Os Espíritos inferiores compreendem a felicidade do justo. E
isso lhes é um suplício,
porque compreendem que estão dela privados por sua culpa. Daí resulta que o Espírito, liberto da matéria, aspira à nova vida corporal, pois que cada existência, se
for bem empregada, abrevia um tanto a duração
desse suplício.
É então que procede à escolha das provas por meio das quais possa expiar suas
faltas. Porque, ficai sabendo, o Espírito sofre por todo o mal que praticou, ou de que foi causa
voluntária, por todo o bem que houvera podido fazer
e não fez e por todo o mal que decorra de não haver
feito o bem. Para o Espírito
errante, já não há véus. Ele se acha
como tendo saído de um nevoeiro e vê o que o distancia da felicidade. Mais
sofre
então, porque compreende quanto foi culpado. Não
tem mais ilusões: vê as coisas na sua
realidade.
[9a
- página 452 questão 975]
Quanto mais esclarecida a
criatura, tanto mais responsável, entregue naturalmente aos arestos da própria
consciência, na Terra ou fora
dela, toda vez que se envolve nos espinheiros da culpa.
[83
-
página 10] - André Luiz

A culpa, por enquanto, é um fantasma
interior que nos persegue em todos os ângulos do mundo, sob as mais
variadas formas. Recordemo-nos de que no estágio evolutivo em que nos
achamos ninguém existe sem débitos a resgatar. No entanto, não nos
detenhamos na culpa.
Usemos a caridade recíproca, e, com a liberdade relativa de que dispomos, ser-nos-á então
possível edificar, com Jesus, o nosso iluminado Amanhã.
EMMANUEL
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CULPA
- 633) |
A morte ser-te-á
entre os homens um fator de aparente liquidação de todos os débitos.
Tuas contas e ofensas parecerão desculpadas pelos irmãos do caminho,
no entanto, não por ti mesmo, que lhes carrearás a sombra, onde fores,
como alguém que amarra fardos de lodo e cinza ao imo do próprio ser.
EMMANUEL
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CULPA
- 634) |
Naquele
que nem sequer concebe a idéia do mal, já há progresso realizado;
naquele a quem essa idéia acode, mas que a repele, há progresso em
vias de realizar-se; naquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força. Num, o
trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo,
leva em conta todas essas gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do
homem.
ALLAN KARDEC
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CULPA
- 642) |
O
deslize do Espírito no mal implica fatalmente na diminuição
proporcional de liberdade. Os pensamentos e os atos criam em torno da alma culpada uma sombria atmosfera fluídica que se condensa pouco a pouco, vai se
contraindo e a encerra como numa prisão.
LEON DENIS
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CULPA
- 643) |
Quando
fugimos ao dever, precipitamo-nos no sentimento de culpa,
do qual se origina o remorso,
com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos
tecidos sutis da alma. E o arrependimento,
incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembrança amarga,
transforma-se num abcesso mental, envenenando-nos, pouco a pouco, e
expelindo em torno a corrente miasmática de nossa vida íntima,
intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.
EMMANUEL
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (CULPA
- 647) |
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