Conteúdo da página:(com respectivas fontes) Experiência de quase Morte
“Experiências de quase-morte” “É algo que realmente permanece na mente das pessoas como um traço claro e é ainda mais claro do que uma memória real“, disse Vanessa Charland-Verville, neuropsicóloga do Grupo de Ciência de Coma da Universidade de Liège, na Bélgica. http://brasilsoberanoelivre.blogspot.com.br
O aspecto da experiência de quase-morte que pode ser objetivamente testado, validado e estudado no contexto de ser ou não real, [100 - página 186]
O termo experiência de Quase-Morte (EQM) refere-se a um conjunto de sensações freqüentemente associadas a situações de morte iminente que podem ocorrer em ...
A EQM, juntamente com os relatos de ...
http://www.amebrasil.org.br Link desativado (Artigo: Espírito e EQM)
Graças ao fantástico progresso do conhecimento médico e das técnicas de ressuscitação, cada vez mais um número maior de pessoas vem sobrevivendo a situações clínicas graves, muitas vezes diagnosticadas como morte clínica.
Os relatos que uma grande parte dessas pessoas fazem daquilo que viram, ouviram e sentiram durante aqueles instantes em que eram consideradas “quase mortas” e recebiam atendimento médico, apresenta uma nova visâo da morte e da própria vida.
Elas falam da certeza de terem vívenciado uma realidade em outro plano da existência, sendo que a maioria descreve...
[102 - página 91]
A dificuldade com informações anteriores sobre experiências de quase-morte foi que, embora tenham sido descritas por muitas pessoas que de fato estiveram próximas da morte, o potencial completo da experiências de quase-morte não foi compreendido pelos cientistas, os quais a enxergaram como apenas mais um outro estado mental, que poderia ser facilmente explicado por nossa corrente compreensão científica do funcionamento do cérebro. Foram precisos o conhecimento, a compreensão e a sensibilidade do Dr. Sam Parnia para ver o potencial completo da experiência de quase-morte (EQM) e a contribuição que ela poderia dar ao nosso entendimento da morte e de seu processo. Ele também percebeu o problema crucial enfrentado atualmente pela neurociência: a natureza da consciência. Sua profunda contribuição foi a de que nossa melhor compreensão sobre a morte pode ser alcançada ao estudar apenas experiências de quase-morte que ocorreram durante uma parada cardíaca, quando o coração pára e após 11 segundos a consciência e a atividade elétrica cerebral cessam, então nenhuma área de função cerebral permanece para manter a consciência. Até os sistemas mais básicos de manutenção da vida são destruídos; reflexos de respiração, freqüência cardíaca e cerebrais estão completamente ausentes — um estado equivalente à morteclínica. O Dr. Parnia percebeu que esse estado, que permanece reversível por cerca de 30 minutos, é o modelo mais próximo de que a ciência dispõe do processo da morte, e fornece um brecha excepcional de compreensão para aquilo que experimentamos como o fim da vida. Uma das características mais interessantes da experiência de quase-morte, durante uma parada cardíaca, é que, na recuperação, os pacientes algumas vezes relatam ter deixado seus corpos e assistirem ao processo de ressuscitação. Embora muitos pesquisadores tenham contestado a veracidade disso, alguns trabalhos sugeriram que muitas dessas narrativas descrevem com precisão o que de fato ocorreu. Essa evidência anedótica sugere que enquanto o funcionamento do cérebro estava ausente, o paciente não apenas teve experiências como também foi capaz de se lembrar delas, mesmo na ausência dos processos cerebrais. Essa é uma possibilidade surpreendente. Para a ciência, a pergunta mais importante é: será que a experiência de quase-morte ocorre e a consciência se mantêm quando todas as funções cerebrais estão ausentes — algo que a neurociência atual considera impossível —, ou será que a experiência de quase-morte acontece tanto antes quanto depois da parada cardíaca, embora seja interpretada por quem a expermenta como acontecendo durante a inconsciência? As recentes descobertas são tão alarmantes quanto intrigantes, e podem conter a chave para a descoberta do que acontece não apenas quando morremos, mas também para a questão mais ampla da natureza do ser. Dr. Peter Fenwick, bacharel em Medicina e Cirurgia, membro do Royal College ofPsychiatrists, consultor neuropsiquiátrico e neurofisiológico do Instituto de Psiquiatria de Londres.
Gostaria de ressaltar que este não é um livro apenas a respeito das experiências de quase-morte. Na verdade, minha área de interesse é o estudo objetivo da mente humana , do cérebro e da consciência durante a morte clínica e “real”. Uma vez que as origens desse estudo se baseiam na descoberta dessas experiências, há invariavelmente muitas referências a tais experiências no livro. No entanto, ele objetiva ir além desse assunto e estudar as “experiências reais de morte”, que é um termo mais correto para designar o que estamos pesquisando atualmente. Sam Parnia
Dr. Sam Parnia é um dos maiores especialista do mundo no estudo científico da morte, do estado da mente humana, do cérebro e das experiências de quase-morte.
Divide seu tempo entre os hospitais do Reino Unido e a Cornell University, em Nova York, onde é membro da Unidade de Cuidado Pulmonar. É fundador do Grupo de Investigação da Consciência, na Universidade de Southampton, e presidente da Horizon Research Foundation. Também conduz um estudo científico inovador, em parceria com inúmeros centros médicos do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Canadá, que objetiva descobrir, através da ciência, o que acontece quando morremos.
O Dr. Peter Fenwick e eu recebemos o auxílio em 2004 de Ken Searpoint, um brilhante especialista em ressuscitação do Hospital Hammersmith em Londres. Um ano antes, enquanto ainda na Universidade de Southampton, nós havíamos formado o Grupo de Pesquisa em Consciência com os especialistas Setephen Holgate e Robert Peveler (Psiquiatria). Hoje em dia, nossa rede de relações inclui nomes como:
[100 - página 211]
Em seu livro o Dr. Sam Parnia analisa as teorias propostas para explicar as causa das EQMs:
Livro:
"Minha experiência de quase morte mostrou que a morte não é o fim da consciência e que a exis
tência humana continua no além-túmulo.
E, mais importante ainda, ela se perpetua sob o olhar de um Deus que nos ama e que se importa com cada um de nós.» ético, defensor da lógica científica e neurocirurgião há mais de 25 anos, o Dr. Eben Alexander viu sua vida virar do avesso quando passou por uma experiência que ele mesmo considerava impossível.
Vítima de uma meningite bacteriana grave, ficou em coma por sete dias.
Afinal, como neurocirurgião, ele sabia que o que vivenciou não poderia ter sido
uma mera fantasia produzida por seu cérebro, que estava praticamente destruído.
-----///|||\\\----- "Durante o coma, não é que meu cérebro trabalhasse de forma inadequada – ele simplesmente não trabalhava. Hoje, acredito que isso tenha sido responsável pela profundidade e intensidade da experiência de quase morte (EQM) que vivi nesse período. Muitas das histórias de EQM aconteceram com pessoas que ficaram com o coração parado por algum tempo. Nesses casos, o neocórtex está temporariamente inativo, mas em geral não tão danificado, o que faz com que o fluxo de sangue oxigenado seja restaurado por meio da ressuscitação cardiopulmonar ou da reativação da função Cardíaca em torno de quatro minutos. Mas no meu caso o neocórtex estava fora de área. Eu estava conhecendo uma dimensão da consciência que existia completamente à parte das limitações de meu cérebro físico. As estruturas mais primitivas do meu cérebro continuaram a funcionar o tempo todo. Mas a região do meu cérebro que os neurologistas dizem ser responsável pela minha parte humana havia sumido. Eu podia ver isso nas imagens, nos números do laboratório, nos exames neurológicos – em todos os dados recolhidos aquela semana no hospital. Então eu logo comecei a perceber que a minha experiência de quase morte era tecnicamente quase impecável, e talvez um dos casos mais convincentes na história moderna do fenômeno. O que mais importava no meu caso não era o que tinha acontecido comigo pessoalmente, mas a impossibilidade de afirmar – a partir do ponto de vista médico – que tudo não passava de fantasia. Descrever uma EQM é um desafio, mas fazê-lo diante de uma comunidade médica que se recusa a acreditar que ela é possível torna a tarefa ainda mais árdua. Pela minha trajetória na neurociência e por minha própria experiência de quase morte, eu tinha agora uma oportunidadeúnica de tornar o assunto mais convincente". -----///|||\\\-----
-----///|||\\\----- Ao analisar minhas recordações com vários outros neurocirurgiões e
cientistas, aventei diversas hipóteses que poderiam justificar minhas
lembranças. 1. Uma programação primitiva do tronco encefálico para aliviar a dor e
o sofrimento terminal (um “argumento evolutivo” – talvez um
resquício das estratégias de “morte de mentira” de mamíferos
inferiores?). 2. A evocação distorcida de lembranças vindas das partes mais
profundas do sistema límbico (por exemplo, a amígdala lateral), que
são recobertas por tecido cerebral suficiente para deixá-las
relativamente protegidas da inflamação das meninges, que acontece
sobretudo na superfície do cérebro. 3. Bloqueio endógeno de transmissão glutamatérgica com a
excitotoxicidade, imitando o anestésico alucinógeno cetamina
(hipótese algumas vezes utilizada para explicar a EQM de maneira
geral). 4. Liberação de grandes quantidades de N, N-dimetiltriptamina (DMT)
pela glândula pineal ou em alguma outra parte do cérebro.
