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Num dos serviços de passes magnéticos, ministrados aos freqüentadores
da casa espírita, o trabalho era
atendido por seis entidades espirituais, envoltas em túnicas muito alvas,
como enfermeiros vigilantes. Falavam raramente e operavam com intensidade. Todas as pessoas, vindas ao recinto, recebiam-lhes o toque salutar e, depois de atenderem aos encarnados, ministravam socorro eficiente às entidades infelizes do plano espiritual, principalmente as que se constituíam em séquito familiar dos amigos da Crosta. Estas entidades espirituais são técnicos em auxílio magnético que comparecem para a dispensação de passes de socorro. Trata-se dum departamento delicado, que exige muito critério e responsabilidade. Estes trabalhadores apresentam requisitos especiais. Na execução da tarefa que lhes está subordinada, não basta a boa vontade, como acontece em outros setores de atuação. Precisam revelar determinadas qualidades de ordem superior e certos conhecimentos especializados. O servidor do bem, mesmo desencarnado, não pode satisfazer em semelhante serviço, se ainda não conseguiu manter um padrão superior deelevação mental contínua, condição indispensável à exteriorização das faculdades radiantes. O missionário do auxílio magnético, na Crosta ou na esfera espiritual, necessita ter ...
Ouvindo as considerações do orientador, lembrei-me de que, de fato, vez por outra, viam-se nas reuniões costumeiras do grupo os médiuns passistas, em serviço, acompanhados de perto pelas entidades referidas. Os amigos encarnados, de modo geral, poderiam colaborar em semelhantes atividades de auxílio magnético, com maior ou menor intensidade, poderão prestar concurso fraterno, nesse sentido, porquanto, revelada a disposição fiel de cooperar a serviço do próximo, por esse ou aquele trabalhador, as autoridades do plano espiritual designam entidades sábias e benevolentes que orientam, indiretamente, o neófito, utilizando-lhe a boa vontade e enriquecendo-lhe o próprio valor. São muito raros, porém, os companheiros que demonstram a vocação de servir espontaneamente. Muitos, não obstante bondosos e sinceros nas suas convicções, aguardam a mediunidade curadora, como se ela fosse um acontecimento miraculoso em suas vidas e não um serviço do bem, que pede do candidato o esforço laborioso do começo. Claro que, referindo-nos aos irmãos encarnados, não podemos exigir a cooperação de ninguém, no setor de nossos trabalhos normais; entretanto, se algum deles vem ao nosso encontro, solicitando admissão às tarefas de auxílio, logicamente receberá nossa melhor orientação, no campo da espiritualidade. Ainda mesmo que o operário humano revele valores muito reduzidos, pode ser mobilizado, desde que o interesse dele nas aquisições sagradas do bem seja mantido acima de qualquer preocupação transitória, deve esperar incessante progresso das faculdades radiantes, não só pelo próprio esforço, senão também pelo concurso de Mais Alto, de que se faz merecedor. [16a
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Desenvolvimento das faculdades radiantes:
Quando na Crosta,
envolvidos pelos fluidos
mais densos, poderemos desenvolver a capacidade
radiante, depois da edificação de nossa boa vontade real, a serviço
do próximo.
Conseguida a qualidade básica, o candidato ao serviço precisa considerar a necessidade de sua elevação urgente, para que as suas obras se elevem no mesmo ritmo. Falaremos tão-só das conquistas mais simples e imediatas que deve fazer, dentro de si mesmo.
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Médiuns
que aprimoraram condições mediúnicas favoráveis à realização dos serviços a se
desdobrarem no plano espiritual, colaboram com fluidos vitais e
elementos radiantes, altamente
sublimados, de que os Instrutores se servem com eficiência para se manifestarem. São trabalhadores prestimosos. Padecem ainda a pressão de reminiscências perturbadoras do plano físico, carreando consigo as raízes dos débitos que adquiriram no passado, para o justo resgate em porvir talvez próximo, na reencarnação. Ainda assim, pela disciplina a que se afeiçoam no devotamento aos semelhantes, conquistam simpatias providenciais que funcionam à maneira de valores expressivos a lhes atenuarem dificuldades e provas nas lutas porvindouras. [83 - página 74/75] |
