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Animismo

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Reflexos da alma dos médiuns, emersões da subconsciência.

 

[71 - página 149]  Emmanuel - 1938

Conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.

 

[29 - página 163] - André Luiz - 1959

        Animismo [do latim anima + ismo] - 1. Teoria que considera a alma simultaneamente princípio de vida orgânica e psíquica. 2. O que é próprio da alma. 3. Para o entendimento espírita, é relativo aos fenômenos intelectuais e físicos que deixam supor atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano, isto é, exercida além dos limites do corpo.  

        Se tem por causalidade o Espírito desencarnado, o fenômeno denomina-se espiritual_ou_mediúnico; mas, se o Espírito é o próprio encarnado, chama-se anímico.

 

http://www.annex.com.br/pessoais/confrariahpe/a.htm 

        Para maior brevidade, proponho designar pela palavra animismo todos os fenômenos intelectuais e físicos que deixam supor uma atividade extracorpórea ou a distância do organismo humano, e mais especialmente todos os fenômenos mediúnicos que podem ser explicados por uma ação que o homem vivo exerce além dos limites do corpo. 

  • A palavra animismo foi a principio empregada por Stahl, se não me engano; em seu sistema médico, ele considera a alma (anima) como o principio vital; o corpo é não somente a criação da alma, como ainda todas as suas funções vitais são executadas por essa ultima. 

  • Em nossos dias, este termo foi empregado por Taylor, em seu livro: Cultura primitiva, em um sentido amplo, para designar não somente a ciência que trata da alma (como de uma coisa essencial independente) e de suas diversas manifestações terrestres ou póstumas, mas também a doutrina referente a qualquer espécie de seres espirituais ou espíritos. 

  • Quanto a mim, adotei o termo animismo em sentido mais restrito e mui determinado. Na verdade, a palavra psiquismo teria podido preencher o mesmo fim que a palavra animismo, mas, uma vez aceita a palavra espiritismo, parece-me que é preferível formar as duas expressões com radicais latinos e adotar estes dois termos para designar essas duas categorias de fenômenos, absolutamente distintos quanto à sua fonte, se bem que tenham grande afinidade em sua manifestação exterior. Demais, o adjetivo psíquico serve hoje para traduzir as mais variadas ideias, freqüentemente multo vagas.

[51 - volume 2 - página 229]

  • Se o fenômeno tem por causalidade o Espírito desencarnado, denomina-se espiritual ou mediúnico

  • mas, se o Espírito é o próprio encarnado, chama-se anímico.

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-a.html 

       

Medianímico [do latim mediu + anima + -ico]- Qualidade do poder dos médiuns; faculdade de intermediário através dos recursos de sua própria alma.

 

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-m.html 

        Segundo Alexandre Aksakof: Animismo corresponde aos fenômenos psíquicos inconscientes se produzidos fora dos limites da esfera corpórea do médium, ou extra-mediúnicos:

        Temos aqui a manifestação culminante do desdobramento psíquico; os elementos da personalidade transpõem o limite do corpo e manifestam-se, a distância, por efeitos não somente psíquicos, porém ainda físicos e mesmo plásticos, e indo até à plena exteriorização ou objetivação, provando por esse meio que um elemento psíquico pode ser, não somente um simples fenômeno de consciência, mas ainda um centro de força substancial pensante e organizadora, podendo também, por conseguinte, organizar temporariamente um simulacro de órgão, visível ou invisível, e produzindo efeitos físicos.

        A palavra alma (anima), como o sentido que tem geralmente no Espiritismo e no espiritualismo, justifica plena o emprego da animismo. Por conseguinte, nós teríamos, nos fenômenos anímicos, manifestação da alma, como entidade substancial, e que explicaria o fato de essas manifestações poderem revestir também um caráter físico ou plástico, segundo o grau de desagregação do corpo fluídico ou do "perispírito", ou ainda do "metaorganismo", segundo a expressão de Hellenbach.

        E, como a personalidade é o resultado direto do nosso organismo terrestre, segue-se daí naturalmente que os elementos anímicos (pertencentes ao organismo espiritual) são também os portadores da personalidade.

