Página acima: Lei de adoração
A Prece - A Oração

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   Mas...   Lembre-se... ..

A prece é instrumento de comunicação plena do espírito. 

http://www.sbee.com.br/txt_glossario.htm

        A  prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximar-se Dele; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece

[9a - questão 659]   

     A prece, qualquer que ela seja, é ação provocando a reação que lhe corresponde. Conforme a sua natureza, paira na região em que foi emitida ou eleva-se mais, ou menos, recebendo a resposta imediata ou remota, segundo as finalidades a que se destina.

  • Desejos banais encontram realização próxima na própria esfera em que surgem.
  • Impulsos de expressão algo mais nobre são amparados pelas almas que se enobreceram.
  • Ideais e petições de significação profunda na imortalidade remontam às alturas...

        Cada prece, tanto quanto cada emissão de força, se caracteriza por determinado potencial de frequência e todos estamos cercados por Inteligências_capazes_de_sintonizar com o nosso apelo, à maneira de estações receptoras. Sabemos que a Humanidade Universal, nos infinitos_mundos da grandeza cósmica, está constituída pelas criaturas de Deus, em diversas idades e posições... No Reino_Espiritual, compete-nos considerar igualmente os princípios da herança. Cada consciência, à medida que se_perfeiçoa e se_santifica, aprimora em si qualidades do Pai Celestial, harmonizando-se, gradativamente, com a Lei. Quanto mais elevada a percentagem dessas qualidades num espírito, mais amplo é o seu poder de cooperar na execução do Plano Divino, respondendo às solicitações da vida, em nome de Deus, que nos criou a todos para o Infinito Amor e para a Infinita Sabedoria...

[4 - página 10 e 11] - André LuizA prece é em tudo um poderoso auxílio na cura_da_obsessão. Mas, crede que não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir. É , pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos.

[9a -questão 479]A prece refratada é aquela cujo impulso luminoso teve a sua direção desviada, passando a outro objetivo.

[4 - página 17] - André Luiz

Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas. Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras.

[9a - questão 661]

Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.

Emmanuel - (Vinha de Luz)  [55 - página 151]

A prece  tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior.

Emmanuel - (Vinha de Luz)  [55 - página 151]

A Prece

(Envio do Sr. Sabo, de Bordeaux.)

          Tempestade das paixões_humanas, abafador dos bons sentimentos, dos quais todos os Espíritos encarnados têm, no fundo da consciência, uma vaga intuição, quem acalma a vossa fúria? É a prece que deve proteger os homens contra o fluxo desse oceano cujo seio esconde os monstros horrendos do orgulho, da inveja, do ódio, da mentira, da impureza, do materialismo e das blasfêmias. O dique que lhes opondes pela prece está construído pela pedra e o cimento mais duro, e em sua impossibilidade de transpô-lo, vêm se consumir, em vãos esforços contra ele e retornam sanguinolentos e contundidos para o fundo do abismo. Ó prece de coração, invocação incessante da criatura ao Criador, se se conhecesse a tua força, quantos corações afastados pela fraqueza teriam recorrido a ti no momento de cair! Tu és o precioso antídoto que cura as feridas, quase sempre mortais, que a matéria faz ao Espírito fazendo correr em suas veias o veneno de suas sensações brutais. Mas quanto é restrito o número daqueles que oram bem! Credes que depois de terdes consagrado uma grande parte de vosso tempo recitando as fórmulas que aprendestes, ou a lê-las em vossos livros, tendes muito mérito de Deus? Desenganai-vos; a boa prece é aquela que parte do coração; não é difusa; somente, de tempos em tempos, ela deixa escapar, em aspirações para Deus, seu grito, ou de aflição ou de perdão, como para implorar-lhe virem em nosso socorro, e os bons Espíritos a levam aos pés do Pai justo e eterno, e esse incenso é para ele de agradável odor. Então, ele os envia em multidões numerosas para fortificar aqueles que pedem muito contra o Espírito do mal; tomam-se fortes como os rochedos inabaláveis; vêm se quebrar contra eles as vagas das paixões humanas, e como se alegram nesta luta que deve lhes encher de mérito, constróem, como a alcíone, seu ninho no meio das tempestades.

FÉNELON.

[37 - página 238] - Allan Kardec - Julho/1861 - http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1861/07h-dissertacoes.html#aprece

        Faz-se preciso que o homem reconheça a necessidade da luta como a do pão cotidiano.

  • A crença deve ser a bússola, o farol nas obscuridades que o rodeiem na existência passageira 

  • e a prece deve ser cultivada, não para que sejam revogadas as disposições da lei_divina, mas a fim de que a coragem e a paciência inundem o coração de fortaleza nas lutas ásperas, porém necessárias.

        A alma, em se voltando para Deus, não deve ter em mente senão a humildade sincera na aceitação de sua vontade superior.

[71 - página 23]  - Emmanuel  

      

Pelos seus pensamentos e preces, os pais podem melhorar o Espírito do filho que lhes nasceu e está confiado. Esse o dever deles. Os maus filhos são uma provação para os pais.

[9a - questão 210]

(Ver: Prece ao filho que está para nascer )

        As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas, Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os bons_Espíritos e, dando-vos estes a força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Temos dito que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. 

        Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará, bem o sabes

        Demais, não é possível que Deus mude a ordem da Natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista mesquinho e do da vossa vida efêmera, vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de quantos males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas? Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos fará sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.

[9a - questão 663]

A oração não suprime, de imediato, os quadros da provação, mas renova-nos o espírito, a fim de que venhamos a sublimá-los ou removê-los. 

EMMANUEL  [64 - página 159]

  • Quando a dor te entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-te a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-te ao desânimo e insuflando-te o desespero; 

  • todavia, se acendes no coração leve flama da prece, fios imponderáveis de confiança ligam-te o ser à Providência Divina.

EMMANUEL  [64 - página 161]

        A prece não poderá afastar os dissabores e as lições proveitosas da amargura, constantes do mapa de serviços que cada Espírito deve prestar na sua tarefa terrena, mas deve ser cultivada no intimo, como a luz que se acende para o caminho tenebroso, ou mantida no coração como o alimento indispensável que se prepara, de modo a satisfazer à necessidade própria, na jornada longa e difícil, porquanto a oração sincera estabelece a vigilância e constitui o maior fator de resistência moral, no centro das provações mais escabrosas e mais rudes.

EMMANUEL  [64 - página 163]

Em todos os processos de intercâmbio_dos_Espíritos_com_os_encarnados, desde a mediunidade_torturada à mediunidade_gloriosa, a prece é abençoada luz, assimilando correntes superiores de força mental que nos auxiliam no resgate ou na ascensão.

[28a - Página 197]  - André Luiz - 1954

A diferenciação do ambiente

        ... A atmosfera interior impregnava-se de elementos balsâmicos, regeneradores. Cá fora, na rua, porém, o ar pesava. Acentuara-se-me, sobremaneira, a hipersensibilidade, diante das emanações grosseiras da rua. As lâmpadas elétricas semelhavam-se a globos pequeninos, de luz muito pobre, isolados em sombra espessa.

        Aspirando as novas correntes de ar, observava a diferença indefinível. O oxigênio parecia tocado de magnetismo menos agradável.
        Compreendi, uma vez mais, a sublimidade da oração e do serviço da Espiritualidade superior, na intimidade das criaturas.

  • A prece
  • a meditação elevada, 
  • o pensamento edificante, refundem a atmosfera, purificando-a.

    A modificação, evidentemente, é inexprimível. 

  • Entre as vibrações harmoniosas da paisagem interior, iluminada pela oração
  • e a via pública, repleta de emanações inferiores, há diferenças singulares. 

