Fluido espiritual

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Correntes de fluidos espirituais ou Vibrações espirituais

[71 - página 121]  - Emmanuel - 1938

Fluido Espiritual - Fluido Universal desenvolvido ou acumulado pelo Espírito sob a ação de seu pensamento

Fluido Expansível Refere-se ao fluido espiritual emitido pela parte expansível do perispírito, isto é, aquela que sob seu domínio e pensamento pode se combinar com o fluido animalizado de um médium.

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-f.html 

        Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria_tangível e não a matéria_etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer ideia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer ideia da teoria das cores.

        Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma, pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar-se, como se observam os do fluido_do_imã, fluido que jamais se viu, podendo-se adquirir sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria.

[38 - capítulo XIV  página 275 item 4 ]

        Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a bem dizer, ...

  • a atmosfera dos seres espirituais; 

  • o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam; 

  • o meio onde ocorrem os fenômenos especiais, perceptíveis à visão e à audição do Espírito, mas que escapam aos sentidos carnais, impressionáveis somente à matéria tangível; 

  • o meio onde se forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos efeitos da luz ordinária; 

  • finalmente, o veículo do pensamento, como o ar o é do som.

[38 - capítulo XIV  página 281 item 13 ]

       Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; ...

  • os fluidos nos trazem o pensamento

  • como o ar nos traz o som

        Pode-se pois dizer, sem receio de errar, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros.

        Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. 

       Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito.  

        Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório_fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a conseqüência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.

 

[38 - capítulo XIV  página 283 item 15 ]

        Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. 

  • Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; 

  • mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual.

    • Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção;  

    • outras vezes, são produto de um pensamento inconsciente

    • Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.

       É assim, por exemplo, que um Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista_psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações. Apresenta-se com o vestuário, os sinais exteriores - enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. - que tinha então. Um decapitado se apresentará sem a cabeça. Não quer isso dizer que haja conservado essas aparências, certo que não, porquanto, como Espírito, ele não é coxo, nem maneta, nem zarolho, nem decapitado; o que se dá é que, retrocedendo o seu pensamento à época em que tinha tais defeitos, seu perispírito lhes toma instantaneamente as aparências, que deixam de existir logo que o mesmo pensamento cessa de agir naquele sentido. Se, pois, de uma vez ele foi negro e branco de outra, apresentar-se-á como branco ou negro, conforme a encarnação a que se refira a sua evocação e à que se transporte o seu pensamento.

 

(Ver: Apresentação dos Espíritos)

 

        Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. 

  • Um avarento manuseará ouro, 

  • um militar trará suas armas e seu uniforme, 

  • um fumante o seu cachimbo, 

  • um lavrador a sua charrua e seus bois, 

  • uma mulher velha a sua roca. 

        Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste.

 

[38 - capitulo XIV  página 281 item 14 ]

  

  • Serão os fluidos correntes de electrônios? (Ver: Pasma )

  • Serão essas correntes de duas naturezas (fluido material e fluido espiritual) - uma para atuar sobre a matéria e outra sobre o Espírito preso a essa matéria?  

  • A corrente espiritual será formada pelas ondas electrônicas?

  • O electrônio da corrente espiritual será o mesmo da corrente material?

        Embora sintéticas, pela sua construção fraseológica, essas proposições são bastante complexas em si mesmas.

        As correntes de fluidos espirituais têm a sua organização particular e estão aptas a determinar a transformação das correntes de força material, em qualquer circunstância. Seria aconselhável nunca se confundir as ondas_electrônicas com os fluidos de natureza espiritual. A matéria, atingindo sublimidades de quintessência, quase se confunde no plano puro do espírito, constituindo tarefa difícil para o eletromagnetismo positivar onde termina uma e onde começa outro. (Ver: Desintegração )

        Ainda agora, os cientistas, investigando a natureza da radioatividade em todos os corpos da matéria viva, perguntam ansiosos qual a fonte permanente e inesgotável onde os corpos absorvem, incessante e automaticamente, os elementos necessários a essa perene e inextinguível irradiação. No que se refere às ondas electrônicas ou aos elementos radioativos da matéria em si mesma, essa fonte reside, sem dúvida, na energia solar, que vitaliza todo o organismo planetário. O orbe_terrestre é um grande magneto, governado pelas forças positivas do Sol. Toda matéria tangível representa uma condensação de energia dessas forças sobre o planeta e essa condensação se verifica debaixo da influência organizadora do princípio_espiritual, preexistindo a todas as combinações químicas e moleculares. É a alma_das_coisas e dos seres o elemento que influi no problema das formas, segundo a posição evolutiva de cada unidade individual.

        Todas as correntes electrônicas, portanto, ou ondas de matéria rarefeita, são elementos subordinados às correntes de fluidos ou vibrações espirituais; aquelas são os instrumentos passivos, estas as forças ativas e renovadoras do Universo.

        Os corpos terrestres encontram no Sol a fonte mantenedora de suas substâncias radioativas, mas todas essas correntes de energia são inconscientes e passivas. Os Espíritos, por sua vez, encontram em Deus a fonte suprema de todas as suas forças, em perene evolução, no drama dinâmico dos sistemas. As correntes fluídicas no mundo espiritual são, pois, vibrações da alma consciente, dentro da sua gloriosa imortalidade.

        Concluímos, assim, que há fluidos materiais e fluidos espirituais; ...

  • que os primeiros são elementos inconscientes e passivos 

  • e os últimos a força eterna e transformadora dos mundos, salientando-se que uma só lei rege a vida, em sua identidade substancial.

    • Nas ondas electrônicas, filhas da energia solar, chama-se-lhe afinidade, magnetismo, atração, 

    • e, nas correntes de fluidos espirituais, filhas da alma, partícula divina, chama-se-lhe misericórdia, simpatia, piedade e amor.

        Nessa lei única, que liga a Criação ao seu Criador e da qual estudamos os fenômenos isolados, desenrola-se o drama da evolução do espírito imortal.

[71 - página 119]  - Emmanuel - 1938

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS