- EVOCAÇÃO
s.f. Ação de evocar, de recordar, de lembrar: a evocação do passado.
/ Ação de fazer aparecer, através de exorcismos, entidades sobrenaturais, espíritos,
almas dos finados.
- INVOCAÇÃO s.f. Ação de invocar, de chamar por alguém. / Chamamento;
pedido de socorro; rogo. / Ato de aduzir como prova do que se diz. / Súplica do
poeta a uma divindade, a uma musa, para pedir inspiração. / Liturgia Consagração,
dedicação, proteção: igreja colocada sob a invocação da Virgem Maria.
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Os
Espíritos podem comunicar-se espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto
é, vir por evocação. Pensam algumas
pessoas que todos devem abster-se de evocar
tal ou tal Espírito e ser preferível que se espere aquele que queira
comunicar-se.
Em nossa opinião,
consideramos errado pensar que, chamando determinado Espírito, não podemos ter a certeza de ser ele
quem se apresente, e que aquele que vem espontaneamente, melhor prova a sua
identidade, pois que manifesta assim o desejo que
tem de se entreter conosco:
-
primeiramente,
porque há sempre em torno de nós Espíritos, as mais das vezes de condição
inferior, que outra coisa não querem senão comunicar-se;
-
em
segundo lugar e mesmo por esta última razão, não chamar a nenhum em
particular é abrir a porta a todos os que queiram entrar.
Numa
assembléia, não dar a palavra a ninguém é deixá-la livre a toda a gente. A chamada direta de determinado Espírito
constitui um laço entre ele e nós; chamamo-lo pelo nosso desejo e opomos assim
uma espécie de barreira aos intrusos. Sem uma chamada direta, um
Espírito nenhum motivo terá muitas vezes para vir confabular conosco, a menos
que seja o nosso Espírito
familiar.
As
comunicações espontâneas inconveniente nenhum apresentam, quando se está
senhor dos Espíritos e certo de não deixar que os maus tomem a dianteira.
É
quase sempre bom aguardar a boa-vontade dos que se disponham a comunicar-se,
porque nenhum constrangimento sofre o pensamento deles e dessa maneira se podem
obter coisas admiráveis; entretanto, pode suceder que o Espírito por quem se
chama não esteja disposto a falar, ou não seja capaz de fazê-lo no sentido
desejado.
O
exame escrupuloso, que temos aconselhado, é, aliás, uma garantia contra as
comunicações más. Nas reuniões regulares, naquelas, sobretudo, em que se faz
um trabalho continuado, há sempre Espíritos habituais que a elas comparecem,
sem que sejam chamados, por estarem prevenidos, em virtude mesmo da regularidade
das sessões. Tomam, então, freqüentemente a palavra, de modo espontâneo,
para tratar de um assunto qualquer, desenvolver uma proposição ou prescrever o
que se deva fazer, caso em que são facilmente reconhecíveis, quer pela forma
da linguagem, que é sempre idêntica, quer pela escrita, quer por certos
hábitos que lhes são peculiares.
[17b
- página 347 item 269] |
Quando
se deseja comunicar com determinado Espírito, é de toda necessidade evocá-lo.
Se ele pode vir, a resposta é geralmente: Sim, ou Estou aqui, ou, ainda: Que
quereis de mim? As vezes, entra diretamente em matéria, respondendo de
antemão às perguntas que se lhe queria dirigir.
Quando
um Espírito é evocado pela primeira vez,
convém designá-lo com alguma precisão. Nas perguntas que se lhe façam,
devem evitar-se as fórmulas secas e imperativas, que constituiriam para ele um
motivo de afastamento. As fórmulas devem ser afetuosas, ou respeitosas,
conforme o Espírito, e, em todos os casos, cumpre que o evocador
lhe dê prova da sua benevolência.
[17b
- página 349 item 270]
Abstenhamo-nos de empregar a palavra «prece», quando se trate do desequilíbrio — aduziu Clarêncio, bondoso —, digamos «invocação»
Quando alguém nutre o desejo de perpetrar uma falta está invocando forças_inferiores e mobilizando recursos pelos quais se responsabilizará. Através dos impulsos infelizes de nossa alma, muitas vezes descemos às desvairadas vibrações da cólera ou do vício e, de semelhante posição, é fácil cairmos no enredado poço do crime, em cujas furnas nos ligamos, de imediato, a certas mentes_estagnadas_na_ignorância, ...
- que se fazem instrumentos de nossas baixas idealizações
- ou das quais nos tornamos deploráveis joguetes na sombra. (Ver: Obsidiado)
Todas as nossas aspirações movimentam energias para_o_bem_ou_para_o_mal. Por isso mesmo, a direção delas permanece afeta à nossa responsabilidade. Analisemos com cuidado a nossa escolha, em qualquer problema ou situação do caminho que nos é dado percorrer, porqüanto o nosso pensamento voará, diante de nós, atraindo e formando a realização que nos propomos atingir e, em qualquer setor da existência, a vida responde, segundo a nossa solicitação. Seremos devedores dela pelo que houvermos recebido.
[4 página 12] - André Luiz
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Surpreende,
não raro, a prontidão com que um Espírito evocado
se apresenta, mesmo da primeira vez. Dir-se-ia que estava prevenido.
É, com efeito, o que se dá, quando com a sua evocação
se preocupa de antemão aquele que o evoca.
Essa preocupação é uma espécie de evocação
antecipada e, como temos sempre conosco os nossos Espíritos familiares, que se
identificam com o nosso_pensamento, eles preparam o caminho de tal sorte que, se
nenhum obstáculo surge, o Espírito que desejamos chamar já se acha presente
ao ser evocado. Quando assim não
acontece, é o Espírito familiar do médium, ou o do interrogante, ou ainda um
dos que costumam freqüentar as reuniões que o vai buscar, para o que não
precisa de muito tempo.
Se
o Espírito evocado não pode vir de pronto,
o mensageiro marca um prazo, às vezes de cinco
minutos, um quarto de hora e até muitos dias. Logo que ele chega, diz: Aqui
estou. Podem então começar a ser feitas as perguntas que se lhe quer dirigir.
O
mensageiro nem sempre é um intermediário indispensável, porquanto o Espírito
pode ouvir diretamente o chamado do evocador,
sobre o modo de transmissão_do_
pensamento.
Quando
dizemos que se faça a evocação em nome de
Deus, queremos que a nossa recomendação seja tomada a sério e não
levianamente. Os que nisso vejam o emprego de uma fórmula sem conseqüências
farão melhor abstendo-se.
[17b
- página 349 item 271] |
Freqüentemente,
as evocações oferecem mais dificuldades
aos médiuns do que os ditados espontâneos, sobretudo quando se trata de obter
respostas precisas a questões circunstanciadas. Para isto, são
necessários médiuns_especiais, ao mesmo tempo flexíveis e positivos, estes
últimos são bastante raros, por isso que, conforme dissemos, as relações
fluídicas nem sempre se estabelecem instantaneamente com o primeiro Espírito
que se apresente. Daí convir que os médiuns não se entreguem às evocações
pormenorizadas, senão depois de estarem certos do desenvolvimento de suas
faculdades e da natureza dos Espíritos que os assistem, visto que com os mal
assistidos as evocações nenhum caráter
podem ter de autenticidade.
[17b -
página 350 item 272]
Nas reuniões_doutrinárias,
acima de todas as expressões fenomênicas, devem prevalecer a sinceridade e a
aplicação individuais, no estudo das leis morais que regem o intercâmbio
entre o planeta e as esferas do invisível.
De modo algum se deverá provocar as manifestações_mediúnicas, cuja legitimidade reside nas suas características de
espontaneidade, mesmo porque o programa espiritual das sessões está com os mentores
que as orientam do plano invisível,
exigindo-se de cada estudioso a mais elevada porcentagem de esforço próprio na
aquisição do conhecimento, porquanto o plano espiritual distribuirá sempre,
de acordo com as necessidades e os méritos de cada um. Forçar
o fenômeno mediúnico é tisnar uma fonte de água pura com a vasa das
paixões egoísticas da Terra, ou com as suas injustificáveis inquietações.
[41a
- página 206] - Emmanuel - 1940
Não somos dos que aconselham a evocação
direta e pessoal, em caso algum.
Se essa evocação é passível de êxito,
sua exeqüibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual. Daí a
necessidade de sermos espontâneos, porquanto, no complexo dos fenômenos espiríticos,
a solução de muitas incógnitas espera o avanço
moral dos aprendizes sinceros da Doutrina. O estudioso
bem-intencionado, portanto, deve:
Podereis
objetar que Allan_Kardec
se interessou pela evocação direta,
procedendo a realizações dessa natureza, mas precisamos ponderar, no seu esforço,
a tarefa excepcional do Codificador, aliada a necessidades e méritos ainda
distantes da esfera de atividade dos aprendizes comuns.
[41a
- página 207] - Emmanuel - 1940 |