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Sonho

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O sonho, o irmão do sono, é um estado psicofisiológico que nos agita enquanto temos os olhos fechados. 

  • Aleméon, de Crotona, chamou-lhe "o receptáculo do pensamento".
  • Marguerite Yourcenar declarou que, "o espírito de quem nunca sonhou seria puramente igual a um quarto a que faltasse a abertura mágica de um espelho".
  • Erick Fromm afirma que “o inconsciente só o é em relação ao estado normal de actividade” e que “são simplesmente estados mentais diversos, que se referem às modalidades existenciais diferentes.”
  • Para Freud, o sonho relaciona-se com o passado e o presente de quem sonha e origina-se a partir de regiões desconhecidas no interior. Para ele, os sonhos seriam a realização de um desejo inconsciente que o indivíduo não conseguiria realizar durante a vigília.
  • A escritura Sagrada refere-se frequentemente a visões nocturnas, existindo a oniromância – a explicação dos sonhos – desde a antiguidade. Lá vem escrito no livro de Job: «Durante os sonhos, nas visões da noite, quando os homens estão cheios de sono e dormem nos seus leitos, é então que Deus lhes abre os ouvidos e os adverte e instrui do que devem saber, para assim os afastar do mal que fazem e livrá-los do orgulho – para afastar a corrupção da sua alma e salvar-lhes a vida da espada que a ameaça».
  • Toda a gente conhece o sonho tido pelo Faraó do Egipto – as sete vacas gordas e as sete vacas magras pastando nas margens do Nilo – a definição que dele deu José, salvando assim, a sua vida.
    Entre os egípcios existia um explicador oficial, a que por isso, chamaram Jannés.
    Transmitida a sua ciência aos gregos, também eles a acataram e seguiram.
  • Aquilles de Tasso, no seu romance dos amores de Clitophon e de Leucippe, declara que os sonhos descem do céu.
  • Plutarco citou-os frequentemente nas biografias que escreveu.
  • Nas crónicas do Béarn lê-se que Henrique IV, sendo ainda criança, adormeceu numa igreja, ao pé do altar de S. Nicolau; sonhou que este santo lhe prometeu a coroa de França.
  • Hipócrates diz que, enquanto o indivíduo está adormecido, o espírito vela. É ele que se transporta aonde o corpo não poderia ir, vendo tudo que ele veria se estivesse acordado.
  • O Marquês d’Hervey de Saint-Denis afirmou que os sonhos, por mais excêntricos que sejam, têm sempre uma explicação, das mais lógicas, quando sabemos analisá-los.
    Foi a essa análise que Freud dedicou inúmeras horas de estudo interpretativo. O criador da Psicanálise afirmou ser todo o sonho a satisfação de um desejo «a maior parte das vezes escondido nos escaninhos da nossa consciência».
    E além de desejo: inquietação, receio, glória, ansiedade, interrogação...
  • Palavras de Jean Lhermitte: «Há muito a dizer sobre o exagero na interpretação dos sonhos executada pelos psicanalistas. Mas será injusto não reconhecer que o simbolismo não pertence exclusivamente ao domínio onírico, que o encontramos na poesia, nos mitos e na linguagem. A origem arcaica dá conta da universalidade de um grande número de símbolos.
    Mas, admitido este ponto, não deixa de ser verdade que Freud e a sua escola deram uma extensão infinitamente larga á explicação simbólica dos sonhos».

        Sonho [do latim somniu] – Efeito da emancipação_da_alma durante o sono. Quando os sentidos ficam entorpecidos, os laços que unem o corpo e a alma se afrouxam. Esta, tornando-se mais livre, recupera em parte suas faculdades de Espírito e entra mais facilmente em comunicação com os seres do mundo incorpóreo. A recordação que ela conserva ao despertar, do que viu em outros lugares e em outros mundos, ou em suas existências passadas, constitui o sonho propriamente dito. Sendo esta recordação apenas parcial, quase sempre incompleta e entremeada com recordações da vigília (acordado), resultam daí, na seqüência dos fatos, soluções de continuidade que lhes rompem a concatenação e produzem esses conjuntos estranhos que parecem sem sentido, pouco mais ou menos, como seria a narração à qual se houvessem truncado, aqui e ali, fragmentos de linhas ou de frases.

