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MEDIUNIDADE
E ESPIRITISMO
Roguemos a bênção de Jesus
em nosso favor.
Assuntos existem, no âmbito de nossa construção doutrinária, que nunca
serão comentados em excesso.
Reportamo-nos aqui ao tema «Espiritismo e Mediunidade»,
para alinhar algumas anotações que consideramos indispensáveis à
segurança de nossas diretrizes.
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Mediunidade
é atributo peculiar ao psiquismo de todas as criaturas.
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Espiritismo
é um corpo de princípios morais, objetivando a libertação da alma
humana para a Vida Maior.
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Médium,
em boa sinonímia, segundo cremos, quer dizer «meio».
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Médium,
em razão disso, dentro de nossas fileiras, significa:
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intermediário,
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medianeiro,
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intérprete.
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Médiuns,
por isso, existiram em todos os tempos:
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Na
antiguidade remota, eram adivinhos e pitonisas
que, freqüentemente, pagavam com a vida o
conhecimento inabitual de que se faziam portadores.
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Na
Idade Medieva, eram santos e santas, quando se
afinavam à craveira religiosa da época, ou, então,
feiticeiros e bruxas, recomendados à fogueira ou à
forca, quando se não ajustavam aos preconceitos do
tempo em que nasceram.
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Hoje,
possuímo-los em todos os tons, em dilatadas expressões
polimórficas.
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No próprio Evangelho,
em cujas raízes divinas o Espiritismo jaz naturalmente mergulhado,
vamos encontrar um perfeito escalonamento de valores, definições e atividades
mediúnicas:
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Vemos
a mediunidade, absolutamente sublimada, em nossa Mãe Santíssima,
quando registra a visitação das entidades angélicas.
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Reconhecemos
a clariaudiência avançada em José da Galiléia, quando
recolhe dos mensageiros do Plano Superior comentários e notícias
acerca da gloriosa missão de Jesus.
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Simão
Pedro:
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era
médium da sombra, quando se adaptava à influência
perturbadora de que muitas vezes se sentiu objeto,
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e
era médium da luz, quando partilhava a claridade
divina em sua vida mental.
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O
mesmo Simão Pedro, Tiago e João foram médiuns materializadores
no Tabor, favorecendo a aparição
tangível de instrutores da mais elevada hierarquia. (Ver:
Transfiguração
de Jesus)
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João,
o grande evangelista, foi médium, na mais sublime acepção da
palavra, quando anotou as visões do Apocalipse.
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Os
companheiros do Senhor, no dia inolvidável do Pentecostes, foram médiuns
de efeitos físicos, médiuns poliglotas e psicofônicos
da mais nobre expressão.
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Saulo
de Tarso foi notável médium de clarividência e clariaudiência,
às portas de Damasco, ao ensejo de seu encontro pessoal com o Divino
Mestre.
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Todavia,
não será lícito esquecer que os possessos,
os doentes mentais e os obsidiados
de todos os matizes, que enxameavam a estrada do Cristo
de Deus, quando de sua passagem direta entre os homens,
eram também médiuns.
Precisamos, assim, na atualidade, encarecer a
diferença, a fim de que não venhamos a guardar injustificável assombro,
diante de fenômenos que não condizem com o imperativo de nossa formação
moral.
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Médiuns
existem, tanto aí quanto aqui, nas esferas de serviço em que nos
situamos.
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Médiuns
permanecem em toda a parte, porque mediunidade é meio de manifestação
do Espírito em seus diversos degraus de evolução.
Por esse motivo, o grande problema dos trabalhadores mediúnicos é aquele
da sustentação de boas companhias espirituais, em caráter permanente.
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Mal
se descerram faculdades psíquicas ou percepções mentais um tanto
mais avançadas em alguém, corre na direção desse alguém a malta
dos desencarnados que não plantaram o bem e que, por isso, não podem
recolher o bem, de imediato, nas leiras da vida.
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Mal
surge um médium promissor e mil ameaças se lhe agigantam no caminho,
porque o vampirismo
vive atuante, qual gafanhoto faminto devorando a erva tenra.
Eis por que um fulcro de fenômenos medianímicos é motivo para vasta
meditação de nossa parte, competindo-nos a obrigação de prestar-lhe
incessante socorro, pois, em verdade, são muito raras as criaturas
encarnadas
ou desencarnadas que logram manter contacto permanente com a orientação
superior, de vez que,...
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se
é fácil acomodar-nos no convívio das inteligências ambientadas nas
zonas inferiores,
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é
muito difícil acompanhar os servos da verdade e do amor que, em
procurando a comunhão com o Cristo, se confiam, intrépidos e
humildes, ao apostolado da Grande Renúncia.
Imperioso, assim, é que vivamos alertas, sem exigir dos médiuns favores
que não nos podem dar e sem conferir-lhes privilégios que não podem
receber, garantindo-se, desse modo, a estabilidade e a pureza de nossa
Doutrina, porquanto:
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o
Espiritismo
é como o Sol, que resplende para todos,
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e
a Mediunidade é a
ferramenta que cada criatura pode maliar no campo da vida, na edificação
da própria felicidade.
Quantas, porém, se utilizam de semelhante ferramenta para a aquisição
de compromissos escusos com a delinqüência?!...
Em razão disso, é indispensável compreender que:
Ajustemo-nos, desse modo, aos princípios salvadores de nossa fé! E, na
posição de instrumentos do progresso e do bem, com mais ou menos expressão
de serviço nas atividades mediúnicas, diretas ou indiretas, conscientes
ou inconscientes, procuremos, antes de tudo, a nossa efetiva integração
com o Mestre Divino, para que não nos falte ao roteiro a necessária luz.
Efigênio
S. Vítor (Espírito) - 28
de junho de 1956
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