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Na morte, o perispírito se desprende “molécula por molécula.”
(Ver: Histogênese Espiritual)
Na desencarnação comum, a separação entre o Espírito
e o corpo não ocorre de forma brusca. A Alma se desprende gradualmente.
“A sensação dolorosa da Alma, por ocasião da morte, está na razão direta da soma dos pontos de contatos existentes entre o corpo e o perispírito, e também da maior ou menor dificuldade que apresenta o rompimento.” [1 - página .482
]
O principal fator no desprendimento é o “estado moral da Alma”, “para o homem cuja Alma se desmaterializou e cujos pensamentos se destacam das coisas terrena, o desprendimento quase se completa antes da morte real, isto é, ao passo que o corpo ainda tem vida orgânica, já o Espírito penetra a vida espiritual, apenas ligado por elo tão frágil que se rompe com a última batida do coração.”
A
Alma se desprende
gradualmente, não se escapa como um pássaro cativo a indivíduos. Estes laços se desatam, não se quebram. Durante a vida, o Espírito se acha preso ao corpo pelo seu envoltório semimaterial ou perispírito.
É, com efeito, racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar-se dela; ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo, de modo que, em chegando a morte, ele é quase instantâneo. Essas observações ainda provam que a afinidade, persiste entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, porquanto o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte. Verifica-se com alguns suicidas. (Ver: Cremação )
A
Alma, no
momento em que reconhece estar no mundo dos
Espíritos, ...
Etapas liberatórias do Espírito num processo
normal de desencarnação programada:
[1 - páginas 483 / 486]
Apenas na
histogênese espiritual, quando os acontecimentos da
morte se
realizam, é que a criatura humana desencarnada, plenamente renovada em si
mesma, abandona o veículo carnal a que se jungia; contudo, muitas vezes
intimamente aprisionada ao casulo dos seus pensamentos
dominantes, quando não trabalhou para renovar-se, nos recessos do espírito,
passa a revelar-se em novo peso específico, segundo a densidade da vida mental
em que se gradua, dispondo de novos elementos com que atender à própria alimentação,
equivalentes às trompas fluídico-magnéticas de sucção, embora sem perder de
modo algum o aparelho bucal que nos é característico, salientando-se, aliás,
que semelhantes trompas ou antenas de matéria sutil estão patentes nas
criaturas encarnadas, a se lhes expressarem na aura
comum, como radículas alongadas de essência dinâmica, exteriorizando-lhes as
radiações específicas, trompas ou antenas essas pelas quais assimilamos ou
repelimos as emanações das coisas e dos seres que nos cercam, tanto quanto as
irradiações de nós mesmos, uns para com os outros.[56
_página 84]
Há
casos de desencarnação estando o Espírito desdobrado, por exemplo, nas zonas umbralinas e o corpo em estado comatoso. Isso pode acontecer perfeitamente, do ponto de vista da exteriorização do pensamento, porque céu e inferno, exprimindo equilíbrio e perturbação, alegria e dor, começam invariavelmente em nós mesmos. [56 - página 207] |
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