        O pensamento elevado santifica a atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar. A rua, no entanto, é avelhantado repositório de vibrações antagônicas, em meio de sombrios materiais psíquicos e perigosas bactérias de variada procedência, em vista de a maioria dos transeuntes lançar em circulação, incessantemente, não só as colônias imensas de micróbios diversos, mas também os maus pensamentos de toda ordem.

[16a - página  43] - André Luiz -  1943

(Ver: Psicosfera ambiental)

        Estivesse orando numa igreja_católica_romana ou num templo_budista, receberia o socorro da Esfera espiritual, por inter­médio desse ou daquele grupo de trabalhadores do Cristo. Naturalmente, no seio de uma organização indene das sombras do preconceito e do dogmatismo, o concurso fraternal das entidades espirituais pode ser mais eficiente, mais puro, e as suas possibilidades de aproveitamento são muito mais vastas. É preciso assinalar, porém, que os auxiliadores magnéticos transitam em toda parte, onde existam solicitações da sincera, distribuindo o socorro do Divino Mestre, dentro da melhor divisão de serviço. Onde vibre o sentimento sincero e elevado, aí se abre um caminho para a Proteção de Deus.

[16a - página 303] - André Luiz -  1943

        A prece, no sentido a que aludimos, é sempre um atestado de boa-vontade e compreensão, no testemunho da nossa condição de Espíritos devedores... Sem dúvida, não poderá modificar o curso das leis, diante das quais nos fazemos réus sujeitos a penas múltiplas, mas renova-nos o modo de ser, valendo não só como abençoada plantação de solidariedade em nosso benefício, mas também como vacina contra reincidência no mal. Além disso, a prece faculta-nos a aproximação com os grandes benfeitores que nos presidem os passos, auxiliando-nos a organização de novo roteiro para a caminhada segura.

[83 - página 259] - André Luiz

        Seja onde seja, recorda que Deus está sempre em nós e agindo por nós.
        Para assegurar-nos, quanto a isso, bastar-nos-á a prática da oração, mesmo ligeira ou inarticulada, que desenvolverá em nós outros a convicção da presença divina, em todas as faixas da existência.

*

        Certamente, a prece não se fará seguida de demonstrações espetaculares, nem de transformações externas imprevistas.
        Pensa, todavia, no amparo de Deus e, em todos os episódios da estrada, senti-lo-ás contigo no silêncio do coração.

  • Nos obstáculos de ordem material, esse apoio não te chegará na obtenção do dinheiro fácil que te solva os compromissos, mas na força para trabalhar a fim de que os recursos necessários te venham às mãos;
  • na hora de dúvida, não te virá em fórmulas verbais diretas que te anulem o livre_arbítrio e sim na inspiração exata que te ajude a tomar as decisões indispensáveis à paz da própria consciência;
  • nos momentos de inquietação, não surgirá em acontecimentos especiais que te afastem dos testemunhos de fé, mas percebê-los-ás contigo em forma de segurança e bom animo, na travessia da aflição;
  • nos dias em que o mal te pareça derrotar a golpes de incompreensão ou de injúria, não se te expressará configurado em favores de exceção que te retirem dos ombros a carga das provas redentoras e sim na energia bendita da fé viva que te restaure a esperança, revestindo-te de coragem, a fim de que não esmoreças na rude jornada, em direção à vida nova.

*

        Seja qual seja a dificuldade em que te vejas ou a provação que experimentes, recorda que Deus está contigo e nada te faltará, nos domínios do socorro e da bênção, para que atravesses todos os túneis de tribulação e de sombra, ao encontro da paz e a caminho da luz.

[117 - página 27/28] - Emmanuel

       A legítima acepção do vocábulo orar não é apenas... 

  • suplicar, 

  • louvar, 

  • reclamar 

  • ou requerer; é sobretudo sintonizar pensamentos e emoção, construir fecundas conjugações mentais, estabelecer circuitos de poderosas energias construtivas.

        Quando o Divino Preceptor nos aconselhou a orar, ... 

  • não intentou incitar-nos à recitação improdutiva de fórmulas cediças

  • nem pretendeu induzir-nos à atitude estéril de interesseiros rogadores; 

  • visou, isto sim, a nos fazer partícipes ativos da grande comunhão celeste, incentivando-nos a utilizar nossos poderes_mentais para felizes contactos com as Esferas Mais Altas, de onde emanam as luzes puras da virtude e da graça.

        Sabedores agora de que é o teor das nossas ideias que determina a qualidade das nossas companhias espirituais e a natureza da nossa própria atmosfera_psíquica, podemos hoje compreender melhor o elevado alcance do conselho messiânico.

        Em verdade, o ato_de_pensar já é, em si mesmo, uma prece, porque pensando expedimos para fora de nós ondas de força_mentelétrica, carregadas de peculiar magnetismo, que sensibilizam outras mentes ajustadas no mesmo plano de sentimentos e interesses.

        Nascem daí simpatias, alianças e compromissos que varam, por vezes, os milênios, semeando atos e fatos que marcam destinos e produzem extraordinárias conseqüências.

        Como o pensamento_contínuo é faculdade natural comum a todos os seres humanos, os desejos, as esperanças e as expectativas de cada coração representam preces contínuas, invocações poderosas, dirigidas a todos quantos vibrem na mesma faixa de entendimento e de vontade.

        Assim, a invocação dos irresponsáveis e dos maus se dirige permanentemente aos gênios trevosos, em apelos repetidos, de que eles se valem para multiplicar, no mundo, os instrumentos de suas iniqüidades.

        Orar, portanto, longe de ser atitude esporádica de alguns poucos, é exercício de todos, a todos os instantes, força de conexão que mantém as sintonias em ação, que forja acontecimentos, muitas vezes de importância e de conseqüências imprevisíveis.

        Daí a necessidade de vigilância mental dos discípulos do Senhor, porque as palavras enunciadas, na verbalização das preces, muito amiúde nada têm a ver com a essência das forças postas em movimento pelas mentes em atividade.

        Seja, pois, a nossa vida uma oração perene, dirigida ao Altíssimo, pela essência viva de nossas ideias e de nossos atos, na ação de cada minuto, porque é no trabalho incessante do Bem que havemos de conseguir a união verdadeira com o Mais Alto.

        Desejando paz, formulamos votos carinhosos de prosperidade espiritual e vos almejamos saúde da alma e vitória em Cristo.

André (Espírito)

[90 - página 131]

      
PETIÇÃO E RESPOSTA

  • Entre o pedido terrestre e o Suprimento Divino, é imperioso funcione a alavanca da vontade humana, com decisão e firmeza, para que se efetive o auxílio solicitado.
    Buscando as concessões do Céu, desistamos de lhes opor a barreira dos nossos caprichos próprios.

  • Suplicamos no mundo: Senhor, dá-nos a paz.
    • Se persistimos, no entanto, a remoer conflito e ressentimento, cozinhando mágoas e esquentando desarmonia, decerto que a tranqüilidade só encontrará caminho para morar conosco, quando tivermos esquecido as farpas da dissensão.

  • Imploramos: Senhor, dá-nos saúde.
    • Se continuamos, porém, acalentando sintomas e solenizando quadros mentais enfermiços, é indiscutível que o remédio só terá eficácia, em nosso auxílio, quando estivermos decididos a liquidar com as ideias de lamentação e doença.

  • Pedimos: Senhor, dá-nos prosperidade.
    • Mas se teimamos em dilapidar o tempo, reclamando contra o destino e hospedando chorosas rebeldias, é forçoso reconhecer que só adquiriremos progresso e reconforto, quando largamos queixa e azedume, concentrando esforços em melhoria e trabalho.
  • Rogamos: Senhor, dá-nos compreensão.
    • Se prosseguirmos, entretanto, censurando e criticando os outros, a descortinar faltas alheias, sem cogitar das próprias deficiências, é óbvio que só atingiremos a luz e a segurança do entendimento, quando nos voltarmos sinceramente para dentro de nós mesmos, verificando que somos tão humanos e tão falíveis quanto aqueles irmãos dos quais nos julgávamos muito acima.

  • Confiemos em Deus e supliquemos o amparo de Deus, mas, se quisermos receber a Bênção Divina, procuremos esvaziar o coração de tudo aquilo que discorde das nossas petições, a fim de oferecer à Bênção Divina, clima de aceitação, base e lugar.

[117 - páginas 71] - Emmanuel

  “seja feita a vossa vontade”

 

        O “seja feita a vossa vontade”, da oração comum, constitui nosso pedido geral a Deus, cuja Providência, através dos seus mensageiros, nos proverá o espírito ou a condição de vida do mais útil, conveniente e necessário ao nosso progresso espiritual, para a sabedoria e para o amor.

        O  que o homem não deve esquecer, em todos os sentidos e circunstâncias da vida, é a prece_do_trabalho e da dedicação, no santuário da existência de lutas purificadoras, porque Jesus abençoará as suas realizações de esforço sincero.

        Na prece encontramos a produção avançada de elementos-força. Eles chegam da Providência em quantidade igual para todos os que se dêem ao trabalho divino da intercessão, mas cada Espírito tem uma capacidade diferente para receber. Essa capacidade é a conquista individual para o mais alto. E como Deus socorre o homem pelo homem e atende a alma pela alma, cada um de nós somente poderá auxiliar os semelhantes e colaborar com o Senhor, com as qualidades de elevação já conquistadas na vida.

[103 - página 133] - André Luiz

        O trabalho da prece é mais importante do que se pode imaginar no círculo dos encarnados. Não há prece sem resposta. E a oração, filha do amor, não é apenas súplica; comunhão entre o Criador e a criatura, constituindo, assim, o mais poderoso influxo magnético que conhecemos. Acresce notar, porém, já que comentamos o assunto, que a rogativa maléfica conta, igualmente, com enorme potencial de influenciação. Toda vez que o Espírito se coloca nessa atitude mental, estabelece um laço de correspondência entre ele e o Além. Se a oração traduz atividade no bem divino, venha donde vier, encaminhar-se-á para o Além em sentido vertical, buscando as bênçãos da vida superior, cumprindo-nos advertir que os maus respondem aos maus nos planos inferiores, entrelaçando-se mentalmente uns com os outros. É razoável, porém, destacar que toda prece impessoal dirigida às Forças Supremas do Bem, delas recebe resposta imediata, em nome de Deus. Sobre os que oram nessas tarefas benditas, fluem, das esferas mais altas, os elementos-força que vitalizam nosso mundo interior, edificando-nos as esperanças divinas, e se exteriorizam, em seguida, contagiados de nosso magnetismo pessoal, no intenso desejo de servir com o Senhor.

