Manifestações espirituais
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        De duas espécies são os fenômenos espíritas

[17b - página 54 item 37]

 

(Ver: Fenômenos metapsíquicos - Em Charles Richet)

        Não esqueçamos que a denominação de fenômenos mediúnicos propriamente ditos designa um conjunto de manifestações supranormais, de ordem física e psíquica, que se produzem por meio de um sensitivo a quem é dado o nome de médium, por se revelar qual instrumento a serviço de uma vontade que não é a sua. Ora, essa vontade tanto pode ser ...

     Quando a de um vivo atua desse modo, à distância, somente o pode fazer em virtude das mesmas faculdades espirituais que um defunto põe em jogo. Segue-se que as duas classes de manifestações resultam de naturezas idênticas, com a diferença, puramente formal, de que, ...

  • quando elas se dão por obra de um vivo, entram na órbita dos fenômenos anímicos propriamente ditos,
  • e quando se verificam por obra de um defunto, entram na categoria, verdadeira e própria, dos fenômenos espíritas.

        Evidencia-se, portanto, que as duas classes de manifestações são complementares uma da outra, a tal ponto que o Espiritismo careceria de base, dado não existisse o Animismo.

 

[111 - página 51] - Ernesto Bozzano

        Alexandre Aksakof classificou os fenômenos medianímicos em três categorias de fenômenos:

        Demonstrando que as duas primeiras categorias provinham das faculdades supranormais, inerentes à subconsciência humana, sem qualquer intervenção de Espíritos de mortos.

[105 - página 40] - Ernesto Bozzano

        As principais manifestações são: 

[17b - página 203 item 159]

        O perispírito, como se vê, é o princípio de todas as manifestações. O conhecimento dele foi a chave da explicação de uma imensidade de fenômenos e permitiu que a ciência espírita desse largo passo, fazendo-a enveredar por nova senda, tirando-lhe todo o cunho de maravilhosa. Dos próprios Espíritos, porquanto notai bem que foram eles que nos ensinaram o caminho, tivemos a explicação da ação do Espírito sobre a matéria, do movimento dos corpos inertes, dos ruídos e das aparições. 

[17b - página 146 item 109]

        Posta de lado a opinião materialista, porque condenada pela razão e pelos fatos, tudo se resume em saber se a alma, depois da morte, pode manifestar-se aos vivos. Reduzida assim à sua expressão mais singela, a questão fica extraordinariamente desembaraçada. Caberia, antes de tudo, perguntar por que não poderiam seres inteligentes, que de certo modo vivem no nosso meio, se bem que invisíveis por natureza, atestar-nos de qualquer forma sua presença. A simples razão diz que nisto nada absolutamente há de impossível, o que já é alguma coisa. Demais, esta crença tem a seu favor o assentimento de todos os povos, porquanto com ela deparamos em toda parte e em todas as épocas. Ora, nenhuma intuição pode mostrar-se  tão generalizada, nem sobreviver ao tempo, se não tiver algum fundamento. Acresce que se acha sancionada pelo testemunho dos livros sagrados e pelo dos Pais da Igreja, tendo sido preciso o cepticismo e o materialismo do nosso século para que fosse lançada ao rol das idéias supersticiosas. Se estamos em erro, aquelas autoridades o estão igualmente.

[17b - página 75 item 52]

As manifestações espíritas não são mais do que efeitos das propriedades da alma.

[17b - página 24]

        Quando começaram a produzir-se os estranhos fenômenos do Espiritismo, ou, dizendo melhor, quando esses fenômenos se renovaram nestes últimos tempos, o primeiro sentimento que despertaram foi o da dúvida, quanto à realidade deles e, mais ainda, quanto à causa que lhes dava origem. Uma vez certificados, por testemunhos irrecusáveis e pelas experiências que todos hão podido fazer, sucedeu que cada um os interpretou a seu modo, de acordo com suas idéias pessoais, suas crenças, ou suas prevenções. Daí, muitos sistemas, a que uma observação mais atenta viria dar o justo valor.

[17b - página 53 item 36]

        Quem quer que reflita compreende perfeitamente bem que se poderia abstrair das manifestações, sem que a Doutrina deixasse de subsistir.  As manifestações a corroboram, confirmam, porém, não lhe constituem a base essencial.  O observador criterioso não as repele; ao contrário, aguarda circunstâncias favoráveis, que lhe permitam testemunhá-las. A prova do que avançamos é que grande número de pessoas, antes de ouvirem falar das manifestações, tinham a intuição desta Doutrina, que não fez mais do que lhes dar corpo, conexão às idéias.

[17b - página 49 item 32]

        As peculiaridades que marcam os modos de manifestação guardam relação com:

  • a estrutura psíquica de cada médium

  • sua constituição orgânica, 

  • sua história espiritual 

  • e condições perispiríticas que vão definir os vários tipos de intercâmbio mediúnico.

[1 - página 295]

        Manifestação [do latim manifestatione] – Ato pelo qual o Espírito revela a sua presença. As manifestações podem ser:

  • ocultas – não ostensivas, quando o Espírito age sobre o pensamento; 

  • patentes – quando apreciáveis pelos sentidos; 

  • físicas – quando se traduzem por fenômenos materiais, tais como ruídos, movimento e deslocamento de objetos; 

  • inteligentes – quando revelam um pensamento; 

  • espontâneas – independentes da vontade e ocorrem sem que nenhum Espírito seja chamado; 

  • provocadas – efeitos da vontade, do desejo ou de uma evocação determinada;

  • aparentes – quando o Espírito se faz visível. 

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-m.html

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