5. A preservação de regiões corticais isoladas poderia explicar algumas
das minhas experiências, mas isso era muito improvável devidoà gravidade da minha meningite e à sua resistência ao tratamento
durante uma semana.
Eu tinha mais de 27.000 glóbulos brancos periféricos por mm³, dos quais 31% de neutrófilos imaturos com granulações tóxicas; mais de 4.300 glóbulos brancos por mm3, 1,0 mg/dl de glicose, e 1.340 mg/dl de proteína no líquido cefalorraquidiano; comprometimento difuso da meninge com anormalidades associadas no cérebro, segundo a tomografia computadorizada, e, por fim, alterações graves da função do córtex e da mobilidade extraocular, segundo exames neurológicos, indicativos de danos no tronco encefálico. 6. Para explicar a “ultrarrealidade” da experiência, também sondei esta
hipótese: seria possível que redes de neurônios inibitórios pudessem
ter sido predominantemente afetadas, proporcionando altos níveis de
atividade entre redes neuronais excitatórias para produzir o aparente “ultrarrealismo” da minha experiência? 7. O tálamo, os núcleos da base e o tronco encefálico são estruturas
cerebrais mais profundas (“regiões subcorticais”) que alguns colegas
postulam que poderiam ter contribuído para a origem de tais
experiências hiperreais. 9. Uma geração extraordinária de memória por meio de vias visuais
evolutivamente antigas no mesencéfalo, usada predominantemente
nos pássaros e identificada muito raramente em seres humanos.
Apesar de esse fenômeno ser tão antigo quanto a humanidade, o termo “experiência de quase morte” só se tornou amplamente conhecido há poucos anos. Nos anos 1960, foram desenvolvidas novas técnicas que permitiram aos médicos ressuscitar pacientes que sofreram parada cardíaca. Pessoas que em outros tempos teriam morrido podiam agora ser trazidas de volta à vida. Sem saber, esses médicos estavam, por meio de seus esforços de resgate, produzindo uma espécie de viajantes extraterrenos: pessoas que enxergaram o que se esconde além do véu e voltaram para contar a história. Hoje elas já são milhões.
Atualmente, está em curso o mega estudo AWARE (sigla inglesa para "consciência durante ressuscitação"), liderado pelo Dr. Sam Parnia (um dos maiores especialistas do mundo no estudo científico da morte, do estado da mente humana, do cérebro e das experiências de quase-morte), e coordenado pela Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que começou em 25 hospitais na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, desde setembro de 2008.
Este estudo tinha como objetivo, inicialmente, examinar experiências de quase-morte em 1500 pacientes, sobreviventes de ataque cardíaco, durante 3 anos. Contudo, a duração do estudo e o número de hospitais que participam dele foram ampliados, inclusive com a inclusão de hospitais no Brasil e em outras partes do mundo. Nele, os especialistas estão verificando se as pessoas que tiveram suspenso o seu batimento cardíaco ou atividade cerebral podem ter experiências de se ver fora do próprio corpo. Para testar a "visão de cima", os pesquisadores vão instalar prateleiras especiais em áreas de atendimento de emergência dos hospitais. Elas contêm fotografias que só podem ser vistas de cima. http://espiritismoparainiciantes.blogspot.com.br
Raymond A. Moody Jr., M.D.
O QUE ACONTECE
Uma pesquisa séria e impressionante do fenômeno da sobrevivência à morte física.
Dramáticas experiências reais de pessoas declaradas clinicamente "mortas"! Relatos tão semelhantes, tão reais, tão esmagadoramente positivos, que poderão mudar a visão da humanidade sobre a vida, a morte e a sobrevivência eterna do espírito. O Dr. Raymond Moody conduziu um estudo envolvendo mais de uma centena de indivíduos que experimentaram a morte clínica e reviveram. Os relatos de suas experiências são espantosamente semelhantes em seus detalhes e fornecem uma prova incontestável da sobrevivência do espírito humano depois da morte. Este livro vem confirmar o que nós temos pensado durante dois mil anos: que existe vida depois da morte! A pesquisa, como a que o Dr. Moody nos apresenta no seu livro, é que nos esclarecerá muitas questões e confirmará o que nos tem sido ensinado há dois mil anos: que há vida depois da morte. Embora o Dr. Moody não pretenda ter estudado a própria morte, fica evidente, pelas suas descobertas, que o paciente moribundo continua a ter informação consciente do seu ambiente depois de ter sido declarado clinicamente morto. Isso coincide em muito com a minha própria pesquisa, que utilizou relatos de pacientes que morreram e vieram de volta, totalmente contra nossas expectativas e muitas vezes para surpresa de alguns médicos bem conhecidos, altamente especializados e certamente competentes. Todos esses pacientes experimentaram o ato de flutuar para fora de seus corpos físicos, associado com uma grande sensação de paz e totalidade. Muitos estavam cônscios de outra pessoa que os ajudava em sua transição para outro plano de existência. A maioria foi saudada por pessoas amadas que tinham morrido antes, ou por alguma figura religiosa que tinha sido significativa durante suas vidas e que coincidia, naturalmente, com suas próprias crenças religiosas. Foi esclarecedor ler o livro do Dr. Moody no momento em que me preparo para pôr no papel os resultados de minha própria pesquisa. O Dr. Moody deve estar preparado para um bocado de críticas, vindas principalmente de duas áreas.
Haverá membros do clero que ficarão perturbados por quem quer que ouse pesquisar uma área supostamente tabu. O segundo grupo de pessoas do qual o Dr. Moody pode esperar que reajam ao seu livro com preocupação são os cientistas e os médicos que encaram estudos deste tipo como algo “não-científico”. Penso que alcançamos uma era de transição em nossa sociedade. É preciso ter a coragem de abrir novas portas e admitir que nossos instrumentos científicos atuais são inadequados para muitas dessas novas investigações. Penso que este livro abrirá essas novas portas para pessoas capazes de manter a mente aberta, e que lhes dará esperanças e coragem de avaliar novas áreas de pesquisa. Elas saberão que este relato do Dr. Moody é verdadeiro, e que foi escrito por um investigador autêntico e honesto. É também corroborado pela minha própria pesquisa e pelos resultados de outros que pensam com seriedade: cientistas, eruditos e membros do clero que têm tido a coragem de investigar este novo campo de pesquisa na esperança de ajudar aqueles que precisam saber mais do que acreditar. (Ver: Fé raciocinada) Recomendo este livro a qualquer um que tenha a mente aberta, e congratulo o Dr. Moody pela coragem de publicar seus resultados. Flossmoor, Illinois. -----------------
Raymond A. Moody Jr.
Em A vida depois da vida – livro lançado nos Estados Unidos no ano de 1975, que já superou a casa dos treze milhões de exemplares – as pesquisas de Moody se complementam em considerações que se aprofundam, num fascinante estudo que amplia os horizontes da humanidade.
No prefácio de A vida depois da vida, Melvin Morse, M.D., declara: “Quando o livro do doutor Moody foi publicado pela primeira vez, os cientistas médicos riram e descartaram as experiências de quase-morte, rotulando-as como alucinações. http://www.petit.com.br Link desativado
O estudo científico das EQM, ou Síndrome de Lázaro como alguns nomeiam, tem seu primeiro relato científico em 1892 por Hein na Suiça, mas só começou a vincular na esfera científica a partir de 1975 pelos estudos de Raymond Moody quando também foi cunhado o termo EQM (Reflections on Life After Life. St. Simon's Island, GA: Mockingbird Books, 1977), mas relatos deste fatos existem em praticamente todas as culturas e desde de remotas épocas.
E como é criada toda essa vivência? www.amebrasil.org.br site desativado
Foi somente em meados dos anos 1970 que os estudos sobre a mente humana, durante o processo da morte, começaram a entrar nos círculos científicos. Antes disso, era considerado apenas um assunto religioso e filosófico. O interesse da comunidade científica havia começado quando Ray Moody, um médico americano e palestrante universitário aposentado em filosofia, publicou seu livro Life After Life, em 1975. Neste trabalho, Moody tinha coletado cerca de 150 depoimentos de sobreviventes às experiências de quase-morte. Notavelmente, ele descobriu que todos eles descreviam experiências semelhantes. Essas incluíam:
sentir-se em paz; ver uma luz brilhante; ver um túnel; entrar num domínio celestial; e ter uma flasback de suas vidas. Nessa hora, as pessoas estavam inconscientes. As experiências tinham provocado um efeito positivo em suas vidas, deixando-as mais respeitosas, religiosas e com menos medo da morte. Moody cunhou isto de “ experiências de quase-morte”. No início do livro, Moody tinha fornecido uma experiência “ideal” ou “completa” da morte, “modelo teorético”, baseado nas características das EQM. Ele enfatizou que isso não era a experiência particular de uma pessoa, mas sim um modelo ou composição de características comumente encontradas nas EQMs: “Um homem está morrendo e, enquanto alcança o grande ponto de aflição fisica,...
ele ouve de seu médico que está morto. Ele começa a ouvir um barulho desconfortável, um zumbido bem alto, e ao mesmo tempo sente-se movimentar-se rapidamente através de um longo corredor escuro. Depois disso, ele se encontra fisicamente liberto de seu próprio corpo, mas ainda no ambiente flsico, e vê seu corpo à distância, como se fosse um espectador. Ele assiste à tentativa de ressuscitação a partir de seu ponto de vista completamente incomum, e num estado de sublevação emocional. Depois de um tempo, ele se centra em si mesmo e se torna mais confortável nesta condição estranha. Nota que ainda possui um corpo, mas de natureza muito diferente, e com muitos poderes diferentes de seu corpo flsico deixado para trás. Logo, outras coisas começam a acontecer. Outros se aproximam para encontrálo e ajudá-lo. Ele vê os espíritos dos parentes e amigos que já morreram, e um espírito muito caloroso e amável que ele nunca havia encontrado antes — um ser de luz — aparece diante dele. Em algum momento, ele se vê cada vez mais próximo de uma espécie de barreira, ou fronteira, aparentemente representando o limite entre a vida terrestre e a próxima vida. Ainda assim, percebe que deve voltar à Terra, que a hora de sua morte ainda não chegou. Neste ponto, ele resiste, porque está tomado pelas experiências do pós-vida e não deseja voltar. Está extasiado pelos sentimentos de alegria, de amor e de paz. A despeito de sua atitude, no entanto, de alguma forma ele se reúne a seu corpo flsico e revive. Mais tarde, ele tenta contar aos outros, mas tem problemas ao fazê-lo. Em primeiro lugar, não consegue encontrar palavras terrestres para expressar aquilo que viu e que sentiu. Ele também acha que os outros ao redor zombam dele, então pára de contar. Ainda assim, a experiência afeta profundamente sua vida, especialmente suas visões da morte e seu relacionamento com a vida.” Moody também observou que muitas pessoas que tiveram uma EQM não passaram por todos os eventos descritos acima. Elas podem ter se lembrado de apenas um deles, de alguns talvez. Também o lugar onde os eventos acontecem variou — alguém pode ter tido uma experiência fora de seu corpo fisico no começo de sua EQM, por exemplo, enquanto outras pessoas podem ter visto a luz brilhante no início e ter uma experiência fora do corpo no fim. [100 - página 28] e [101 - página 27]
Alguns fatos devem ser estabelecidos com a finalidade de colocar o restante da minha exposição sobre a experiência de morrer em uma perspectiva correta:
Apesar da notável semelhança entre os vários relatos, não há dois deles exatamente iguais (embora alguns cheguem a ser praticamente idênticos). Não encontrei nenhuma pessoa que relatasse cada um dos componentes individuais da experiência “completa” - descritos acima. Muitos relatam a maioria deles (isto é, oito ou mais em cerca de quinze), e alguns chegam a incluir até doze elementos. Não há nenhum dos elementos da experiência composta que tenha sido narrado por todas as pessoas, que tenha aparecido em todos os relatos. Não obstante, alguns desses elementos chegam bem perto de serem universais. Não há em meu modelo abstrato nenhum componente que tenha aparecido apenas em um único relato. Cada um dos elementos apareceu em várias e diferentes histórias. A ordem na qual uma pessoa que está morrendo passa por esses vários estágios delineados rapidamente acima pode variar da ordem dada no meu “modelo teorético”. O quão longe a pessoa que está morrendo chega na experiência hipotética completa depende de se a pessoa realmente passou pela morte clínica aparente ou não, e, se sim, por quanto tempo ficou neste estado. Conversei com algumas pessoas que foram declaradas mortas, ressuscitadas, e que ao voltar não relataram nenhum desses elementos comuns. De fato, disseram que não se lembravam de absolutamente nada a respeito de suas “mortes”. Deve-se destacar que estou escrevendo principalmente sobre relatos, narrativas ou lembranças de outras pessoas que me foram transmitidos verbalmente durante entrevistas. [101 - página 29]
Estatísticas Pesquisa da Gallup feita nos Estados Unidos em 1982 mostrou que as experiências de quase-morte ocorreram em aproximadamente oito milhões de pessoas, ou 4% da população. A religião e a cultura não afetam as EQMs. A personalidade não afeta as EQMs. As EQMs também ocorrem com crianças (Alguns pesquisadores e comentaristas tinham discutido que os adultos podem ter imaginado as EQMs baseando-se em visões pessoais culturais e religiosas, mas as crianças nos estudos eram com freqüência jovens demais para formarem uma opinião em relação ao pós-vida, ou mesmo da morte propriamente dita). A fteqüência de EQM, em determinada pesquisa, era em torno de 6% (4 de 63) de sobreviventes de parada cardíaca, se não incluirmos as duas pessoas que tiveram características de uma EQM, mas que obtiveram pontuação muito baixa na escala Greyson, e cerca de 10% (6 de 63), se as incluíssemos. Curiosamente, os níveis de oxigênio eram maiores em pacientes com EQM do que naqueles sem, mas tínhamos de ser bastante cuidadosos ao interpretar isso, já que tínhamos uma amostra de pessoas com EQM muito menor do que sem. Dr. Pim Van Lommel, um cardiologista da Holanda fez um estudo sobre as EQMs durante paradas cardíacas. O pesquisador americano Bruce Greyson acompanhou 1.595 pessoas admitidas no hospital com problemas no coração, durante 30 meses. Dessas, 7%, ou aproximadamente 110 pessoas, sofreram uma parada cardíaca, e 10%, uma EQM. Um outro estudo completado por Janet Schwaninger, uma enfermeira cardíaca que tinha trabalhado nos EUA. Nele, 23% de sobreviventes cardíacos tiveram uma EQM. [100 - página 33/37, 110/111, 122/124]
Enfermeira do País de Gales, Penny Sartori, publicou um livro em que descreve situações em comum pelas quais pessoas que quase morreram disseram ter passado. Nos últimos dez anos, Penny Sartori entrevistou 300 pacientes internados em unidades de terapia intensiva e conseguiu 15 depoimentos completos. Os relatos estão no livro Experiências de Quase-Morte em Pacientes Internados em Terapia Intensiva - Um Estudo Clínico de Cinco Anos (em tradução livre). http://ultimosegundo.ig.com.br
Dr. Melvin Morse: "As crianças dizem ver familiares mortos"
Melvin Morse é médico pela Universidade George Washington, em Washington, DC (EUA), com especialização em Pediatria. Atualmente mora na região metropolitana de Washington, mas até o final de 2006 morou em Seattle, onde mantinha sua clínica particular e lecionava na Universidade de Washington. Suas áreas de pesquisa incluem leucemia e tumores cerebrais, tendo fundado o Centro de Cuidados Pediátricos Transitórios, uma clínica para crianças expostas à cocaína na fase pré-natal. Em 2005 fundou uma clínica para diagnóstico e tratamento de autismo. Vinte anos atrás foi o primeiro pesquisador a estudar casos de Experiência de Quase-Morte (EQM) em crianças. É autor de vários livros, dentre eles os best-sellers:
No Medinesp, onde se apresentou com as palestras Onde Deus mora: áreas do cérebro com interf ace biológica com um universo interconectado e Experiência de Quase-Morte, ele concedeu a seguinte entrevista à Folha Espírita: ...
Folha Espírita: Há diferenças entre EQMs vivenciadas por crianças e adultos?
...
Folha Espírita: o cérebro poderia armazenar essas memórias? ...
Folha Espírita: Quais estudos estão sendo conduzidos por sua equipe em relação aos assuntos espirituais? ... O cérebro usa o lobo temporal direito para processar a memória.
Se você ler qualquer texto de Biologia, verá que essa é a finalidade dessa área do cérebro. é fascinante, pois o lobo temporal direito também é o responsável por processar experiências espirituais como as EQMs. http://www.folhaespirita.com.b
EMMANUEL Swedenborg,
considerado um dos precursores do Espiritismo, relatou sua experiência fora do corpo, explicando como passou pelos primeiros eventos da morte. "Fui levado a um estado de insensibilidade quanto aos sentidos corporais, quase a um estado de morte. Porém, a vida interior, com o pensamento, permaneceu íntegra e, com isso, percebi e retive na memória as coisas que ocorreram aos que são ressuscitados dos mortos”. Ele se encontra com anjos que desejam saber dele se está preparado para morrer. Os anjos ou espíritos conversam uns com os outros, diz o pensador sueco. A fala desses anjos é escutada naturalmente por ele, mas não é ouvida pelos que estão à sua volta. A razão é que a fala do anjo flui diretamente para o pensamento. Swedenborg descreve também a “luz do Senhor” que permeia o além, uma luz de brancura inefável que ele próprio viu de relance. É uma luz de verdade e compreensão http://somostodosum.ig.com.br
Em 1980 Kenneth Ring, um psicólogo americano, elaborou uma escala de entrevista de dez pontos que permitiu que experiências fossem medidas e padronizadas.
Ele nomeou sua escala de pesquisa de “O índice de Peso da Experiência de Núcleo”. Tendo examinado vários casos de experiências de quase-morte, Ring concluiu que havia uma “experiência de núcleo”, que se desdobrava de uma maneira característica. Os estágios que ele descreveu eram:
Em 1983, Bruce Greyson, um psiquiatra que atualmente é catedrático da Universidade da Virgínia, criticou a escala de Ring por ser baseada em dez pontos arbitrários e desenvolveu outras medidas, a partir de entrevistas com 74 pessoas que haviam tido EQM. Ele então coletou as 16 características mais freqüentes e desenvolveu um questionário de 16 pontos, “A Escala Greyson”:
Geralmente era braca mas não machucava os olhos. Era descrita como "agradável" e “acolhedora”, e conduzia o indivíduo para dentro dela. Com freqüência os deixava com uma sensação calorosa de serem amados. Aqueles que encontraram essa luz freqüentemente descreveram passar por uma forte transformação e experienciar uma a mudança de mente. Geralmente, as pessoas sentiram que ficaram menos materialistas, mais gentis com os outros, mais dispostas a servir, prontas a ajudar, com menos medo da morte e mais religiosas. Em alguns casos, os familiares também notaram a diferença. Alguns, que eram ateus, desenvolveram uma fé extremamente forte em Deus.
O efeito na maioria dos casos se prolongou por décadas):
O ser emanava amor compaixão e calor, e fazia com que as pessoas se sentissem amadas e acolhidas. Com freqüência fazia o papel de um educado gentilmente levando a pessoa através de uma retrospectiva da sua vida, na qual se podia tanto ver o que ela tinha feito, e entendido quais erros cometeu. O objetivo parecia ser educá-la guiá-la, embora aquilo tudo talvez causasse um certo desconforto por causa do que fez aos outros, como uma maneira de compreender por que suas ações tinham sido errôneas). Experiência de ver figuras/pessoas já falecidas (Assim como ver um ser de luz, as pessoas descreveram a visão de parentes já falecidos durante suas EQMs, geralmente os pais, embora em alguns casos fosse um outro familiar. Experiência de estar numa fronteira, num limite, e de um ponto sem volta. [100 - página 38/40, 56, 82]
Embora não conseguisse comentar a validade das informações, obviamente as EQMs foram muito reais para aqueles que passaram por elas.
Nenhuma experiência foi igual à outra, mas no último instante o processo de morte realmente pareceu ser uma experiência agradável para a grande maioria, e pareceu se desenrolar de forma bastante característica.
Muito embora em diversos casos os acontecimentos críticos ou as doenças sérias levaram a experiências desagradáveis, ou mesmo dolorosas, durante as EQMs parecia haver um ponto em que cada dor ou trauma foi substituído por sensações prazerosas e de paz. Para muitos, isso então levou à visão de um túnel, geralmente muito rápida, até uma luz bem brilhante no fim. Muitos também descreveram a sensação de separação de seus corpos e serem capazes de "ver” eventos de cima enquanto “flutuavam” dentro e fora deles. Ao longo das experiências, as pessoas descreveram consistentemente serem capazes de pensar clara e lucidamente, com processos de pensamento bem-estruturados com clara formação de memória e razão. Algumas pessoas experienciaram ver principalmente parentes já falecidos, amigos ou até mesmo completos estranhos. Algumas viram um "ser de luz”, cheio de amor, compaixão e bondade e que seus olhos eram “perfeitos”.
O amor emanante do "ser de luz" era muito mais intenso e profundo do que o proveniente de todas as outras pessoas que eles encontravam durante a experiência.
Algumas pessoas identificaram o "ser de luz" como “Deus”, enquanto outras o descreveram como uma figura religiosa como Jesus, e outras simplesmente se referiam a ele apenas como um “ser de luz.” Durante a experiência, a comunicação se fazia através da “mente" e não da forma verbal. Após a EQM, elas descreviam uma grande transformação da personalidade. Isso foi particularmente o caso daquelas que encontraram o ser de luz. Finalmente, embora possuindo uma temática religiosa, as EQMs não pareciam relacionadas diretamente com as tradicionais visões religiosas do pós-vida. Como as pessoas conseguiam se lembrar de detalhes de forma tão clara quando estavam sob morte clínica durante 30 a 45 minutos? Como os processos de pensamento, a formação da memória e da razão podiam estar ocorrendo na hora em que não havia, ou houvesse muito pouca, função cerebral?. [100 - páginas 91, 106 e 124]
Estudos das EQMs em pessoas congenitamente cegas
[100 - página 54]
A Dra. Elizabeth Kübler-Roos, citada pela Dra. Marlene Nobre(1), observou que no curso de uma EQM ...
as pessoas deficientes sentiam-se completas; as mutiladas apresentavam seus membros intactos; as que estavam em cadeira de rodas podiam dançar e mover-se de um lado para outro sem esforço algum; e as pessoas cegas podiam ver. [102 - páginas 100] (1) - NOBRE, Marlene Rossi Severino Nobre. Nossa Vida no Além. 2ª edição. Editora FE, 1998.