[103 - página 136] - André Luiz

        Na fria atmosfera de vossa Terra, glacial e refratária à vida espiritual, não sabeis quanto é mantida pela prece freqüente a relação magnética entre o vosso espírito e os guias, que esperam a petição para transmiti-la. Oraríeis mais ainda se soubésseis que rica bênção espiritual a prece traz. O laço se aperta por um freqüente uso, a intimidade pela associação mútua. Os vossos sábios eruditos discutiram muito sobre o valor da prece. A ignorância deles os fez tatear em um labirinto de opiniões confusas. Nada souberam; como poderiam sabê-lo? Anjos mensageiros sempre prontos a ajudar o espírito que grita pelo seu Deus, eles experimentaram medir os efeitos da prece, comparar os resultados, mas essas coisas escapam à ciência_humana, por serem espirituais e variarem conforme os casos.
        Muitas vezes a petição inarticulada, que não parece ter sido ouvida, traz à alma que ora abundantes bênçãos. O apelo íntimo do ser oprimido, que se atira no espaço, e o grito arrancado por uma dor amarga produzem um alívio desconhecido até então. A alma é aliviada; não sabeis por quê. Seria preciso ver, como nós, os guias trabalhando para derramarem na alma aflita o bálsamo de consolação, e saberíeis então donde vem essa estranha paz, que faz penetrar no espírito a certeza de que existe um Deus misericordioso. A prece executou a sua obra, atraiu um amigo invisível, e o coração intumescido, macerado, é reconfortado por uma angélica simpatia.
        A simpatia_magnética, da qual podemos rodear aqueles que estão em íntima comunhão conosco, é um dos efeitos benditos da ardente invocação que uma alma humana dirige ao seu Deus.
        A plenitude das relações espirituais não pode ser realizada em outras condições. Só o ente espiritualizado pode penetrar as misteriosas mansões dos anjos. É da alma que vive em freqüente comunhão conosco, que melhor podemos aproximar-nos; é isso uma outra face da imutável lei que governa as nossas relações com o vosso mundo. Para a alma espiritualizada, os dons espirituais. O homem, em sua ignorância, espera às vezes uma outra resposta ao seu pedido, mas o deferimento seria muitas vezes cruel; o pedido formulado em sua prece é abandonado, mas a prece pôs a sua alma em comunicação com uma inteligência pronta a aproveitar-se dessa ocasião oportuna para aproximar-se dele a fim de fortificá-lo e consolá-lo.
        Os homens deveriam tomar a resolução de orar com mais freqüência, de ter uma vida de prece. Não essa vida de devoção mórbida, que consiste em abandonar o dever e em consumir as horas preciosas de tirocínio, para atrofiar-se indolentemente a fim de se submergir em investigações prejudiciais, para se perder em imaginária contemplação ou em súplicas impostas. A vida de prece é inteiramente outra. A prece real é o grito espontâneo do coração à procura dos amigos invisíveis. A invenção de uma prece cochichada aos ouvidos de um Deus sempre presente, e disposto a responder a um pedido caprichoso, modificando leis inalteráveis, tem desacreditado a ideia de prece. Não penseis desse modo. A prece, impulso da alma para seu Deus, não se ostenta exteriormente, não tem nenhuma necessidade de preparação formal. Petição inarticulada, levam-na os agentes desvelados de altura em altura até a um poder que possa responder a ela.

  • A verdadeira prece é a voz sempre pronta da alma comunicando com a alma;
  • o apelo aos invisíveis amigos com os quais ela tem costume de conversar;
  • a centelha ao longo da linha magnética, que transmite uma súplica e, rápida como o pensamento, traz uma resposta.
  • é unir uma alma sofredora a um Espírito que pode tranqüilizar e curar.

        Essa prece não requer nem palavras, nem atitude, nem forma; é mais verdadeira sem formalidades nem aparatos, e só tem necessidade de sentir-se próxima de um guia, de ser levada à comunhão. Para atingir essa meta, ela deve ser habitual; de outro modo, como o membro muito tempo privado do uso, ela ficaria paralisada. Assim, aqueles dentre vós que vivem mais em espírito penetram nos mistérios ocultos; podemo-nos aproximar deles. Fazemos vibrar as cordas secretas da sua natureza, as quais ressoam somente sob o nosso influxo, insensíveis às influências desse mundo. São eles que se elevam mais alto durante a vida terrestre, pois sabem já comungar em espírito e nutrir-se do pão espiritual; os mistérios, ocultos aos seres materiais, abrem-se diante deles, e a sua perpétua prece lhes permite pelo menos que, sem ser isentos de sofrimentos e de penas, vivam entretanto acima deles, pois sabem-nos necessários ao seu desenvolvimento.
        Ah! Falamos do que é pouco conhecido. Se essa grande verdade fosse mais bem compreendida, o homem, por sua atitude espiritual, afastaria de si as perniciosas influências que muitas vezes assaltam os que, sem a isso ser autorizados, querem aprofundar mistérios muito acima da sua inteligência. As melhores almas nem sempre estão ao abrigo de penosos assaltos; mas se essa grande verdade não pode livrar do perigo, assegura a proteção para afrontá-lo, fortifica, purifica os motivos, santifica os atos e é a força auxiliar da comunhão espiritual.   (Ver: Antídodo do vampirismo)
        Orai então, mas sem formalidade, sem desatenção, sem súplica vã. Comungai conosco na comunhão do espírito; observai os efeitos dessa comunhão sobre o vosso próprio ser; o resto virá oportunamente. Deixai as questões abstratas e inquietadoras de controvérsia teológica humana e aproximai-vos das verdades centrais que afetam tão intimamente o bem-estar do vosso espírito. As fúteis perplexidades, de que o homem rodeou a simplicidade da verdade, são múltiplas. Não vos compete separar nem decidir o que é ou não essencial. Sabereis mais tarde que o que considerais hoje como verdade essencial é apenas uma forma transitória de ensinamento, empregada quando necessária. A fraqueza humana impele-vos a precipitar-vos para a finalidade. Demais, deveis demorar-vos, amigo, demorar-vos muito antes de atingir a meta. Tendes muitas noções falsas a retificar antes de poder estudar todos os mistérios. Poderíamos dizer muito mais sobre esse assunto; mas é bastante, presentemente. Possa o Supremo guiar-nos, assim como a vós, e permitir-nos conduzir-vos de tal modo que enfim a verdade venha a brilhar em vossa alma obscura e a paz possa nela manifestar-se.

