Evocação / Invocação
Página acima: Mediunidade

--

  • EVOCAÇÃO s.f. Ação de evocar, de recordar, de lembrar: a evocação do passado. / Ação de fazer aparecer, através de exorcismos, entidades sobrenaturais, espíritos, almas dos finados.
  • INVOCAÇÃO s.f. Ação de invocar, de chamar por alguém. / Chamamento; pedido de socorro; rogo. / Ato de aduzir como prova do que se diz. / Súplica do poeta a uma divindade, a uma musa, para pedir inspiração. / Liturgia Consagração, dedicação, proteção: igreja colocada sob a invocação da Virgem Maria.

http://win2nt239.digiweb.com.br/dicionariobemvindo.htm 

        Os Espíritos podem comunicar-se espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto é, vir por evocação. Pensam algumas pessoas que todos devem abster-se de evocar tal ou tal Espírito e ser preferível que se espere aquele que queira comunicar-se.

        Em nossa opinião, consideramos errado pensar que, chamando determinado Espírito, não podemos ter a certeza de ser ele quem se apresente, e que aquele que vem espontaneamente, melhor prova a sua identidade, pois que manifesta assim o desejo que tem de se entreter conosco:

  • primeiramente, porque há sempre em torno de nós Espíritos, as mais das vezes de condição inferior, que outra coisa não querem senão comunicar-se; 

  • em segundo lugar e mesmo por esta última razão, não chamar a nenhum em particular é abrir a porta a todos os que queiram entrar.

        Numa assembléia, não dar a palavra a ninguém é deixá-la livre a toda a gente.  A chamada direta de determinado Espírito constitui um laço entre ele e nós;  chamamo-lo pelo nosso desejo e opomos assim uma espécie de barreira aos intrusos.  Sem uma chamada direta, um Espírito nenhum motivo terá muitas vezes para vir confabular conosco, a menos que seja o nosso Espírito familiar.

        As comunicações espontâneas inconveniente nenhum apresentam, quando se está senhor dos Espíritos e certo de não deixar que os maus tomem a dianteira.

        É quase sempre bom aguardar a boa-vontade dos que se disponham a comunicar-se, porque nenhum constrangimento sofre o pensamento deles e dessa maneira se podem obter coisas admiráveis; entretanto, pode suceder que o Espírito por quem se chama não esteja disposto a falar, ou não seja capaz de fazê-lo no sentido desejado. 

        O exame escrupuloso, que temos aconselhado, é, aliás, uma garantia contra as comunicações más. Nas reuniões regulares, naquelas, sobretudo, em que se faz um trabalho continuado, há sempre Espíritos habituais que a elas comparecem, sem que sejam chamados, por estarem prevenidos, em virtude mesmo da regularidade das sessões. Tomam, então, freqüentemente a palavra, de modo espontâneo, para tratar de um assunto qualquer, desenvolver uma proposição ou prescrever o que se deva fazer, caso em que são facilmente reconhecíveis, quer pela forma da linguagem, que é sempre idêntica, quer pela escrita, quer por certos hábitos que lhes são peculiares.

[17b - página 347 item 269]

        Quando se deseja comunicar com determinado Espírito, é de toda necessidade evocá-lo.  Se ele pode vir, a resposta é geralmente: Sim, ou Estou aqui, ou, ainda: Que quereis de mim?  As vezes, entra diretamente em matéria, respondendo de antemão às perguntas que se lhe queria dirigir.

        Quando um Espírito é evocado pela primeira vez, convém designá-lo com alguma precisão.  Nas perguntas que se lhe façam, devem evitar-se as fórmulas secas e imperativas, que constituiriam para ele um motivo de afastamento. As fórmulas devem ser afetuosas, ou respeitosas, conforme o Espírito, e, em todos os casos, cumpre que o evocador lhe dê prova da sua benevolência.

[17b - página 349 item 270]       

        Abstenhamo-nos de empregar a palavra «prece», quando se trate do desequilíbrio — aduziu Clarêncio, bondoso —, digamos «invocação»
        Quando alguém nutre o desejo de perpetrar uma falta está invocando forças_inferiores e mobilizando recursos pelos quais se responsabilizará. Através dos impulsos infelizes de nossa alma, muitas vezes descemos às desvairadas vibrações da cólera ou do vício e, de semelhante posição, é fácil cairmos no enredado poço do crime, em cujas furnas nos ligamos, de imediato, a certas mentes_estagnadas_na_ignorância, ...

