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Quando Jesus, ao responder aos seus discípulos, questionou: “Quem é minha mãe e quem são os meus irmãos?”, referia-se à
precariedade dos laços de
sangue, estabelecendo a fórmula do amor,
a qual não deve estar circunscrita ao ambiente particular, mas ligada ao
ambiente universal, em cujas estradas deveremos observar e ajudar, fraternalmente,
a todos os necessitados, desde os aparentemente mais felizes, aos mais
desvalidos da sorte.
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- Emmanuel - 1940
As criaturas, de um modo geral, ainda têm muito da tribo,
encontrando-se encarceradas nos instintos propriamente humanos,
na luta
das posições e das aquisições, dentro de um egoísmo quase feroz, como
se guardassem consigo, indefinidamente, as heranças da vida animal.
Todavia, é preciso recordar que, após a eclosão desses entusiasmos, há
sempre o gosto amargo da inutilidade no intimo dos espíritos desiludidos
da precária hegemonia do mundo, instante esse em que a alma experimenta
a dilatação de suas tendências profundas
para
o “mais alto”. Nessa hora, a fraternidade
conquista uma nova expressão no íntimo da criatura, a fim de que o Espírito
possa alçar o grande vôo para os mais gloriosos destinos.
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- Emmanuel - 1940
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A
igualdade absoluta é impossível no mundo, dada a
heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas
no circulo da individualidade.
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A
fraternidade, porém, é a lei da
assistência mútua e da solidariedade
comum, sem a qual todo progresso, no planeta, seria praticamente
impossível.
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- Emmanuel - 1940
A fraternidade
não pode manifestar-se sem a abnegação.
É cooperação sincera e legítima, em todos os trabalhos da vida, e, em
toda cooperação verdadeira, o personalismo
não pode subsistir, salientando-se que quem coopera cede sempre alguma
coisa de si mesmo, dando o testemunho de abnegação, sem a qual a fraternidade
não se manifestaria no mundo, de modo algum.
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- página 198]
- Emmanuel - 1940 |