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Manifestações espirituais - Fenômenos

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        Os Espíritos atestam sua presença de várias maneiras, conforme sua aptidão, vontade e maior ou menor elevação. Todos os fenômenos de que teremos ocasião de tratar ligam-se, naturalmente, a um ou outro desses modos de comunicação. Podem ser assim resumidas:

  • Ação oculta, quando nada têm de ostensivo. Tais são, por exemplo, ...
  • Ação patente ou manifestação, quando é de qualquer maneira provável.

    • Manifestações físicas ou materiais; são as que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como ...
      • ruídos,
      • movimentos
      • e deslocamentos de objetos.

        Essas manifestações não trazem freqüentemente nenhuma mensagem; só têm por fim chamar atenção para qualquer coisa e convencer-nos da presença de um poder sobre-humano.

    • Manifestações_visuais ou aparições, quando o Espírito se mostra sob uma forma qualquer, sem ter nenhuma das propriedades conhecidas da matéria.

    • Manifestações_inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que tem sentido, mesmo quando não passa de simples movimento ou ruído, que acusa certa liberdade de ação, corresponde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. E as há em todos os graus.

      • As comunicações: são manifestações inteligentes, que têm como objetivo uma troca de idéias entre o homem e os Espíritos.  A natureza dessas comunicações varia segundo a elevação ou a inferioridade, o saber ou a ignorância do Espírito que se manifesta e conforme a natureza do assunto de que se trata. Podem ser:
        • frívolas - procedem de Espíritos levianos, zombeteiros e travessos, mais malandros que maus, e que nenhuma importância ligam ao que dizem.

        • grosseiras - traduzem-se por expressões que chocam o decoro. Procedem de Espíritos inferiores ou que ainda não se despojaram de todas as impurezas da matéria.

        • sérias - são graves quanto ao assunto e a maneira por que são feitas. A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna e isenta de trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria e que tem um fim útil, mesmo de interesse particular, é por isso mesmo séria.

        • instrutivas - são as comunicações sérias, cujo principal objetivo é um ensinamento qualquer, dado pelo Espírito sobre as Ciências, a Moral, a Filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos verdadeiras, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para tirar proveito real destas comunicações, devem elas ser regulares e seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios ligam-se àqueles que querem instruir-se e os ajudam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos a tarefa de divertir com suas facécias àqueles que não vêem nessas manifestações senão um passatempo. Só pela regularidade e pela freqüência das comunicações é que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos entretemos, bem como o grau de confiança que merecem. Se é necessário ter experiência para julgar os homens, mais ainda o é para julgar os Espíritos.

Revista Espírita de Allan Kardec - Janeiro, 1858

 

        De duas espécies são os fenômenos espíritas

[17b - página 54 item 37]

 

(Ver: Fenômenos metapsíquicos - Em Charles Richet)

        Os fenômenos paranormais, dividem-se em dois grandes grupos; os Psi-Gama e os Psi-Kappa.   (Ver: Parapsicologia)

  • Psi-Gama, manifestam-se ao nível da natureza psíquica. São eles:
    • Telepatia - Transmissão e captação de conteúdos mentais (pensamentos), entre duas ou mais pessoas, sem a intervenção de qualquer meio físico detectável.
    • Clarividência - é a percepção extra-sensorial de um facto físico.
    • Precognição - Antevisão de um facto futuro, que não pôde ser obtido através de qualquer meio racional.
  • Psi-Kappa, manifestam-se ao nível da biologia e da física. Demonstram o poder que pode ser exercido sobre o próprio organismo, assim como sobre a matéria em geral, usando aparentemente e exclusivamente, a mente. Estes fenómenos, são muitos e variados. Limitar-nos-emos a presentar aqueles que se relacionam com os "milagres" apresentados.
    • Desmaterialização - é o desaparecimento, total ou parcial de um corpo físico.
    • Levitação - é a capacidade de uma pessoa se erguer no espaço, vencendo a força da gravidade (ou anulando-a parcialmente), sem o apoio de quaalquer acção física controlável.
    • Metafanismo - Consiste no aparecimento ou desaparecimento de objectos, vegetais, animais e até de pessoas. Verifica-se o "transporte" de objectos, de um lugar para outro, sem que se verifique o percurso físico entre os dois lugares.
    • Psicocinesia, telecinesia ou telequinésia - Capacidade de movimentar objectos, sem qualquer causa física aparente. Neste caso os objectos percorrem um percurso, sem que haja um agente físico a promover a sua locomoção.
    • Ubiquidade - capacidade de estar simultâneamente em vários lugares (não se trata de omnipresença), porque só existe uma presença efectiva, enquanto as outras são "projecções", que podem converter-se em efectivas, passando a origem a ser uma projecção ou a desaparecer de facto.

