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Com o exercício incessante e fácil
da palavra, a energia mental do homem primitivo encontra insopitável
desenvolvimento, por adquirir gradativamente a mobilidade e a elasticidade
imprescindíveis à expansão do pensamento
que, então paulatinamente, se dilata, estabelecendo no mundo tribal todo um
oceano de energia sutil, em que as consciências encarnadas e desencarnadas se
refletem, sem dificuldade, umas às outras.
Valendo-se dessa instituição
de permuta constante, as
inteligências Divinas dosam os
recursos da influência e da sugestão
e convidam o Espírito terrestre ao
justo despertamento na responsabilidade com que lhe cabe conduzir a própria
jornada...
Pela compreensão progressiva entre
as criaturas, por intermédio da palavra queassegura o pronto intercâmbio,
fundamenta-se no cérebro o pensamento
contínuo e, por semelhante maravilha da alma,
as idéias-relâmpagos ou as idéias-fragmentos da crisálida
de consciência, no reino animal, se transformam em conceitos e inquirições,
traduzindo desejos
e idéias
de alentada substância íntima.
Começando a fixar o pensamento em
si mesmo, fatigando-se para concatená-lo e exprimí-lo, confiou-se o homem a
novo tipo de repouso — a meditação compulsória, ante os problemas da própria
vida —, passando a exteriorizar, inconscientemente, as próprias idéias e,
com isso, a desprender-se do
carro denso de carne, desligando as células de seu
corpo espiritual das células
físicas, durante o sono
comum, para receber, em
atitude passiva ou de curta movimentação, junto do próprio corpo adormecido,
a visita dos Benfeitores Espirituais que o instruem sobre as questões
morais.
O continuísmo da idéia consciente
acende a luz da memória sobre o pedestal do automatismo.
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