Consciência que dormita
Página acima: Após a morte
 

        As consciências que dormitam, após_a_morte, quais múmias espirituais, a mente estacionária na deserção da Lei, durante o repouso habitual em que se imobiliza, além do túmulo, sofre angustiosos pesadelos, despertando quase sempre em plena alienação, que pode persistir por muito tempo, cultivando apaixonadamente as impressões em que julga encontrar a própria felicidade.

  • Muitas dessas almas desorientadas por fim se entediam do mal e procuram a regeneração por si mesmas, ao passo que outras, em nossas tarefas de assistência, acordam para as novas responsabilidades que lhes competem no próprio reajuste. São os soldados feridos buscando corresponder às missões de amor que lhes visitam o pouso de restauração. Entendem o impositivo da luta dignificante a que foram chamados e, ajudando aos que os ajudam, regressam_ao_bom_combate, em cujas linhas se acomodam com o serviço que lhes é possível desempenhar. 

  • Outras, porém, recalcitrantes e inconformadas, são docemente constrangidas_ao_retorno_à_batalha para que se desvencilhem da prostração a que se recolheram. A experiência no corpo_de_carne, em posição difícil, é semelhante a um choque de longa duração, em que a alma é convidada a restabelecer-se. Para isso, tomamos o concurso de afeições do interessado que o asilam no templo familiar.

[28a - página 236]  - André Luiz - 1954

        Para determinado Espírito, que_se_manifestou_logo_após_a_morte, em virtude porque ainda não teve repouso depois de haver sido arrancado ao corpo, vítima de acidente; em seu caso, o repouso é motivo para o progresso, pois é preciso que a pobre alma repouse e não se conserve fascinada no meio vicioso onde dissipou a vida, do contrário ficaria muito tempo presa à Terra.

[108 - páginas 214 / 215] - Médium: William Stainton Moses - (1839 - 1892)

I CORINTIOS [15]

  • 33 Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.
  • 34 Acordai para a justiça e não pequeis mais; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa.
  • 35 Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? e com que qualidade de corpo vêm? (Ver: Perispírito)
  • 36 Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.
  • 37 E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou o de outra qualquer semente.
  • 38 Mas Deus lhe dá um corpo como lhe aprouve, e a cada uma das sementes um corpo próprio.
  • 39 Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, outra a carne dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes.
  • 40 Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.
  • 41 Uma é a glória do sol, outra a glória da lua e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.
  • 42 Assim também é a ressurreição, é ressuscitado em incorrupção.
  • 43 Semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória. Semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder.
  • 44 Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.
  • 45 Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante.
  • 46 Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois o espiritual.
  • 47 O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.
  • 48 Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
  • 49 E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial.
  • 50 Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção.
  • 51 Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados,
  • 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados.
  • 53 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
  • 54 Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.
  • 55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
  • 56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
  • 57 Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
  • 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.

Paulo de Tarso

        Se há uma unanimidade nos 500 testemunhos_post-mortem, sem dúvida, é esta: praticamente todos mencionaram um sono...

  • profundo,
  • compulsivo,
  • irresistível,
  • pesado,
  • suave,
  • arrasador..., no limiar da Vida Nova.
    • Carlos Alberto Andrade Santoro tinha 20 anos quando faleceu de acidente aviatório. Fazia, então, o curso de piloto civil e iniciaria o da Faculdade de Ciências e Letras de Votuporanga, cidade do interior de São Paulo, onde residia. No mesmo acidente, sucumbiu Denizard Vidigal, seu instrutor de pilotagem. Enviou ele uma carta a seus pais, na noite de 11 de março de 1977, em Uberaba, cinco anos após a sua desencarnação. Há dados impressionantes nessa mensagem:
      • Eu sabia que esse “nunca mais” se referia ao corpo e não a mim, o espírito imortal que sobreviveria ao desastre, mas, ainda assim, o gosto do adeus é por demais amargo para que a gente o sinta sem chorar (...)

        Chorei, dentro de uma imobilidade que eu não saberia descreve, e, em seguida, notei que mãos de enfermagem me anestesiavam. Era o sono, o sono da bênção, porque, entre a morte do corpo e o renascimento na Vida Espiritual, Deus colocou um desmaio providencial. Quando acordei, me vi sem qualquer ligação com nosso amigo Denizard e com a nossa gente amiga de Votuporanga.

        Às vezes, esse sono, desmaio ou torpor, é agitado por pesadelos. Vejamos alguns depoimentos a respeito.

  • Yolanda Carolina GiglioVilela, conhecida como Landa, era formada em Letras e exercia o magistério; cultivava a música e a poesia, interessava-se pelos assuntos espirituais, mantendo o coração sempre livre de todo rancor. Aos 27 anos, desencarnou em acidente automobilístico.

Vejamos um trecho de suas notícias enviadas a seus pais e ao seu irmão caçula, quando estes visitavam o médium_Chico_Xavir, em Uberaba-MG (15/10/76): [livro:"A Vida Triunfa" caso 13; livro: "Enxugando Lágrimas" - p.19]

  • Um choque difícil de descrever e, depois aquela idéia de que o desmaio era natural e inevitável, um sono agitado por pesadelos, porque a gente não se despede do corpo,...
    • sem desatar muitos laços
    • e nem se desliga com muita facilidade do ambiente querido em que se nos desenvolveu a experiência familiar.

        Pelos depoimentos, ficamos sabendo também que este sono do limiar da Vida Nova está relacionado com a revisão panorâmica da existência. Vejamos:

    • Nestor Macedo Filho, mais conhecido como Nestorzinho, era estudante do 2º ano da Faculdade de Medicina, de Mogi das Cruzes, quando foi colhido por uma imensa tragédia. No dia 1º/11/79, na estrada que liga São José dos Campos a Ilha Bela, no interior de São Paulo, um caminhão basculante, que trafegava na contramão, em alta velocidade, bateu frontalmente contra o veículo que dirigia. No acidente, faleceram também sua mãe Ivanir, sua avó Julieta e seus irmãos, Sâmadar e Gustavo. Apenas sua noiva, Elisa Helena, conseguiu se salvar, após suportar extensos cuidados médicos. Em questão de segundos, seu pai, Nestor Macedo, corretor de imóveis em Ribeirao Preto, perdeu a família inteira.

      Cinco meses depois, Nestorzinho voltou dessa tragédia, através do lápis_mediúnico, enviando a primeira mensagem em 09/4/80 e a segunda, em 14/5/80. Nelas, confessa-se edificado com o exemplo de seu amado pai, que resistiu estoicamente a tão dolorosa prova, um verdadeiro herói que acatou a vontade divina, embora trouxesse o coração dilacerado pela dor e pela saudade.

Nestorzinho ressalta: [livro: "Eles Voltaram" - pp. 109 a 132. A 2ª mensagem também pode ser vista na "Folha Espírita" (agosto de 81)]

  • Num lance veloz de tempo revi toda a minha vida curta de rapaz e em seguida me arrojei num sono pesado de que só despertaria dias depois, afim de me conscientizar quanto ao total da verdade, ciente de que me achava em uma organização hospitalar, quanto ao meu caso. Vim a me informar depois que a mãezinha, a vó Julieta e os queridos irmãos se encontravam em setor diferente.

        Outras vezes, esse sono pode estar eívado de sonhos e devaneios, que...

    • podem ser reais, resultantes de visitas que o desencarnado faz, com o corpo sutil,
    • ou sonhos mesmo.

    Vejamos depoimentos que relatam uma mescla desses estados:

    • Carlos Alberto da Silva Lourenço, o Tato, filho único, aluno do 1º ano de Engenharia Mecânica da Faculdade de Engenharia Industrial de São Bernardo do Campo, era um jovem estudioso, afável, amigo de todos. Falava fluentemente o inglês e era um dos colaboradores da Instituição Braille de Santos, onde lecionava para os cegos, anonimamente, sem mesmo o conhecimento de seus pais. Pouco depois de completar 18 anos, desencarnou subitamente, durante um jogo, na quadra de basquete da Faculdade, em conseqüência da ruptura se um aneurisma cerebral. Quatro meses depois, voltou, trazendo provas irrefutáveis pela psicografia. Eis um trecho: [Livro: "Jovens no Além" - p. 81]
      • Ouvi os companheiros de bola gritando por mim (...) Alguém se ajoelhava, procurando meu corpo para massagens, no entanto, escutava os chamamentos de carinho e sentia várias mãos em meu peito, mas a voz morrera na garganta e chorei (...) Chorei passando a um sono que me pareceu vir de uma injeção de anestésicos. Então domi muito, mas sonhei que fui ao encontro da nossa casa e do nosso caro dr Marins, caminhando livre, mas desorientado pela praia do Embaré e ao longo de outras praias, como se eu fosse feito de um material muito leve e flutuante, a transferir-me de um lugar para outro conforme a minha vontade. Em seguida, apaguei-me e nada senti senão repouso sem nenhuma recordação.
      • Mais tarde, vim a saber por meu avô e por antigo e querido professor padre, que conheci no Colégio Santista e reencontrei aqui, que me achava de pensamento liberto, num estado diferente que as definições do mundo ainda não podem apreender.