http://reflexao47.bloguepessoal.com/7/

        Não esqueçamos que a denominação de fenômenos mediúnicos propriamente ditos designa um conjunto de manifestações supranormais, de ordem física e psíquica, que se produzem por meio de um sensitivo a quem é dado o nome de médium, por se revelar qual instrumento a serviço de uma vontade que não é a sua. Ora, essa vontade tanto pode ser ...

     Quando a de um vivo atua desse modo, à distância, somente o pode fazer em virtude das mesmas faculdades espirituais que um defunto põe em jogo. Segue-se que as duas classes de manifestações resultam de naturezas idênticas, com a diferença, puramente formal, de que, ...

  • quando elas se dão por obra de um vivo, entram na órbita dos fenômenos anímicos propriamente ditos,
  • e quando se verificam por obra de um defunto, entram na categoria, verdadeira e própria, dos fenômenos espíritas.

        Evidencia-se, portanto, que as duas classes de manifestações são complementares uma da outra, a tal ponto que o Espiritismo careceria de base, dado não existisse o animismo.

 

[111 - página 51] - Ernesto Bozzano

        Alexandre Aksakof classificou os fenômenos medianímicos em três categorias de fenômenos:

        Demonstrando que as duas primeiras categorias provinham das faculdades supranormais, inerentes à subconsciência humana, sem qualquer intervenção de Espíritos de mortos.

[105 - página 40] - Ernesto Bozzano

        As principais manifestações são: 

[17b - página 203 item 159]

        O perispírito, como se vê, é o princípio de todas as manifestações. O conhecimento dele foi a chave da explicação de uma imensidade de fenômenos e permitiu que a ciência espírita desse largo passo, fazendo-a enveredar por nova senda, tirando-lhe todo o cunho de maravilhosa. Dos próprios Espíritos, porquanto notai bem que foram eles que nos ensinaram o caminho, tivemos a explicação da ação do Espírito sobre a matéria, do movimento dos corpos inertes, dos ruídos e das aparições. 

[17b - página 146 item 109]

        Posta de lado a opinião materialista, porque condenada pela razão e pelos fatos, tudo se resume em saber se a alma, depois_da_morte, pode manifestar-se aos vivos. Reduzida assim à sua expressão mais singela, a questão fica extraordinariamente desembaraçada. Caberia, antes de tudo, perguntar por que não poderiam seres inteligentes, que de certo modo vivem no nosso meio, se bem que invisíveis por natureza, atestar-nos de qualquer forma sua presença. A simples razão diz que nisto nada absolutamente há de impossível, o que já é alguma coisa. Demais, esta crença tem a seu favor o assentimento de todos os povos, porquanto com ela deparamos em toda parte e em todas as épocas. Ora, nenhuma intuição pode mostrar-se  tão generalizada, nem sobreviver ao tempo, se não tiver algum fundamento. Acresce que se acha sancionada pelo testemunho dos livros sagrados e pelo dos Pais da Igreja, tendo sido preciso o cepticismo e o materialismo do nosso século para que fosse lançada ao rol das ideias supersticiosas. Se estamos em erro, aquelas autoridades o estão igualmente.

[17b - página 75 item 52]

As manifestações espíritas não são mais do que efeitos das propriedades da alma.

[17b - página 24]

 


Justino

Justino (em latim: Flavius Iustinus ou Iustinus Martir), também conhecido como Justino Mártir ou Justino de Nablus (100 - 165) foi um teólogo do século II.

