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A resignação
espírita decorre, não de uma sujeição místico-religiosa
a forças incontroláveis, mas de uma compreensão do problema da vida.
Quando o espírita
se resigna, não está se submetendo
pelo medo, mas apenas aceitando uma realidade à qual terá de se
sujeitar, exatamente para superá-la, para vencê-la. Não é, pois, o conformismo
que se manifesta nessa resignação,
mas a inteligente compreensão de que a vida é um processo em
desenvolvimento, dentro do qual o homem tem que se equilibrar. A resignação
ou aceitação
é ativa e consciente, enquanto o conformismo é passivo e
inconsciente.
J.
HERCULANO PIRES
Trabalho
de João Gonçalves Filho - (RESIGNAÇÃO
- 2850) |

A calma e a resignação hauridas da
maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no
futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a
loucura
e o suicídio. Com
efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção
produzida pelas vicissitudes
que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando
as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo
faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença,
mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram
desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o
coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a
razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam.
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A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência
e a resignação, duas virtudes
companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as
confundam com a negação do sentimento
e da vontade.
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A
obediência é o consentimento da razão;
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a
resignação é o consentimento do coração, forças
ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta
insensata deixa cair.
O pusilânime
não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso
e o egoísta não
podem ser obedientes. Jesus
foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava.
( O Evangelho, Cap. IX, item 8 - Obediência
e resignação)
Colaboração
de: Aylton José de Moura -
moura@int.efoa.br |
[24 -
página 164 item 8]
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