        Há também os que não dormem imediatamente.

    • Ramiro Viana tinha notícia do sono arrasador típico do limiar da morte, através da comunicação de diversos amigos que o precederam e que enviaram notícias pelo médium_Chico Xavier, mas, no seu próprio caso, estranhou o fato de sentir cansaço, mas nenhuma inclinação para dormir. [Livro: "Tempo e Amor" - p. 27]

        O filho, que o recepcionou no limiar do mundo espiritual, esclareceu-o sobre o fato. Ramiro relata na mesma mensagem:

    • o repouso viria depois, de vez que os meus dias longos de doença me haviam preparado uma certa consciência da própria libertação da experiência física.

        Só depois de rever os amigos da vida espiritual, de ter chorado de alegria, havia, finalmente, encontrado o sono dos desencarnados.

        São centenas de exemplos, como esses. Para cada Espírito, porém, o sono tem um significado diferente.

    • Irmão Jacob (Fred Pigner), em Voltei - cap. 9, narra sua própria experiência:
      • (...) não tive a impressão de dormir, qual o fazia no corpo de carne. Permanecera sob curiosa posição psíquica, em que jornadeara longe, contemplando pessoas e paisagens diversas. Supunha, assim, não ter estado num sono propriamente dito.

        Em seguida, transmite ele as oportunas explicações do irmão Andrade sobre o assunto:

      • Inicia enfatizando que o repouso para os desencarnados varia ao infinito.
      • Ficamos sabendo também que o Espírito demasiadamente ligado aos interesses humanos, tem necessidade de amplo mergulho na inconsciência, quase total, depois_da morte. Essa é a posição dos seres mais primitivos, os que estão despreparados para a vida no Além.
      • Os criminosos e viciados de toda sorte também não se adaptam às indagações de natureza elevada e têm necessidade do torpor quase absoluto. Finda a batalha terrena, entram em período de sono pacífico ou de pesadelo torturado (...). Esse período varia, de acordo com a probabilidade de reerguimento moral ou de maiores quedas por parte desses espíritos.
      • O instrutor Andrade chamou esse período de hibernação da consciência. Depois dele, os desencarnados podem...
        • voltar_à_carne, ou
        • permanecer em educandários, (Ver: Intermissão)
        • nos círculos inferiores, para colaborarem dentro de suas possibilidades.
      • Com o Espírito de evolução média, dá-se maior lucidez nas esferas do além-túmulo, e tanto maior será quanto mais e melhor procurar atender aos desígnios divinos, durante a experiência material.
      • Assim, quanto mais evoluído é o Espírito, menos descansa após a morte física. Seu grau de conscientização é maior, por isso existem almas que se transferem para regiões mais altas da Espiritualidade, após a morte física, sem necessidade de passar pelo repouso tonificante.

        Em Os_Mensageiros, André Luiz escreve sobre pavilhões inteiros com espíritos que dormem profundamente, após a morte, por anos a fio. Somente em Campos da Paz, Posto de Socorro da região umbralina, existem cerca de 2.000 deles, em sono profundo. São as criaturas que nunca se entregaram ao bem ativo e renovador(...) os que acreditaram convictamente na morte, como sendo o nada, o fim de tudo, o sono eterno. (Ver: Amor e Conhecimento)
        Todos os que dormem às vezes, por decênios, entregam-se a pesadelos, a
horríveis visões intimas.

Do livro: "Nossa Vida no Além" - Marlene Nobre - páginas 55 a 59

JOÃO[5]

  • 26 Pois assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter vida em si mesmo;
  • 27 e deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem.
  • 28 Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão:
  • 29
    • os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida,
    • e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.

ATOS [24]

  • 14 Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas.
  • 15 Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição ...
    • tanto dos justos
    • como dos injustos.
  • 16 Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensas diante de Deus e dos homens.

Ver também:


 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS