Intercomunicação (Comunicação entre os Espíritos)
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        Os Espíritos se vêem e se compreendem. A palavra é material: é o reflexo do Espírito. O fluido universal estabelece entre eles constante comunicação; é o veículo da transmissão de seus pensamentos, como, para vós, o ar o é do som. É uma espécie de telégrafo universal, que liga todos os mundos e permite que os Espíritos se correspondam de um mundo a outro.

[9a - página 181 questão 282]

        Os Espíritos, reciprocamente, não podem dissimular seus pensamentos. Não podem ocultar-se uns dos outros. Para os Espíritos, tudo é patente, sobretudo para os perfeitos. Podem afastar-se uns dos outros, mas sempre se vêem. Isto, porém, não constitui regra absoluta, porquanto certos Espíritos podem muito bem tornar-se invisíveis a outros Espíritos, se julgarem útil fazê-lo. 

[9a - página 181 questão 283]

Os Espíritos comprovam suas individualidades pelo perispírito, que os torna distinguíveis uns dos outros, como faz o corpo entre os homens.

[9a - página 182 questão 284]

      Os Espíritos se reconhecem por terem coabitado a Terra. O filho reconhece o pai, o amigo reconhece o seu amigo. E, assim, de geração em geração se reconhecem no mundo dos Espíritos. Vemos a nossa vida pretérita e lemos nela como em um livro. Vendo a dos nossos amigos e dos nossos inimigos, aí vemos a passagem deles da vida corporal à outra.

[9a - página 182 questão 285]

        A reunião de parentes e amigos depois da morte, depende da elevação deles e do caminho que seguem, procurando progredir. Se um está mais adiantado e caminha mais depressa do que outro, não podem os dois conservar-se juntos. Ver-se-ão de tempos a tempos, mas não estarão reunidos para sempre, senão quando puderem caminhar lado a lado, ou quando se houverem igualado na perfeição. Acresce que a privação de ver os parentes e amigos é, às vezes, uma punição. 

[9a - página 183 questão 290]

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS