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O
pai espírita precisa compreender que o indivíduo, ao passar da infância à
adolescência, à juventude e à idade adulta, através de um
processo natural relacionado com a capacitação de todo o
organismo, é natural que se choque, ou sofra influência por vezes
bastante acentuada, de uma sociedade ainda muito materialista, a ponto de
valorizar mais as coisas da matéria do que as virtudes
morais e espirituais. Eis que é essa a fase apropriada
aos pais – repetimos – para tentarem reformar os caracteres e reprimir os maus pendores de seus filhos, como nos orientam e esclarecem os
Espíritos superiores.
Em
suma, a nossa sociedade não entendeu ainda que o homem é um ser em evolução;
que o ser humano de nossos dias é bem diferente daquele da
época do Cristo; isto é, já viveu mais, já aprendeu
mais. Em parte, ela e as religiões dogmáticas são responsáveis
pelo
fato de o indivíduo, em nosso mundo hodierno, não se portar, ainda, como um
ser espiritual preso à matéria transitória. Prestemos
muita atenção ao termo transitória.
As religiões continuam
vivendo e ensinando a crença num céu paradisíaco
e num inferno inconseqüentes, sem qualquer fundamento óbvio ou científico, como se a Ciência
não fosse divina, como se as coisas no universo dos
homens estivessem à revelia de Deus. Mas tudo isso vai
mudar, e está mudando. Estejamos atentos !...
Há
pais que não conseguem dizer
não ao
filho, quando tal não se faz
necessário. A própria Psicologia contemporânea ensina,
por alguns de seus psicólogos, que o jovem não
deve ser
contrariado... Por quê? Porque é uma Psicologia sem psyche,
isto é, sem Espírito.
É
uma ciência que ignora ainda, lamentavelmente, que no adolescente há um
Espírito antigo em evolução; que as ações, por vezes
estranhas ou incoerentes que apresentam, são frutos da
incapacitação dos órgãos somáticos próprios para atenderem às carências
do Espírito no domínio de suas manifestações, sob a
influência de suas imperfeições e tendências que ainda
guardam no cerne da alma.
Eis
por que o lar, bem constituído de pais conscientes e religiosamente integrados
na vida
familiar, constitui a primeira e principal escola
na formação social e moral dos filhos.
Portanto,
os pais, mormente se pais espíritas, dispõem de ampla condição de
auxiliá-los no desenvolvimento de sua formação,
utilizando nesse trabalho supradinâmico a ciência do Amor
e a virtude da paciência, sem abdicar em hipótese alguma de seus deveres
essenciais de pais.
Revista
reformador Abril - 2002 - INALDO LACERDA LIMA
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