Desencadeado, com a concepção, o processo morfogênico, e ligado o Espírito ao embrião, o
perispírito passa a
expandir-se, moldando e sustentando o novo organismo em crescimento.
[1
- pagina 40]
É por intermédio do perispírito que a
alma rege sua encarnação.
“Na câmara uterina”
[1
- página 68]
[14 - página 55]*
No
momento de encarnar,
o Espírito sofre muito maior perturbação e
sobretudo mais longa do que experimenta ao
desencarnar.
-
Pela
morte, o Espírito sai da
escravidão;
-
pelo nascimento,
entra para ela.
[9a
- página 197 questão 339]
No
nascimento o Espírito procede como o viajante que
embarca para uma travessia perigosa e que não sabe se
encontrará ou não a morte nas ondas que se decide a afrontar. O
viajante que embarca sabe a que perigo se lança, mas não sabe se naufragará.
O mesmo se dá com o Espírito:
[9a
- página 197 questão 340]
Ao nascer
o Espírito não recobra imediatamente a plenitude das suas faculdades. Elas se desenvolvem gradualmente com os órgãos. O Espírito se acha numa
existência
nova; preciso é que aprenda a servir-se dos instrumentos de que dispõe. As
ideias lhe
voltam pouco a pouco, como a uma pessoa que desperta e se vê em situação
diversa da que
ocupava na véspera.
[9a
- página 201 questão 352]

-
-
do mesmo modo que no embrião se acham formadas, de antemão e em estado latente, as faculdades de sentidos terrenos, à espera do momento que lhes há de permitir se exerçam no seio do meio terrestre, após a crise do nascimento.
[105 - página 49] - Ernesto Bozzano
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