Muitas das pessoas que me escreveram também aceitaram meu pedido de conceder uma entrevista no hospital, para que eu pudesse estudar seus casos em detalhes. Durante esse tempo, fiquei ainda mais fascinado e atordoado com os mistérios das experiências de quase-morte, e com o profundo efeito que tiveram para as pessoas que as viveram. Muitas das que conheci, ou que me enviaram informações, haviam sido transformadas para melhor, e realizaram feitos extraordinariamente humanos depois da experiência. (Ver: Iluminação do íntimo) Ficou bastante claro que havia uma ligação em comum entre as experiências. Estas informações pareciam confirmar a descrição original do Dr. Moody de que estar perto da morte era uma experiência bastante “agradável” para a maioria. Certamente as pessoas que me haviam escrito descreveram sensações prazerosas de paz, luzes brancas e brilhantes, a visão de um túnel, a visão de parentes falecidos, a entrada em um universo paralelo, em um ponto sem volta e o ftashback rápido de suas vidas, bem como a separaçao de seus corpos e acontecimentos vistos de cima. E muito importante para vários deles, que agora haviam perdido o medo da morte, e tinham sido positivamente transformados, tirando inspiração de suas experiências para continuarem a viver e realizar trabalhos humanitários. Aprendi muito com essas pessoas que foram capazes de compartilhar suas experiências comigo. [100 - página 73]
Experiências negativas de quase-morte
Curiosamente, nos relatórios dos anos 1980, começaram a aparecer informações de outras pessoas que haviam tido experiências negativas de quase-morte. Essas pessoas freqüentemente descreviam:
vácuos assustadores,; criaturas-zumbi; torturas; e outras experiências desagradáveis. Não era muito claro, no entanto, se essas eram experiências que haviam ocorrido devido à proximidade com a morte, ou se eram devido ao fato de a pessoa estar passando por alguma doença séria, como o excesso de dióxido de carbono no sangue, que eu sabia que poderia dar vazão a esse tipo de acontecimento negativo. [100 - página 31] (Ver: No leito da morte)
No posfácio de sua obra ínicial (1) Moody Jr. revelou que as EQM associadas à tentativa de suicídio foram uniformemente desagradáveis. As pessoas relatam que os conflitos dos quais quiseram escapar tentando o suicídio ainda estavam presentes depois que elas “morriam" mas com complicações adicionais. No seu estado fora do corpo não eram capazes de fazer nada, com relação aos seus problemas, e ainda tinham que ver as conseqüências infelizes que resultaram de seus atos. Segundo Atwater(2), contrariando o senso comum, a maioria dos enredos de EQM de suicidas são positivos ou, no mínimo, ilustrativos da importância da vida e do viver. Os sobreviventes de quase morte das tentativas de suicídio, freqüentemente retornam com o mesmo sentido de missão relatado por qualquer outro experiente do fenômeno. Em geral, essa missão é a de dizer aos outros suicidas em potencial que o suicídio não resolve nada. Os experientes sempre retornam com um sentimento de que o suicídio não é solução para nada, um sentimento que os deixa bastante renovados, e utilizam seus episódios como fonte de coragem, força e inspiração. Alguns enredos de suicidas são tão negativos que são transformadores, se utilizados como catalisadores para ajudar a pessoa a fazer a mudança. Tais mudanças podem vir de um despertar interior ou do medo de que o que foi vivenciado possa ser, de fato, precursor do seu destino final se algo não for feito logo. Há relatos de experientes que tentaram novamente o suicídio para reviver os fenômenos celestiais que sabiam existir após a morte. [102 - páginas 104] (1) - MOODY Jr., Raymond. Vida depois da Vida. 16ª edição. Editora Nórdica, 1991.
Após um trauma significativo para o cérebro, tal como ocorre com um machucado na cabeça, um ataque ou uma mudança no oxigênio sangüíneo, no dióxido de carbono e na glicose, há normalmente um período de perda de memória antes e depois do trauma. Nos casos de experiência de quase-morte houve perda de memória dos eventos ocorridos depois do trauma (um machucado na cabeça), bem como dos eventos ocorridos durante a doença. [100 - página 81]
O que acontece ao cérebro durante a parada cardíaca? Para o cérebro, o efeito da parada cardíaca, e por conseguinte do fluxo de sangue para o resto do corpo, é completamente catastrófico. As células cerebrais são completamente dependentes, para sua sobrevivência, do fluxo de oxigênio e nutrientes pela via sangüínea. O choque da falta de oxigênio para o cérebro, que geralmente leva apenas entre 10 e 20 segundos, faz com que as células liberem um transmissor químico chamado glutamina, o qual normalmente possui a função de estimular outras células. No entanto, a despeito de todo esse trabalho, as células cerebrais gradualmente são danificadas de forma irreversível e finalmente morrem. Inúmeros estudos demonstraram que imediatamente após uma parada cardíaca, a pressão sangüínea cai a níveis imensuráveis — na maioria dos estudos a menos de 15mmHg, um nível não-compatível com a vida*. A despeito de todos esses esforços pelo próprio corpo, no entanto, uma vez que o coração para, a respiração é suspensa e em alguns segundos as células cerebrais sofrem danos, param de funcionar e finalmente morrem, a menos que haja intervenção médica neste processo de reiniciar o coração. Como as pessoas com parada cardíaca poderiam ter pensamentos lúcidos, bem-estruturados com razão e lembranças? Isso parecia ser um verdadeiro paradoxo científico. Percebi que precisava estudar o que acontecia ao cérebro durante a parada cardíaca com mais detalhes.
Alguns pesquisadores acreditam que o lobo temporal direito é uma área do cérebro que nos permite perceber outras realidades e, talvez, até mesmo entrar nelas. Morse(*) denomina a área do lobo temporal direito como circuito do misticismo. Para ele, ali se dá a ocorrência da EQM, ou seja, é aonde interagem a mente, o corpo e o espírito. Wílder Penfield, neurocirurgião canadense, usou agulhas elétricas para tocar o lobo temporal direito, durante cirurgias e, com isto, produziu situações “fora do corpo” em seus pacientes(*) A maioria dos elementos das EQM pode, fisiologícamente, ser localizada no lobo temporal direito, com exceção da visâo da luz branca. Supõe-se que é ali que se originam as experiências fora do corpo, a recapitulaçào da vida, a visão de pessoas queridas já falecidas e a viagem por um túnel. A estimulaçào elétrica do lobo temporal direito do cérebro, acima do ouvido direito, mais especificamente no sulco de Sílvius, pode produzir visões místicas de música sublime, imagens de anjos e de parentes falecidos, e mesmo a vivência de retrospectivas panorâmicas da vida. A experiência da luz nâo tem origem conhecida no cérebro. Ela não pode ser ativada artificialmente, ela só é ativada no momento da morte ou durante algumas visões espirituais muito especiais. Para os cientistas, é um mistério o fato de o lobo temporal direito funcionar no momento da morte. Contudo, pesquisas sugerem que, na medida em que o cérebro está morrendo, partes do lobo temporal direito começam a funcionar adequadamente pela primeira vez. O fato de que isto processa memórias, dentro dos nossos bancos de memórias de longo prazo, demonstra que está funcionado muito bem. [102 - páginas 119] (*) - MORSE, Melvin e Paul Perry. Transformados pela Luz. Editora Nova Era, 1997.
Comecei a pensar nas implicações disso. Há alguma coisa que não se encaixa aqui, pensei.
(Ver: Consciência quântica)Temos um grupo de pessoas tão gravemente doente que chegou a atingir o ponto clínico de morte, mas ainda assim eles relatam ter processos de pensamento lúcidos e bem-estruturados, com argumentação e formação da memória daquela hora. Há também histórias confiáveis de pa cientes que se lembram de acontecimentos detalhados, ocorridos durante a ressuscitação.
Como isso pode acontecer? Como pode haver processos de pensamentos tão lúcidos quando o cérebro está, na melhor das hipóteses, desligado e, tanto quanto pudemos medir, não funcionando? Aquilo era particularmente intrigante. Normalmente pessoas que estão muito doentes desenvolvem um estado agudo de confusão, caracterizado por processos de pensamento desordenados com perda de memória. Isso é compreensível porque quando o delicado equilíbrio entre nutrientes, hormônios e outras substâncias ao redor do cérebro fica comprometido, então, é claro, não existe um trabalho adequado. A grande maioria das pessoas de nosso estudo possuía perda completa de memória durante o período da parada cardíaca, que é o que eu esperava, mas de 6 a 10% paradoxalmente pareciam ter processos de pensamento e consciência, em outras palavras, uma EQM. Muito embora eles também tivessem perdido as lembranças dos acontecimentos a respeito da doença, eles se lembraram da EQM muito claramente. ...Uma possibilidade era que talvez a consciência e os processos de pensamento não fossem medidos pela atividade elétrica das células cerebrais afinal. Talvez um mecanismo diferente estivesse envolvido. Embora isso, na época, parecesse completamente intuitivo, mais tarde descobri que alguns cientistas haviam começado a explorar a possibilidade de processos quânticos subatômicos medindo a consciência. [100 - página 119]
Experiências de Quase-Morte/ Experiências Fora do Corpo
As experiências de quase morte (EQM) são relevantes para a presente discussão pois envolvem a experiência de alguma independência da mente em relação ao corpo físico. Nas últimas décadas, as EQMs têm sido foco de um razoável número de investigações e debates. As EQMs surgem em situações de uma ameaça à vida, real ou imaginada, e envolvem, entre outras características, a percepção de estar fora do corpo físico, sentimentos de paz, vivenciar uma grande lucidez e clareza mental, encontro com pessoas já falecidas e/ou seres de luz, visão retrospectiva de toda ou partes da vida e o retorno ao corpo físico (Greyson, 2007). Muitos buscam explicar a EQM como sendo fruto exclusivamente de alucinações por alterações cerebrais num moribundo (hipóxia, uso de várias medicações...) ou como criações mentais baseadas nas crenças e mecanismos de defesa psicológicos dos pacientes. Entretanto, os proponentes destas teorias habitualmente não realizam pesquisas com EQM e não testaram as implicações empíricas de suas hipóteses. Embora a vivência das EQMs varie de pessoa para pessoa e entre as diversas culturas, parece haver um núcleo da experiência que se mantém relativamente inalterado entre as diversas culturas e pacientes (Athappilly et al., 2006; Greyson, 2007; Kelly et al., 2007). Do mesmo modo, a ocorrência e as características da EQM não se mostraram relacionadas com os níveis de oxigenação sangüínea ou com o número de medicações usadas pelos pacientes (Greyson, 2007; van Lommel et al., 2001; Parnia et al., 2001). Assim, não parece que a EQM possa ser explicada como sendo devida à expectativa dos pacientes, hipóxia ou polimedicação. Uma das características que mais chama a atenção na EQM é o funcionamento mental lúcido durante a EQM. Num paciente agonizante ou numa parada cardíaca, o cérebro, a princípio, deveria estar não funcionante ou com funcionamento bastante precário, como no estado confusional agudo (delirium). Pesquisas indicam que o EEG se torna isoelétrico (indicando ausência de atividade elétrica cerebral cortical) após 10 a 20 segundos de parada cardíaca. No entanto, muitos pacientes que tiveram EQMs durante paradas cardíacas referem que conseguiam pensar e ainda com maior clareza e lucidez do que em estado de vigília normal. Ou seja, estes dados sugerem que a consciência pode não ser necessariamente totalmente dependente do funcionamento cerebral (Parnia & Fenwick, 2002). Uma outra característica das EQMs que parece ser relevante como evidência de independência da consciência em relação ao cérebro e da possibilidade de sobrevivência postmortem são os relatos de descrições feitas pelo paciente, posteriormente confirmadas, de situações que ocorreram durante uma EQM e que o paciente não poderia ter percebido com seus sentidos normais, mesmo se estivesse desperto (Sabom, 1998; Stevenson & Greyson, 1979). http://www.hoje.org.br/site
IMPORTANTE!
O aspecto da experiência de quase-morte que pode ser objetivamente testado, validado e estudado no contexto de ser ou não real, é na verdade um componente fora do corpo.
Isto é, porque as pessoas que afirmaram ter uma dessas experiências com freqüência disseram ter visto o que nós, médicos, estávamos fazendo durante o tempo quando em muitos casos eles não deveriam ter nenhuma função cerebral presente. O restante da experiência de quase-morte é algo bastante pessoal, e não temos maneiras de determinar se há uma realidade externa correspondente. Na verdade, determinar a realidade dela (e não do componente do fora do corpo) possui muitas das mesmas limitações enfrentadas pelos cientistas que estudam experiências religiosas. [100 - página 186] (Este componente - elemento, estágio - da experiência de quase-morte pode ser o caminho mais curto para a ciência comprovar a sobrevivência da alma - [0] ) Ver:
Até agora, não temos prova definitiva e concreta para nenhuma das teorias. Entretanto, como muitas milhares de pessoas, inclusive crianças pequenas, relataram uma mente e uma consciência plenamente em funcionamento, e foram capazes de testemunhar acontecimentos ocorrendo nos recintos, há a hipótese de que mente e consciência existam separadamente do cérebro e também durante e, ao menos, por algum tempo após a morte. Existem também várias histórias de médicos que ressuscitaram pacientes que lhes contaram os detalhes do que aconteceu durante suas paradas cardíacas. [100 - página 225]
SERÁ QUE A MENTE E A CONSCIÊNCIA PODERIAM ESTAR SEPARADAS DO CÉREBRO?
Agora, a pergunta que eu sempre me fiz é: o que nós faríamos se fosse descoberto que a mente e a consciência são separadas do cérebro? Isso obviamente teria grandes implicações para todos nós. Como poderíamos afirmar isso, e que efeito teria em nossas vidas? À medida que a ciência progride, novos modos de “ver" e medir o mundo ao nosso redor são desenvolvidos. Na virada do século XX, o uso de raios-X começou a revolucionar a prática da medicina. Pela primeira vez os médicos conseguiam ver dentro do corpo.
Então, enquanto a ciência avançava, outros métodos foram criados, como o ultra-som, onde ondas de som passavam pelo corpo.
Infelizmente, no momento, não existem aparelhos disponíveis que nos permitirão ver e medir pensamentos e consciências.
Então talvez possamos facilmente descobrir a natureza da consciência e sua relação com o cérebro, mas agora precisamos utilizar meios indiretos para fazê-lo. [100 - página 227]
INEFABILIDADE
A compreensão geral que temos da linguagem depende da existência de uma grande comunidade de experiências comuns da qual quase todos participamos. Esse fato cria uma grande dificuldade, que complica todas as discussões que se seguem. Os eventos vívencíados por aqueles que estiveram próximos da morte estão fora da nossa comunidade de experiências, por isso bem se poderia esperar que eles tivessem certas dificuldades lingüísticas ao expressar o que lhes sucedeu. Com efeito, é isso precisamente o que acontece. As pessoas em questão unanímemente caracterizam suas experiências como inefáveis, isto é, “ínexprimíveis". Muitas pessoas fizeram observações no sentido de que “não existem palavras para expressar o que estou tentando dizer” ou “não existem adjetivos e superlativos que descrevam isto”. Uma mulher colocou a questão em termos sucintos quando disse: “Bem, para mim é um verdadeiro problema tentar lhe contar isso, porque todas as palavras que conheço são tridimensíonais. Enquanto passava por isso, ficava pensando: ‘Ora, quando eu estudava geometria, eles sempre me diziam que só havia três dimensões, e eu sempre acatei isso. Mas eles estavam errados. Há mais'. E, naturalmente, o nosso mundo — aquele em que estamos vivendo agora — é tridimensional, mas o próximo certamente não. E é por esse motivo que é tão difícil lhe contar isso. Só posso lhe descrever com palavras que são tridimensionais. E o melhor que posso fazer, mas não é na verdade o bastante. Não posso mesmo lhe dar um quadro completo”. [101 - página 31]
A grande maioria de meus informantes, entretanto, relata que se encontrou em outro corpo depois de liberta do físico. Aqui, contudo, entramos em uma área que é extremamente difícil de tratar. Esse “novo corpo” é um dos dois ou três aspectos das experiências de morte nos quais a inadequação da linguagem apresenta os maiores obstáculos. Quase todos os que me falaram desse “corpo” em dado momento ficavam frustrados e diziam: “Não dá para descrever”, ou qualquer outra observação com o mesmo efeito. Não obstante, relatos sobre esse corpo guardam uma forte semelhança um com o outro. Assim, embora diferentes pessoas usem diferentes palavras e façam diferentes analogias, esses vários modos de expressão parecem recair bastante sobre a mesma área. Os vários relatos estão também decididamente de acordo quanto às propriedades e características gerais do novo corpo. Assim, para adotar um termo que o designe e que reúna todas as propriedades razoavelmente bem, vou daqui por diante chamá-lo de “corpo espiritual”. As pessoas que estão morrendo tendem a se tornar conscientes de seus corpos espirituais em primeiro lugar através de suas limitações. Descobrem, quando estão fora de seus corpos físicos, que, embora possam tentar desesperadamente contar aos outros sua condição, ninguém parece ouvilas. Isso pode ser ilustrado bastante bem com o seguinte trecho da história de uma mulher que sofreu uma parada respiratória e foi levada para a sala de emergências, onde a tentativa de ressurreição foi feita. “Vi que eles estavam tentando me ressuscitar. Era mesmo muito estranho. Eu não estava muito alto, era quase como se estivesse em um pedestal, mas não muito acima deles, só talvez vendo-os de cima. Tentei falar mas ninguém me ouvia, ninguém queria me ouvir.” Para complicar o fato de que está aparentemente inaudível para as pessoas em volta, a pessoa em um corpo espiritual logo descobre também que é invisível para os outros. O pessoal médico e outros reunidos em volta de seu corpo físico podem olhar diretamente para onde ela está, em seu corpo espiritual, sem dar o menor sinal de que a estão vendo. Esse corpo espiritual também carece de solidez; os objetos físicos do ambiente parecem mover-se através dele com toda a facilidade, e é incapaz de tocar qualquer pessoa ou objeto que tente apanhar... Além disso, apesar de não poder ser percebido pelas pessoas em corpos físicos, todos os que o experimentaram estão de acordo que o corpo espiritual é, contudo, algo, por mais impossível de descrever que seja. Há um acordo em que o corpo espiritual tem uma forma ou contorno (algumas vezes globular ou de uma nuvem amorfa, mas também, algumas vezes, essencialmente a mesma forma do corpo físico) e mesmo partes (projeções ou superfícies análogas a braços, pernas, cabeças, etc.). Mesmo quando se descreve a forma como sendo em geral arredondada na configuração, se diz com freqüência que tem extremidades, em definitivo um alto e um baixo, e mesmo as “partes" já mencionadas. Ouvi esse novo corpo ser descrito de muitas maneiras diferentes, mas pode se ver que é mais ou menos a mesma ideia que está sendo formulada em cada caso. Palavras e frases que têm sido usadas por vários informantes incluem "nevoeiro", "nuvem", "‘fumaça’’, “vapor”, “neblina”, “transparência”, “nuvem de cores”, “padrão ou feixe de energia”’ e outras, para expressar significados semelhantes. [101 - página 47 e 50]
O Fantástico conta uma história do além!
Um neurocirurgião americano nunca acreditou em vida após a morte até passar por uma experiência dramática.
Ele entrou em coma profundo, teve visões de uma espécie de paraíso, e voltou convencido de que existe vida do outro lado. O que existe depois que a vida acaba? Para o neurocirurgião Alexander Eben, a morte sempre significou o fim de tudo. Ele entende do assunto: foi professor da escola de medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e há mais de 25 anos estuda o cérebro. Sempre tinha uma explicação científica para os relatos dos pacientes que voltavam do coma com histórias de jornadas fora do corpo para lugares desconhecidos. Até que ele próprio vivenciou uma delas. E agora afirma: existe vida após a morte. Era 10 de novembro de 2008. O doutor Alexander é levado às pressas para o hospital, com fortes dores de cabeça. Ao chegar lá, é imediatamente internado na UTI. Em poucas horas já estava em coma profundo. Ele havia contraído uma forma rara de meningite. Quando o doutor Alexander entrou no hospital os médicos disseram à família que a possibilidade dele sobreviver seria muito baixa. Ele ficou em coma profundo por sete dias. E foi durante esse período que o doutor Alexander afirma ter tido a experiência mais fantástica que um ser humano pode ter. "Na jornada que eu tive não existia corpo, apenas a minha consciência", diz o médico. Meu cérebro não funcionava. Eu não me lembrava de nada da minha vida pessoal, meus filhos, ou quem eu era. Ele escreveu um livro para relatar a sua experiência de quase morte. E conta que primeiro foi levado para um ambiente escuro, lamacento e sem seguida chegou a um lugar bonito e tranqüilo. Um vale extenso, muito verde, cheio de flores e repleto de borboleta, diz ele. Ele conta que viu também um espírito lindo, uma mulher com uma roupa simples e com asas. Ela me disse: ‘você vai ser amado para sempre, não há nada a temer, nós vamos cuidar de você’. Perguntamos ao doutor Alexander se ele viu Deus. Ele disse que sim: Deus estava em tudo ao meu redor, ele estava lá o tempo todo. Um pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora participa do maior estudo mundial já feito sobre as experiências de quase morte. “Os estudos mostram que apenas 10%, uma em cada dez pessoas que tiveram uma ressuscitação bem sucedida relatam experiência de quase morte. Os pacientes que vivenciaram uma experiência de quase morte tendem a ter ao longo do tempo, por exemplo, ...
A morte é uma transição, não é o fim de tudo, resume o doutor Alexander [Eben].
Minha jornada serviu para me mostrar que a consciência nossa existe além do corpo, e ela é muito mais rica fora dele. Isso pode significar que a nossa alma, nosso espírito, seria eterno.
No Brasil, existem pacientes como o doutor Alexander: Outro caso aconteceu com a mãe de Vera Tabach que passou três meses em coma. Ela voltou contando uma história incrível. “Ela confessou que nesse período de coma ela se viu como se fosse num quarto de hospital sempre numa cama com várias pessoas em volta de branco. Ela disse que tinha feito um acordo. Que eles tinham dado mais 22 Anos para ela, que ela ia conseguir criar os filhos e depois ela ia embora. E a gente achava aquilo uma história, mas realmente aconteceu”, lembra a jornalista Vera Tabach. Dia 17 de outubro de 1974, quando ela foi para UTI. E voltou depois de um tempo. Quando passou 22 Anos, em 1994, em abril, ela começou a se sentir mal. Às 05h, 18 de outubro de 1994, ela morreu. “Ela sempre dizia que na vida só não tinha jeito pra morte. E depois que ela voltou ela disse que até para morte tinha jeito” conta Vera Tabach. O doutor Alexander diz que por dois anos tentou achar uma explicação científica para o que aconteceu com ele e com esses outros pacientes. Queria saber se tudo podia ser uma ilusão produzida de alguma maneira pelo cérebro, conversei com colegas da área e cheguei à conclusão de que não há como que explicar. Não foi alucinação, não foi sonho. Mas nem todos concordam. O professor de neurociências da Universidade de Columbia, Dean Mobbs, diz que é difícil acreditar num desligamento completo do cérebro. E que mesmo no caso do doutor Alexander, outras áreas do cérebro podem ter permanecido ativas, provocando as sensações que ele descreve. O nosso cérebro é muito bom em transformar a realidade. Em um acidente, como um trauma na cabeça, os caminhos do cérebro podem ser danificados mas é possível que ele encontre outras maneiras de identificar os sinais que vêm de fora e criar uma nova experiência como a da quase morte, por exemplo. O uso de fortes analgésicos e a baixa oxigenação do cérebro durante estados de coma podem explicar que luzes e sons estranhos sejam percebidos pela mente. E a sensação de estar fora do corpo já foi induzida artificialmente em muitas pesquisas. Eu acho que essas experiências de quase morte na realidade são uma maneira do cérebro lidar com um trauma. A ciência ainda não tem respostas conclusivas sobre as experiências de quase morte. [e os místicos têm respostas definitivas] “A grande discussão que existe hoje é:
a mente é um produto do cérebro, o cérebro produz a mente; Ou a mente é algo além do cérebro, mas que se relaciona com o cérebro”, questiona Alexander. Independentemente do que tem acontecido, diz a esposa do doutor Alexander, para ela, que ficou ao lado do leito do hospital esperando o marido voltar, o final foi feliz. Quando chegamos em casa e sentamos no sofá, não acreditei que ele estava junto comigo de novo
LOGO o autor foi MUITO rigoroso em suas conclusões. A ciência ganhou, com este livro, alguns elementos fundamentais para a futura aceitação da vida após a morte: Legitimidade, acúmulo de evidências, debate epistêmico sobre o tema.
Colaboração de Eduardo Lima
Atwater, uma das grande pesquisadoras da EQM, faz os seguintes questionamentos:
A EQM, juntamente com os relatos de recordações das vidas passadas_(TVP), os casos sugestivos de reencarnação, as comunicações mediúnicas através da psicofonia, psicografia e da transcomunicaçào instrumental, vem abrir um novo campo de investigação para a comprovação da existência do Espírito e da sua imortalidade. Creio que a EQM não seja simplesmente um vislumbre do que ocorre após a morte física, mas uma oportunidade divina, um chamamento de DEUS para uma correção de rota, ou seja, uma chance oferecida para alguns, de reflexão sobre as suas vidas, sobre o que realizaram ou deixaram de fazer do que estava programado na sua caminhada terrena.