 

[50 - páginas 24/25]

A tese animista é respeitável

        Partiu de investigadores conscienciosos e sinceros, e nasceu para coibir os prováveis abusos da imaginação; entretanto, vem sendo usada cruelmente pela maioria dos nossos colaboradores encarnados, que fazem dela um órgão inquisitorial, quando deveriam aproveitá-la como elemento educativo, na ação fraterna. 

  • Milhares de companheiros fogem ao trabalho, amedrontados, recuam ante os percalços da iniciação mediúnica, porque o animismo se converteu em Cérbero

  • Afirmações sérias e edificantes, tornadas em opressivo sistema, impedem a passagem dos candidatos ao serviço pela gradação natural do aprendizado e da aplicação. 

  • Reclama-se deles precisão absoluta, olvidando-se lições elementares da natureza. 

  • Recolhidos ao castelo teórico, inúmeros amigos nossos, em se reunindo para o elevado serviço de intercâmbio com a nossa esfera, não aceitam comumente os servidores, que hão de crescer e de aperfeiçoar-se com o tempo e com o esforço. 

  • Exigem meros aparelhos de comunicação, como se a luz espiritual se transmitisse da mesma sorte que a luz elétrica por uma lâmpada vulgar. 

  • Nenhuma árvore nasce produzindo, e qualquer faculdade nobre requer burilamento. 

  • A mediunidade tem, pois sua evolução, seu campo, sua rota. 

  • Não é possível laurear o estudante no curso superior, sem que ele tenha tido suficiente aplicação nos cursos preparatórios, através de alguns anos de luta, de esforço, de disciplina. 

        Daí nossa legítima preocupação em face da tese animista, que pretende enfeixar toda a responsabilidade do trabalho espiritual numa cabeça única, isto é, a do instrumento mediúnico. Precisamos de apelos mais altos, que animem os cooperadores incipientes, proporcionando-lhes mais vastos recursos de conhecimento na estrada por eles mesmos perlustrada, a fim de que a espiritualidade santificante penetre os fenômenos e estudos atinentes ao espírito.

[25 - página 124] - André Luiz

        Estou eu entre aqueles que, de trinta anos para cá, se apóiam “audaciosamente” no animismo para provar o Espiritismo; nos números de novembro-dezembro de 1925 e de janeiro-fevereiro de 1926, da Revue Spirite fiz sair um longo artigo, rigorosamente documentado, com o fim de demonstrar que o Animismo, sob o ponto de vista de demonstração científica da existência e da sobrevivência_da_alma, era mais importante e decisivo do que o próprio Espiritismo; e nesse artigo fiz ressaltar a circunstância, altamente eloqüente, de Frank Podmore, isto é, o adversário mais encarniçado da hipótese espírita, haver, mesmo ele, reconhecido essa verdade, nos termos que se seguem:

  • “Seja ou não verdade que as condições do além permitem, às vezes, aos que lá se acham, entrar em comunicação com os vivos, é, em todo o caso, claro que essa questão se tornaria de importância secundária se se chegasse a demonstrar, sobre a base das faculdades inerentes ao espírito, que a vida da alma não está ligada à vida do corpo. Em outros termos, deve-se necessariamente admitir que, se é verdade que no sono medianímico ou extático, o Espírito conhece o que, a distância, se passa, percebe coisas escondidas, prevê o futuro e lê no passado, como em um livro aberto, então – considerando que estas faculdades não foram certamente adquiridas no processo de evolução terrena, cujo meio lhes não é próprio nem lhes justifica a emergência – então, dizia, parece que se poderá inferir que estas faculdades demonstram a existência de um outro mundo mais elevado, no qual elas se deverão exercer livremente, em harmonia com outro ciclo evolutivo, que não mais seria regido pelo nosso meio terreno. É importante acrescentar que a teoria aqui esboçada não é nenhuma especulação filosófica, fundada em suposições não verificáveis; é uma hipótese científica, baseada na interpretação de uma categoria precisa de fatos... Seria inútil contestar que, se se pudesse provar a autenticidade dos fenômenos de premonição, de clarividência e tantos outros que testemunhassem que em nosso espírito se encontram faculdades psíquico-sensoriais transcendentais, então o fato da independência do espírito do corpo seria manifesta.

        Por conseguinte, segundo Podmore “seria inútil contestar” a sobrevivência da alma, desde que se provasse a existência de fenômenos de “metagnomia”.

[105 - página 42/43] - Ernesto Bozzan

TÍPICAS MANIFESTAÇÕES ANÍMICAS
Carlos Bernardo Loureiro.

  • IDEOPLASTIA - Do grego ideo+plastos+ia, significa modelagem da matéria pelo pensamento. O termo foi criado em 1860 por E. Durand, da cidade de Gros, que lhe emprestou o sentido de sugestibilidade: a impressão que o pensamento, num terreno preparado pela sugestão, pode provocar no paciente. Julien Ochrowicz, em 1884, lhe deu novo significado: o da “realidade fisiológica de uma ideia”.
    Dr. B.G. Tsinoukas, por reputá-lo etimologicamente impróprio, inexato e de nenhuma necessidade científica, recomendou, no Congresso de Paris, o seu banimento.
  • ANAGNOSIA - Do grego anagnosis+ia, significa leitura supranormal de textos ocultos. O tremo e definição de autoria de Stanley Brath, notável pesquisador psíquico inglês, que o subdivide em quatro classes:
    • I – Paragnosia
    • II – Perianagnosia
    • III – Proanagnosia
    • IV – Teleanagnosia
  • PARAGNOSIA - Leitura, com contato, de um texto oculto.
  • PERIANAGNOSIA - Leitura de um texto nas circunvizinhas.
  • PROANAGNOSIA - Conhecimento de um texto que ainda não foi escrito ou impresso.
  • TELEANAGNOSIA - Leitura de um texto a grande distância.
  • AUTOSCOPIA - Do grego autós+sopein+ia, significa percepção por parte do indivíduo, dos órgãos do seu organismo.
    Atribui-se a criação do termo ao Dr. Paul Sollier (vide: Les Phénomènes d’autoscopie, Ed. Payot, Paris). Charles Richet, porém, em seu Traité de Metapsychique, 1922, afirma que o pesquisador Charles Feré, em Notes sur hallucinations autoscopiques, usara o vocábulo pela primeira vez. Enquanto isso, Eugene Osty, do Instituto de Metapsíquica de Paris, preferiu adotar o termo autovisão.
  • PREMONIÇÃO - A PREMONIçãO modernamente rotulada de PARAGNOSE, é o conhecimento além dos limites sensoriais. É o mesmo, ainda, que antevisão, prenúncio, presciência, profecia etc.
  • DÉJÀ VU E A PREMONIçãO - A experiência geralmente relatada de déjà vu sugere o que o D,. J.B. Rhine rotula de percepção extra-sensorial precognitiva. Exemplo:
    Uma pessoa que penetra em sua cabina para a primeira viagem transoceânica, imediatamente exclama já tê-la visto, nos mesmos detalhes, sem nunca ter examinado fotografias dela, sem nunca ter pisado num navio. Talvez – especulam os pesquisadores – o percipiente tenha tido um sonho precognitivo, esquecido e, contudo, bastante resistente em sua memória latente para produzir uma experiência de reconhecimento.
  • DIAPSíQUICA - Do grego diá+psike+ia, é denominação de émile Boirac, inserta em L’Avenir des Sciences Psychiques. É a comunicação de Espírito a Espírito, estejam eles encarnados ou desencarnados. Boirac tenta diferenciar o termo de TELEPSIQUIA, que seria a transmissão do pensamento a longa distância.
  • BILOCALÃO - Fenômeno pelo qual o Espírito, em estado de transe profundo ou momentâneo, ou no momento da morte, transporta-se, biloca-se, com a aparência de realidade ou tangibilidade real, de um lugar para o outro. É o mesmo que autotelediplosia, desdobramento e bicorporeidade.
  • AUTOPREMONIÇÃO - Faculdade de conhecimento, por parte do precipiente, de acontecimentos que lhe dizem respeito, como o dia da morte, doença, acontecimentos trágicos e alegres.
  • CLARIVIDÊCIA - Entende-se por clarividência o conhecimento extra-sensorial de fatos objetivos dos quais não fomos informados, sendo que a percepção pelos sentidos comuns é excluída. Esses fatos devem, pois, fugir, completamente, à ação dos sentidos, quer estejam esses acontecimentos perto do sensitivo (criptoscopia: conhecimento abnormal de coisas ou escritos ocultos), quer dizer estejam a uma distância que os tornam inacessíveis aos sentidos (telescopia: visão abnormal, a distância de coisas ou pessoas), quer estejam afastados no tempo (clarividência no tempo). No último caso, é necessário, ainda, distinguir a vidência no passado (retroscopia) a vidência no futuro (profecia).
  • CRIPTESTESIA ou TELEPATIA - A CRIPTESTESIA, termo criado pelo Dr. Charles Richet, é a faculdade que consiste no conhecimento de fatos ou coisas, conhecimento esse que o paciente tem pela percepção paranormal (estímulos psíquicos e anímicos) e, não, pelos órgãos sensoriais.
    A CRIPTESTESIA é, nada mais nada menos, que a TELEPATIA de Frederick Myers, um dos fundadores da famosa S.P.R. – Society for Psychical Research (1882).
  • CAMPO MEDIANÍMICO - é o espaço existente, nas experiências de pequenas levitações, entre as mãos do sensitivo e o objeto levitado. Por esse espaço, atravessa a corrente fluídica. É a expressão de Julien Ochorowicz, do Instituto de Psicologia Geral de Paris.
  • CRIPTOMNÉSIA - Fenômeno que se apresenta com aparente características de TELEPATIA e da PSICOMETRIA. Entretanto ele possui tipicidade própria, específica. É termo criado pelo Dr. Théodore Flournoy, professor de Psicologia da Universidade de Genebra (suíça). É a faculdade supranormal de leitura na mente dos pacientes, de fatos e ideias, conhecidos deles em outros tempos. É , então, a faculdade consistente no conhecimento oculto na subconsciência dos pacientes.
    As teorias sobre a CRIPTOMNéSIA tendem a anular a sua fonte primordial: a REENCARNAçãO. Na realidade, as informações prestadas pelo sensitivo, normalmente em transe hipnótico, deverão ser minuciosamente investigadas, descontando-se dados eventuais de datas e lugares. A suposição de que o paciente tenha baseado a sua história em livros, revistas, filmes, documentários de TV, programas de rádio etc., que leu e/ou a que assistiu, durante um período de sua existência, não descaracteriza, de modo nenhum, o fenômeno da CRIPTOMNéSIA.
  • DIAPSÍQUICA DERMOGRÁFICA - Fenômenos de desenhos na pele do próprio sensitivo que concentra o pensamento, desejando esta ou aquela dermografia, e o fenômeno se produz. Assemelha-se à estigmatização ou introssomatismo.
  • ELONGAÇÃO - Fenômeno de ectoplasmia em que o corpo do médium se encomprida em alguns centímetros, como ocorreu muitas vezes com Daniel Dunglas Home. Este tipo de fenômeno foi observado em algumas sessões experimentais dirigidas pelo sábio inglês William Crookes.
  • HIPERESTESIA - Do grego hyper+aesthesis+ia, sensibilidade aguçada de alguns percipientes, é a hiperacuidade dos sentidos normais, na definição do Dr. Eugène Osty. Faculdade que possibilita a certos percipientes, em tocando um objeto qualquer, revelar o seu conteúdo. Um dos maiores sensitivos hiperestésicos do mundo foi o polonês Stephan Ossowiecki, pesquisado por Julien Ochorowicz e por Gustave Geley.
  • METACINESIA - Do grego metá+kinesis+ia, fenômenos de deslocamento de objetos. A METACINESIA, sendo uma das divisões da METERGIA, compreende duas modalidades:
    • - Paracinesia
    • - Telecinesia
  • PARACINESIA - Levitação de objetos com o contato do sensitivo.
  • TELECINESIA - Movimento de objetos sem contato do precipiente, alonga ou a curta distância. (Ver: Levitação)
  • METERGIA - é a ação ou exteriorização supranormal, variada e complexa, produzindo deslocação ou movimento de objetos a distância e produção de efeitos orgânicos no próprio sensitivo. Divide-se em:
    • - Metabiose
    • - Metideogenia
  • METABIOSE - Produção em organismos vivos, por meios paranormais, de efeitos orgânicos ou biológicos.
  • PERSONISMO - De persona+ismo. Atribuem-se a personismo os fenômenos psíquicos inconscientes que se produzem nos limites da esfera corporal do sensitivo. É o desdobramento da consciência. Produzem-se no sonambulismo e no que Pierre Janet chamou de automatismo psicológico ou prosopopese de René Sudre.
  • PICTOGRAFIA - Faculdade mediúnica ou anímica em que o precipiente reproduz desenhos ou pinturas. É o mesmo que PNEUMATOGRAFIA FIGURADA.
  • PSICOCINESIA - Influência direta que o agente, sem nenhum contato direto ou pessoal, atua sobre a matéria física.
  • PSICOMETRIA - Conhecimento do passado, do presente e da personalidade humana pela clarividência e por intermédio de contato com objetos pertencentes à época ou às épocas que o experimentador deseja conhecer. O termo é criação do Dr. J. Rhoades Buchanan, médico norte-americano, em 1849. A obra que trata do assunto é a que publicou em Boston (USA), sob o título A Manual of Psychometriy: the Dawn of a New Civilization.
  • ECTOPLASMA - O vocábulo ECTOPLASMA é criação do Prof. Charles Richet (prêmio Nobel de medicina, de 1913), para designar a substância que os médiuns expelem pela boca, nariz, ouvidos, órgãos sexuais e pelos poros, como tênues fios de energia vital, que servem para a realização de extraordinários fenômenos de ordem física.
  • MAGNETISMO - Conhecido desde as mais remotas eras. Formava uma parte da Magia ou Ciência dos Sábios de outrora. Os livros sagrados dos antigos cultos, os hieróglifos do Egito.
  • KIRLIANGRAFIA - Em 1953, em seu livro Teoria Eletrodinâmica da Vida, o médico norte-americano Harold Saxton Burr, da Universsidade de Yale, descobriu um envoltório energético nos seres vivos e até chegou a chamá-lo de CAMPO L (L= life- vida).
    Em 1939, na antiga URSS, Semyon Davidovich e Valentina Chrisanfovna Kirlian inventaram uma máquina que conseguia fotografar um halo energético em torno dos corpos dos seres humanos, dos animais, dos vegetais e, até mesmo, dos minerais. Nascia, assim, a kirliangrafia.
  • FOTOGRAFIA PSÍQUICA - Um dos sensitivos mais importantes no campo da fotografia psíquica foi a ascensorista norte-americano, do Kansas, Ted Serious.
  • TELA PANORÂMICA - O Prof. Ernesto Bozzano admite três categorias de TELA PANORâMICA, em que o indivíduo, na iminência da morte, estando ou não moribundo, vê decorrer, como se fosse numa tela cinematográfica, toda a sua vida pregressa, desde a infância até aquele crucial momento.
  • TELEPSICOMAGNETOTERÁPICO - Consiste na projeção fluídica do magnetizador, a qual tem ação curativa.
  • TRANSFIGURAÇÃO - Também conhecida por ENDOMETAPLASIA, é um dos fenômenos mais raros do psiquismo experimental. Pode ser mediúnica ou anímica.
  • TRANSE - Do Latim transire = passar de um estado a outro. Seria uma condição do “sono aparente” ou “inconsciente”, com marcantes características fisiológicas.
    A verdadeira natureza do TRANSE é desconhecida. Cada sensitivo apresenta, no particular, características específicas. Daniel Dunglas Home, o mais notável médium da era kardequiana, afirmou, perante a Sociedade Dialética de Londres.
  • GLOSSOLALIA - Vocábulo criado pelo Prof. Theodore Flournoy para rotular a manifestação de pseudo-línguas (falsas xonoglossias) elaboradas nos recessos subconscienciais do próprio médium. Não se trata de desdobramento ou dissociação de personalidade secundária, sugerido pelo psicólogo William James, o que caracterizaria um processo tipicamente anímico. Aí, o indivíduo expressaria o conhecimento de uma ou mais línguas que ele falou em existências pregressas.
  • BIOPAUSIA - é o domínio e neutralização das funções orgânicas. Os fenômenos do faquirismo (quando verdadeiros) incluem-se nesta categoria.
  • PIROVASIA - é o fenômeno da incombustibilidade paranormal. Ação de suportar o fogo sem dor e sem danos físicos. O médium Daniel Dunglas Home apresentava essa insensibilidade ao fogo.
  • SONAMBULISMO - Do Latim sommus = sono+ambulare = marchar, passear. Estado de emancipação da alma mais completo do que o sonho.
    O sonho é um sonambulismo imperfeito. No sonambulismo a lucidez da alma, isto é, faculdade de ver, que é um dos atributos da sua natureza, é mais desenvolvida. Ela vê as coisas com mais precisão e nitidez, o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma.
    Sonambulismo natural – o que é espontâneo e se produz sem provocação es em influência de nenhum agente exterior.
    Sonambulismo magnético ou artificial – o que é provocado pela ação que uma pessoa exerce sobre outra por meio do fluido magnético.
  • SONILOQUIA - Do Latim somnus = sono+loqui = falar. Estado de emancipação da alma, intermediária entre o sono e o sonambulismo. Aqueles que falam dormindo são soníloquos.
    Allan Kardec rotula de NOCTâMBULO (do Latim nox, noctis = a noite+ambulare = marchar, passear), aquele que marcha ou passeia durante a noite, dormindo. Entretanto, ele sugere que se adote, em tais casos, a expressão sonâmbulo, uma vez que noctâmbulo e noctambulismo não implicam, de modo nenhum, a ideia de sono.
  • DERMOÓTICA - Palavra usada para descrever a capacidade que certas pessoas têm de “ver” através da pele e das pontas dos dedos.
  • TRANSPOSIÇÃO - Do Latim transpositionem. Faculdade supernormal de percepção de coisas fora dos sentidos normais. Pode ser classificada como:
    • - Transposição de cores
    • - Transposição de gosto
    • - Transposição de sentidos
  • DESDOBRAMENTO DO PERISPÍRITO EM ESTADO DE VIGÍLIA - A esse fenômeno de natureza anímica se deu o nome de “homens duplos”.
  • LEVITAÇÃO - Admitem alguns autores que a LEVITAÇÃO tem uma origem eminentemente mediúnica. Outros, porém, crêem que ela tenha, também, uma gênese psíquica ou anímica. Eis, em síntese, como o pesquisador português Dr. A. Martins Velho explica o fenômeno, afirmando que na levitação de corpos humanos as leis que regulam a gravidade não se alteram, nem se destroem. No caso, simplesmente à força da gravidade apôs-se outra força aproximadamente igual que permitiu ao corpo flutuar. Essa força é a “força_psíquica”, ou a do sensitivo, ou a de um Espírito desencarnado. No primeiro caso, o fenômeno é ANÍMICO, no segundo o fenômeno é MEDIÚNICO.
  • O BIÔMETRO DE HIPPOLYTE BARADUC - H. Baraduc, desencarnado em 1909, autor de várias obras sobre MAGENTISMO, em que se destaca Iconographie de la Force Vitale Cosmique Od, fabricou um aparelho denominado FOTÔMETRO, com o qual conseguiu medir a força psíquica.
  • PSICOTRÔNICA - A PSICOTRôNICA surgiu a partir de 1960. Tentava-se sintetizar as pesquisas desenvolvidas por investigadores, em várias partes do mundo, preocupados em estabelecer as interconexões entre energia, matéria e consciência.
    O vocábulo PSICOTRÔNICA é constituído de dois vocábulos: psyché = Espírito+tron = instrumento.

Artigos:

http://www.espirito.com.br/portal/categorias/showlink.asp?CatID=471

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS