As estrelas chamadas « fixas» e que constelam os dois hemisférios do firmamento não se acham de todo isentas de qualquer atração exterior, como geralmente se supõe. Longe disso ...
[38 cap. VI página126 Item37 ]
Esses diversos sóis estão na sua maioria, como o nosso,
cercados de mundos secundários, que eles
iluminam e fecundam por intermédio das mesmas
leis que presidem à vida do nosso sistema planetário. Uns, como Sírio,
são milhares de milhões de vezes mais
grandiosos e magnificentes em dimensões
e em riquezas do que o nosso e muito mais importante é o papel que desempenham
no Universo. Também planetas em muito maior número e muito superiores
aos nossos os cercam. Outros são muito dessemelhantes pelas suas funções
astrais. É assim que certo número desses sóis, verdadeiros gêmeos da ordem sideral, são acompanhados de seus irmãos
da mesma idade, e formam, no espaço,
sistemas binários, aos quais a Natureza outorgou funções inteiramente
diversas das que tocaram ao nosso Sol (1).
Lá, os anos não se medem pelos
mesmos períodos, nem os dias pelos mesmos sóis e esses
mundos, iluminados por um duplo facho, foram dotados de condições de existência
inimagináveis por parte dos que ainda não saíram deste pequenino mundo
terrestre.Outros astros, sem cortejo, privados de planetas, receberam elementos de habitabilidade melhores do que os conferidos a qualquer dos demais. Na sua imensidade, as leis da Natureza se diversificam e, se a unidade é a grande expressão do Universo, a variedade infinita é igualmente seu eterno atributo.
Mau
grado ao prodigioso número dessas estrelas e de seus sistemas, mau grado as
distâncias incomensuráveis que as separam, elas pertencem
todas à mesma nebulosa estelar que os mais possantes telescópios mal
conseguem atravessar e que as concepções da mais ousada imaginação apenas
logram alcançar, nebulosa que, entretanto, é simplesmente uma unidade na ordem das nebulosas que
compõem o mundo astral.[38 cap. VI página127
Item39 ] (Ver: Andrômeda)
As estrelas chamadas fixas não estão imóveis
na amplidão. Às constelações que se
figuraram na abóbada do firmamento não são reais criações
simbólicas. A distância a que se acham da Terra e a perspectiva sob a
qual
se mede, da estação terrena, o Universo, constituem as duas causas dessa dupla ilusão de óptica.[38 cap. VI página127 Item 40 ]
E esses astros, em números incontáveis,
vivem vida solidária. Assim como, na
economia do vosso mundinho terrestre, nada se acha isolado, também
nada o está no Universo incomensurável.
De longe, ao olhar investigador do filósofo que pudesse abarcar o quadro que o espaço e o tempo desdobram, esses
sistemas de sistemas pareceriam uma
poeira de grãos de ouro levantada em turbilhão pelo sopro divino, que faz voem nos céus os mundos siderais, como voam os
grãos de areia no dorso do deserto.
Em parte nenhuma há imobilidade, nem silêncio, nem noite! O grande espetáculo
que então se nos desdobraria ante os olhos seria a criação real, imensa
e cheia da vida etérea, que no seu formidável conjunto o olhar infinito do
Criador abrange.
Mas, até aqui, temos falado de uma única nebulosa - a Via-Láctea -, que com os milhões
de
sóis, e os seus milhões de terras habitadas, forma apenas, como já o dissemos,
uma ilha no arquipélago infinito.[38 cap. VI página129
Item44 ]
Atualmente as estrelas
são classificadas em função decrescente da temperatura, como segue:
http://astro.if.ufrgs.br/rad/espec/espec.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Star-sizes.jpg Wolf 359 é uma estrela localizada a aproximadamente 2,4 parsecs ou 7,8 anos-luz da Terra, o que a torna uma das estrelas mais próximas (somente Alfa Centauri e a Estrela de Barnard estão mais perto). Sua posição celestial é a constelação do Leão, próximo à eclíptica. É uma anã vermelha eruptiva extremamente fraca, invisível a olho nu. http://pt.wikipedia.org/wiki/Wolf_359
V838 Monocerotis é uma estrela hipergigante vermelha, localizada na constelação de Monoceros, com uma magnitude aparente de +15,74. http://pt.wikipedia.org/wiki/V838_Monocerotis (Ver: Explosão estelar)
Foi descoberta nos céus do hemisfério Sul uma estrela essencialmente composta por hidrogénio e hélio, a sua abundância em elementos pesados é cerca de 200000 vezes menor que a do Sol … http://www.astro.up.pt/nd/
(Link desativado)
Chandra
pode ter descoberto novo tipo de matéria
De acordo com os modelos aceites atualmente, um dos fins possíveis para uma estrela de grande massa é transformar-se numa estrela de neutrões. No entanto,
observações recentes feitas pelo Chandra, o observatório em raios-X da NASA, permitiram a descoberta de falhas nos modelos.
As observações feitas pelo Chandra de duas estrelas (RX J1856.5-3754 e 3C58) mostraram que estas estrelas não deverão ser estrelas de neutrões como se pensava inicialmente. No
caso de uma estrela de neutrões, teríamos uma estrela semelhante a um
gigantesco núcleo atômico (sem protões,
apenas com neutrões), com alguns quilômetros de diâmetro. No entanto, no caso
destas estrelas, temos algo ainda mais denso
que um núcleo atômico. Uma das hipóteses que surgiu para explicar este fenômeno
é que as estrelas sejam constituídas por quarks puros (os "tijolos" das partículas nucleares) ou então contêm
cristais de partículas sub-nucleares que só têm sido observados após colisões
de altas energias e durante intervalos de tempo extremamente curtos.
http://www.astro.up.pt/ (Link desativado) (Ver: Aminoácidos)
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