Perispírito após a morte
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CORPO ESPIRITUAL DEPOIS DA MORTE 

        Colado ao chão ou à folhagem, arrastando-se, pesadamente, o inseto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas.

        O perispírito é, ainda, corpo organizado que, representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro, demorando-se na região que lhe é própria, de conformidade com o seu peso específico.

        Formado por substâncias químicas que transcendem a série_estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do campo interno. (Ver: Desintegração)

        Organismo delicado, com extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.

        Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço.

        O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.

[10 - página 31] - Emmanuel - 1952

        O perispírito, quanto à forma somática, obedece a leis de gravidade, no plano a que se afina.

        Nossos impulsos, emoções, paixões e virtudes nele se expressam fielmente. Por isso mesmo, durante séculos e séculos nos demoraremos nas esferas da luta carnal ou nas regiões que lhes são fronteiriças, purificando a nossa indumentária e embelezando-a, a fim de preparar, segundo o ensinamento de Jesus, a nossa veste nupcial para o banquete do serviço divino.

[10 - página 33] - Emmanuel - 1952

        Em suma, o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais, depois_da_morte_carnal, principalmente no centro_gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimônio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do espírito.

        O corpo_espiritual, que evolve e se aprimora nas experiências de ação_e_reação, no plano terrestre e nas regiões_espirituais que lhe são fronteiriças, é suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na adinamia proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia imposta pelos delírios da imaginação, a se responsabilizarem por disfunções inúmeras da alma, nascidas do estado de hipo e hipertensão no movimento circulatório das forças que lhe mantém o organismo sutil, e pode também desgastar-se, na esfera imediata à esfera física, para nela se refazer, através do renascimento, segundo o molde_mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei.

        Outros aspectos do psicossoma examinaremos quando as circunstâncias nos induzam a apreciar-lhe o comportamento nas regiões espirituais vizinhas da Terra, dentro das sociedades afins, em que as almas se reúnem conforme os ideais e as tarefas lies que abraçam, ou segundo as culpas dilacerantes ou tendências inferiores em que se sintonizam, geralmente preparando novos eventos, alusivos às necessidades e problemas que lhes são peculiares nos domínios da reencarnação imprescindível.

André Luiz  (Pedro Leopoldo-MG, 19 de Janeiro de 1958) [56 - página 31]

         O perispírito é o molde fluídico no qual a matéria se incorpora durante a vida; é ele que, sob a impulsão da força vital, mantém o tipo específico e individual. O perispírito não se destrói após a morte, se conserva intacto em meio a desorganização da matéria, e é nele que se encontra gravado as aquisições (conhecimentos e experiências) da alma, que pode assim recordar o passado.

UM CASO DE MALDIÇÃO PATERNA E REMORSO DE UM FILHO

 

        ... Nesse momento, renteou conosco uma entidade em deplorável aspecto.

        Era um homem esguio e triste, exibindo o braço direito paralítico e ressecado.

        Toquei-lhe a fronte, de leve, e registrei-lhe a angústia.

        Nas recordações que se lhe haviam cristalizado no mundo mental, senti-lhe o drama interior.

        Fora musculoso estivador no cais, alcoólatra inveterado que, certa feita, de volta a casa, esbofeteou a face paterna, porque o velho genitor lhe exprobrara o procedimento.

        Incapaz de revidar, o ancião, cuspinhando sangue, praguejou, desapiedado: — Infame! o teu braço cruel será transformado em galho seco... Maldito sejas!

        Ouvindo tais palavras que se fizeram seguidas por terrível jacto de força hipnotizante, o mísero tornou à via pública, sugestionado pela maldição recebida, bebericando para esquecer.

        Cambaleante, foi vitimado num desastre de bonde, no qual veio a perder o braço.

        Sobreviveu por alguns anos, coagulando, contudo, no próprio pensamento a idéia de que a expressão paternal tivera a força de uma ordem vingativa a se lhe implantar no fundo d´alma e, por isso, ao desencarnar, recuperara o membro dantes mutilado a pender-lhe, ressecado e inerte, no corpo perispirítico.

        Enquanto refletia, o nosso orientador reaproximou-se de nós e, percebendo quanto se passava, informou: — E’ um caso de reajuste difícil, reclamando tempo e tolerância.

        E, afagando os ombros do paralítico, acentuou: Nosso amigo traz a mente_subjugada_pelo_remorso com que ambientou nele mesmo a maldição recebida. Exige muito carinho para refazer-se.

        Se esse companheiro utilizar-se da organização_mediúnica, transmitirá ao receptor_humano as sensações de que se acha investido. Refletirá no instrumento passivo as impressões que o possuem, nos processos de imanização em que se baseiam os serviços de intercâmbio.

 

[28a - página 42] - André Luiz   

                   

( Ver: Amor fraternal )

 

Principais métodos usados na espiritualidade para o tratamento das lesões do corpo espiritual

 

        Na Espiritualidade, os servidores da medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com o êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares.

        Aí, os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes de nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuraram.

        Curial, portanto, é que o médico espiritual se utilize ainda, de certa maneira, da medicação que vos é conhecida, no socorro aos desencarnados_em_sofrimento, porque, mesmo no mundo, todo remédio da farmacopéia humana, até certo ponto, é projeção de elementos quimioelétricos sobre agregações celulares, estimulando-lhes as funções ou corrigindo-as, segundo as disposições do desequilíbrio em que a enfermidade se expresse.

        Contudo, é imperioso reconhecer que na Esfera Superior o médico não se ergue apenas com o pedestal da cultura acadêmica, qual ocorre freqüentemente entre os homens, mas sim também com as qualidades morais que lhe confiram valor e ponderação, humildade e devotamento, visto que a psicoterapia e o magnetismo, largamente usados no plano extrafísico, exigem dele grandeza de caráter e pureza de coração.

[56 - página 215]  - Uberaba - MG, 25/6/1958.

        Quaisquer sinais morfológicos se modificam na pauta das ordenações mentais.

        Isso ocorre, habitualmente, na própria Terra dos Homens, quando a ciência, sem maiores dificuldades, modifica os implementos da máquina_genésica da criatura, de acordo com os impulsos psicológicos que a criatura apresente, harmonizando o binômio corpo-alma. Além disso, não nos será lícito esquecer os serviços multiformes da plástica cirúrgica, que consegue efetuar prodigios no envoltório carnal das pessoas, quando essas pessoas mereçam as melhoras com que a ciência terrestre lhes acena, generosa e otimista.

[73 - página 86]   - André Luiz

O traumatismo perispirítico vale por muito tempo de desequilíbrio e aflição.

[83 - página 52] - André Luiz

Perispírito de almas doentes. Muitos padeciam desequilíbrios mentais visíveis...

        O perispírito de todos os que aí se enclausuravam, pacientes e expectadores, mostrava a mesma opacidade do corpo_físico. Os estigmas da velhice, da moléstia e do desencanto, que perseguem a experiência humana, ali triunfavam, perfeitos...

[96 - página 65] - André Luiz

        A imaginação de Oscar Wilde não fantasiou em seu livro em que conta a história do retrato_de_Dorian_Gray. O homem e a mulher, com os seus pensamentos, atitudes, palavras e atos criam, no intimo, a verdadeira forma espiritual a que se acolhem. Cada crime, cada queda, deixam aleijões e sulcos horrendos no campo da alma, tanto quanto cada ação generosa e cada pensamento superior acrescentam beleza e perfeição à forma perispirítica, dentro da qual a individualidade real se manifesta, mormente depois_da_morte do corpo_denso.

  • Há criaturas belas e admiráveis na carne e que, no fundo, são verdadeiros monstros mentais,
  • do mesmo modo que há corpos torturados e detestados, no mundo, escondendo Espíritos angélicos, de celestial formosura.

[96 - página 135] - André Luiz

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS