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Importa muito
se compenetrar desta noção: de que a matéria_cósmica primitiva se achava revestida,
não só das leis que asseguram a estabilidade_dos_mundos,
como também do universal princípio_vital que forma gerações espontâneas em cada
mundo, à medida que se apresentam as condições da existência
sucessiva dos seres e quando soa a hora do aparecimento dos filhos da
vida, durante a período
criador.
[38 -
capítulo VI página 116 item 18 ] -
Allan Kardec - A Gênese - 1868
Antes
da formação da
Terra, os elementos orgânicos achavam-se,
por assim dizer, em estado de fluido no
Espaço, no meio dos Espíritos,
ou em outros planetas, à espera da criação da terra
para começarem existência nova em novo globo.
[9a - página 66
questão 45]
|
A
tese do surgimento da vida na terra, aprovada como errônea por
Pasteur, é a de
que há quatro bilhões de anos, quando gigantescas misturas de vapor d'agua,
hidrogênio, metano e amoníaco teriam produzido espontaneamente, sob a
ação de poderosas descargas elétricas, os tijolos químicos da vida, isto é,
os aminoácidos que formam as proteínas (das quais também participa o
nitrogênio), os carboidratos (pequenos açúcares ou oses) e os ácidos graxos,
compostos, os dois últimos, de carbono, hidrogênio e oxigênio. Esses tijolos
químicos teriam então adquirido vida, através da formação, por acaso,
do DNA.
[45
- página 26]
|
Como se nenhuma
inteligência estivesse atuando por trás de tudo isto [0]
|
Cientistas encontraram recentemente novas provas que parecem indicar que a
formação de aminoácidos, que são a base da
vida, não
acontece somente em cometas
e asteróides,
mas que também poderá ocorrer no espaço
interestelar.
Este resultado é consistente com as teorias que apontam para que os
principais ingredientes para o desenvolvimento da vida tenham vindo do
espaço. Conseqüentemente, os processos químicos que estão na
origem do desenvolvimento das formas de vida poderão ocorrer em outros
locais do Universo.
Os aminoácidos são os "tijolos" das proteínas,
que por sua vez estão presentes em todos os organismos vivos. Já se
encontraram aminoácidos em meteoritos que caíram na Terra, mas nunca no espaço. Pensa-se que os aminoácidos encontrados nos
meteoritos terão sido produzidos pouco depois da formação do Sistema_Solar, por ação de fluidos aquosos sobre cometas e asteróides,
cujos fragmentos, mais tarde, deram origem aos atuais meteoritos.
No espaço interestelar existem enormes nuvens de gás e poeira. A poeira
existente nestas nuvens é composta por pequeníssimos grãos, tipicamente
menores que um milionésimo de milímetro. Duas equipes de investigadores,
uma européia e uma norte-americana, tentaram reproduzir em laboratório
os passos físicos que culminam na formação destes grãos no interior
das nuvens moleculares. O que eles descobriram foi que os aminoácidos
se formavam espontaneamente nos grãos artificiais resultantes da experiência.
Ambas as experiências começaram com água e uma variedade de moléculas
simples, que sabemos existirem nas nuvens "verdadeiras", como é
o caso do monóxido de carbono, do dióxido de carbono, do amoníaco e do
cianeto de hidrogênio. Em câmaras especiais de laboratório
reproduziram-se as condições de temperatura e pressão que existem nas
nuvens interestelares, onde a temperatura ronda os 260ºC negativos e a
pressão é quase zero. Ao longo de toda a experiência foi necessário
trabalhar com todo o cuidado para evitar qualquer tipo de contaminação.
Como resultado, grãos análogos aos das nuvens interestelares acabaram
por se formar.
Os grãos artificiais foram depois expostos a radiação ultravioleta.
Este processo desencadeia reações químicas entre as moléculas e ocorre
de forma natural nas nuvens interestelares. Ao analisar a composição química
dos grãos, encontraram-se aminoácidos, concluindo-se que os aminoácidos
poderão surgir no espaço como produto de um processo químico natural
que ocorre no interior de nuvens de gás e poeira. Estes resultados
parecem então indicar que a vida poderá ser um evento relativamente
comum. No entanto, muitas dúvidas ainda permanecem. Por exemplo,
poderão estes resultados ser uma pista para descobrir o que aconteceu na
Terra há cerca de 4 mil milhões de anos atrás? Será que as condições
recriadas no laboratório são realmente semelhantes às do espaço
interestelar?
Duas
futuras missões da Agência Espacial Européia (ESA) tentarão responder
a algumas das perguntas para as quais ainda subsiste a dúvida. São elas:
-
a
sonda Rosetta (será a primeira a orbitar e a pousar na superfície
de um cometa, tentando descobrir qual a composição química destes
corpos), que será lançada no próximo ano,
-
e
a sonda Herschel que será lançada em 2007. Terá um espelho
com 3.5 metros de diâmetro, tentará observar radiação que até
hoje nunca foi observada - o infravermelho longínquo e radiação
submilimétrica. É precisamente nestes comprimentos de onda que se
poderão detectar os compostos químicos mais complexos como é o caso
das moléculas orgânicas.
http://www.astro.up.pt/nd/astro_news/2002/0602pt.html
|
A nova sessão do Planetário do Porto,de nome "Novos
Mundos", que estreará para o público a 8 de Junho
de 2002, aborda estes temas:
 |
Como
surgiu a vida no nosso planeta? |
 |
Será
que ela poderá existir em outros locais do nosso Sistema
Solar? |
 |
Como
poderemos encontrar planetas extra-solares? |
Para saber mais sobre os "Novos Mundos" não deixe
de visitar o sítio do Planetário do Porto em: http://www.astro.up.pt/planetario/index.html
|
|
Na
poeira cósmica,
síntese da vida, temos as atrações magnéticas profundas;
[41a
- página 184]
- Emmanuel - 1940
(Ver:
IDPs)
|
A
vida triunfante é luz imperecível,
impelindo-nos no rumo das Esferas Superiores; entretanto, encerra
consigo a rude batalha da evolução,
em que todos somos compulsoriamente engajados na condição de espíritos
eternos, a fim de conquistá-la.
EMMANUEL
Trabalho
de João
Gonçalves Filho (Vida - 3342) |
|
Distantes
da compreensão legítima, os corações fracos interpretam a vida por
mera penitência expiatória, enquanto os cérebros fortes observam na
luta planetária desordenada aventura. A peregrinação terrena,
todavia, é curso preparatório para a vida mais completa. Cada espírito
exercita-se no campo que lhe é próprio, dilatando a celeste herança
de que é portador.
EMMANUEL
Trabalho
de João
Gonçalves Filho (Vida - 3344) |
|
É
indispensável descobrir a grandeza do conceito de “vida”, sem
confundi-lo com “uma vida”.
-
Existir não é viajar da zona da infância,
com escalas pela juventude, madureza e velhice, até ao porto da morte;
-
é participar da criação pelo sentimento e pelo raciocínio,
-
é ser
alguém e alguma coisa no concerto do Universo.
EMMANUEL
Trabalho
de João
Gonçalves Filho (Vida - 3345) |
Cada indivíduo
biológico, se é físico no exterior, é sempre, embora em graus diferentes, psíquico
em seu centro interior, justamente porque é de origem elétrica o eixo do
sistema vorticoso.
Nos primeiros níveis, a eletricidade e o psiquismo,
que dela nascerá nos níveis mais elevados, estão sempre no centro do fenômeno
vital. Como o eixo atrai para o redor de si um sistema_vorticoso, assim o princípio_psíquico atrai e sustenta em torno de si uma vestimenta orgânica.
Então, a linha do transformismo vital já estava traçada e contida na linha da
expansão dinâmica (onda).
-
seja
cadeia de reações químicas,
-
seja
desenvolvimento individual,
-
seja
evolução biológica
[63
- A GRANDE SÍNTESE - Paralelos em química orgânica ]
A vida na Terra deve ser interpretada como um trabalho especial para o
espírito. Cada qual nasce
para determinada tarefa, com possibilidades de evolver
para outras, sempre mais importantes, e que, por isso mesmo, não será possível
arrebatar às criaturas os princípios religiosos de que dispõem, sem prejuízos
calamitosos para elas próprias.
-
A ciência
avançará, desvendando segredos do Universo, resolvendo problemas e
suscitando desafios novos a sua capacidade de investigação;
-
no entanto, a fé
sustentará o homem nas realizações e provas
que é chamado a atravessar. (Ver: Ciência
e Fé)
O Espírito renasce no mundo
físico, tantas vezes
quantas se façam necessárias para...
-
utilizar-se,
-
aperfeiçoar-se,
-
lucificar-se;
-
e, à medida que se aprimora, vai percebendo que a existência carnal é um ofício
ou missão a desempenhar, de que dará ele a conta certa ao término da
empreitada.
[73
- página 65] - André Luiz - 1968
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