Mediunidade com Jesus

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        Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes. Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir.

  • Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados; 

  • ali, um companheiro aplica energias curativas; 

  • além, um cooperador ensina ao roteiro da verdade; 

  • acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações.

        Entretanto, é o mesmo poder que opera em todos. E a divina inspiraçao do Cristo, dinamizada através de mil modos para reerguer-nos da condição de inferioridade ou para sanar-nos o sofrimento.

        E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama os títulos convencionais do mundo, quaisquer que sejam, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar beneficíos na Terra, por intermédio dos corações de boa vontade.

        Em razão disso, antes de qualquer sondagem das forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale mais a consagração do trabalhador à caridade legítima, em cujo exercício todas as realizações nobres da alma podem ser encontradas.

  • Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros; 

  • quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.

        Dar para receber. Auxiliar para ser amparado.

        Esclarecer para conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a bênção do amor.

        Eis a lei, que impera igualmente no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de vida imperecível.

        Espírito algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxílio mútuo.

        Nesse terreno há muito que fazer os círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as vantagens da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a aplicação respectiva no esforço da sementeira.

        A tarefa pede fortaleza no serviço com raciocínio no sentimento.

        Sem maturidade para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.

        Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e preciso se torna ao instrumento humano da verdade, armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos do ministério a que foi convocado.

        Age, assim, com isenção de desânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de esclarecer e de auxiliar.

        Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados, na certeza de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos.

        O lavrador semeia, no entanto, é a Bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto.

        Indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpes e espinhos que povoam o chão.

        Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade e luz e não seria justo que a hesitação te paralizasse os impulsos mais nobres, tão-somente porque a opínião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.

        Não importa que o tempo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade.

        O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestes sob um teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abnegados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.

        Não te apoquentes e segue com serenidade.

        Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício.

        A mediunidade é um madeiro de espinhos dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvárío acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se transformam em asas de luz para a alma livre na imortalidade.

        Não desprezes a oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta.

        A estância física é uma estrada breve.

        Aproveitamo-la sempre que possível na sementeira do Bem.

        Em suma, ser médium no roteiro cristão, é doar de si mesmo em nome do Mestre.

        E foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.

        Segue para diante, amando e servindo.

        Não nos deve preocupar a ausência de alheia compreensão.

        Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme a Inesquecível Orientador que nos observou: "Amai-vos uns aos outros, tal qual eu vos amei".

 

BEZERRA DE MENEZES

[92 - página 57]

MEDIUNIDADE E JESUS

Cap. VI ltem 7

 

        Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.

        É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova.

        E segue adiante, ... 

  • enaltecendo-a na inspiração junto aos doutores do Templo; 

  • exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Caná; 

  • honorificando-a, nas atividades da cura, em transmitindo passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde; 

  • ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas; 

  • dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores por intermédio dos alienados mentais que lhe surgem à frente; 

  • glorificando-a na materialização, em se transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e 

  • elevando-a sempre, no magnetismo sublimado, seja aliviando os enfermos com a simples presença, revitalizando corpos cadaverizados, multiplicando pães e peixes para a turba faminta ou apaziguando as forças da natureza.

        E, confirmando o intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece, Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Pentecostes — o momento inesquecível do Evangelho —, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes, na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.

        Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não se confunde com a Doutrina Espírita que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre que enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veículo respeitável da convicção na sobrevivência.

        Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achincalhe — tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana —, porquanto os talentos medianímicos estiveram, incessantemente, nas mãos de Jesus, o nosso Divino Mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o Excelso Médium de Deus.

 

EURÍPEDES BARSANULFO

[89 - página 157]

JESUS E MEDIUNISMO

        Felicitados pelas bênçãos com que o Espiritismo nos distende o socorro do Céu, busquemos no Evangelho o roteiro da Humanidade sublimada.

        Intérprete fiel do Pai Celestial, foi Jesus o Excelente Médium da vida abundante.

        Em todo o seu ministério, esteve em freqüente comunhão com os desencarnados, sendo, por isso mesmo, denominado “Senhor dos Espíritos”.

        Obsidiados e loucos, fascinados e dementes, paralíticos e mudos, surdos e cegos receberam das suas mãos o auxílio vigoroso que os libertou dos desencarnados de mente atormentada, que os detinham sob o fardo de aflições indescritíveis.

  • Maria a famosa cortesã de Magdala, dominada por pertinaz fascinação obsessiva, recebeu dEle o convite libertador, renovando-se para a vida nobilitante.

  • Em Cafarnaum, “cheqada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os Espíritos” atormentadores que se compraziarn em obsidiar coletivamente(1)

  • Descendo do Tabor, um pai aflito, de joelhos, diz-lhe: — “Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é lunático e sofre muito”, apresentando, na mediunidade torturada, os estigmas de obsessão profunda.(2)

  • O paralítico de Cafarnaum, que lhe foi apresentado “pelo telhado”, portava consigo a mediunidade ultrajada por Espíritos possessivos que lhe dominavam os movimentos.