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-s.html 

          "O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono, mas observai que nem sempre sonhais porque nem sempre vos lembrais daquilo que vistes ou de tudo o que vistes; isto porque não tendes a vossa alma em todo o seu desenvolvimento; freqüentemente não vos resta mais que a lembrança da perturbação da vossa partida ou da vossa volta (...); sem isto, como explicaríeis estes sonhos absurdos a que estão sujeitos os sábios como os ignorantes? Os maus_Espíritos se servem dos sonhos para perseguir, atormentar, as almas fracas e pusilânimes."  (Ver: Obsessão)

          A ciência oficial, analisando tão somente os aspectos fisiológicos das atividades oníricas, ainda não conseguiu conceituar com clareza e objetividade o sono e o sonho. Sem considerar a emancipação da alma, sem conhecer as propriedades e funções do perispírito, fica, realmente, difícil explicar a variedade das manifestações que ocorrem durante o repouso do corpo físico. Alguns psiquiatras e psicólogos já analisam os sonhos como atividades do psiquismo mais profundo.

          Assim temos em Freud, o precursor dos estudos mais avançados nesta área. Ele julgava que os instintos, quando reprimidos, tendem a se manifestar e uma destas manifestações seria através dos sonhos. Isto numa linguagem simbólica representativa do desejo.

          Adler introduziu em Psicologia o "instinto do poder". Nossa personalidade gravitaria em torno da auto-afirmação, do desejo do domínio.

          Jung considerou válidas as duas proposições. Descobriu que nos recessos do inconsciente, existe uma infra-estrutura feita de imagens ou símbolos que integram a mitologia de todos os povos. São os arquétipos, reminiscências de caráter genérico que remontam a fases muito primitivas da evolução.

          Mas foi Allan Kardec, através da Codificação Espírita, quem, realmente, analisou amplamente os sonhos em seus aspectos fisiológicos e espirituais.

Central Espírita Brasileira

SONO & SONHOS - AME / PROGEM

http://www.panoramaespirita.com.br/artigos/artigos_05.html

        Na maioria das vezes, o sonho constitui atividade reflexa das situações psicológicas do homem no mecanismo das lutas de cada dia, quando as forças orgânicas dormitam em repouso indispensável.

        Em determinadas circunstâncias, contudo, como nos fenômenos_premonitórios, ou nos de sonambulismo, em que a alma_encarnada alcança elevada porcentagem de desprendimento parcial, o sonho representa a liberdade relativa do espírito prisioneiro da Terra, quando, então, se poderá verificar a comunicação inter vivos, e, quanto possível, as visões proféticas, fatos esses sempre organizados pelos mentores_espirituais de elevada hierarquia, obedecendo a fins superiores, e quando o encarnado em temporária liberdade pode receber a palavra e a influência diretas de seus amigos e orientadores do plano invisível.

 

[41a - página 43] - Emmanuel - 1940

Os Espíritos que vemos em sonho, que nos testemunham afeto e que se nos apresentam com desconhecidos semblantes, são alguma vez os Espíritos amigos que nos seguem os passos na vida. Muito freqüentemente são eles que vos vêm visitar, como ides visitar um encarcerado. 

[9a - página 198 - questão 343]

        Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores de buena-dicha, pois fora absurdo crer-se que sonhar com tal coisa anuncia tal outra. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens que para o Espírito têm realidade, porém que, freqüentemente, nenhuma relação guardam com o que se passa na vida corporal.  São também, como atrás dissemos, um pressentimento_do_futuro, permitido por Deus, ou a visão do que no momento ocorre em outro lugar a que a alma se transporta. Não se contam por muitos os casos de pessoas que em sonho aparecem a seus parentes e amigos, a fim de avisá-los do que a elas está acontecendo? Que são essas aparições senão as almas ou Espíritos de tais pessoas a se comunicarem com entes caros? Quando tendes certeza de que o que vistes realmente se deu, não fica provado que a imaginação nenhuma parte tomou na ocorrência, sobretudo se o que observastes não vos passava pela mente quando em vigília?

[9a -página 224 - questão 404]

        Pelos sonhos, Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília (acordado). Lembra-se do passado e algumas vezes prevê_o_futuro. Adquire maior potencialidade e pode por-se em comunicação com os demais Espíritos, quer deste mundo, quer do outro. Dizes freqüentemente: Tive um sonho extravagante, um sonho horrível, mas absolutamente inverossímil. Enganas-te. É amiúde uma recordação dos lugares e das coisas que viste ou que verás_em_outra_existência ou em outra ocasião. Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar seus grilhões e de investigar no passado ou no futuro.

        O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono. Notai, porém, que nem sempre sonhais. Que quer isso dizer? Que nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que haveis visto, enquanto dormíeis. É que não tendes então a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes, apenas vos fica a lembrança da perturbação que o vosso Espírito experimenta à sua partida ou no seu regresso, acrescida da que resulta do que fizestes ou do que vos preocupa quando despertos. A não ser assim, como explicaríeis os sonhos absurdos, que tanto os sábios, quanto as mais humildes e simples criaturas têm? Acontece também que os maus_Espíritos se aproveitam dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.

        Em suma, dentro em pouco vereis vulgarizar-se outra espécie de sonhos. Conquanto tão antiga como a de que vimos falando, vós a desconheceis. Refiro-me aos sonhos de Joana, ao de Jacob, aos dos profetas judeus e aos de alguns adivinhos indianos. São recordações guardadas por almas que se desprendem quase inteiramente do corpo, recordações dessa segunda vida a que ainda há pouco aludíamos.

        Tratai de distinguir essas duas espécies de sonhos nos de que vos lembrais, do contrário cairíeis em contradições e em erros funestos à vossa fé.  Os sonhos são efeito da emancipação_da_alma, que mais independente se torna pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida que se alonga até aos mais afastados lugares e até mesmo a outros_mundos. Daí também a lembrança que traz à memória acontecimentos da precedente existência ou das existências anteriores. As singulares imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeados de coisas do mundo atual, é que formam esses conjuntos estranhos e confusos, que nenhum sentido ou ligação parecem ter.

        A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas que apresenta a recordação incompleta que conservamos do que nos apareceu quando sonhávamos. É como se a uma narração se truncassem frases ou trechos ao acaso. Reunidos depois, os fragmentos restantes nenhuma significação racional teriam.

[9a - página 222 - questão 402]

        Acontece com freqüência verem-se em sonho coisas que parecem um pressentimento, que, afinal, não se confirma.  Pode suceder que tais pressentimentos venham a confirmar-se apenas para o Espírito. Quer dizer que este viu aquilo que desejava, foi ao seu encontro. É preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está mais ou menos sob a influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente de suas ideias terrenas, donde resulta que as preocupações do estado de vigília (acordado) podem dar ao que se vê a aparência do que se deseja, ou do que se teme. A isto é que, em verdade, cabe chamar-se efeito da imaginação. Sempre que uma ideia nos preocupa fortemente, tudo o que vemos se nos mostra ligado a essa ideia.

[9a - página 225 - questão 405]

        Quando em sonho vemos pessoas vivas, muito nossas conhecidas, a praticarem atos de que absolutamente não cogitam, é que os Espíritos dessas pessoas vêm visitar o teu como o teu os vai visitar, sem que saibas sempre o em que eles pensam. Demais, não é raro atribuirdes, de acordo com o que desejais, a pessoas que conheceis, o que se deu ou se está dando em outras existências.

[9a - página 225 - questão 406]

        Fenômeno inerente a todo espírito encarnado, independentemente de sua patente espiritual. Durante o sono natural, o espírito_se_liberta_do_corpo_físico e, portanto, retomando suas percepções espirituais, trava contato com outros espíritos e interage no mundo espiritual.

O sonho se caracteriza por dois tipos específicos e distintos:

  • o decorrente de lembranças, angústias, alegrias e emoções da memória do encarnado, geradas no inconsciente e mais propriamente no subconsciente do encarnado; 

  • e os decorrentes das lembranças do contato do espírito com o mundo espiritual durante o sono.

        No caso dos pesadelos ou sonhos ruins e angustiosos, deve-se presumir que, em se tratando do primeiro tipo, caracteriza uma perturbação qualquer de caráter emocional; e, em se tratando do segundo, decorre de lembranças não agradáveis no transcorrer da breve passagem do espírito pelo mundo espiritual, decorrentes, muito freqüentemente, do contato do espírito com entidades atormentadas e infelizes que povoam as regiões punitivas do chamado astral inferior.  Na verdade, nós sonhamos todos os dias, mas muitas vezes não nos recordamos, seja por esquecimento benéfico para o próprio encarnado no que toca à sua própria integridade psicológica -- e que é propositalmente apagado da memória no estado de vigília --, seja por mera deficiência das capacidades físicas que temporariamente encrudescem a memória_vital do espírito. A propósito, a memória vital de um espírito nunca se apaga e nunca demonstra deficiências, posto que é perene e inalterável. O que se sucede é que o corpo físico, cópia exata do perispírito, noticia as deficiências naturais da matéria e, assim, é passível de esquecimentos temporários, que o espírito retoma na forma livre do pensamento no mundo espiritual, dependendo da sua evolução como espírito.

http://www.plenus.net/arquivos/glossario.html 

Não se impressione com seus sonhos! Isto poderia levá-lo a extravagâncias ridículas. Viva acordado no bem, e os sonhos serão belos e bons. Se alguma característica de verdade lhe for revelada num sonho, aceite-a com simplicidade. Mas não se deixe levar a interpretações supersticiosas. Procure sempre o lado bom das coisas.

Diário Espirita Bezerra de Menezes

ADDE - Associação de Divulgação da Doutrina Espirita - São José do Rio Preto.

www.adde.com.br

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Ver também:

Crianças e Adolescentes

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