Imperator

[108 - páginas 129/132] - William Stainton Moses (*05/11/1839 - +05/9/1892)

RELAÇÃO DE TEMAS SOBRE A PRECE 

PUBLICADOS NA REVISTA ESPÍRITA 

SOB A ORIENTAÇÃO DE ALLAN KARDEC

(Conforme publicação da EDICEL)

  Página Ano

1   Efeito da prece nos Espíritos sofredores
2   Opinião de um padre sobre a prece para os mortos
3   Efeito da prece na opinião de um pastor protestante
4   Efeitos da prece sobre os Espíritos perversos
5   Importância da prece sobre os mortos
6   Proteção da prece contra a inveja e paixões
7   Efeitos da prece no alívio das aflições
8   O valor da prece na opinião do Dr. Guizot
9   O valor da prece do ofendido em favor do ofensor
10  Preces cio ofendido e alívio do Espírito culpado
11  A diferença entre a prece dos vivos e a dos Espíritos
12  O poder da prece no domínio de si mesmo
13  O poder da prece no afastamentos dos Espíritos maus
14  Valor da prece em benefício dos Espíritos sofredores
15  A prece na cura das ideias fixas, mágoas etc
16  A prece no tratamento da loucura
17  Aversão dos Espíritos perversos à prece
18  Qual o valor da prece sobre os Espíritos..?
19  Uma prece pelas pessoas estimadas
20  A amizade e a prece
21  Poder da prece a Deus dita por um médium curador
22  A importância da prece dita por um médium curador
23  Considerações sobre as preces do Evang. Seg. Esp.

24  Prece inteligível — Preces ininteligíveis
25  A principal qualidade da prece — A oração dominical
26  Prece e sentimento
27  Preces quotidianas
28  A prece fervorosa
29  Prece e assistência espiritual
30  Aprece nas aflições
31  Considerações sobre a prece no Espiritismo
32  A negação sobre a utilidade da prece
33  A prece é uma necessidade universal
34  A espontaneidade da prece no perigo
35  A prece como veículo de forças espirituais
36  Aquiescência à prece
37  Nenhuma prece altera as leis de Deus
38  Pureza da prece
39  O recolhimento na prece

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[91 - página 147]

Amém
interj. Palavra hebraica, usada no fim de orações para expressar a ideia de assim seja. S. m. Concordância, aprovação, anuência. Var.: âmen.

Pai Nosso em Aramaico

Prece de Amor (Emmanuel) adaptada e Cantada por Elizabete Lacerda.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=1oCcLS9IqcM

LINKs:

 

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS