunda. Lombroso e Freud encontrariam aí extenso material de observação. Incontáveis tipos que interessariam, de perto, à criminologia e à psicanálise. Vagueavam absortos, sem rumo. Exemplares inúmeros de pigmeus, cuja natureza em si ainda não posso precisar, passavam por nós, aos magotes. Plantas exóticas, desagradáveis ao nosso olhar, ali proliferam, e animais em cópia abundante, embora monstruosos, se movimentavam a esmo, dando-me a idéia de seres acabrunhados que pesada mão transformara em duendes. Becos e despenhadeiros escuros se multiplicavam em derredor, acentuando-nos o angustioso assombro.
O Instrutor, todavia, esclareceu, discreto:
— Guarda as perguntas intempestivas no momento. Estamos numa colônia purgatorial de vasta expressão. Quem não cumpre aqui dolorosa penitência regenerativa, pode ser considerado inteligência sub-humana. Milhares de criaturas, utilizadas nos serviços mais rudes da natureza, movimentam-se nestes sítios em posição infraterrestre. A ignorância, por ora, não lhes confere a glória da responsabilidade. Em desenvolvimento de tendências dignas, candidatam-se à humanidade que conhecemos na Crosta.
- Situam-se entre o raciocínio fragmentário do macacóide
- e a idéia simples do homem primitivo na floresta.
Afeiçoam-se a personalidades encarnadas ou obedecem, cegamente, aos espíritos prepotentes que dominam em paisagens como esta. Guardam, enfim, a ingenuidade do selvagem e a fidelidade do cão. O contacto com certos indivíduos inclina-os ao bem ou ao mal e somos responsabilizados pelas Forças Superiores que nos governam, quanto ao tipo de influência que exercermos sobre a mente infantil de semelhantes criaturas.
Com respeito aos Espíritos que se mostram nestas ruas Sinistras, exibindo formas quase animalescas, neles reparamos várias demonstrações da anormalidade a que somos conduzidos pela desarmonia interna. Nossa atividade mental nos marca o perispírito. Podemos reconhecer a propriedade do asserto, quando ainda no mundo:
- O glutão começa a adquirir aspecto deprimente no corpo em que habita.
- Os viciados no abuso do álcool passam a viver de borco, arrojados ao solo, à maneira de grandes vermes.
- A mulher que se habituou a mercadejar com o vaso físico, olvidando as sagradas finalidades da vida, apresenta máscara triste, sem sair da carne.
Aqui, porém, o fogo devorador das paixões aviltantes revela suas vítimas com mais hedionda crueldade.
[96 - página 59] - André Luiz |