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A dor,
a luta e a experiência constituem uma oportunidade sagrada
concedida por Deus às suas criaturas, em todos os tempos;
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todavia,
a virtude é sempre sublime e
imorredoura aquisição do espírito nas estradas da vida, incorporada
eternamente aos seus valores, conquistados pelo trabalho
no esforço próprio.
[41a - página 150]
- Emmanuel - 1940
Toda
virtude tem seu mérito próprio, porque
todas indicam progresso na senda do bem. Há virtudes
sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A
sublimidade da virtude, porém, está no
sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento
oculto.
A
virtude mais meritória é a que assenta na
mais desinteressada caridade.
[9a -
página 411 questão 893]
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Há
pessoas que fazem o bem espontaneamente, sem que precisem vencer quaisquer
sentimentos que lhes sejam opostos. Terão tanto mérito, quanto as que se vêem
na contingência de lutar contra a natureza que lhes é própria e a vencem.
Só
não têm que lutar aqueles em quem já há progresso realizado. Esses lutaram
outrora e triunfaram. Por isso é que os bons sentimentos nenhum esforço lhes
custam e suas ações lhes parecem simplíssimas. O bem se lhes tornou um
hábito. Devidas lhes são as honras.
Como
ainda estais longe da perfeição, tais exemplos vos espantam pelo contraste com
o que tendes à vista e tanto mais os admirais, quanto mais raros são. Ficai
sabendo, porém, que, nos
mundos mais adiantados do que a Terra,
constitui a regra o que entre vós representa a exceção. Em todos os pontos
desses mundos, o sentimento do bem é espontâneo, porque somente bons
Espíritos os habitam. Lá, uma só intenção maligna seria monstruosa
exceção. Eis por que neles os homens são ditosos. O mesmo se dará na Terra,
quando a Humanidade se houver transformado, quando compreender e praticar a caridade
na sua verdadeira acepção.
[9a -
página 411 questão 894] |
Mesmo
sendo a vida corpórea apenas uma estada temporária neste mundo e devendo o
futuro constituir objeto da vossa principal preocupação, será útil, também,
vos esforçardes por adquirir conhecimentos científicos que só digam respeito
às coisas e às necessidades materiais.
Primeiramente,
isso vos põe em condições de auxiliar os vossos irmãos; depois, o vosso
Espírito subirá mais depressa, se já houver progredido em inteligência. Nos intervalos
das encarnações, aprendereis numa hora o que na Terra
vos exigiria anos de aprendizado. Nenhum conhecimento é inútil; todos mais ou
menos contribuem para o progresso, porque o Espírito, para ser perfeito, tem
que saber tudo, e porque, cumprindo que o progresso
se efetue em todos os sentidos, todas as idéias adquiridas ajudam o
desenvolvimento do Espírito.
[9a - página 414 questão 898]
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Incorrerá
em grande culpa, o homem, por estudar os defeitos alheios, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar
com
a caridade.
Se o fizer, para tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo
poderá ser-lhe de
alguma utilidade. Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com
os
defeitos de
outrem é uma das virtudes contidas na
caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos
outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as
qualidades
opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante. Esse o meio de vos tornardes
superiores a ele.
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Se lhe censurais a ser
avaro, sede generosos;
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se lhe censurais
o ser orgulhoso, sede
humildes e modestos;
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se lhe censurais
o ser áspero, sede brandos;
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se lhe censurais o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações.
Numa
palavra,
fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: Vê o argueiro
no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio.
[9a -
página 415 questão 903] |
Depende
do sentimento que o mova, incorrerá em culpa aquele que sonda as chagas da sociedade e as expõe em
público. Se o escritor apenas visa produzir escândalo, não
faz mais do que proporcionar a si mesmo um gozo pessoal, apresentando quadros
que constituem
antes mau do que bom exemplo. O Espírito aprecia isso, mas pode vir a ser
punido
por essa espécie de prazer que encontra em revelar o mal.
[9a
- página 416 questão 900]
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Alguns autores hão publicado belíssimas obras de grande moral, que auxiliam
o
progresso da Humanidade, das quais, porém, nenhum proveito tiraram eles. Ser-lhes-á
levado
em conta, como Espíritos, o bem a que suas obras hajam dado lugar.
A_moral sem as ações é o mesmo que a semente sem o trabalho. De que vos
serve a semente,
se não a fazeis dar frutos que vos alimentem? Grave é a culpa desses homens,
porque
dispunham de inteligência para compreender. Não praticando as máximas que ofereciam
aos outros, renunciaram a colher-lhes os frutos.
[9a
- página 416 questão 905] |
Não
poderá haver acordo entre a virtude e o
pecado. E como o pecado ainda domina o mundo, a tarefa apostólica em seus
trâmites será sempre um doloroso espetáculo de sacrifício para as almas
comuns.
Emmanuel - (Renúncia) [55
- página 178]
A
verdadeira paciência é sempre uma
exteriorização da alma
que realizou muito amor em si mesma, para dá-lo a outrem, na exemplificação.
Emmanuel
- (Consolador) [55
- página 199]
A
alma, em se voltando para Deus,
não deve ter em mente senão a humildade
sincera na aceitação de sua vontade superior.
Emmanuel
- (Emmanuel) [55 -
página 199]
A
manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo,
como a dizer que a humildade representa a
chave de todas as virtudes.
Emmanuel
- (A Caminho da Luz) [55 -
página 200]
O
Senhor não te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que
retiveste, pelos anos que viveste no corpo
físico. Reconhecer-te-á pelo emprego dos teus dons, pelo
valor de tuas realizações e pelas obras que deixaste, em torno dos próprios
pés.
Emmanuel
- (Caminho, Verdade e Vida) [55
- página 200]
O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a
virtude como esporte
da alma, e nem sempre se recorda de que, no problema do
aprimoramento interior, não se trata de retificar a sombra da substância e sim a
substância em si mesma.
[
16a - página 23 ] - André Luiz

A aquisição das virtudes iluminativas, não constitui serviço instantâneo da alma, suscetível de efetuar-se de momento para outro.
Somos, cada qual de nós, um ímã de elevada potência ou um centro de vida inteligente, atraindo forças que se harmonizam com as nossas e delas constituindo nosso domicílio espiritual. A criatura, encarnada ou desencarnada, onde estiver, respira entre os raios de vida superior ou inferior que emite, ao redor dos próprios passos, tal qual a aranha que se confunde nos fios escuros que produz ou da andorinha que corta os altos céus com as próprias asas. Todos nós exteriorizamos_energias, com as quais nos revestimos, e que nos definem muito mais que as palavras.
[96 - página 230] - André Luiz
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"(...) Tal como Sócrates havia ensinado,
O homem virtuoso encontra a felicidade dentro de si e é
imune ao meio exterior, que conseguiu superar
dominando-se a
si, às suas paixões
e emoções. No que respeita à concepção estóica
do universo como um todo, a doutrina é panteísta.
Todas as coisas e todas as leis
naturais ocorrem devido a uma determinação consciente da Razão
do Mundo, que é fundamental. E é de acordo com esta ordem racional que,
segundo o estoicismo,
o homem sábio procura regular sua vida, como o seu mais alto dever."
Fazendo parte de um mundo ordenado, o homem deve corresponder escolhendo
fazer o que é moral e objetivamente bom. A escolha das ações corretas
é a virtude e leva inevitavelmente à
felicidade. O vício
consiste em escolher ações contrárias à lei natural. Não há uma
escala de excelência na graduação do caráter, e nenhuma pessoa é
moralmente boa enquanto não atinge a perfeição moral.
A virtude é o único bem absoluto, e o
vício o único mal absoluto.
Entre os extremos há diversos objetos de desejo ou aversão que devem ser
encarados com neutralidade:
Todas as emoções tendem a perturbar o espírito e fazê-lo
perder o equilíbrio da razão. O ideal é a "apatia"
("indiferença"), o estado de espírito no qual alguém cumpre
seus deveres sem estar de modo algum dominado pela emoção. O famoso
aforismo "suporta e abstém-te" resume esse aspecto da doutrina
estóica.
http://greciantiga.org/txt/estoicos.asp |
Ver:
Trabalho realizado pelo
GEEET - Grupo Espírita
de Estudo de Ética,
com base no LIVRO DOS
ESPÍRITOS:
http://www.geeet.hpg.ig.com.br/geeet/obem.htm |