Paciência
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        A verdadeira paciência é sempre uma exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesma, para dá-lo a outrem, na exemplificação. 

        Esse amor é a expressão fraternal que considera todas as criaturas como irmãs, em quaisquer circunstâncias, sem desdenhar a energia para esclarecer a incompreensão, quando isso se torne indispensável.

        É com a iluminação_espiritual_do_nosso_intimo que adquirimos esses valores sagrados da tolerância esclarecida. E, para que nos edifiquemos nessa claridade divina, faz-se mister educar a vontade, curando enfermidades_psíquicas seculares que nos acompanham através das vidas sucessivas, quais sejam as de abandonarmos o esforço próprio, de adotarmos a indiferença e de nos queixarmos das forças exteriores, quando o mal reside em nós mesmos.

        Para levarmos a efeito uma edificação tão sublime, necessitamos começar pela disciplina de nós mesmos e pela continência dos nossos impulsos, considerando a liberdade do mundo interior, de onde o homem deve dominar as correntes da sua vida.

        O adágio popular considera que “o hábito faz a segunda natureza” e nós devemos aprender que a disciplina antecede a espontaneidade, dentro da qual pode a alma atingir, mais facilmente, o desiderato da sua redenção.

[41a - página 150] - Emmanuel - 1940

        A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei

de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

        Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei_da_caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

        A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

        Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo.

 

Evangelho Segundo Espiritismo. (Um Espírito amigo. (Havre, 1862.) - Cap IX, 7)

Oração por paciência

Senhor!

Fortalece-nos a fé para que a paciência esteja conosco.

Por tua paciência, vivemos.

Por tua paciência, caminhamos.

Auxilia-nos, por misericórdia, a aprender tolerância, a fim de que estejamos em tua paz.

É por tua paciência que a esperança nos ilumina e a compreensão se nos levanta no íntimo da alma.

Agradecemos todos os dons de que nos enriqueces a vida, mas te rogamos nos resguarde a paciência de uns para com os outros, para que estejamos contigo, tanto quanto estás conosco, hoje e sempre.

Emmanuel

Médium: Francisco Cândido Xavier

http://www.luizbertini.net/mensagem4.html 

PACIÊNCIA E CAMINHO

        Paciência é passaporte para todos aqueles que aspiram a avançar nas vias do progresso.

        Quando num carro em movimento, sabes, com clareza, que, em muitas ocasiões, é necessário venhas a pensar por ti e pelos outros.

        Nessas circunstâncias em que o perigo se mostra à vista, tomas conselho à prudência que te sugere abertura de espaço aos que se entregam à disparada ou te lembra cuidado para que não te disponhas a podar sem consideração a frente dos companheiros.

        De outras vezes, consagras-te ao exame prévio da máquina, antes de qualquer movimentação, a fim de melhorares as condições dessa ou daquela peça doente, tanto quanto te dedicas a observar mais atentamente os sinais do caminho para que não te faças indução a desastre.

        O trânsito é uma escola em que sobram aulas de vigilância e compreensão, justiça e disciplina.

        Anotemos as lições da estrada e procuremos transferi-las ao trânsito da vida em que todos somos chamados, nas trilhas do tempo, ao relacionamento comum.

        Se esse ou aquele companheiro demonstra exagerada tensão nas atividades que lhe dizem respeito, não lhe congeles o ânimo, desfechando-lhe observações deprimentes, mas socorre-o com recursos de paz; de igual modo, não ultrapasses, sem necessidade, as posições dos irmãos em serviço, porquanto, quase sempre, com isso, nada se recolhe além de dificuldade e desilusão.

        Na tarefa a que te empenhas, verifica quanto de amor e de apreço já dispensaste ao cooperador do veículo de tuas realizações para que não te falte segurança e atende à execução dos princípios que abraças, considerando o bem de todos, para que desajustes não te ameacem a obra.

        Quando mais agitação, no plano externo, mais imperiosa se faz a necessidade de calma no campo íntimo, se nos propomos superar perturbações e obstáculos.

        Evitemos choques destrutivos e doemos o melhor de nós aos programas de ação que nos propomos a realizar, exercitando entendimento e tolerância, conscientes de que para coibir quaisquer calamidades, no terreno do espírito, a paciência é o preservativo ideal.

        Não te detenhas, a lamentar problemas e crises.

       Se te engajaste na causa do bem, guarda-te em serviço constante e, usando paciência e amor, certamente vencerás.

 

Emmanuel

(do livro AMANHECE, psicog. F.C.Xavier)

Indicação de João Gonçalves Filho

        Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.

        Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência.

        O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo.

        Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.

        Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

        No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.

        Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

        O mestre perguntou: Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

        A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.

        O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.

        Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

 

A sua paz interior depende exclusivamente de você.

As pessoas não podem lhe tirar a calma.

Só se você permitir!!!

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS