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Vontade:
s. f.
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1. Filos. Faculdade de livremente praticar ou deixar de praticar algum ato.
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2. Energia, firmeza de ânimo.
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3.
Desejo, intenção.
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4. Resolução.
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5. Capricho.
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6. Arbítrio, mando.
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7. Gosto,
prazer.
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8. Apetite.
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9. Desvelo, interesse.
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10. Necessidade física ou moral.
Usando a alavanca da vontade, atingimos a
realização de verdadeiros milagres... Entretanto, para isso,
precisariam despender esforço heróico.
[28a
- Página 140]
- André Luiz - 1954
A vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou inércia da máquina.
Só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito.
Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental, quando se trate de
conexão entre os semelhantes, porque a sintonia constitui lei inderrogável,
mas pode impor o jugo da disciplina sobre os elementos que administra, de modo a
mantê-los coesos na corrente do bem.
[30]
As
predisposições instintivas,
que o homem já traz consigo ao nascer, são as do Espírito antes de encarnar.
Conforme seja este mais ou menos adiantado, elas podem arrastá-las à prática
de atos repreensíveis, no que será secundado pelos Espíritos que simpatizam
com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez
que se tenha a vontade de resistir.
Lembrai-vos de que querer é poder.
[9a
- página 388 questão 845]
Somos, no palco da Crosta Planetária, os mesmos atores do drama evolutivo. Cada
milênio é ato breve, cada século um cenário veloz.
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Utilizando
corpos sagrados, perdemos, entretanto, quais despreocupadas crianças,
entretidas apenas em jogos infantis, o ensejo santificante da existência;
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destarte,
fazemo-nos réprobos
das leis soberanas, que nos enredam aos escombros da morte,
como náufragos piratas por muito tempo indignos do retorno às lides do
mar.
-
Enquanto
milhões de almas desfrutam bons ensejos de emenda e reajustamento, de novo
entregues ao esforço regenerativo nas cidades terrestres,
-
milhões
de outras deploram a própria derrota, perdidas no atro recesso da desilusão
e do padecimento.
Não nos reportamos aqui aos missionários heróicos que suportam as sangrentas
feridas dos testemunhos angustiosos, por espírito de
renúncia e de amor, de
solidariedade e de
sacrifício; são luzes provisoriamente
apartadas da Luz Divina e que voltam ao domicilio
celeste, como o trabalhador
fiel regressa ao lar, finda a cotidiana tarefa.
Referimo-nos às bastas multidões de almas indecisas, presas da ingratidão
e da dúvida, da fraqueza e da dissipação, almas formadas à luz da razão,
mas escravizadas à tirania do instinto.
Falamos de todos nós, viajores que extravagamos no deserto da própria negação;
de nós, pássaros de asas partidas, que tentamos voar ao ninho da liberdade e
da paz, e que, no entanto, ainda nos debatemos no chavascal dos prazeres
de ínfima estofa.
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Porque
não represar o curso das paixões
corrosivas que nos flagelam o espírito?
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porque
não sofrear o ímpeto da animalidade, em que nos comprazemos, desde os
primeiros laivos de raciocínio?
Sempre
o terrível dualismo:
Estudamos
a ciência da espiritualidade consoladora desde os primórdios da razão, e,
todavia, desde as épocas mais remotas, consagramo-nos ao aviltamento e ao
morticínio.
[25
- página 25]
- A preleção de Eusébio
Com o esforço da vontade é possível
apressar a solução de muitos enigmas e ruduzir muitas dores.
[28a
- página 85] - André
Luiz
Nossa mente é uma entidade
colocada entre forças
inferiores e superiores,
com objetivos de aperfeiçoamento. Nosso organismo
perispíritual, fruto sublime da evolução, quanto ocorre ao corpo
físico na esfera da Crosta,
pode ser comparado aos pólos de um aparelho magneto-elétrico. O espírito
encarnado ...
Quando
a criatura busca manejar a própria vontade,
escolhe a companhia que prefere e lança-se ao caminho que deseja.
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Se não
escasseiam milhões de influxos primitivistas, constrangendo-nos, mesmo aquém
das formas terrestres, a entreter emoções e desejos,
em baixos círculos, e armando-nos quedas momentâneas em abismos do
sentimento destrutivo, pelos quais já peregrinamos há muitos séculos,
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não
nos faltam milhões de apelos santificantes, convidando-nos à ascensão
para a gloriosa imortalidade.
[96
- página 31]-
André Luiz - 1949
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Os
adversários mais difíceis são o egoísmo,
o orgulho, a vaidade,
o desânimo, a intemperança mental e tantos outros agentes nocivos que
se nos instalam no espírito, corroendo-nos as energias e depredando-nos
a estabilidade mental. Para extirpá-los, vale tão-somente o auxílio
de Deus e nosso próprio esforço no trabalho árduo da auto-educação.
EMMANUEL
João
Gonçalves Filho - (INIMIGOS - 1552) |
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