A eletricidade globular (ou raio globular) é apresentada como um organismo de transição entre o mundo dinâmico (energia) e o mundo biológico (vida), situando-se no limiar entre ambos.
2. ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO
Sistema Elétrico Fechado
Constituição: Sistema elétrico de circuito fechado formado pela combinação e associação de sistemas vorticosos
Origem: Gerado pela penetração eletrônica nos sistemas cinéticos atômicos
Material básico: Hidrogênio (primeiro elemento biológico), devido ao seu baixo peso atômico
Densidade: Aproximadamente igual à do hidrogênio, menor que a do ar (por isso "flutua")
Natureza Dinâmica
É formado por onda elétrica degradada que não se transmite linearmente, mas volta-se sobre si mesma
A trajetória da transmissão dinâmica muda: fecha-se em circuito, mantendo-se estável enquanto forças externas não o destroem
Reveste-se de matéria como um corpo, excitando e arrastando sistemas atômicos
3. CARACTERÍSTICAS DO RAIO GLOBULAR
Propriedades Físicas
Emite luz fosforescente
Possui individualidade distinta do ambiente
Apresenta persistência relativa dessa individualidade
Move-se lentamente, próximo ao solo
Evita obstáculos
Não tem tendência a aproximar-se de metais ou condutores
Desloca-se por vibração periférica própria
Comportamento "Vivo"
Demonstra algo semelhante a vontade e escolha
Possui rudimentos de previdência e memória
Capacidade de cisão (divisão em dois) e reunião (aproxima-se da reprodução)
Mostra coesão unitária e elasticidade
Pode ricochetear mantendo sua integridade
Apresenta alvoreceres de psiquismo em suas qualidades essenciais
4. PAPEL NA GÊNESE DA VIDA
Função Evolutiva
A eletricidade globular foi o primeiro organismo coletivo que:
Resume características comuns aos sistemas vorticosos e aos fenômenos biológicos
Representa a primeira organização de sistemas de vórtices com especialização embrionária de funções
É a forma de transição entre energia e vida
Dela nascerá a primeira célula
Processo de Transformação
Cadeia evolutiva completa:
Eletricidade (última espécie dinâmica - onda degradada)
Vórtice eletrônico (eletricidade determina na matéria)
Primeiro organismo de vórtices eletrônicos (raio globular)
O raio globular atua como centro de elaboração química, trabalhando com os quatro corpos fundamentais à vida encontrados na atmosfera:
H (Hidrogênio) - primeiro material biológico
C (Carbono) - elemento central da química orgânica
N (Nitrogênio)
O (Oxigênio)
Importância do Carbono
Possui elasticidade química: combina-se com elementos díspares
Apresenta inércia química: transmite resistência às reações, constrangendo-as à lentidão
Elimina transformações brutais, tornando-se o fundamento químico da vida
Permite nascer uma química instável e progressiva de cadeias dinâmicas abertas
Transformação Química
A química de equilíbrio estável da matéria transformou-se na química de equilíbrio instável da vida
A ordem estática transformou-se em ordem dinâmica
A vida é uma fusão de dois mundos: matéria fecundada por princípio dinâmico superior (energia)
6. CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS PRIMITIVAS
A atmosfera primitiva da Terra era especialmente favorável:
Muito mais rica em ácido carbônico
Mais densa e quente
Carregada de vapor d'água
Maior elasticidade química da matéria (mais jovem e menos estabilizada)
7. DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
Na Origem da Vida
Os raios globulares eram numerosíssimos e estáveis (não excepcionais como hoje)
Eram os únicos habitantes do planeta na fase inicial
Flutuavam numa atmosfera densa, quente, carregada de vapores
Eram "globos de fogo" contendo a potência da vida
Transformação e Queda
Com a condensação, tornaram-se mais pesados
Perderam capacidade de flutuar
