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OS
PRIMEIROS HABITANTES DA TERRA
Dizíamos
que uma camada de matéria gelatinosa envolvera o orbe terreno
em seus mais íntimos contornos. Essa matéria, amorfa e viscosa, era
o celeiro sagrado das sementes da vida.
O
protoplasma foi o
embrião de todas as organizações do
globo terrestre, e, se essa matéria, sem forma definida,
cobria a crosta solidificada do planeta, em breve a condensação da
massa dava origem ao surgimento do núcleo, iniciando-se as primeiras manifestações
dos seres vivos.
Os
primeiros habitantes da Terra, no plano material, são:
Com
o escoar incessante do tempo, esses seres primordiais se movem
ao longo das águas, onde encontram o oxigênio necessário ao entretenimento
da vida, elemento que a terra firme não possuía ainda em proporções
de manter a existência animal, antes das grandes vegetações; esses
seres rudimentares somente revelam um sentido -
o do tato, que deu origem
a todos os outros, em função de aperfeiçoamento dos organismos superiores.
A
ELABORAÇÃO PACIENTE DAS FORMAS
Decorrido
muito tempo, eis que as amebas primitivas se associam para
a vida celular em comum, formando-se as colônias de infusórios, de
polipeiros,
em obediência aos planos da construção definitiva do porvir, emanados
do mundo espiritual onde todo o progresso da Terra
tem a sua gênese.
Os
reinos vegetal e animal parecem confundidos nas profundidades oceânicas.
Não existem formas definidas nem expressão individual nessas sociedades
de infusórios; mas, desses conjuntos singulares, formam-se ensaios
de vida que já apresentam caracteres e rudimentos dos organismos
superiores.
Milhares
de anos foram precisos aos operários de Jesus, nos serviços
da elaboração paciente das formas:
-
A
princípio, coordenam os elementos da nutrição e da conservação da
existência.
-
O coração e os brônquios são conquistados e, após eles,
-
formam-se os pródromos celulares do
sistema
nervoso e dos órgãos da procriação, que se aperfeiçoam, definindo-se nos
seres.
(Ver:
Evolucionismo)
AS
FORMAS INTERMEDIÁRIAS DA NATUREZA
A
atmosfera está ainda saturada de umidade e vapores, e a terra sólida
está coberta de lodo e pântanos inimagináveis.
Todavia,
as derradeiras convulsões interiores do orbe localizam os calores
centrais do planeta, restringindo a zona das influências telúricas necessárias
à manutenção da vida animal.
Esses
fenômenos geológicos estabelecem os contornos geográficos do
globo, delineando os continentes e fixando a posição dos oceanos, surgindo,
desse modo, as grandes extensões de terra firme, aptas a receber
as sementes prolíficas da vida.
Os
primeiros crustáceos terrestres são um prolongamento dos crustáceos
marinhos. Seguindo-lhes as pegadas, aparecem os batráquios, que
trocam as águas pelas regiões lodosas e firmes.
Nessa
fase evolutiva do planeta, todo o globo se veste de vegetação luxuriante,
prodigiosa, de cujas florestas opulentas e desmesuradas as minas
carboníferas dos tempos modernos são os petrificados vestígios.
OS
ENSAIOS ASSOMBROSOS
Nessa
altura, os artistas da criação inauguram novos períodos evolutivos,
no plano das formas.
A
Natureza torna-se uma grande oficina de ensaios monstruosos. Após
os répteis, surgem os animais horrendos das eras primitivas.
Os
trabalhadores do Cristo, como os alquimistas que estudam a combinação
das substâncias, na retorta de acuradas observações, analisavam,
igualmente, a combinação prodigiosa dos complexos celulares,
cuja formação eles próprios haviam delineado, executando, com as
suas experiências, uma justa aferição de valores, prevendo todas as possibilidades
e necessidades do porvir.
Todas
as arestas foram eliminadas. Aplainaram-se dificuldades e realizaram-se
novas conquistas. A máquina celular foi aperfeiçoada, no limite
do possível, em face das leis físicas do globo. Os tipos adequados à Terra
foram consumados em todos os reinos da Natureza, eliminando-se os
frutos teratológicos e estranhos, do laboratório de suas perseverantes experiências.
A prova da intervenção das forças espirituais, nesse vasto campo
de operações, é que,...
-
enquanto o escorpião, gêmeo dos crustáceos marinhos,
conserva até hoje, de modo geral, a forma primitiva,
-
os animais monstruosos
das épocas remotas, que lhe foram posteriores, desapareceram
para sempre da fauna terrestre, guardando os museus do mundo
as interessantes reminiscências de suas formas atormentadas.
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- Emmanuel
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