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CENTROS
ENCEFÁLICOS
É,
pois, em novo plano, a dividir-se em variados setores de ação e de luta, que a consciência desencarnada, agora relativamente responsável, vai conhecer o resultado de suas próprias criações na passagem pelo campo carnal,
através dos reflexos respectivos em seu pensamento, — o fluido em que se
lhe imprimem os mais íntimos sentimentos e que lhe define os mais íntimos desejos.
Com a supervisão dos Orientadores Divinos, associaram-se-lhe no cérebro o centro coronário e o centro cerebral em movimento sincrônico de trabalho e
sintonia.
Por intermédio do centro coronário, a mente administra o seu veículo de exteriorização,
utilizando-se, a rigor, do centro cerebral que lhe recolhe os estímulos, transmitindo
impulsos e avisos, ordens e sugestões mentais aos órgãos e tecidos, células e implementos do corpo por que se expressa.
E assim como o centro cerebral se
representa no córtex encefálico por vários núcleos de comando, controlando sensações e impressões do mundo
sensório, o centro coronário, através de todo um conjunto de núcleos do diencéfalo,
possui no tálamo, para onde confluem todas as vias aferentes à cortiça cerebral, com exceção da via do olfato, que é a única via
sensitiva de ligações corticais que não passa por ele [*], vasto sistema de governança do espírito. Aí, nessa delicada
rede de forças, através dos núcleos intercalados nas vias aferentes,
através do sistema talâmico de projeção difusa e dos núcleos parcialmente
abordados pela ciência da Terra (quais os da linha média, que não se degeneram após a extirpação do córtex, segundo experiências conhecidas), verte o pensamento ou fluido mental, por secreção sutil não do cérebro, mas
da mente, fluido que influencia primeiro, por intermédio de impulsos
repetidos, toda a região cortical e as zonas psicossomatossensitivas,
vitalizando e dirigindo todo o cosmo biológico, para, em seguida, atendendo ao
próprio continuísmo de seu fluxo incessante, espalhar-se em torno do corpo físico da individualidade consciente e responsável pelo tipo,
qualidade e aplicação do fluido, organizando-lhe a psicosfera ou halo psíquico, qual ocorre com a chama de uma vela que, em
se valendo do combustível que a nutre, estabelece o campo em que se lhe
prevalece a influência.
Esse fluido ou matéria mental tem a sua ponderabilidade e as suas propriedades
quimioeletromagnéticas específicas, definindo-se em unidades perfeitamente
mensuráveis, qual acontece no sistema periódico dos elementos químicos, no plano terrestre, compreendendo-se que, em círculos da inteligência mais evoluída,
surpreendentes combinações dos fatores conhecidos podem ser efetuadas com
vistas a certos fins, como sucede atualmente na Terra, onde elementos como o
netuno, o plutônio, o amerício e o cúrio podem ser artificialmente
produzidos.
[*]
- Devemos esclarecer que a via olfatória não passa pelo tálamo,
contudo, mantém conexões com alguns núcleos talâmicos através de fibras
provenientes do corpo mamilar, situado no hipotálamo. — (Nota do Autor
espiritual)
[56 - página 97]
REFLEXÃO DAS IDEIAS
A partícula de pensamento, pois, como
corpúsculo fluídico, tanto quanto o átomo,
é uma unidade na essência, a subdividir-se, porém, em diversos tipos,
conforme a quantidade, qualidade, comportamento e trajetórias dos componentes
que a integram.
E assim como o átomo é uma força viva e poderosa na própria contextura,
passiva, entretanto, diante da inteligência que a mobiliza para o bem ou para o
mal, a partícula de pensamento, embora viva e poderosa na composição em que
se derrama do espírito que a produz, é igualmente passiva perante o sentimento que lhe dá forma e natureza para o bem ou para o mal, convertendo-se, por
acumulação, em:
- fluido
gravitante ou libertador,
- Ácido
ou balsâmico,
- doce
ou amargo,
- alimentício
ou esgotante,
- vivificador
ou mortífero, segundo a força do sentimento que o tipifica e
configura, nomeável, à falta de terminologia equivalente, como “ raio
da emoção” ou “raio do desejo”, força essa que lhe opera
a diferenciação de massa e trajeto, impacto e estrutura.
Com o fluido mental carreiam-se, desse modo, não apenas as disposições mentossensitivas das
criaturas, em atuação recíproca, mas também as imagens que transitam entre
os cérebros que se afinam pela reflexão natural e incessante, estabelecendo-se
as ideações progressivas que, originariamente vertidas dos Espíritos
Superiores, transmitem aos desencarnados da Terra as noções de civilização
mais apurada. E por essas mesmas entidades, em contato com as tribos encarnadas
do paleolítico, semelhantes noções descem para o chão planetário,
disciplinando as criaturas e ofertando-lhes novos horizontes à visão e ao
entendimento.