Foram arrastados pelas chuvas
Caíram nas águas cálidas dos oceanos (o berço da vida)
Lá se estabilizaram, absorveram novos elementos
Complicaram seu metabolismo íntimo
Desenvolveram-se em primeiras formas vegetais (algas marinhas)
Estado Atual
Hoje reaparece apenas como lembranças atávicas
Possui equilíbrio instável e transitório
Tem curta persistência de vida
Tendência a desfazer-se
Morte violenta: decomposição explosiva da unidade, restituindo energia rapidamente
8. RELAÇÃO COM SISTEMAS VORTICOSOS
Conexões Fundamentais
O raio globular prova a conexão entre:
Sistema vorticoso
Raio globular
Primeira unidade protoplasmática da vida
Características Herdadas
Do sistema vorticoso, herda:
Capacidade de cisão e reunião
Coesão unitária
Elasticidade
Estrutura de movimentos abertos e comunicantes
Relações de ação e reação com moléculas externas
9. IMPOSSIBILIDADE DE SÍNTESE ARTIFICIAL
O texto adverte contra a tentativa de síntese química artificial da vida:
Razões da Impossibilidade
A fase evolutiva que a energia atravessava na origem era substancialmente diferente da atual
Condições definitivamente ultrapassadas são irreversíveis
A estrutura íntima da eletricidade atual não possui mais aquelas propriedades
Matéria e energia já viveram suas fases e estão estabilizadas
Momentos intermediários e fases de tentativas já foram ultrapassados
Advertências Filosóficas
A hora atual é de criações espirituais, não materiais
Fenômenos são dirigidos por causa determinante com finalidade elevada
Há zonas sagradas na ciência que exigem veneração
O domínio de fenômenos corresponde a leis de maturação individual e coletiva
O universo possui defesas próprias contra violações de sua ordem
10. FOLCLORE E MITOS
Manifestações Culturais
O fenômeno do raio globular gerou mitos em diversas culturas:
No Brasil:
Boitatá: bola de fogo protetora, alma penada
Registrado desde o Padre Anchieta como "BEATATA (coisa de fogo)"
Couto de Magalhães: "cobra de fogo", fogo fátuo
Em outras culturas:
França e Alemanha: fogo fátuo
Inglaterra: "Jack with a lantern"
Portugal: "alminhas"
Andes: "farol"
Texas (EUA): "Will o the wisp"
Haiti: Loogaroo
11. SÍNTESE CONCEITUAL
A página apresenta a eletricidade globular como:
Primeiro organismo dinâmico da Terra
Ponte evolutiva entre energia e matéria viva
Laboratório químico primitivo para síntese da vida
Precursor da célula e de toda biologia
Fenômeno sagrado da evolução universal
Hoje: vestígio atávico de um processo evolutivo concluído
A mensagem central é que a matéria recebeu o sopro divino através deste processo, onde energia superior animou a matéria inerte, gerando a vida na Terra.
Resumo elaborado com auxílio de inteligência artificial
(Claude, Anthropic, 2026)
Este resumo visa facilitar a compreensão inicial, mas o conteúdo completo da página contém detalhes importantes adicionais.
Conteúdo da página:
(com respectivas fontes)
De ,
o espírito, puro pensamento, princípio, a Lei que é Deus
caminha
para ,
num devenir contínuo, movimento feito de energia e vontade,
para
atingir seu último termo (). A matéria, estrutura, ação,
a forma. E, iniciar o seu regresso para .
Ciclo involutivo (espacial): espírito()energia()matéria() - Movimento descêntrico, a expansão e a exteriorização.
Ciclo
evolutivo (conceptual): matéria()energia()espírito()
(Ver:A
Lei do universo)
Encontraremos no último limite das espécies dinâmicas e no
limiar do mundo biológico, uma primeira unidade orgânica que justamente
resume em si as características que observamos, comuns aos sistemas vorticosos e aos fenômenos biológicos.
Essa primeira unidade vos é dada
pela eletricidade globular.
Nesta unidade, tendes a primeira organização de
um sistema de vórtices, com uma primeira especialização embrional de
funções.
Dela nascerá a primeira
célula, que englobará em si todos os
movimentos vorticosos determinantes e lhes conservará em germes as
características, verdadeira síntese dinâmica e síntese química, síntese
de forças e síntese de elementos, em que sistemas atômicos combinam-se
nos sistemas vorticosos e os átomos nas moléculas, arrastadas pelo recâmbio protoplasmático.
Pelo princípio das unidades coletivas, à diferenciação
sucederá paralelamente uma reorganização em unidades mais amplas, com
especialização progressiva de funções.
As células formarão tecidos e
órgãos e, como no vórtice primitivo, uma proporcionada psique ou princípio cinético diretor, de origem elétrica, presidirá o funcionamento de cada
unidade.
Isso, até que, na evolução, superada essa fase e fixada
definitivamente no subconsciente a fase consciente de formação, a
unidade ascenda à fase superior da consciência humana, que se sente a si
mesma no âmbito de sua ação, apenas enquanto esta é trabalho de
construção.
Já vimos para que metas superiores ela se dirige.
Mas, como
sempre, o que importa na vida é o princípio determinante das forças: é
acompanhar a evolução das causas e não, como fazeis, aevolução
dos efeitos (evolução darwiniana).
(Ver:Evolucionismo)
Vimos como a energia elétrica, isto é, a onda dinâmica mais
degradada, constrói, ao penetrar no edifício atômico, o sistema
vorticoso.
Não se confunda esse processo com a normal introdução de
energia “não degradada” nos sistemas atômicos já constituídos, que
assistis em qualquer transmissão dinâmica (raios solares etc.).
O
sistema vorticoso, aberto pela própria natureza, comunicante com o
exterior, com dois pólos e todas as características que veremos, era o
sistema mais apto a unir-se, entrando em combinação cinética, com
outros vórtices semelhantes.
O equilíbrio estabilizou-se gradualmente,
pelas próprias qualidades intrínsecas desse tipo de movimento, num
sistema de vórtices comunicantes e nasceu o primeiro organismo coletivo.
Não ainda célula, não ainda propriamente vida, essa unidade de natureza
ainda essencialmente dinâmica, organismo de força que se demora no
limiar do novo mundo biológico; já contém todos os germes do iminente
desenvolvimento.
Ele viveu em vosso planeta verdadeira forma de transição
de b e a e hoje já esgotou sua função biológica.
No entanto, ainda dele
sobrevivem traços e podeis observá-los para deduzir as suas características.
Isso porque a natureza não esquece, não anula jamais definitivamente
suas formas, e a lembrança das tentativas ressurge, embora
irregularmente. o raio globular é um organismo dinâmico de constituição eletrônica,
que em alguns casos podereis observar.
Longínquo descendente dos tipos
mais poderosos, dos quais nasceu a
célula, hoje ele possui, naturalmente,
um equilíbrio instável, transitório; uma persistência curta de vida e
uma tendência a desfazer-se.
Embora organismo efêmero, que raramente
reaparece por lembrança atávica, o aparecimento e o comportamento do raio
globular são fatos de vossa experiência.
Podeis, então,
comprovar quantas afinidades apresenta esse primeiro ser com os movimentos
vorticosos de que é filho, como também com os fenômenos da vida, que ele já tem em germe.
Colocado entre
esses dois fenômenos, que ele liga por continuidade, o raio
globular naturalmente apresenta as mesmas características
comuns a ambos, como vimos.
Com esse novo termo, fechamos a cadeia:
da eletricidade, última espécie
dinâmica (onda degradada);
ao vórtice eletrônico que a eletricidade determina na matéria;
até
o primeiro
organismo de vórtices eletrônicos (o sistema elétrico fechado do raio
globular);
O raio globular, então, é um
sistema elétrico fechado, nova unidade coletiva, formada pela combinação
e associação de sistemas vorticosos, gerados pela penetração eletrônica
nos sistemas cinéticos atômicos, mantidos ligados em unidades pelas relações
recíprocas ativo-reativas (até mesmo sua forma é a de um sistema de forças
fechado e equilibrado).
Neste caso, a onda dinâmica
degradada assume novo
modo de ser.
Sua trajetória aprofundou-se com os trens eletrônicos nos
sistemas atômicos; fundiu-se com eles; seu movimento muda de forma:
não
se transmite, mas volta-se sobre si mesmo;
O sistema cinético que
preludia a vida está profundamente mudado e é essencialmente diferente.
A trajetória da transmissão dinâmica muda de direção: a eletricidade
não se projeta mais de um pólo a outro, mas se fecha em si mesma, num circuito
fechado, que se mantém enquanto a estabilidade do sistema não
desmorona pela intervenção de forças externas.
Mas se, de
um lado, ele é um organismo de forças, próximo das forças dinâmicas
de que proveio, doutro lado,
excita a matéria, arrasta consigo os sistemas atômicos, e reveste-se de
matéria como de um corpo.
Esses fenômenos de transmutação, reduzidos à sua natureza cinética substancial, são bem compreensíveis.
Entramos, agora, na química.
Os
corpos simples, encontrados primeiro pela onda elétrica
degradada, em sua
passagem, são os elementos da atmosfera.
Pela introdução eletrônica,
eles são elaborados; o sistema cinético múltiplo do raio
globular torna-se um centro de elaboração química.
Colidindo
com a estrutura íntima do átomo, a energia pôde concentrar ao redor de
seu impulso a matéria encontrada;
O impulso,
ou sistema genético, ficará sendo a força diretriz da
vida, o psiquismo animador da forma;
a matéria,
arrastada num entrelaçamento de combinações químicas cada vez mais
complexo, estabilizar-se-á em unidades cada vez mais compactas, em formas
cada vez mais estáveis e constituirá o corpo.
Assim, a vida formará o seu suporte, bastante estável para iniciar sua
evolução.
Com um processo contínuo diretivo, de dentro para fora (direção
tangível dos fenômenos vitais), operará a sua transformação
progressiva.
Com isso, a eletricidade pôde condensar os elementos do ar.
Ora,
sabeis que o ar contém justamente os quatro corpos fundamentais — H, C,
N, O — que encontrais na base dos fenômenos da vida.
Eles apresentam a
propriedade de existirem no estado gasoso na atmosfera — Hidrogênio,
Carbono, Nitrogênio e Oxigênio, representados pelo Nitrogênio e
Oxigênio em estado livre, e os outros pelo estado de vapor de água (H2O) e de gás carbônico (CO2)
— prontos para encontrar toda a série de corpos secundários, que os
ajudarão a formar o protoplasma definitivo.
Ora, vimos exatamente que
esses corpos, por sua característica de possuir pesos atômicos baixos, são os primeiros a serem introduzidos no círculo vital.
Assim, pois, a série dos trens eletrônicos da onda dinâmica
degradada,
ao chegar dos espaços, encontrou-se em primeiro lugar com os sistemas atômicos
de estrutura cinética mais simples, ou seja, com menor número de órbitas
eletrônicas, os mais fáceis de serem penetrados e transformados em
sistemas vorticosos, isto é, em outros tantos germes de vida.
Os átomos
desses quatro corpos, mais obedientes e flexíveis ao impulso da energia
radiante que chegava, foram dessa forma mais facilmente encontrados e
escolhidos; por isso, constituem os elementos fundamentais da vida.
Verificais que é caráter essencial e comum a todos os compostos orgânicos
o conter Carbono como elemento mais importante e, com ele, Hidrogênio, Nitrogênio e xigênio.
Toda a química orgânica está baseada nos compostos
de Carbono.
Este possui as qualidades que o tornam particularmente
apto às funções da vida, como sejam: grande elasticidade
química, isto é, a faculdade de combinar-se com elementos químicos
mais disparatados, o que lhe confere excepcional fecundidade de composições; inércia química transmitida também aos corpos aos quais se une,
funcionando como resistência nas reações, constrangendo-as a uma lentidão
de movimentos que não é usual no mundo da química orgânica.
Por essa
sua tendência a eliminar as transformações brutais — que nas substâncias
minerais conseguem de repente a forma de equilíbrio mais estável — o
Carbono pôde tornar-se o elemento mais apto para o fundamento químico da
vida.
Através dele pôde assim nascer uma química instável e
progressiva, de cadeias dinâmicas abertas, em que as capacidades do
Carbono são largamente utilizadas e onde as encontrais todas.
Foi por
essas razões íntimas — isto é, pelas qualidades intrínsecas do
material constitutivo — que a vida terrestre assumiu a forma de
metabolismo que lhe é fundamental.
Imaginai outros aglomerados e centros
de matéria, em que os próprios elementos químicos estejam
diferentemente dispostos, ou amadurecidos, e compreendereis as formas
infinitas, nas quais o próprio onipresente princípio da vida pôde
ter-se desenvolvido no universo.
Por isso, pôde nascer na Terra uma química nova, lenta mas
essencialmente dinâmica, com deslocamentos contínuos de equilíbrio e
que, mesmo estando sempre em movimento, jamais atinge a estase definitiva.
Sobre essa química mutável, especialíssima, puderam basear-se os
processos da vida e de sua evolução.
Vede como, nestes seus primeiros movimentos, encontrais o germe das
características fundamentais que, mais tarde, acompanharão sempre todos
os fenômenos biológicos e são as únicas que poderão permitir sua
progressiva transformação ascensional.
O impulso originário encontrou,
dessa maneira, os elementos aptos para permitir seu desenvolvimento e pôde,
assim, desenvolver-se e desenvolveu-se em vosso planeta.
A
química de equilíbrio estável, da matéria, transformou-se, desse
modo, na química de equilíbrio instável da vida; a ordem estática
transformou-se em ordem dinâmica.
Isto prova que a vida é uma fusão de
dois mundos, pois enquanto é matéria é, ao mesmo tempo, fecundação
desta, por obra de um princípio dinâmico superior, a energia.
Por sua maravilhosa plasticidade, o Carbono
é a protoforma da química da vida.
As condições da atmosfera
primitiva eram, nas relações da gênese da vida, ainda mais favoráveis
que no presente: muito mais rica de ácido carbônico, que era abundantíssimo;
mais densa, quente, carregada sobretudo de vapor d’água, oferecia (também
como elasticidade química de u’a matéria mais jovem e menos
estabilizada) condições de todo favoráveis que, agora, desapareceram,
pela condensação e a gênese das matérias protoplasmáticas.
Assim, na
primeira idade da Terra, os elementos minerais primitivos, água, gás
carbônico, nitrogênio, são arrastados em combinações cada vez mais
complicadas da química orgânica, e a matéria mineral do ambiente é
progressivamente conduzida até a estrutura protoplasmática.
Hoje
encontrais o mesmo processo na assimilação que os vegetais operam,
partindo dos elementos minerais primitivos, isto é, na síntese
das proteínas, realizada a partir das substâncias inorgânicas,
naqueles laboratórios sintéticos que são as plantas.
Com a circulação
da água, que permite a utilização do nitrogênio nela dissolvido, e com
a introdução do anidrido carbônico (utilização do Carbono contido na
atmosfera), são admitidos no movimento vital os quatro elementos
fundamentais que vimos.
(Ver em:Evolução
da matéria)
O primeiro organismo cinético em que se iniciou essa síntese química
foi o raio
globular.
Os primeiros corpos introduzidos no novo sistema
dissemos que foram os de peso atômico mais baixo, que existiam em estado
gasoso na atmosfera.
Esse foi, exatamente, o berço em que tudo estava
pronto para o desenvolvimento do novo organismo de origem elétrica a
circuito fechado.
Embora ele hoje não apareça, pelas condições
ambientais modificadas, senão como instável lembrança atávica, podeis verificar
sua densidade aproximando-se à do Hidrogênio; como deveria ser,
por sua estrutura atômica, o
primeiro elemento movido pela radiação elétrica.
Com efeito, nos
casos que podeis observar, verificareis que esses globos elétricos “bóiam”
no ar, isto prova que sua densidade é menor, ou quase igual a da
atmosfera, como é justamente a do Hidrogênio.
O primeiro material biológico foi, então, o hidrogênio, ao qual
depois outros se acrescentaram.
Este o primeiro corpo de que se vestiu a
energia: seu primeiro apoio na Terra.
Um corpo leve, gasoso, à espera de
condensação e de combinações. o raio globular é constituído de Hidrogênio, a mais simples expressão da matéria
renovada por novo, e poderosíssimo impulso dinâmico.
Doutro lado, o raio globular tem todas as características
fundamentais de um ser vivo.
Se observardes seu comportamento, vereis
que ele emite uma luz que lembra a fosforescência; possui uma individualidade própria,
distinta da do ambiente; uma persistência,
embora hoje relativa, dessa individualidade: uma espécie de
personalidade.
A explicação de seus movimentos lentos, próximos do
solo, que parecem evitar os obstáculos, sem nenhuma tendência a
aproximar-se dos metais e dos corpos condutores, não pode ser dada por
nenhuma lei física.
Ele desloca-se no ar por sua própria vibração
periférica, a primeira extrinsecação cinética em que se manifesta
a vida, a expressão desse rudimentar psiquismo que a dirige.
Há nele
algo dos cílios vibráteis dos infusórios, num impulso que parece vontade,
como uma escolha, uma previdência,
uma possibilidade de tomar conhecimento do mundo exterior e de dirigir-se
conscientemente, quase com memória dele: alvorece o psiquismo em suas
qualidades essenciais.
Agora que conheceis a íntima estrutura cinética do sistema,
estrutura dos movimentos vorticosos abertos e comunicantes, em relações
de ação e reação, com as moléculas externas, a esse sistema, não
vos parecerá absurdo pensar que a superfície do globo elétrico seja a
sede de movimentos especiais e coordenados.
Essas características da vida
nós as encontramos existindo todas nos movimentos vorticosos, de que está
intimamente constituído o raio globular.
Logicamente, pois, encontrá-lo-eis também nele. Isto prova a conexão entre:
sistema vorticoso;
raio globular;
e primeira unidade protoplasmática da vida.
Encontrareis no raio
globular também outras características dos movimentos
vorticosos, como a capacidade de cisão, em dois, e de reunião,
como ocorre nos vórtices.
Muitas
vezes ele ricocheteia, mostrando, ao mesmo tempo, a íntima coesão
unitária e a elasticidade,
próprias da vida, tanto quanto dos movimentos vorticosos.
O raio globulardecompõe
sua unidade, restituindo, como na morte biológica, sua energia
interna.
Apenas ocorre que sua morte é mais violenta, de forma explosiva,
porque a restituição da energia é mais rápida.
É lógico que seja
assim, porque esta se encontra ainda mais em suas primeiras e mais simples
unidades orgânicas; portanto, não é contida pelas tramas de uma
complexa estrutura química.
Na vida, o sistema de movimentos vorticosos
é mais complexo: existe tal entrelaçamento na estrutura orgânica que,
de passagem em passagem, a energia tem de seguir mutações laboriosas,
antes de desemaranhar-se e atingir o ambiente externo.
Por isso, tendes
aqui, na morte, uma restituição de energia mais lenta e progressiva.
Assim, por explosão, extinguem-se essas criaturas efêmeras, último
retorno das formas superadas, das quais nasceu a vida.
Mas em condições elétricas e químicas mais adequadas, no mesmo
momento da evolução, em que a substância estava madura e pronta para
sua transformação, as primeiras tentativas de equilíbrio puderam
estabilizar-se e o raio globular pôde
evoluir até a forma protoplasmática.
Os casos esporádicos que hoje
podeis observar são apenas esboços de reconstrução daqueles
protoorganismos, em que começou a atração e a elaboração dos
elementos para a química orgânica, verdadeiros laboratórios para a síntese
da vida.
Os casos mais estáveis, os organismos mais resistentes, os mais
favorecidos pelas condições do ambiente, sobreviveram.
Com a mesma prodigalidade com que a natureza
multiplica e espalha hoje seus germes, para que só um pequeno número
sobreviva, surgiram miríades desses globos leves, em que a vida começava
a despertar e estava latente o germe de suas leis.
Eles ainda vagavam à
mercê das forças desencadeadas, numa atmosfera densa, quente, carregada
de vapores d’água, de gás carbônico, primeiras luzes incertas, mas
contendo a potência da vida.
Era a hora indecisa, crepuscular, a hora das
formações, em que o mundo dinâmico em plena eficiência, mas
convulsionado pelos mais poderosos desequilíbrios, tentava novos
caminhos, assomava desordenadamente às portas da vida.
Esses globos de fogoeram, então, os únicos habitantes do planeta; não excepcionais e instáveis como hoje, mas numerosíssimos e
estáveis.
Nem todos explodiam (morte violenta acidental).
O íntimo
movimento vorticoso tornava-se cada vez mais compacto.
A condensação de
u’a massa gasosa das dimensões de um dos raio
globulares, que por vezes tornam a formar-se na Terra, vos
mostra um volume da ordem de grandeza das primeiras massas
protoplasmáticas.
Assim mudou o peso específico e o primeiro organismo não pôde mais
flutuar no ar.
A onda gravífica incorporou-se à matéria que,
lembrando-se, respondeu ao apelo íntimo; a condensação foi atraída e caiu.
Mais pesados em virtude da
condensação, as miríades de germes da vida caíram, arrastados pelas
chuvas; caíram nas cálidas e vaporosas águas dos oceanos.
A protoforma
da vida chegara a seu berço.
A matéria recebera o sopro divino: agora
tinha de viver.
As águas,
sobre as quais se movera o espírito de Deus, tornaram-se a sede dos
primeiros desenvolvimentos, que só mais tarde atingiram as terras
emersas.
O íntimo sistema do primeiro germe estabilizou-se cada vez mais,
absorveu e fixou em seu ciclo novos elementos, complicou-se em seu íntimo
metabolismo, agigantou-se, esboçou suas primeiras formas que foram
vegetais, simples algas marinhas; diferenciou os primeiros traços
característicos das várias ramificações dos sistemas biológicos.
Assim, damatéria, retomada no turbilhão dinâmico, animada por novo
impulso em forma de germe elétrico caído do céu, nasceu avida .
(Ver:Primeiros
habitantes)
Não ouseis pensar na possibilidade de poderdes refazer uma síntese
química da vida; de dominar o fenômeno sagrado, em que as maiores
forças da evolução foram empenhadas.
Desses tempos até hoje, a evolução
realizou caminho incomensuravelmente longo e sua linha é irreversível.
Para vós, é absolutamente
impossível reproduzir condições definitivamente ultrapassadas.
A fase
que a energia atravessava então, era um estado substancialmente
diferente do atual.
A estrutura íntima da forma dinâmica, eletricidade,
qual a observais, não possui mais aquelas propriedades, nem mais as
possui o ambiente de ação.
Hoje, a energia já viveu suas fases, como as
viveu a matéria e, como está, encontra-se estabilizada em suas formas
definitivas.
Esses desequilíbrios de transição, esses momentos
intermediários, essas fases de tentativas e de expectativas estão
ultrapassadas nesse campo.
Esses tipos já estão realizados e o
transformismo evolutivo ferve alhures.
No presente, a hora é decriações espirituais; matéria e energia esgotaram seu ciclo, não
podeis mudar as trajetórias invioláveis dos desenvolvimentos
fenomênicos.
Pensai, além disso, que vós sois esse mesmo princípio que quereis
dominar, levado a um nível superior.
A
Lei, que também vós
representais, não pode voltar-se sobre si própria, para modificar-se a
si mesma.
Vós sois um momento do devenir do todo, desse momento não
podeis sair.