  • que se fazem instrumentos de nossas baixas idealizações
  • ou das quais nos tornamos deploráveis joguetes na sombra. (Ver: Obsidiado)

        Todas as nossas aspirações movimentam energias para_o_bem_ou_para_o_mal. Por isso mesmo, a direção delas permanece afeta à nossa responsabilidade. Analisemos com cuidado a nossa escolha, em qualquer problema ou situação do caminho que nos é dado percorrer, porqüanto o nosso pensamento voará, diante de nós, atraindo e formando a realização que nos propomos atingir e, em qualquer setor da existência, a vida responde, segundo a nossa solicitação. Seremos devedores dela pelo que houvermos recebido.

 

[4 página 12] - André Luiz

        Surpreende, não raro, a prontidão com que um Espírito evocado se apresenta, mesmo da primeira vez.  Dir-se-ia que estava prevenido.  É, com efeito, o que se dá, quando com a sua evocação se preocupa de antemão aquele que o evoca.  Essa preocupação é uma espécie de evocação antecipada e, como temos sempre conosco os nossos Espíritos familiares, que se identificam com o nosso_pensamento, eles preparam o caminho de tal sorte que, se nenhum obstáculo surge, o Espírito que desejamos chamar já se acha presente ao ser evocado.  Quando assim não acontece, é o Espírito familiar do médium, ou o do interrogante, ou ainda um dos que costumam freqüentar as reuniões que o vai buscar, para o que não precisa de muito tempo. 

        Se o Espírito evocado não pode vir de pronto, o mensageiro marca um prazo, às vezes de cinco minutos, um quarto de hora e até muitos dias.  Logo que ele chega, diz: Aqui estou. Podem então começar a ser feitas as perguntas que se lhe quer dirigir.

        O mensageiro nem sempre é um intermediário indispensável, porquanto o Espírito pode ouvir diretamente o chamado do evocador, sobre o modo de transmissão_do_ pensamento.

        Quando dizemos que se faça a evocação em nome de Deus, queremos que a nossa recomendação seja tomada a sério e não levianamente. Os que nisso vejam o emprego de uma fórmula sem conseqüências farão melhor abstendo-se.

[17b - página 349 item 271]

        Freqüentemente, as evocações oferecem mais dificuldades aos médiuns do que os ditados espontâneos, sobretudo quando se trata de obter respostas precisas a questões circunstanciadas.  Para isto, são necessários médiuns_especiais, ao mesmo tempo flexíveis e positivos, estes últimos são bastante raros, por isso que, conforme dissemos, as relações fluídicas nem sempre se estabelecem instantaneamente com o primeiro Espírito que se apresente. Daí convir que os médiuns não se entreguem às evocações pormenorizadas, senão depois de estarem certos do desenvolvimento de suas faculdades e da natureza dos Espíritos que os assistem, visto que com os mal assistidos as evocações nenhum caráter podem ter de autenticidade.

[17b - página 350 item 272]

        Nas reuniões_doutrinárias, acima de todas as expressões fenomênicas, devem prevalecer a sinceridade e a aplicação individuais, no estudo das leis morais que regem o intercâmbio entre o planeta e as esferas do invisível.

        De modo algum se deverá provocar as manifestações_mediúnicas, cuja legitimidade reside nas suas características de espontaneidade, mesmo porque o programa espiritual das sessões está com os mentores que as orientam do plano invisível, exigindo-se de cada estudioso a mais elevada porcentagem de esforço próprio na aquisição do conhecimento, porquanto o plano espiritual distribuirá sempre, de acordo com as necessidades e os méritos de cada um. Forçar o fenômeno mediúnico é tisnar uma fonte de água pura com a vasa das paixões egoísticas da Terra, ou com as suas injustificáveis inquietações.

[41a - página 206] - Emmanuel - 1940

        Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum.

        Se essa evocação é passível de êxito, sua exeqüibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual. Daí a necessidade de sermos espontâneos, porquanto, no complexo dos fenômenos espiríticos, a solução de muitas incógnitas espera o avanço moral dos aprendizes sinceros da Doutrina. O estudioso bem-intencionado, portanto, deve: 

  • pedir sem exigir, 

  • orar sem reclamar, 

  • observar sem pressa, considerando que a esfera_espiritual lhe conhece os méritos e retribuirá os seus esforços de acordo com a necessidade de sua posição evolutiva e segundo o merecimento do seu coração.

        Podereis objetar que Allan_Kardec se interessou pela evocação direta, procedendo a realizações dessa natureza, mas precisamos ponderar, no seu esforço, a tarefa excepcional do Codificador, aliada a necessidades e méritos ainda distantes da esfera de atividade dos aprendizes comuns.

[41a - página 207] - Emmanuel - 1940

Ver também:


Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS