Clarividencia sonambúlica

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Na clarividência sonambúlica, é a alma que vê.

[9a - página 232 questão 428]

        O desenvolvimento maior ou menor da clarividência sonambúlica depende da organização_física e da natureza do Espírito encarnado.  Há disposições físicas que permitem ao Espírito desprender-se mais ou menos facilmente da matéria.

[9a - página 234 questão 433]

        Mesmo sendo a clarividência sonambúlica a de sua alma, o sonâmbulo não vê tudo e tantas vezes se engana.  Primeiramente, aos Espíritos imperfeitos não é dado verem tudo e tudo saberem. Não ignoras que ainda partilham dos vossos erros e prejuízos.  Depois, quando unidos à matéria, não gozam de todas as suas faculdades de Espírito.  Deus outorgou ao homem a faculdade sonambúlica para fim útil e sério, não para que se informe do que não deva saber. Eis por que os sonâmbulos nem tudo podem dizer.

[9a - página 233 questão 430]

        Ainda menino, Emanuel_Swedenborg teve as suas visões. Mas êsse delicado aspecto de sua natureza foi abafado pela extraordinária-mente prática e enérgica idade viril. Entretanto, por vêzes veio ela à tona, em tôda a sua vida e muitos exemplos foram registrados, para mostrar que possuía poderes geralmente chamados "vidência a distância”, no qual parece que a alma deixa o corpo e vai buscar uma informação a distância, voltando com notícias do que se passa alhures.

  • Não é uma peculiaridade rara nos médiuns e pode ser comprovada por milhares de exemplos entre os sensitivos espíritas;
  • mas é rara nos intelectuais e também rara quando acompanhada por um estado aparentemente normal do corpo quando ocorre o fenômeno.

        Assim, no conhecidíssimo caso de Gothenburg, onde o vidente observou e descreveu um incêndio em Estocolmo, a trezentas milhas de distância, com perfeita exatidão, estava êle num jantar com dezesseis convidados, o que é um valioso testemunho. O caso foi investigado nada menos que pelo filósofo Kant, que era seu contemporâneo.

[95 - Capítulo: A História de Swedenborg]

        As modalidades sob as quais se exercitam as faculdades psicosensórias supranormais, modalidades que, a seu turno, são diametral e irredutivelmente contrárias àquelas sob as quais se exercitam as faculdades_psicosensórias_normais. Assim, por exemplo,...

  • quando um indivíduo vê com os olhos do corpo, isso significa que um objeto qualquer reflete a sua imagem na retina dos próprios olhos e que a imagem aí impressa, por intermédio do nervo óptico, é transmitida aos centros cerebrais correspondentes, em virtude dos quais a impressão se transforma em visão.
  • Ora, precisamente o oposto se dá no que concerne à visão supranormal, em que o sensitivo percebe fantasmas ou cenas do passado, do presente e do futuro, não com os olhos do corpo, mas com a visão espiritual interior. E, como o espírito se acha em relação com o cérebro, produz-se um fenômeno de transmissão inversa, pelo qual a imagem espiritual, vindo dos centros ópticos, por intermédio do nervo óptico, chega à retina, donde é projetada no exterior em forma alucinatória, produzindo no sensitivo a ilusão de estar assistindo a uma manifestação objetiva.

        Outro tanto é de dizer-se das impressões_auditivas que, em realidade, consistem num fato de audição espiritual que, influenciando, do interior, os centros acústicos cerebrais, dá ao sensitivo a ilusão de ouvir sons e palavras provenientes do exterior.
        Considerando, portanto, que as faculdades_psicosensórias_subconscientes não recolhem percepções objetivas, provindas do ambiente terreno, mas, sim, percepções subjetivas, provenientes de um plano espiritual de percepção, é de inferir-se, logicamente, que aquelas faculdades não pertencem ao plano_de_evolução_biológica_da_espécie e não podem, conseguintemente, ser produto dessa evolução. De novo, pois: deve-se, necessariamente, concluir que elas são os sentidos espirituais da personalidade humana, aguardando oportunidade de surgirem e exercitarem-se em ambiente apropriado, depois da crise da morte.

[111 - páginas 24/25] - Ernesto Bozzano

 

        Metagnomia (do grego metá + gnome + ia) É o mesmo que:

        Metagnomia é termo criado por Émile Boirac para designar a faculdade de tomar conhecimento da realidade que está acima das possibilidades da inteligência que funciona em condições chamadas normais.

http://www.freewebs.com/estudosespiritas/duplavista.htm#

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS