-
De a,
o espírito, puro pensamento, princípio, a Lei que é Deus,
-
caminha
para b,
num devenir contínuo, movimento feito de energia e vontade,
-
para
atingir seu último termo (g). A matéria, estrutura, ação,
a forma. E, iniciar o seu regresso para a.
|
-
Ciclo involutivo (espacial): espírito (a) ® energia (b) ® matéria (g)
- Movimento descêntrico, a expansão e a exteriorização.
-
Ciclo
evolutivo (conceptual): matéria (g) ® energia (b) ® espírito (a) -
(Ver: A
Lei do universo )
- A letra w (ômega) representa o Universo.
A respiração de w é: a ®b ®g ®b ®a |
|
Vosso
ciclo poderia definir-se como um físio-dínamo-psiquismo
Movimento
concêntrico (ciclo
inverso). |
[63
- A GRANDE SÍNTESE - A Lei ]
CONCEITO
SUBSTANCIAL DOS FENÔMENOS BIOLÓGICOS
A evolução das espécies dinâmicas (b)
trouxe-nos até à forma “eletricidade”,
situada no mais alto nível, nas fronteiras da energia.
Vimos que, substancialmente, a degradação dinâmica não é senão evolução,
isto é, passagem para as formas menos poderosas e cinéticas,
mas mais sutis, complexas e perfeitas. Vosso universo caminha visivelmente de um
estado de caos — apenas a fase tensão da primeira explosão dinâmica —
para um estágio final de ordem, ou seja, de equilíbrio e coordenação de forças.
-
A
fase
dinâmica é a de preparação
-
e
esta o ambiente em que nasceu a vida.
Em outras palavras, o fato de que a evolução dinâmica atingiu a forma
eletricidade, significa formação de um ambiente mais equilibrado, onde é
possível aquela nova ordem (isto é, coordenação e organização superior
de forças) que a denominais vida.
| Essa nova ordem se aperfeiçoará cada vez mais, em
prosseguimento do caminho evolutivo já percorrido, para coordenações
e organizações mais complexas e completas: orgânicas, psíquicas e
sociais. Pois, com a vida, inicia-se também a manifestação de suas leis e de seus equilíbrios
superiores, que dirigirão, nos níveis mais altos, também vossa
existência individual e coletiva. |
Como ocorre a transformação da eletricidade em vida? Compreende-se essa
passagem pela redução do fenômeno, como o fizemos para as formas de g ® b, à sua substância ou íntima
estrutura cinética. Desde as primeiras fases da vida,
o ritmo dinâmico transforma-se em outros ritmos, que se fundem em harmonias
mais complexas, em verdadeira sinfonia de movimentos.
-
A
matéria vos deu o princípio estático da forma;
-
a
energia, o princípio dinâmico da trajetória e transmissão;
-
a
vida vos dará o princípio psíquico do organismo e da consciência.
Uma primeira observação fundamental: o modo pelo qual colocamos o
problema do ser, com o transformismo g®b®a
— isto é, como um físio-dínamo-psiquismo — leva-nos a uma concepção
de vida diferente da vossa, muito mais
substancial. Geralmente procurais a vida em
seus efeitos, não em suas causas; na forma, não no princípio. Conheceis da vida
as últimas conseqüências, e descurasteis a
priori e de propósito o centro gerador. Tivesteis até ilusão de poder
reproduzir a gênese dos processos vitais, provocando os fenômenos últimos e
mais afastados da causa determinante.
-
Ora,
a verdadeira vida
não é uma síntese de substâncias protéicas, mas consiste no princípio
que essa síntese estabelece e dirige;
-
a
vida não reside na evolução das
formas, mas na evolução do centro imaterial que as anima;
-
a
vida não está na química complexa do
mundo orgânico, mas no psiquismo que a guia.
Observai, agora,
como nosso ingresso no mundo biológico
ocorre precisamente por via das formas dinâmicas. Com a
eletricidade, situada no vértice destas formas dinâmicas, desembocamos
não na forma, mas no princípio da vida,
no motor genético das formas. Isto porque caminhamos sempre aderentes à Substância
e existimos no âmago em que está a essência dos fenômenos. Leva-nos este
fato a uma colocação nova do problema da vida:
compreendemo-lo totalmente em seu aspecto profundo e substancial (o lado
psíquico e espiritual) e isto desde o primeiro aparecimento dos mais
rudimentares fenômenos biológicos, em que
já existe presente naquele psiquismo,
embora rudimentarmente.
A nossa biologia é de substância, não
de forma.
-
Alcançamos
não a veste orgânica mutável, mas o princípio que não morre;
-
não
a aparência exterior dos corpos físicos, mas a realidade que os
anima;
-
não
o que sai, mas o que fica;
-
não
o indivíduo nem as espécies em que se reagrupam as formas e
se encadeiam em desenvolvimentos orgânicos, mas a expansão do
conceito dirigente do fenômeno do psiquismo que vos preside;
-
não
a evolução dos órgãos, mas a evolução do Eu, que vos melhora e os
plasma para si, como meios para a própria ascensão.
Vista assim, em sua luz interior, a biologia coincide, também na análise crua
de suas forças motrizes, com o mais alto espiritualismo das religiões. Isto se
dá porque as vicissitudes do princípio
psíquico que evolui da ameba ao homem,
são as mesmas que depois amadurecem na ascensão
espiritual da consciência, que se eleva a Deus
pela fé. Pois, a pequena
centelha se tornará incêndio, o primeiro vagido tímido será o canto potente
de todo o planeta. Aqui vedes, chegando à completa e harmônica fusão, os
princípios das religiões e
os métodos do materialismo; vedes reunida a aspiração, ainda que cindida, do
espírito humano.
As três fases de vosso universo são g,
b, a.
|
As formas dinâmicas abrem-se
por evolução, não na vida como a
entendeis, mas no psiquismo
que é a causa dessa vida. |
Assim o fenômeno da vida
assume um conteúdo totalmente novo, um significado imensamente mais alto e, ao
mesmo tempo, não fica isolado, mas se concatena com os fenômenos da matéria e
energia. Podemos investigar a gênese científica do princípio
espiritual da vida, sem minimizar com isso, de modo algum, a
grandeza e a profundidade divina do fenômeno.
A energia é o sopro divino que anima a matéria, elevando-a a nível
mais alto. O Pentateuco, no capítulo 2º da Gênese, diz:
“O Senhor Deus, então, formou o homem da lama da terra,
e soprou-lhe na face o sopro da vida e
o homem foi feito alma vivente”.
A lama da terra é a matéria inerte, os materiais químicos do mundo
inorgânico. O grande hálito que move e vivifica a matéria cósmica, isto é:
"anemo",
alma, espírito, paixão,
turbilhão, não é apenas acrescentada a ela, mas funde-se com ela. Sabemos que
Deus não é potência exterior, mas reside no íntimo das coisas, e no íntimo
opera, profundamente, na essência. Não atribuais corpo e hálito à
Divindade. Compreendei que naquelas palavras não pode existir mais do que uma
humanização simbólica de uma realidade mais profunda.
[63
- A GRANDE SÍNTESE - Conceito substancial dos fenômenos biológicos ] |