Verdadeiramente, não imaginais o que quereis, nem o alcance de tal
fato, nem que imensa e absurda desordem constituiria isso.
Que
significaria uma gênese artificial da vida hoje?
O simples fato de
acreditá-la possível vos mostra que não tendes a mínima ideia do
funcionamento orgânico do universo.
Essa gênese presume todos os períodos
de maturação, períodos igualmente amplos de sucessivo desenvolvimento.
Poder-se-ia hoje, sem preparação, iniciar novo processo evolutivo, para
conduzi-lo num planeta que já começa a envelhecer-se?
Os fenômenos são
sempre dirigidos por uma causa determinante e com uma finalidade elevada e
longínqua a atingir.
Infelizmente fizestes da ciência um conceito
utilitário, prático, e credes que ela é acessível a todos e por
qualquer meio.
Ao invés, eu vos digo que o domínio dos fenômenos e o
poder de determiná-los corresponde a leis precisas de maturação
individual e coletiva, e não podem ser concebidos senão pelos detentores
de elevação espiritual e de evolução da personalidade.
Eu vos digo
que, mesmo na ciência, há zonas sagradas, das quais temos que nos
aproximar com senso de veneração
e oração.
Só podemos caminhar em equilíbrio estável entre causa e efeito,
neste campo do conhecimento em que se movimentam forças tremendas.
Acreditais facilmente demais na possibilidade da loucura do arbítrio numa
ordem suprema, tão complexa e perfeita!
O domínio de fenômenos
semelhantes vos daria poderes imensos.
Que garantia pode dar vossa moral,
ainda tão atrasada?
Por isso, os fenômenos fundamentais e os pontos
estratégicos da evolução permanecem guardados e protegidos zelosamente,
contra vossa desastrosa intromissão, porque vossa ignorância é vossa
impotência.
Não vos parece absurdo que um organismo de leis tão profundas,
perfeito na eternidade, possa estar tão incompleto e ser tão vulnerável,
que deixe aberto o flanco à possibilidade de subversões arbitrárias?
Achareis natural que, dentro de uma ordem suprema, em que o equilíbrio
reina soberano, exista também um feixe de forças especializadas na função
de proteger as partes mais vitais do organismo, a fim de afastar qualquer
violação, de anular qualquer causa de desordem, como seria, neste caso,
exatamente vossa psique ou vontade, totalmente deseducada para o domínio
consciente de semelhantes forças.
Como vossa vida tem sua sensibilidade e seus instintos, tanto mais
despertos quanto mais vital o ponto que deve ser protegido, assim o
universo tem suas defesas sempre prontas e em ação, pelo mesmo princípio
de conservação e de ordem que vos sustenta.
Em diversas culturas, tentaram explicar o fenômeno
das bolas de fogo criando mitos e lendas.
No Brasil temos o Boitatá que
- apesar de assumir formas diferentes - originalmente tinha a aparência de uma
bola de fogo.
De norte a sul, do nordeste à região central, o Boitatá é um
dos primeiros mitos registrados no Brasil.
Como exemplo, lemos numa carta do
padre José de Anchieta: "existem fantasmas que vivem junto ao mar e aos
rios, chamam-se BEATATA (coisa de fogo), vê-se apenas um facho de luz correndo
e matando os índios como os Curupiras, não sei o que possa ser)"
Couto de
Magalhães escreveu que o Boitatá também protege a caça e é "cobra de
fogo".
O Boitatá é o fogo fátuo no Brasil, idêntico "aos que aparecem
na França e Alemanha";
(Ver:Apresentação dos Espíritos)
parece-se com "Jack with a lanterna" da
Inglaterra;
as "alminhas" de Portugal;
e o "farol" dos
Andes.
Muitas pessoas no Brasil afirmam que o Boitatá é uma alma penada,
pagando seus pecados.
É encontrado no Texas, Estados Unidos, com a denominação de "Will o
the wisp".
Daí já da para perceber a semelhança com o Loogaroo do
Haiti, que de Loup-garou/ Werewolf/ Lobisomem só tem o nome.