A recapitulação da vida; O encontro com o Ser de Luz; Os ensinamentos; as modificações flsíológicas e psicológicas experimentadas pelas pessoas reforçam esta hipótese. Além do conhecimento que adquiriram, num período curto do tempo terreno, as pessoas que passam por uma EQM voltam com suas energias recarregadas, com um novo sentido da vida, para aplicar melhor as potencialidades divinas de que são possuidoras. A maneira como enfrentam as mudanças, no exercício do livre arbítrio, norteará todo o processo de readaptação à nova vida. Melvim Morse, médico e pesquisador norte-americano, no prefácio do livro Envolvido pela Luz(2) faz a seguinte observação: Sempre me impressionam as pessoas que mergulham na luz de Deus ao final da vida e retornam com uma mensagem simples e bela: “O amor é o mais importante... O amor tem de prevalecer... Nós criamos tudo que nos cerca com nossos pensamentos ... Somos mandados aqui para vivermos plenamente, com abundância, para encontrarmos o fracasso e o sucesso, para usarmos o livre arbítrio a fim de expandir e glorificar nossas vidas". [102 - páginas 124] - (1) - ATWATER, P.M.H. Muito Além da Luz. Editora Nova Era, 1998.
Eu acho que as EQMs possuem a chave para a solução deste mistério. Ao estudá-las mais profundamente, seremos capazes de descobrir a verdadeira natureza da relação entre a mente e o cérebro e responder às perguntas mais intrigantes a respeito da existência num pós-vida. Então poderemos viver nossas vidas com um conhecimento mais abrangente sobre o que o destino nos reserva. [100 - página 233]
![]() A tela "Ascent of the Blessed" (1490) http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia
Com base nos elementos descritos pelos pacientes que passaram por uma experiência de quase-morte (EQM):
Greyson, 2000, 2003; Kübler-Ross, 1998, 2003; Moody Jr., 1989, 1992; Morse e Perry, 1997; Parnia e Fenwick, 2002; Van Lommel, 2004; Van Lommel et al., 2001. Que sugerem transcendência, Elias (2001, 2002, 2003, 2006) desenvolveu uma intervenção terapêutica para pacientes graves e terminais denominada Relaxamento, Imagens Mentais e Espiritualidade (RIME) (Elias e Giglio, 2001a, 2001b, 2002a, 2002b) e, na continuidade do estudo, desenvolveu um programa de treinamento para profissionais de saúde sobre essa intervenção terapêutica (Elias, 2005; Elias et al., 2006a, 2006b, 2006c). Segundo Van Lommel (2004), os eventos descritos e que constituem EQM são vivenciados e relatados não só por pessoas que foram dadas como clinicamente mortas por seus médicos, mas também por pacientes que estiveram em coma profundo, por pacientes em fase terminal e cujos relatos são chamados “visões no leito de morte” e por pessoas que passaram por situações de grande risco à vida, em que a morte parecia inevitável, e das quais saíram totalmente ilesas, como acidentes durante escaladas em montanhas ou acidentes de trânsito, os quais são comumente chamados de “medo da morte”.
O desenvolvimento da intervenção RIME iniciou-se em 1998, quando Elias começou a trabalhar com crianças e adolescentes com câncer em fase terminal e observou sofrimento psicológico e espiritual importante nesses doentes; ao buscar um método para minimizar essa angústia, por sincronicidade, assistiu a um documentário sobre EQM (Moody Jr., 1992), observando que os indivíduos que haviam passado por essa experiência tinham minimizado o medo da morte. Nessa dissertação de mestrado (Elias, 2001, 2002, 2006; Elias e Giglio, 2001a, 2001b, 2002a, 2002b), estudou, qualitativamente, a eficácia de intervenção RIME e observou que foi possível re-significar a dor espiritual durante o processo de morrer das pacientes com câncer, ou seja, a aplicação da intervenção RIME proporcionou melhor qualidade de vida neste processo de morrer e morte mais serena para as pacientes terminais atendidas, re-significando a dor espiritual que é representada pelo medo da morte e do pós-morte, ideias e concepções negativas em relação à espiritualidade e ao sentido da vida, assim como culpas perante Deus. Em resumo, a intervenção RIME consiste na integração das técnicas de relaxamento mental e visualização de imagens mentais com os elementos que representam a questão da espiritualidade, com base nos relatos de EQM.
A espiritualidade é compreendida como a relação do indivíduo com uma área mais transcendental de sua psique e as mudanças que resultam dessa meditação (Jung, 1986) e a vivência do amor incondicional (Charuri, 2001).
A escolha dessas bases teóricas, que definem a questão da espiritualidade, reflete as afinidades conceituais e filosóficas desses autores e o nosso estudo anterior no mestrado. Na revisão da literatura sobre estudos relacionados a espiritualidade e morte, destacamos dois artigos. Barham (2003) relatou um estudo de caso sobre o controle dos sintomas, nas últimas 48 horas de vida, de uma paciente que escolheu a técnica budista para vivenciar o processo de morrer; o autor observou que os aspectos relacionados à espiritualidade, à serenidade, à paz e ao amor foram muito importantes para que ela se sentisse segura de que faria uma boa passagem para o mundo espiritual, segundo sua crença. Papathanassoglou e Patiraki (2003), em uma perspectiva hermenêutica e fenomenológica, estudaram a experiência vivida por indivíduos após a hospitalização em uma unidade de cuidado intensivos, com foco em seus sonhos.
A finalidade da pesquisa foi explorar o sentido de ter estado criticamente doente.
Essas introspecções foram experimentadas como provenientes de uma parte mais profunda do próprio self do paciente (fonte interna) ou de um guia espiritual ou presença espiritual (fonte externa).
Os resultados indicaram que a meditação dirigida pode ser um recurso poderoso para terapeutas e seus pacientes, suicidas e outros doentes. Os autores dos estudos anteriormente relatados indicaram a necessidade de novas pesquisas, visto que os resultados ainda não podem ser considerados conclusivos. Os métodos dessas terapias assemelham-se à intervenção RIME, e a inovação por nós proposta refere-se à indução da visualização por meio dos elementos descritos pelos pacientes que passaram por uma EQM. Apesar da importância crescente que os profissionais de saúde têm dado à questão da assistência espiritual, o nosso trabalho é pioneiro no Brasil no que se refere ao treinamento de profissionais para o uso de intervenções que minimizem o sofrimento espiritual e sobre os resultados dessas intervenções.
No Brasil, Silva (2005) alerta que o profissional que elabora os currículos dos cursos da área médica não pode ignorar essas práticas, cabendo algumas reflexões. Ana Catarina Araújo Elias - Psicóloga e doutora em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professora de Pós-graduação e da Faculdade de Ciências Biomédicas do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp/Itu) e das Joel Sales Giglio - Psiquiatra e professor-associado do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da
Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Analista junguiano e
diretor de ensino da Associação Junguiana do Brasil (AJB). Cibele Andrucioli de Mattos Pimenta - Enfermeira e professora titular da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP). Linda Gentry El-Dash - Professora-associada do Departamento de Lingüística Aplicada do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Endereço para correspondência: Mais informações sobre RIME:
5.º ENLIHPE entrevista Ana Catarina Araújo EliasLink desativado E-mail: http://buscatextual.cnpq.br (Ver: Perispírito do enfermo )
Casos de EQM: Episódio da Grande Guerra - 1929 Caso do Sr. L. H. Hymans - 1930 Caso de desdobramneto sob ação do clorofórmio Caso a Senhora Schwabenhaus. Letargia extática - (Revista Espírita, setembro de 1858)
Vídeos:
Programa do Faustão: (Links desativados) Linha Direta: (Links desativados) EQM no Programa do Ratinho - Goulart de Andrade (Projeciologia): EQM na Rede TV! - Experiência de Quase Morte Colton Burpo, o menino que viu o Céu e conversou com Jesus
LINKs
Estudo científico encontra primeira prova de que existe vida depois da morte Estudo AWARE: A ciência está reescrevendo os limites entre a vida e a morte: http://tesourointerior.wordpress.com - Link desativado Estudos tentam comprovar experiências Pesquisa científica: http://www.horizonresearch.org NDERF - Fundação de Pesquisas Sobre a Experiência de Quase Morte Primeira grande organização a respeito da EQM: http://www.iands.org Experiências de Quase Morte e a Mente Auto-Consciente Independente Melvin Morse: As crianças dizem ver familiares mortos: http://www.folhaespirita.com.br - Link desativado
As experiências de Quase-Morte – Parte 1- Wilson Francisco: http://somostodosum.ig.com.br - Link desativado
As experiências de Quase-Morte – Parte 2-Wilson Francisco: http://somostodosum.ig.com.br - Link desativado
Dr.Melvin Morse: http://www.melvinmorse.com/light.htm The Ressuscitaton Council: http://www.resus.org.uk Forum espirita: http://www.forumespirita.net/fe - Link desativado
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5.º ENLIHPE entrevista Ana Catarina Araújo Elias