       São Justino, Apologética, I, 18 (edição dos Beneditinos de 1742, pág. 54), escreve o seguinte a respeito das manifestações dos mortos:

Fenômeno e Doutrina

        Até hoje, os fenômenos mediúnicos que se desdobraram à margem do apostolado do Cristo se definem como sendo um conjunto de teses discutíveis, mas os ensinamentos e atitudes do Mestre constituem o maciço de luz inatacável do Evangelho, amparando os homens e orientando-lhes o caminho.     
        Existe quem recorra à idéia da fraude piedosa para justificar a transformação da água em vinho, nas bodas de Caná.
        Ninguém vacila, porém, quanto à grandeza moral de Jesus, ao traçar os mais avançados conceitos de amor_ao_próximo, ajustando teoria e prática, com absoluto esquecimento de si mesmo em benefício dos outros, num meio em que o espírito de conquista legitimava os piores desvarios da multidão.
        Invoca-se a psicoterapia para basear a cura do cego Bartimeu.
        Há, todavia, consenso unânime, em todos os lugares, com respeito à visão superior do Mensageiro Divino, que dignificou a solidariedade como ninguém, proclamando que “o maior no Reino dos Céus será sempre aquele que se fizer o servidor de todos na Terra”, num tempo em que o egoísmo categorizava o trabalho à conta de extrema degradação.
        Fala-se em hipnose para explicar a multiplicação dos pães.
        O mundo, no entanto, a uma voz, admira a coragem do Eterno Amigo que se consagrou aos sofredores e aos infelizes sem qualquer preocupação de posse terrestre, conquanto pudesse escalar os pináculos econômicos, numa época em que, de modo geral, até mesmo os expositores de virtude viviam de bajular as personalidades influentes e poderosas do dia.
        Questiona-se em torno do - reavivamento de Lázaro.
        Entretanto, não há quem negue respeito incondicional ao Benfeitor Sublime que revelou suficiente desassombro para mostrar que o perdão é alavanca de renovação e vida, num quadro social em que o ódio coroado interpretava a humildade por baixeza.
        Debate-se, até agora, o problema da ressurreição dele próprio.
        No entanto, o mundo inteiro reverencia o Enviado de Deus, cuja figura renasce, dia a dia, das cinzas do tempo, indicando a bondade e a concórdia, a tolerância e a abnegação por mapas da felicidade real, no centro de cooperadores que se multiplicam, em todas as nações, com a passagem dos séculos.
        Recordemos semelhantes lições na Doutrina Espírita.
        Fenômenos mediúnicos serão sempre motivos de experimentação e de estudo, tanto favorecendo a convicção, quanto nutrindo a polêmica, mas educação evangélica e exemplo em serviço, definição e atitude, são forças morais irremovíveis da orientação e da lógica, que resistem à dúvida em qualquer parte.

[120 - página 15] - Emmanuel

        Quando começaram a produzir-se os estranhos fenômenos do Espiritismo, ou, dizendo melhor, quando esses fenômenos se renovaram nestes últimos tempos, o primeiro sentimento que despertaram foi o da dúvida, quanto à realidade deles e, mais ainda, quanto à causa que lhes dava origem. Uma vez certificados, por testemunhos irrecusáveis e pelas experiências que todos hão podido fazer, sucedeu que cada um os interpretou a seu modo, de acordo com suas ideias pessoais, suas crenças, ou suas prevenções. Daí, muitos sistemas, a que uma observação mais atenta viria dar o justo valor.

[17b - página 53 item 36]

        Quem quer que reflita compreende perfeitamente bem que se poderia abstrair das manifestações, sem que a Doutrina deixasse de subsistir.  As manifestações a corroboram, confirmam, porém, não lhe constituem a base essencial.  O observador criterioso não as repele; ao contrário, aguarda circunstâncias favoráveis, que lhe permitam testemunhá-las. A prova do que avançamos é que grande número de pessoas, antes de ouvirem falar das manifestações, tinham a intuição desta Doutrina, que não fez mais do que lhes dar corpo, conexão às ideias.

[17b - página 49 item 32]

        As peculiaridades que marcam os modos de manifestação guardam relação com:

  • a estrutura psíquica de cada médium
  • sua constituição orgânica, 
  • sua história espiritual 
  • e condições perispiríticas que vão definir os vários tipos de intercâmbio mediúnico.

[1 - página 295]

        Manifestação [do latim manifestatione] – Ato pelo qual o Espírito revela a sua presença. As manifestações podem ser:

  • ocultas – não ostensivas, quando o Espírito age sobre o pensamento; 

  • patentes – quando apreciáveis pelos sentidos; 

  • físicas – quando se traduzem por fenômenos materiais, tais como ruídos, movimento e deslocamento de objetos; 

  • inteligentes – quando revelam um pensamento; 

  • espontâneas – independentes da vontade e ocorrem sem que nenhum Espírito seja chamado; 

  • provocadas – efeitos da vontade, do desejo ou de uma evocação determinada;

  • aparentes – quando o Espírito se faz visível. 

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-m.html
Dr. Sergio Felipe de Oliveira


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