Na raiz de muitos conflitos e desequilíbrios juvenis, adultos, e até
mesmo ressumando na velhice, as distonias tiveram origem no período de
gestação, posteriormente na infância, quando a figura da “mãe
dominadora e castradora”, com quem mais convive no período infantil, assim como do pai negligente, indiferente ou violento, frustrou
os anseios de liberdade do ser.
Pessoas emocionalmente enfermas, ante o próprio fracasso, transferem para os filhos aquilo que gostariam de conseguir, suas culpas e incapacidades. JOANNA
DE ÂNGELIS
Os conflitos psicológicos estão presentes no homem, que,
invariavelmente, não lhes dá valor, evitando deter-se neles, analisar
a própria fragilidade, de modo a encontrar os recursos que lhe facultem
diluí-los.
O ser consciente deve trabalhar-se sempre, partindo do ponto inicial da sua realidade psicológica, aceitando-se como é e aprimorando-se sem cessar. Somente consegue essa lucidez aquele que se auto-analise, disposto a encontrar-se sem máscara, sem deteriorização. Para isso, não se julga, nem se justifica, não se acusa nem se culpa. Apenas descobre-se.
Quando estiver envolvido em uma discussão, que se conceda plena justiça a ambas as partes. Escute — absorva — preste atenção — faça as pazes tanto quanto possível. Assegure-se de que as suas exigências não comprometam o bem estar do outro — seja no campo pessoal, dos prazeres, dos negócios ou indústrias. Lembre-se de que como você se comporta com os outros eventualmente eles se comportarão com você.
Recorde que os seus pensamentos, palavras e ações de hoje tomarão forma em suas experiências nos próximos dias, meses ou anos. O que você gostaria que as pessoas dissessem a respeito de seus erros - diga-o, pense-o - a respeito dos erros que os outros possam cometer - sejam eles amigos ou desconhecidos.
A lealdade, bondade e generosidade que você gostaria de receber quando está em dificuldades - ofereça aos outros quando estiverem lutando com pesados fardos.
Nunca vire as costas para eles. Esse é o seu grande momento - o seu maior teste.
Se você responder dessa maneira, então os impulsos do seu ego ainda dominam completamente a sua consciência. Mas se você consegue perceber que o grande momento da verdade chegou, — e que por causa dessa consciência — você consegue permanecer quieto e tranquilo, escutando as queixas do outro sobre a dor que você provocou, estará conseguindo o primeiro êxito na superação do ego. O próximo passo urgente é firmemente deixar de lado a sua própria necessidade de defender-se e sinceramente compreender o que o outro está dizendo. Você só poderá fazer isso sinceramente se puder recolher-se o suficiente para entrar em uma zona de silêncio interior onde você pode sentir plenamente a dor do outro, ouvir o que ele está dizendo e receber a sua dor em seu próprio coração. Se puder fazer isso, terá se colocado na pele do outro. E quando você estiver na pele do outro e sentir a sua dor, desejará pedir desculpas do fundo do seu coração pelo mal que causou.
A dor que causou sem saber e de forma inconsciente será a sua dor e você não descansará até que tenha conseguido, através de palavras amorosas, eliminar o último resíduo de dor da consciência do outro. Você terá atingido aquele ponto de força e tolerância interior em que poderá perceber verdadeiramente que a realidade das outras pessoas tem o mesmo valor que a sua própria realidade.
Você terá aceitado e reconhecido que os outros também podem ser feridos pelas suas ações, da mesma forma que você tem sido ferido por outras pessoas.
Assim você começa a remover as barreiras entre você e as outras pessoas e a recebê-las em seu coração.
Verá que você é igual a todas as pessoas, seja um Rei, Papa ou Presidente, pois debaixo da aparência externa, todos são originários da GRANDE UNIDADE do SER. Você será capaz de expressar-se com clareza e honestidade, com a devida consideração pelos sentimentos da outra pessoa. Você não terá mais vontade de denegrir o outro nem reduzir a sua autoestima.
Ao contrário, você fará todo o possível para salvaguardar o autorrespeito deles, expondo a sua verdade de maneira clara, mas amorosamente.
É provável que a sua cuidadosa honestidade seja necessária para resolver ou esclarecer uma determinada situação para o bem de todos. Não diga "Você fez tal e tal coisa" porque o outro sentirá que você o está culpando e isso despertará nele o mecanismo de defesa do ego. A partir daí o confronto será difícil e desagradável para ambos. Para aproximar-se de pessoas impulsionadas pelo ego, é preciso continuamente falar de maneira tal que elas nunca se sintam ameaçadas. Essa é a arte da comunicação amorosa e você só pode aprendê-la por erros e acertos e prática constante! [ |
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