Pedidos materiais

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        Não se deve esquecer que o campo de atividades materiais é a escola sagrada dos Espíritos incorporados no orbe terrestre. Se não é possível aos amigos espirituais quebrarem a lei de liberdade própria de seus irmãos, não é lícito que o médium cogite da solução de problemas materiais junto dos Espíritos amigos. O mundo é o caminho no qual a alma deve: 

  • provar a experiência, 

  • testemunhar a fé, 

  • desenvolver as tendências superiores, 

  • conhecer o bem, 

  • aprender o melhor, 

  • enriquecer os dotes individuais.

        O médium que se arrisca a desviar suas faculdades psíquicas, para o terreno da materialidade do mundo, está em marcha para as manifestações grosseiras dos planos inferiores, onde poderá contrair os débitos mais penosos.

[41a pág. 223] - Emmanuel - 1940


        O médium não deve ser sobrecarregado com exigências de seus companheiros, relativamente às dificuldades da sorte. É justo que seus irmãos se socorram das suas faculdades, em circunstâncias excepcionais da existência, como nos casos de enfermidade e outros que se lhe assemelhem. Todavia, cercar um médium de solicitações de toda natureza é desvirtuar a tarefa de um amigo, eliminando as suas possibilidades mais preciosas 

e, além do mais, não se deverá repetir no Espiritismo sincero a atitude mental dos católico-romanos, que se abandonam junto à “imagem” de um “santo”, olvidando todos os valores do esforço próprio.

        Os núcleos espiritistas precisam considerar que em seus trabalhos há quem os acompanhe do plano superior e que receberão sempre o concurso espiritual de seus irmãos libertos da carne, dependendo a satisfação desse ou daquele problema particular dos méritos de cada um. Proceder em contrário, é eliminar o aparelho mediúnico, fornecendo doloroso testemunho de incompreensão.

[41a pág. 224] - Emmanuel - 1940

 

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