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Na desencarnação comum, a separação entre o Espírito e o corpo não ocorre de forma brusca.

Dependendo do desencarnante, pode demandar muito tempo, até!

A Alma se desprende gradualmente.

[1 - página 481]


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“A sensação dolorosa da Alma, por ocasião da morte, está na razão direta da soma dos pontos de contatos existentes entre o corpo e o perispírito, e também da maior ou menor dificuldade que apresenta o rompimento.”

[1 - página .482 ]
[39 - página 167]*


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O principal fator no desprendimento é o “estado moral da Alma”, “para o homem cuja Alma se desmaterializou e cujos pensamentos se destacam das coisas terrena, o desprendimento quase se completa antes da morte real, isto é, ao passo que o corpo ainda tem vida orgânica, já o Espírito penetra a vida espiritual, apenas ligado por elo tão frágil que se rompe com a última batida do coração.”


[1 - página 482]


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A Alma se desprende gradualmente, não se escapa como um pássaro cativo a indivíduos.

Estes laços se desatam, não se quebram.

Durante a vida, o Espírito se acha preso ao corpo pelo seu envoltório semimaterial ou perispírito.

  • Em uns, o desprendimento é bastante rápido, podendo dizer-se que o momento da morte é mais ou menos o da libertação.
  • Em outros, naqueles sobretudo cuja vida toda material e sensual, o desprendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes dias, semanas e até meses, o que não implica existir, no corpo, a menor vitalidade, nem a possibilidade de volver à vida, mas uma simples afinidade com o Espírito, afinidade que guarda sempre proporção com a preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria.

É, com efeito, racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar-se dela; ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo, de modo que, em chegando a morte, ele é quase instantâneo.

Essas observações ainda provam que a afinidade, persiste entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, porquanto o Espírito pode experimentar o horror da decomposição.

Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte. Verifica-se com alguns suicidas.

[9a - página 114 questão 155]


(Ver: Cremação )


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A Alma, no momento em que reconhece estar no mundo dos Espíritos, ...

    • se praticou o mal, impelido pelo desejo de o praticar, no primeiro momento sentirá envergonhada.
    • Com a alma do justo as coisas se passam de modo bem diferente. Ela se sente como que aliviada de grande peso, pois que não teme nenhum olhar perscrutador.

[9a -página 116 questão 159]


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Etapas liberatórias do Espírito num processo normal de desencarnação programada:

    • Os operadores espirituais, através de complexo serviço de magnetização, “para facilitar o desligamento das vísceras”, isolam o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, “as fibras inibidoras do cérebro”.
    • Dirigindo ao plexo solar, desata laços “que localizam forças físicas”, provocando o extravasamento, pelo umbigo, de “certa porção de substância leitosa”, que fica pairando em torno, enquanto começam a surgir sintomas de esfriamento dos membros inferiores.
    • Passes sobre o centroemocional relaxa os elos que mantêm “a coesão celular” nesse centro, ao tempo em que nova “cota de substância desprende-se do corpo, do epigastro à garganta”.
    • Foge, então, o pulso, cessa a capacidade de raciocinar e sobrevém o coma e ocorre a "histogênese-espiritual" e , também, o singular fenômeno conhecido como “visão panorâmica” de todo o passado, em vertiginosa sucessão de imagens. Esse fenômeno de recapitulação tem sido registrado, também, de certa forma, nos casos das chamadas Experiências de Quase Morte.

[1 - páginas 483 / 486]
[40 -páginas 209 / 212]*
[13 citação página 93]*


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Apenas na histogênese espiritual, quando os acontecimentos da morte se realizam, é que a criatura humana desencarnada, plenamente renovada em si mesma, abandona o veículo carnal a que se jungia; contudo, muitas vezes intimamente aprisionada ao casulo dos seus pensamentos dominantes, quando não trabalhou para renovar-se, nos recessos do espírito, passa a revelar-se em novo peso específico, segundo a densidade da vida mental em que se gradua, dispondo de novos elementos com que atender à própria alimentação, equivalentes às trompas fluídico-magnéticas de sucção, embora sem perder de modo algum o aparelho bucal que nos é característico, salientando-se, aliás, que semelhantes trompas ou antenas de matéria sutil estão patentes nas criaturas encarnadas, a se lhes expressarem na aura comum, como radículas alongadas de essência dinâmica, exteriorizando-lhes as radiações específicas, trompas ou antenas essas pelas quais assimilamos ou repelimos as emanações das coisas e dos seres que nos cercam, tanto quanto as irradiações de nós mesmos, uns para com os outros.

[56 _página 84]
Uberaba, 5/3/1958.


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Há casos de desencarnação estando o Espírito desdobrado, por exemplo, nas zonas umbralinas e o corpo em estado comatoso.

Isso pode acontecer perfeitamente, do ponto de vista da exteriorização do pensamento, porque céu e inferno, exprimindo equilíbrio e perturbação, alegria e dor, começam invariavelmente em nós mesmos.

[56 - página 207]
Uberaba, 18/6/1958

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