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Possessão[do latim possessione]Atuação de um Espírito
desencarnado sobre o encarnado, com domínio completo.
![]() Justino Justino (em latim: Flavius Iustinus ou Iustinus Martir), ou Justino de Nablus (100 - 165)
Dava-se outrora o nome de possessão ao império exercido por maus Espíritos, quando a influência deles ia até à aberração das faculdades da vítima. A possessão seria, para nós, sinônimo da subjugação. Por dois motivos deixamos de adotar esse termo:
Assim, para nós, não há possessos, no sentido vulgar do termo,
há somente obsidiados, subjugados e fascinados.
Desde que não há possessão propriamente dita, isto é, coabitação de dois Espíritos no mesmo corpo, a alma pode ficar na dependência de outro Espírito, de modo a se achar subjugada ou obsidiada ao ponto de a sua vontade vir a achar-se, de certa maneira, paralisada. São esses os verdadeiros possessos. Mas, é preciso saibas que essa dominação não se efetua nunca sem que aquele que a sofre o consinta, quer por sua fraqueza, quer por desejá-la.
Muitos epilépticos ou loucos, que mais
necessitavam de médico que de exorcismos, têm sido tomados por possessos.
Pois que, nesse sentido, não há
demônios
e que dois
Espíritos
não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, não há possessos
na conformidade da ideia a que esta palavra se acha associada.
Apesar de naturalmente compreensível para os estudiosos do Espiritismo, pode parecer estranho àqueles que não se aprofundaram adequadamente no tema as seguintes afirmações: Possessão é um fenômeno possível e este não é, invariavelmente, uma obsessão. Este entendimento requer uma consulta criteriosa à Codificação, pois trata-se de assunto que o próprio Allan Kardec revisitou durante sua obra e num ato de verdadeira humildade desenvolveu-o, complementando o sentido que aparentemente havia firmado desde 1857 n’O Livro dos Espíritos (LE). Somente a partir de 1863, na Revista Espírita, o Codificador revê o conceito de possessão, admitindo a sua existência não mais como subjugação, mas em seu sentido exato. Sobre o caso verificado da Srta. Julie (RE - Dez/1863), Kardec expressa-se da seguinte maneira: “Temos dito que não havia possessos (ver LE-473, por exemplo) no sentido vulgar do vocábulo mas somente subjugados. Voltamos a esta asserção
absoluta porque agora nos é demonstrado que pode haver verdadeira possessão,
isto é, substituição, posto que parcial, de um Espírito errante a um
encarnado.
Este é um exemplo do dinamismo da Doutrina, que só pode ocorrer quando
validado pela razão e demonstrado irrefutavelmente.
A diferença no processo de comunicação entre os fenômenos de psicofonia e de possessão também pode ser evidenciada:
A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para fazer mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente tal como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se encontra em liberdade como num estado de emancipação e freqüentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir. ”Obviamente a possessão também pode ocorrer através de um Espírito malfeitor e neste caso caracteriza-se um processo obsessivo.
Assim ocorre
quando a vítima não possui força moral para resistir à agressão e é
obrigada a afastar-se temporariamente de seu corpo (obs: mais uma vez é
importante ressaltar que nestes momentos a vítima permanece ligada ao
corpo mas sem o seu domínio).
O Espiritismo, mais uma vez, lança luzes sobre males ainda considerados
pelas ciências materialistas como de causa patológica. Inteligência e Amor são as armas para combater desequilíbrios. Muita
Paz! (Retirado do Boletim GEAE Número 445 de 30 de outubro de 2002) http://www.espirito.org.br/portal/ http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-p.html |
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