Pela reflexão das ideias, surge, assim, entre as duas esferas
entranhado circuito de forças.
[56 - página 99]
AFINIDADE
O_homem permanece envolto em
largo oceano de pensamento,
nutrindo-se de substância mental, em grande
proporção.
Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis
que lhe equilibram a existência.
Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe
garantem as tarefas no lugar em que se coloca.
O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na
ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.
Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam
latentes, em todas as direções.
A mente, em qualquer plano,
emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino
que lhe compete atingir.
Estamos assimilando correntes mentais, de
maneira permanente.
De modo imperceptível, “ ingerimos pensamentos”, a cada instante,
projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós
mesmos.
( Ver: Psicosfera)
Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se
às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição
do meio em que se localiza.
Somos afetados pelas...
- vibrações
de paisagens,
- pessoas
- e
coisas que nos cercam.
- Se
nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura,
apressadamente se nos altera o “ tonus mental”,
inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.
- Se
nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos
valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.
Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados
e desencarnados.
- Conversações
alimentam conversações.
- Pensamentos ampliam pensamentos.
- Demoramo-nos
com quem se afina conosco.
- Falamos
sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.
- Nossa inspiração está
filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está
comandada pela nascente.
- Somos obsidiados por
amigos desencarnados ou não e auxiliados
por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a
nossa condição mental.
Dai, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.
- Trabalhar incessantemente é dever.
- Servir é elevar-se.
- Aprender é conquistar novos horizontes.
- Amar é engrandecer-se.
Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente
em contacto com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.
[10 - página 111]
MMANUEL - 1952 (Ver: Hipnotismo,_ Sugestão_ e_ Afinidade)
— Mas a matéria mental emitida pelo homem inferior tem vida própria
como o núcleo de corpúsculos microscópicos de que se originam as
enfermidades corporais?
O mentor generoso sorriu singularmente e acentuou:
— Como não? Vocês, presentemente, não desconhecem que o homem terreno vive num aparelho psicofísico. Não podemos considerar somente, no
capítulo das moléstias, ...
- a situação fisiológica propriamente dita,
- mas também o quadro psíquico da personalidade encarnada.
- Ora, se temos a nuvem de bactérias produzidas pelo corpo doente,
- temos a nuvem de larvas mentais produzidas pela mente enferma, em identidade de circunstâncias.
Desse modo,
na esfera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem
corpos, como almas. No futuro, por esse mesmo motivo, a medicina da alma
absorverá a medicina do corpo. Poderemos, na atualidade da Terra, fornecer
tratamento ao organismo de carne. Semelhante tarefa dignifica a missão do
consolo, da instrução e do alívio. Mas, no que concerne à cura real, somos
forçados a reconhecer que esta pertence exclusivamente ao homem-espírito.
— Deus meu! — exclamou Vicente, espantado — a que perigos está
submetido o homem!
— Por isso — tornou Aniceto, cuidadoso —, a existência terrestre é
uma gloriosa oportunidade para os que se interessam pelo conhecimento e elevação de si mesmos. E, por esta mesma razão, ensinamos a necessidade
da fé religiosa entre as criaturas humanas. Desenvolvendo essa campanha,
não pretendemos intensificar as paixões nefastas do sectarismo, mas criar um
estado positivo de confiança, otimismo e ânimo sadio na mente de cada
companheiro encarnado. Até agora, apenas a fé pode proporcionar essa
realização.
- As ciências e as filosofias preparam o campo
- entretanto, a fé que
vence a morte, é a semente vital.
Possuindo-lhe o valor eterno, encontra o
homem bastante dinamismo espiritual para combater até a vitória plena em si
mesmo.
Compreendendo que precisaria completar o esclarecimento, exclamou,
depois de pausa mais longa:
— Todos precisamos saber emitir e saber receber. Para alcançarem a
posição de equilíbrio, nesse mister, empenham-se os homens encarnados e
nós outros, em luta incessante. E já que conhecemos alguma coisa da
eternidade, é preciso não esquecer que toda queda prejudica a realização, e
todo esforço nobre ajuda sempre.
As explicações recebidas não poderiam ser mais claras. Aquela visão,
porém, repleta de pontos sombrios a se deslocarem vagarosos, atingindo
homens e máquinas, nas vias públicas, assombrava-me.
[103 - páginas 211/212] - André Luiz
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