Mediunidade espontânea

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        Nessa fase primária de novo desenvolvimento, encontra-se, como é natural, ao pé dos objetos que lhe tomam o interesse.

  • É assim que o lavrador, no repouso físico, retorna, em corpo espiritual, ao campo em que semeia, entrando em contato com as entidades que amparam a Natureza

  • o caçador volta para a floresta; 

  • o escultor regressa, freqüentemente, no sono, ao bloco de mármore de que aspira a desentranhar a obra-prima; 

  • o seareiro do bem volve à leira de serviço em que se lhe desdobra a virtude, 

  • e o culpado torna ao local do crime, cada qual recebendo de Espíritos afins os estímulos elevados ou degradantes de que se fazem merecedores.

        Consolidadas semelhantes relações com o Plano_Espiritual, por intermédio da hipnose comum, começaram na Terra os movimentos da mediunidade espontânea, porquanto os encarnados que demonstrassem capacidades_mediúnicas mais evidentes, pela comunhão menos estreita entre as células do corpo físico e do corpo espiritual, em certas regiões do campo somático, passaram das observações durante o sono às observações da vigília (acordado), a princípio fragmentárias, mas acentuáveis com o tempo, conforme os graus de cultura a que fossem expostos.

        Quanto menos densos os elos de ligação entre os implementos físicos e espirituais, nos órgãos da visão, mais amplas as possibilidades na clarividência, prevalecendo as mesmas normas para a clariaudiência e para modalidades outras, no intercâmbio entre as duas esferas, inclusive as peculiaridades da materialização, pelas quais os recursos periféricos do citoplasma, a se condensarem no ectoplasma da definição científica vulgar, se exteriorizam do corpo_carnal do médium, na conjugação com as forças circulantes do ambiente, para a efêmera constituição de formas diversas.

        Desde então, iniciou-se o correio entre o plano físico e o plano extrafísico, mas, porque a ignorância embotasse ainda a mente humana, os médiuns primitivos nada mais puderam realizar que a fascinação recíproca, ou magia elementar, em que os desencarnados igualmente inferiores eram aproveitados, por via hipnótica, na execução de atividades materiais,  sem qualquer alicerce na sublimação pessoal.

[56 - página 130] - Uberaba - 26/3/1958

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS