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POR PATRIZIA CARAVEO E MARCO RONCADELLI Para entender como e do que é feito o Universo, os astrônomos devem fazer cuidadosos recenseamentos dos objetos celestes procurando medir a sua distância e atribuir-lhes uma massa.
Nessa tarefa são ajudados pela maravilhosa simplicidade das leis da física,
que supomos serem aplicáveis a todo o Universo.
Se pensarmos que o estudo do cosmo por meio da radioastronomia, óptica,
raios X e gama possa nos fornecer um quadro completo do nosso Universo
estaremos cometendo um erro grosseiro.
Da mesma forma que os buracos negros, a matéria
escura escapa às nossas observações diretas.
Veja reportagem completa em: http://www2.uol.com.br/sciam/mat_esc01.html (Link desativado) Revista
SIENTIFIC AMERICAN - Brasil
A matéria escura é matéria que não emite
luz e por isso não pode ser observada diretamente, mas cuja existência é
inferida pela sua influência gravitacional na matéria luminosa, ou prevista
por certas teorias.Por exemplo, os astrônomos acreditam que as regiões mais exteriores das galáxias, incluindo a Via Láctea, têm de possuir matéria escura devido às observações do movimento das estrelas. A Teoria Inflacionária do Universo prevê que o Universo tem uma densidade elevada, o que só pode ser verdade se existir matéria escura. Não se sabe ao certo o que constitui a matéria escura:
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=215
Rotação da Via Láctea é rápida demais para ser explicada sem a "energia escura" Nasa http://www.soteoria.hpg.ig.com.br (Link desativado)
Durante os últimos anos, as observações convenceram os cosmólogos de que os elementos químicos da matéria escura constituíam, combinados, menos da metade do conteúdo do Universo. A maior parte é formada por uma onipresente energia escura, dotada de uma estranha e notável característica: sua gravidade não atrai, mas repele.
Enquanto a gravidade atrai a matéria
convencional, repele a energia escura para uma nevoa quase uniforme que
portaria o espaço. Revista SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - Ediçao Especial - Nº 1, página 45.
Não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.
Desde a década de 1930, fala-se de matéria escura no universo.
Em
aglomerados de galáxias e halos de galáxias, deve haver cerca de dez vezes
mais matéria do que aquela visível na forma de estrelas e gás. Os nêutrons e prótons, que compõem os núcleos atômicos, são bárions. Desde a década de 1930, fala-se de matéria escura no universo.
Em
aglomerados de galáxias e halos de galáxias, deve haver cerca de dez vezes
mais matéria do que aquela visível na forma de estrelas e gás.
MATÉRIA ESCURA
Foto
de John Dubinski, Universidade de Toronto Uma simulação feita em computador por John Dubinski, um astrofísico da Universidade de Toronto, representa a matéria escura como uma enorme rede de filamentos espalhada pelo espaço, mostrada em branco acima.
Segundo os cálculos de Dubinski e outros astrofísicos, o universo
visível – estrelas e galáxias – é uma mera farpa do que há lá
fora.
COMPOSIÇÃO DO UNIVERSO (*) - Material:
A supersimetria é uma explicação atraente para a matéria escura porque ela postula uma nova família inteira de partículas - uma "superparceira" para cada partícula elementar conhecida. Essa novas partículas são todas mais pesadas que as conhecidas. Teoria de supersimetria predizem que o neutralino interagirá por meio de uma força maior que a gravitação: a força nuclear fraca. Revista
SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - ANO 1 - Nº 11 - Abril de 2003
Durante
70 anos, os astrônomos vêm reunindo evidência circunstancial sobre a matéria
escura, e quase todo o mundo aceita que ela é real. Mas evidências
circunstancial não satisfaz.
A busca de partículas de matéria escura está entre os mais difíceis experimentos já tentados na física. A principal dificuldade não é mais a sensibilidade de detecção, mas a impureza do detector. Todos os materiais na Terra, incluindo o metal com o qual o detector é construído, contêm traços de material radioativo como URÂNIO e tório. O decaimento deste material produz partículas que têm registro muito similar ao que se espera da matéria escura. Para identificarem quaisquer partículas de matéria escura com algum grau de confiabilidade, os pesquisadores precisam reduzir esses sinais de fundo por um milhão de vezes.
A
busca de partículas de energia escura é
ainda mais intratável, e tem sido posta de lado, pelo menos por enquanto. Revista
SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - ANO 1 - N° 11 - Abril de 2003
O Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), que está quase concluído ---
numa área circular entre cidadezinhas do interior, a poucos quilômetros de
Genebra, na Suíça ---, vai investigar a física nas distâncias mais curtas
(menor que um nanometro) e as mais altas energias já testadas.Por mais de uma década os físicos de partículas esperam ansiosamente por uma oportunidade de explorar esses domínios, às vezes chamado de tera-escala, devido à faixa de energia que envolvem: 1 trilhão de elétrons-volts, ou 1 TeV. Espera-se que ocorra uma ampliação significativa das fronteiras da física nessas energias, como a ardilosa partícula Higgs (que se acredita ser a responsável por dotar outras partículas de massa), a partícula que forma a matéria escura, substância que representa a maior parte da matéria do Universo. O que nos espera no território da tera-escala? Ninguém sabe. Mas...
Os físicos estão planejando uma máquina que pretende substituir e complementar o LHC em uma década, aumentando a precisão dos mapas rudimentares que serão decifrados a partir dos dados do LHC. No fim dessa jornada rumo à tera-escala, e além dela, saberemos pela primeira vez do que somos feitos e como tudo se passa no lugar que habitamos temporariamente. Revista
SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - ANO 6 - Nº 70 - Março de 2008 - páginas
48/49 (Ver: Fluido cósmico)
(2) o estudo do movimento das estrelas no disco das galáxias espirais; (3) o estudo das lentes gravitacionais.
http://www.if.ufrgs.br/~thaisa/matesc/matesc.htm (Link desativado)
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