  • O endemoninhado gadareno, médium obsidiado por “Legião”, defrontado com o seu magnetismo curador, estertorava, “porque lhe dizia: Sai deste homem. Espírito imundo.”(3)

  • Nos termos de Tiro e Sidon, “uma mullher cuja filha tinha um espírito imundo” e vivia vampirizada pela força maléfica, encontrou alívio para o desequilíbrio psíquico que a infelicitava.(4)

  • Judas, perturbado por obsessão indireta, serviu de fácil presa dos Espíritos levianos, “tendo-lhe o demônio posto no coração” a dúvida a respeito do apostolado.(5)

        E, em todo o Novo Testamento, repontarn as afirmações sobre a Mediunidade em volta do Mestre Divino.

  • Em Caná, o Senhor honrou a mediunidade de efeitos físicos.

  • No Tabor, o Cristo enobreceu a faculdade da transfiguração.

  • Sobre as águas do Genesaré, o Enviado Celeste prestigiou os recursos psíquicos da levitação.

  • Na Montanha, atendendo à multidão esfaimada, Jesus movimentou o mecanismo da materialização abundante.

  • O cego de Jericó foi por Ele felicitado no exercício da mediunidade curadora.

  • Em Nazaré, ante a turba enfurecida, utilizou a faculdade da desmateriaIização.

  • No dia do Pentecostes, favoreceu os companheiros da retaguarda com a psicofonia, desenvolvendo neles a mediunidade poliglota.

  • E no dia da ascensão triunfal, junto ao lago, na Galiléia, depois de investir os discípulos no sacerdócio da Mediunidade nos seus múltiplos aspectos, alçou-se ao Reino, nimbado de radiosa materialização luminosa.

        Iniciou o ministério entre os homens, nas humildes palhas de modesta estrebaria, com o lar assinalado pelas forças espirituais condensadas numa estrela fascinante, e despediu-se dos companheiros, fulgurante como um sol de eterna luz...

        Mediunidade, hoje, é recapitulação da Boa Nova sob a Presidência do Sábio Condutor.

        Procuremos, assim, sintonizar com a Esfera Superior, no exercício da faculdade com que a vida nos honra, e sirvamos sem desfalecimento.

        Toda mediunidade é nobre quando a libertamos da sombra que nasce conosco, como remanescente do passado.

        Somos destinados á luz.

        Temos a fatalidade do bem.

        Libertemos a gema que se demora entre os cascalhos das imperfeições pessoais e, lapidando zelosamente as arestas que obstaculizam a projetação da luz, desenvolvamos os preciosos recursos que jazem latentes em nós.

        Honremos a faculdade que nos felicita os dias, mediante a execução de um plano socorrista em favor dos sofredores, a fim de nos libertarmos do currículo das manifestações inferiores.

        Cada médium segue o roteiro que se desdobra como senda de purificação.

  • Uns curam, outros materializam; 

  • uns doutrinam, outros enxergam; 

  • uns falam, outros escrevem; 

  • uns ensinam, outros ouvem; 

  • uns libertam, outros servem na incorporação psicofônica, ajudando os atormentados do Além-Túrnulo com as preciosas luzes do Evangelho.

        Não pretendamos atender a todos os “dons espirituais” conforme a linguagem do Vidente de Damasco, que nos apresentou a diversidade deles em sua memorável carta aos Coríntios, 1-12:4-11.

        Utilizemos a força mediúnica em todo tempo e lugar, consoante as necessidades, examinando se “os Espíritos vêm de Deus” e ensinando que todo o bem procede sempre do Pai que nos rege a vida.

        E, calcando sob os pés dificuldades e óbices, vencendo as imperfeições milenárias, restauremos a Era do Espírito nestes dias que precedem ao Primado da Verdade, mesmo que mantenhamos no coração um espinho, na posição de seta direcional apontando o rumo dos Altos Cimos.

 

(1) Mat. 8.16;  (2) Mat. 17-14;  (3) Mar. 5-8;  (4) Mar. 7-25;  (5) Jo. 13-2, (Notas do autor espiritual)

 

 

Do livro À LUZ DO ESPIRITISMO

Ditado pelo Espírito Vianna de Carvalho, psicografado por Divaldo P. Franco

Prezados irmãos!

  • Mediunidade com Jesus é o pensamento agindo com amor.

  • Amor no mundo físico e no mundo espiritual.

  • Afasta-te de ti, medianeiro, o fantasma da dúvida e deixa fluir em ti a dor dos que perambulam pelas vias do sofrimento.

  • O trabalho incansável é o maior escudo contra as pedradas da incompreensão alheia.

  • Toma a tua cruz com o Senhor e seca as lágrimas dos que sofrem. Sê o médium do amor. “Fé que não afronta o ridículo dos homens” é fé superficial.

  • Com Jesus hoje e sempre seca as lágrimas dos que partiram e dos que ainda estagiam no Plano Físico.

Muita paz!

 

Cláudio Rossini

Mensagem psicografada por J. G. Argel em 28 de abril de 2007 em “Casa de Eurípedes”, Taubaté, SP.

http://www.palavraespirita.com.br/pe_conteudo.php?id_edicao=115&texto=5&detalhe=1

 

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