Vontade: s. f.
Usando a alavanca da vontade, atingimos a
realização de verdadeiros milagres ... [28a - página 140]
A vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou inércia da máquina. Só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito. Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental, quando se trate de conexão entre os semelhantes, porque a sintonia constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da disciplina sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos na corrente do bem. [30]
As
predisposições instintivas,
que o homem já traz consigo ao nascer, são as do Espírito antes de encarnar.
Conforme seja este mais ou menos adiantado, elas podem arrastá-las à prática de atos repreensíveis, no que será secundado pelos Espíritos que simpatizam com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder.
Há diferença essencial e universal entre as ações da vontade e todas as outras.A vontade é um dos principais órgãos da crença, não porque forme a crença, mas porque as coisas são verdadeiras ou falsas segundo o ângulo pelo qual as encaramos. A vontade, que se apraz mais em um do que em outro, desvia o espírito da consideração das qualidades que não quer ver; assim, o espírito, marchando de comum acordo com a vontade, detém-se a olhar do ângulo que esta aprecia. Julga-se desse modo pelo que se vê. Livro "PENSAMENTOS",
- Senhor! Eis-me diante de tua vontade!... Mostra-me o que devo fazer!... E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo: - Quem sou eu para realizar semelhante tarefa? Não tenho forças. Ai de mim que sou inútil!... Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir. Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito. Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras. Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada. Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação. O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.
[117 - página 95]
Somos, no palco da Crosta Planetária, os mesmos atores do drama evolutivo.Cada milênio é ato breve, cada século um cenário veloz.
Não nos reportamos aqui aos missionários heróicos que suportam as sangrentas feridas dos testemunhos angustiosos, por espírito de renúncia e de amor, de solidariedade e de sacrifício; são luzes provisoriamente apartadas da Luz Divina e que voltam ao domicilio celeste, como o trabalhador fiel regressa ao lar, finda a cotidiana tarefa. Referimo-nos às bastas multidões de almas indecisas, presas da ingratidão e da dúvida, da fraqueza e da dissipação, almas formadas à luz da razão, mas escravizadas à tirania do instinto. Falamos de todos nós, viajores que extravagamos no deserto da própria negação; de nós, pássaros de asas partidas, que tentamos voar ao ninho da liberdade e da paz, e que, no entanto, ainda nos debatemos no chavascal dos prazeres de ínfima estofa.
Sempre o terrível dualismo:
[25 - página 25]
Com o esforço da vontade é possível apressar a solução de muitos enigmas e ruduzir muitas dores. [28a - página 85]
Nossa mente é uma entidade
colocada entre forças inferiores e superiores,
com objetivos de aperfeiçoamento. Nosso organismo perispíritual, fruto sublime da evolução, quanto ocorre ao corpo físico na esfera da Crosta, pode ser comparado aos pólos de um aparelho magneto-elétrico. O espírito encarnado ...
Quando a criatura busca manejar a própria vontade, escolhe a companhia que prefere e lança-se ao caminho que deseja.
[96 - página 31]
Os
adversários mais difíceis são o egoísmo,
o orgulho, a vaidade,
o desânimo, a intemperança mental e tantos outros agentes nocivos que
se nos instalam no espírito, corroendo-nos as energias e depredando-nos
a estabilidade mental. EMMANUEL João
Gonçalves Filho |
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