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As
lentes do telescópio espacial Hubble flagraram o comportamento da energia
escura, um dos maiores enigmas cósmicos. Ao observar supernovas, que são explosões de estrelas, o telescópio registrou o efeito da aceleração da luz. A descoberta deve ajudar a explicar o que é a energia escura que cobre quase todo o cosmos, uma força que pode ser responsável pela contínua e acelerada expansão do Universo, também chamada de partícula Deus. Revista ISTOÉ/1775 - 08 de Outubro de 2003 - pá gina 100 Ver: Fluido cósmico ; Jesus no deserto ; Big Bang
No Universo atual, a energia escura domina sobre a matéria, e o universo
se expande de forma acelerada. Enquanto a tração gravitacional da matéria leva à desaceleração da expansão, a energia escura a acelera. Os resultados combinados do estudo das supernovas distantes e das flutuações do fundo de microondas cósmico fornecem a receita do universo: densidade total próxima da densidade crítica:
Nesse momento a comunidade científica encontra-se em incursão pelo coração da escuridão cósmica, na busca dos componentes escuros e desconhecidos que dominam o universo, componentes que pedem uma nova física. www.scian.com.Br (Link desativado)
Até
recentemente, os cosmólogos concentraram-se simplesmente na tentativa de
provar a existência da energia escura. Depois de terem formulado argumentos convincentes a esse respeito, eles estão se voltando para um problema mais profundo: de onde vem a energia? A possibilidade mais conhecida é a de que a energia é inerente ao espaço. Se um volume de espaço fosse totalmente vazio --- sem nada de matéria ou radiação --- ainda assim conteria esta energia. A respeitável noção desta energia remonta a Albert Einstein e à sua tentativa, em 1917, de construir um modelo estático do Universo. Como muitos proeminentes cientistas ao longo dos séculos, incluindo Isaac Newton, Einstein acreditava que o Universo é estático, que não está se contraindo nem se expandindo. Para conciliar a estagnação com a sua teoria da relatividade de geral, ele precisou introduzir a energia do vácuo ou, em sua terminologia, uma constante cosmológica. Ele ajustou o valor da constante de tal forma que a sua repulsão gravitacional contrabalançasse exatamente a atração gravitacional da matéria. Mais tarde, quando os astrônomos estabeleceram que o Universo está se expandindo, Einstein lamentou o seu artifício, considerando-o como o seu maior equívoco. Mas talvez este julgamento tenha sido apressado. Se a constante cosmológica tivesse valor ligeiramente maior que o proposto por Einstein, sua repulsão excederia a atração da matéria e a expansão cósmica seria acelerada. Muitos cosmólogos, entretanto, inclinam-se agora para uma ideia diferente, conhecida como quintessência. A tradução deste termo é " quinto elemento, uma alusão à antiga filosofia grega, que sugeriaque o Universo é composto de terra, ar, fogo, água e uma substância efêmera que impede a Lua e os planetas de caírem em direção ao centro da esfera celeste. Quase cinco anos atrás, Robert R. Caldwell, Rahul Dave e um de nós (Steinhardt), todos da University of Pennsylvania, reintroduzimos o termo para nos referir a um campo quântico dinâmico, não muito diferente de um campo elétrico ou magnético, que gravitacionalmente repele. O dinamismo é a característica que os cosmólogos consideramatraente na quin tessência. O maior desafio para qualquer teoria da energia escura é explicar a quantidade da matéria inferida --- uma quantidade que não seja demasiada a ponto de acarretar a sua possível interferência na formação de estrelas e galáxias no Universo primordial, mas que seja suficiente para que os seus efeitos possam ser sentidos hoje. ![]() O principal ingrediente do Universo é a energia escura, que consiste na constante cosmológica, ou no campo quântico conhecido como quintessência. Os outros ingredientes são a matéria escura, composta por partículas exóticas elementares, a matéria convencional (a não luminosa e a visível) e uma pequena quantidade de radiação. Revista
SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - Edição Especial - Nº 1, página 45. (Link desativado)
Os cientistas perceberam há poucas décadas que os movimentos das galáxias
dentro do Universo não podiam ser explicados pela atração gravitacional
das galáxias,
estrelas e gases visíveis. Por muito tempo, os cientistas disseram que:
Mas nos últimos anos os astrônomos determinaram que o Universo e suas galáxias estavam se afastando em taxa em aceleração, um fenômeno consistente com a existência de uma força antigravitacional conhecida como " energia escura". Gondolo disse que os cientistas agora acreditam que o Universo é composto de:
Diferente da matéria escura, que está sujeita à gravidade, a energia escura não é atraída para dentro de nossa galáxia, de forma que a Via Láctea é composta de cerca de 10% de matéria e 90% de matéria escura, disse Gondolo. O movimento giratório do disco espiralado e chato da Via Láctea é rápido demais para ser explicado apenas pela gravidade de suas estrelas e gases visíveis, de forma que os cientistas acreditam que ela esteja cercada por um "halo" muito maior -na verdade um esfera achatada- que contém algumas estrelas e predominantemente matéria escura não vista ... http://noticias.uol.com.br (Link desativado)
A energia escura faz mais que acelerar a
expansão do Universo. Ela ajuda a determinar a forma e o espaçamento das galáxias e pode ser a principal ligação entre vários aspectos da formação das galáxias que pareciam desconectados. Por que demoramos tanto? Somente em 1998 descobrimos que quase tres quartos do conteúdo do Universo, a chamada energia escura--- uma forma desconhecida de energia que cerca cada um de nós, nos puxando levemente e segurando o destino do Cosmos em suas garras de maneira quase imperceptível ---, estavam sendo ignorados. Alguns pesquisadores, é verdade, já haviam previsto sua existência, mas mesmo eles dirão que essa descoberta está entre as mais revolucionárias da cosmologia no século XX. Não apenas a energia escura parece compor o grosso do Universo, mas sua existência, se resistir ao teste do tempo, provavelmente exigirá o desenvolvimento de novas teorias na física. Cientistas estão apenas no início de um longo trajeto para entender a energia escura e suas implicações. Embora apenas seus efeitos sobre o Universo como um todo sejam observados, já se sabe que a energia escuratambém pode moldar a evolução de seus principais habitantes --- estrelas, galáxias e aglomerados galácticos. Astrônomos provavelmente observaram durante décadas o trabalho da energia escura sem ter se dado conta disso. (Ver: Fluido cósmico ) Ironicamente, a presença universal da energia escura é o que a torna tão difícil de reconhecer. Diferentemente da matéria, ela não se aglomera mais em alguns lugares que em outros; por sua própria natureza, está espalhada suavemente por toda parte. Qualquer que seja a localização --- seja sua cozinha ou o espaço intergaláctico --- a energia escura tem a mesma densidade, cerca de 10-26 kg/m3, o equivalente a um punhado de átomos de hidrogênio. Toda a energia escura em nosso Sistema Solar equivale à massa de um pequeno asteróide, tornando-a um ator sem importância na dança dos planetas. Seus efeitos aparecem apenas quando vistos de grandes distâncias e por longos períodos de tempo. Embora a energia escura tenha impacto irrelevante dentro da galáxia (isso sem falar da sua cozinha), ela acaba se tornando a força mais poderosa do Cosmo.
Evidências da energia escura:
Revista
SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - Ano 5 - Nº 58 - Março/2007. (Link desativado)
Do que o Mundo é Feito?: Quarks e Léptons http://www.aventuradasparticulas.ift.unesp.br -
Assim como o fluido mentomagnético envolve e penetra o organismo fisiopsicossomático do ser humano, que modela e comanda em suas mais íntimas estruturas, o Universo inteiro vive mergulhado e penetrado pelo fluido cósmico e vivificador que dimana da Mente Paternal de Deus.
Para análise, estudo e considerações que se fizerem necessárias:
(Ver: Natureza do
Perispírito e Trindade universal) |
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